Com a chegada de mais um período de declaração do Imposto de Renda, surgem novamente as dúvidas, principalmente entre quem investe em ativos digitais. Mesmo não sendo uma obrigação recente, muitos contribuintes ainda não sabem exatamente como declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026.
Nos últimos anos, o mercado cripto amadureceu, ganhou espaço no sistema financeiro e passou a contar com regras mais claras. Ainda assim, a declaração desses ativos segue gerando insegurança. A boa notícia é que, em 2026, as regras principais continuam praticamente as mesmas, com mudanças concentradas muito mais no ambiente regulatório do que no preenchimento da declaração em si.
Neste guia, você confere como declarar criptomoedas no IR 2026, quem está obrigado, onde informar os ativos e quando há imposto a pagar.
Por que declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026?
A obrigatoriedade de declarar criptomoedas existe desde 2019, quando a Receita Federal passou a exigir que Bitcoin, altcoins, stablecoins e outros criptoativos fossem informados na declaração anual.
Desde então, o modelo de declaração evoluiu. A Receita criou categorias e códigos específicos, tornando o processo mais organizado. Mesmo assim, muitos investidores ainda veem a declaração de cripto como algo confuso, especialmente por envolver ativos que não fazem parte do sistema financeiro tradicional.
No IR 2026, vale destacar: não houve mudanças relevantes nas regras básicas em relação ao ano anterior, o que facilita a vida de quem já declarou criptomoedas anteriormente.
O que mudou no IR 2026 para quem investe em criptomoedas?
Embora o passo a passo da declaração siga o mesmo, o contexto regulatório do mercado cripto evoluiu.
Em 2025, a Receita Federal atualizou a regulamentação de criptoativos para alinhar o Brasil a padrões internacionais de reporte, aumentando o nível de padronização e o cruzamento de informações relacionadas a operações com ativos digitais.
Na prática, isso não altera a forma como a pessoa física declara criptomoedas no IR 2026. O que muda é o cenário ao redor:
- mais dados passam a ser reportados por exchanges;
- informações ficam mais estruturadas;
- a conferência entre operações e declaração se torna mais precisa.
Ou seja, as regras são as mesmas, mas a atenção ao preenchimento correto ganha ainda mais importância.
Quem precisa declarar criptomoedas no Imposto de Renda 2026?
A obrigação de declarar criptomoedas está ligada ao valor investido em cada ativo.
Você deve declarar criptomoedas no IR 2026 se, em 31 de dezembro de 2025, possuía R$ 5.000 ou mais em um mesmo criptoativo.
Esse limite:
- é analisado por ativo, não pela soma da carteira;
- considera o valor de aquisição em reais.
Exemplo prático:
- R$ 5.800 em Bitcoin (BTC)
- R$ 3.200 em Ethereum (ETH)
- R$ 600 em outras criptomoedas
Nesse caso, apenas o Bitcoin precisaria ser declarado, pois foi o único ativo que ultrapassou o limite mínimo exigido.
Onde e como declarar criptomoedas no IR 2026?
Atualmente, a Receita Federal já disponibiliza campos específicos para a declaração de criptoativos.
No programa do Imposto de Renda, você deve acessar:
Bens e Direitos → Grupo 08 – Criptoativos
Dentro desse grupo, existem códigos específicos para cada tipo de ativo, como:
- Bitcoin
- Outras criptomoedas (altcoins)
- Stablecoins
- NFTs
- Outros criptoativos
Cada ativo deve ser informado separadamente, sempre em reais, considerando o valor pago na data de aquisição, e não o valor atual de mercado.
Declarar criptomoedas gera imposto?
Não necessariamente.
A simples posse de criptomoedas não gera imposto. A tributação acontece apenas quando há ganho de capital, ou seja, lucro na venda dos ativos.
De acordo com a Receita Federal:
- lucros mensais que ultrapassem R$ 35.000 estão sujeitos à tributação;
- o cálculo considera o total de vendas realizadas no mês, independentemente da quantidade de criptomoedas ou da exchange utilizada, seja no Brasil ou no exterior.
Quando o limite é ultrapassado, o imposto incide de forma progressiva, com alíquotas que variam conforme o valor do ganho.
Trocar uma criptomoeda por outra também é uma operação tributável
Um ponto que ainda gera muita dúvida é a troca direta entre criptomoedas.
Muita gente acredita que só existe tributação quando há conversão para reais. Mas, para a Receita Federal, isso não é verdade.
Sempre que você troca uma criptomoeda por outra, essa operação é tratada como duas etapas:
- uma venda do ativo original
- uma nova compra do ativo recebido
Na prática, funciona como uma alienação, mesmo sem passar por moeda fiduciária.
Exemplo simples:
- Compra: 1 ETH por R$ 5.000
- Posteriormente, troca esse ETH por SOL quando ele vale R$ 8.000
Para a Receita, isso equivale a:
- ETH vendido por R$ 8.000
- SOL comprada por R$ 8.000
Ou seja, a troca é interpretada como uma venda seguida de uma nova aquisição.
E onde entra o imposto?
Nesse cenário, pode haver apuração de ganho de capital.
No exemplo acima, houve:
- lucro de R$ 3.000
Esse valor vem da diferença entre:
- R$ 8.000 (valor na troca)
- R$ 5.000 (custo de aquisição)
Mesmo sem conversão para reais, o ganho existe e precisa ser considerado.
No entanto, é importante destacar:
- o imposto só é devido se houver lucro
- e se o total de alienações no mês ultrapassar R$ 35 mil
Abaixo desse limite, o ganho é isento. Acima, passa a existir obrigação de apuração e pagamento via DARF, seguindo as regras de ganho de capital.
Como pagar imposto sobre lucros com criptomoedas?
Quando há imposto a pagar, o processo é semelhante ao de outros investimentos sujeitos a ganho de capital.
O contribuinte deve:
- apurar os ganhos mensais com as vendas;
- calcular o imposto devido;
- emitir e pagar o DARF dentro do prazo estabelecido.
Além disso, os ganhos precisam ser informados no GCAP, programa da Receita Federal responsável pela apuração de ganhos de capital. Posteriormente, essas informações são importadas para a declaração anual do Imposto de Renda.
Exchanges também informam operações à Receita Federal
Além dos investidores, as exchanges brasileiras também possuem obrigações fiscais.
Essas plataformas devem reportar mensalmente à Receita Federal as operações realizadas por seus clientes, como compras, vendas e transferências. Esse processo existe para garantir maior transparência em um mercado que não possui preços centralizados, como ocorre na bolsa de valores.
A Foxbit realiza esse envio de forma recorrente, reforçando seu compromisso com a conformidade regulatória e com as boas práticas do mercado.
Informe de rendimentos: como a Foxbit facilita sua declaração
Para ajudar seus clientes no processo de declaração, a Foxbit disponibiliza o informe de rendimentos, com o histórico das operações realizadas ao longo do ano.
Para acessar o documento:
- Faça login na sua conta Foxbit
- Acesse a aba Meu histórico
- Faça o download do informe
O demonstrativo reúne informações organizadas, com categorias e valores médios, facilitando o preenchimento correto da declaração.
Declaração pré-preenchida: uma alternativa prática
A Declaração Pré-preenchida continua sendo uma opção interessante para quem busca mais agilidade no Imposto de Renda.
Nesse modelo, dados de diversas fontes, como instituições financeiras, empresas e planos de saúde, já aparecem automaticamente no sistema. Caso alguma informação esteja incorreta, é possível editá-la antes do envio.
Além da praticidade, quem utiliza a declaração pré-preenchida costuma ter prioridade no recebimento da restituição, desde que cumpra os critérios da Receita Federal.
Declarar cripto no IR não precisa ser complicado
Declarar criptoativos no Imposto de Renda pode parecer complexo à primeira vista.
Mas, com organização e as informações corretas, esse processo se torna muito mais simples.
Para quem busca mais clareza na hora de apurar ganhos, organizar operações e evitar erros na declaração, contar com soluções especializadas faz diferença.
Clientes Foxbit podem utilizar a Declare Cripto, parceira da Foxbit, que simplifica todo o processo, desde o cálculo dos ganhos até a estruturação das informações para envio à Receita.
Assim, você mantém sua estratégia em cripto organizada, em conformidade com as regras fiscais e com mais tranquilidade ao longo do ano.
O Imposto de Renda 2026 não trouxe mudanças relevantes para quem investe em criptomoedas. As regras permanecem consistentes, enquanto o mercado avança para um ambiente mais estruturado, transparente e cada vez mais integrado ao sistema financeiro.
Com organização, informação e o suporte adequado, declarar criptomoedas deixa de ser um desafio operacional e passa a ser apenas mais uma etapa da gestão patrimonial em um mercado que amadurece rapidamente.

