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Veja 4 tipos de investimentos além da poupança

Guto Schiavon

Existem muitos investimento além da poupança, embora esta seja a favorita dos brasileiros em anos passados. Hoje ela já não tem a mesma rentabilidade de antes. Por isso, esse tipo de investimento vem perdendo cada vez mais espaço no mercado financeiro brasileiro. De acordo com o Banco Central, em todo o ano de 2016, a poupança perdeu mais de 40 bilhões de reais em recursos que foram sacados pelos investidores.
O momento é de buscar as novas oportunidades do mercado financeiro. Por isso, separamos neste post 6 tipos de investimento além da poupança que você precisa conhecer. Confira!

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1. Investimento em Tesouro Direto

Essa modalidade de investimento, baseada em títulos públicos emitidos pelo governo, é uma das que mais tem ganhado destaque nos últimos anos. É como se o investidor emprestasse dinheiro ao governo para receber essa quantia acrescida de juros no futuro. O investimento no Tesouro Direto é de baixo custo e muito seguro.
É possível encontrar títulos de diferentes rentabilidades e prazos de vencimento, o que ajuda na programação financeira dos investidores. A remuneração pelo investimento é informada no momento da compra dos papéis e garantida pelo Tesouro Nacional.
Para investir no Tesouro Direto você precisará de uma instituição financeira intermediadora para fazer seu cadastro junto ao Tesouro Nacional. Uma vez cadastrado, você pode acompanhar e gerenciar seus investimentos pela internet. Desse modo, o Tesouro Direto é uma opção prática, segura e de baixo custo para diversificar seus investimentos.

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2. CDB (Certificado de Depósito Bancário)

É semelhante ao Tesouro Direto, mas no CDB o investidor cede dinheiro aos bancos em troca da remuneração com juros. O risco e o retorno desse investimento são proporcionais à solidez da instituição financeira, ou seja, quanto maior e mais seguro o banco, menores são os riscos e melhores são os lucros.
O que deixa muitos investidores mais seguros ao apostar em CDBs é a garantia fornecida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Esse órgão protege as aplicações caso a instituição financeira venha a falir. O valor total coberto é de até R$ 250 mil por CPF em cada instituição.
Apesar de incidir imposto de renda sobre esse investimento, é possível conseguir retornos maiores do que por meio da poupança. Para isso, é preciso fazer uma boa escolha entre títulos prefixados e pós-fixados e investir no que mais se ajusta às suas necessidades.

3. Letras de Crédito (LCI E LCA)

As Letras de Crédito Imobiliário e as Letras de Crédito Agrícolas também são investimentos de renda fixa com remuneração mais atrativa do que a da poupança. A remuneração é calculada com base no índice da inflação acrescida de juros. Nessa opção os prazos de vencimento do título são predefinidos, portanto o dinheiro permanecer aplicado por todo o período.
As LCIs e LCAs são investimentos de baixo risco e que não possuem cobrança de Imposto de Renda. Essa foi uma maneira encontrada pelo governo para incentivar o investimento nesses setores. Também permitem a escolha entre títulos de rentabilidade prefixada e pós-fixada. Se você é um investidor conservador, essa pode ser uma boa opção.

4. Debêntures

Da mesma forma que o governo emite títulos públicos para a quitação da dívida pública, empresas também podem emitir títulos, nesse caso de dívida privada, para quem se interessar. Esses papéis são chamados de debêntures.
O que essas companhias fazem é aplicar os montantes a elas emprestados em projetos de grande porte que vão gerar resultados mais relevantes no médio e no longo prazo. Aqui, as empresas que vendem os títulos não podem ser instituições financeiras ou de crédito imobiliário.
Sendo assim, quando você compra uma debênture, você se torna credor da empresa que vendeu o título e passa a receber juros — fixos ou variáveis — ao final do período combinado e de acordo com a quantia emprestada. Ainda é importante notar que você não se torna um sócio da empresa, mas um credor pelo tempo de decorrência do título.
Como as debêntures são emitidas pela própria empresa, elas possuem uma flexibilidade um pouco maior do que LCIs e LCAs. As características do título devem ser definidas no ato da emissão. Se a empresa e o debenturista acharem necessário, essas especificações podem ser renegociadas periodicamente.

5. Fundos imobiliários

Um fundo imobiliário, ou Fundo de Investimentos Imobiliário (FII), é uma reunião de um grupo de investidores que tem como objetivo comprar ou construir tipos específicos de imóveis. Esse fundo é gerido por um administrador e visa investir em ativos imobiliários como imóveis residenciais ou de varejo, condomínios, shoppings, lajes corporativas, entre outros.
Logo, ao investir em cotas de fundos imobiliários o indivíduo se torna proprietário de uma parcela de um ou vários imóveis que integram aquele fundo. Um FII funciona de modo que o grupo de investidores aporta os recursos no fundo e o gestor do fundo investe em ativos para obter o maior rendimento possível, seja por meio de aluguel, comercialização ou valorização do imóvel em si.
Investir no mercado de imóveis é bastante comum no Brasil, a dificuldade é que construir ou planejar a construção de um imóvel exige muito tempo e dinheiro. A vantagem dos fundos imobiliários é que o investidor não precisa ter uma quantidade elevada de recursos para investir e começar a lucrar com imóveis. Hoje é possível ser sócio de um fundo de investimentos por cerca de R$ 20 mil.

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6. Bitcoin

Você já deve ter ouvido falar muito sobre essa moeda digital por aí, então agora é hora de saber por que ela pode ser um ótimo investimento. Utilizada para transações digitais sem intermediários, a moeda possui um potencial de apreciação muito elevado — tanto que, atualmente, uma unidade de Bitcoin equivale a aproximadamente R$ 28268,00. Um ganho de quase 900% em em um ano.
Além de ser uma forma de investimento, o Bitcoin possui diversas vantagens ao ser utilizado em transações financeiras. Não há incidência de grandes taxas, haja vista que a moeda possui toda sua base na rede mundial de computadores. Por isso, aumenta a cada dia o número de pessoas e de negócios que preferem trabalhar com Bitcoin.
Apesar de oferecer um risco mais alto do que as opções anteriores, os números da valorização da moeda digital nos últimos anos impressionam, fazendo do Bitcoin o investimento mais rentável do século.
São diversos os tipos de investimento que você pode escolher para aplicar o seu dinheiro e fazê-lo render muito mais do que na poupança. Além de diversificar a sua carteira, ao seguir esses exemplos que trouxemos, você também pode ficar mais tranquilo ao ter a certeza de que seus retornos serão mais expressivos.
E então, gostou deste conteúdo? Que tal agora entender de uma vez por todas o que é e como investir em moeda criptografada?

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