3º Woman in Tech: Mercados que se transformaram com o blockchain Bitcoin

3º Woman in Tech: Mercados que se transformaram com o blockchain

Mayra Siqueira

Até onde a tecnologia pode nos levar? Em que momento nossas vidas se voltaram, e seguirão se voltando para o mundo das criptomoedas, e como podemos ajudar as próximas pessoas a entrarem conosco?
De discursos firmes e potentes, as três convidadas do 3º Woman in Tech, promovido pela FoxBit, esclareceram dúvidas, passaram suas impressões e experiências no mercado regulado pelo Blockchain, e inspiraram as mulheres presentes no evento.
A mediação foi de Natália Garcia, sócia da FoxBit, que atua na área de business strategy and developer. As convidadas foram Juliana Loyola, desenvolvedora de negócios na tecnologia Blockchain, Nathalia Nicoletti Ramos, administradora e co-fundadora da Star Labs, membro do Blockchain Hub Brasil, e também Rosine Kadamani, advogada e co-fundadora da Blockchain Academy.


Cada uma, com sua experiência pessoal, passou uma análise sobre Mercados que se Transformaram com o Blockchain, com destaque para o uso da tecnologia para áreas como agropecuária, tentativas na área de economia colaborativa e setor público.
Nathalia salientou que a questão da confiança é fundamental para a relação com o governo: “Temos motivos para não confiar nos processos do setor público, e muitos já estariam mais confiáveis no blockchain”, citando o exemplo do aplicativo Mudamos, que valida todos os nomes que apoiam projetos de leis de iniciativa popular através da tecnologia com suas assinaturas eletrônicas.

Rosine destacou que trazer entendimento para mulheres – e todos – para o mundo das criptomoedas e do blockchain já é uma necessidade.
“Não é mais uma questão de curiosidade, é uma questão de cultura geral. O mundo está sendo transformado, e o Brasil em muitas coisas está ficando para trás. Muitos países já se posicionaram abertos para inovações. Onde queremos ficar nessas mudanças?”
No Dia da Mulher, diversas instituições chamaram a atenção para a pouca presença feminina no mercado financeiro, em comparação com a presença masculina. Como uma publicação da Quartz, que defende que o blockchain só terá uma adesão massiva com a participação de mulheres como desenvolvedoras e usuárias de tecnologia. A autora do texto apontou situações em que mulheres do Afeganistão passaram a ter mais poder ao conseguirem pagamento através de bitcoin, uma vez que, em sua maioria, elas não possuem contas bancárias. Uma forma de mostrar como a tecnologia da rede “em blocos” pode ajudar no equilíbrio de desigualdade de gênero pelo mundo.
O público do evento, que aconteceu no espaço Cubo,  foi majoritariamente feminino, com mulheres engajadas em aprender e expandir os seus conhecimentos sobre blockchain e criptomedas. O recado final das participantes foi: Estude. Corra atrás. O mercado tem espaço e precisa de pessoas que possam contribuir com conhecimento. O Woman in Tech é um grupo de debates promovido regularmente pela FoxBit, para discussões sobre tendências para o futuro do mercado envolvendo a tecnologia.