O que é o Metaverso e qual sua relação com a Cripto?

abr 4, 2022 | Educação Financeira, Finanças, Outras categorias

A palavra do momento: Metaverso! Ou seria o local do momento? Afinal, o que é o Metaverso? Estamos aqui para esclarecer suas dúvidas e estabelecer um panorama sobre o que esperar da mais nova “aposta” de Mark Zuckerberg.

O dono do Facebook anunciou recentemente a mudança de nome da companhia para Meta. A princípio, a alteração fez muita gente torcer o nariz – mas isso foi antes de sabermos tudo que havia por trás da operação.

Para elucidar melhor do que se trata o Metaverso, imagine a seguinte situação:

Você está andando pela rua, numa caminhada despretensiosa, quando, de repente, lembra de um produto em falta na sua casa – leite, por exemplo. Imediatamente, aparece ao seu lado um máquina de venda automática com uma enorme variedade de marcas de leite – Parmalat, Tirol, Batavo, etc. Você para, pega um item da máquina, ele é enviado para sua casa e você continua o seu caminho.

Bem-vindo ao Metaverso! Realidades digitais alternativas onde as pessoas trabalham, brincam e socializam. Você pode chamá-lo de Metaverso, mundo espelho, AR Cloud, internet espacial, Live Maps ou do que bem entender! Uma coisa é inegável – ele está chegando, e pra ficar!

Mas de onde surgiu essa ideia?

Second Life, o primeiro Metaverso

Para lhe proporcionar um melhor panorama da origem do Metaverso, vamos voltar um pouco no tempo, mais precisamente para 2003, com o lançamento do jogo Second Life. Embora seja, de fato, um jogo, ele diz muito sobre o que estaria por vir e exemplifica de forma singular o que é o Metaverso.

Foi em 2007, quando o Second Life atingiu a marca de 1 milhão de usuários e se tornou possível vislumbrar um “mundo virtual” de possibilidades tridimensionais na web. Nela, os usuários vagavam com caricaturas personalizadas de si mesmos e desfrutavam de uma ampla variedade de atividades – escutar músicas, dar palestras, frequentar versões digitais de famosas casas noturnas e até mesmo comprar roupas (virtuais ou não) na Armani.

Isso mesmo que você leu. O Second Life foi pioneiro na venda de artigos reais através da plataforma do jogo – e foi a partir deste momento que as pessoas tiveram o primeiro vislumbre do que é o Metaverso.

Seguindo o fluxo do sucesso do jogo, o fundador do Second Life, Philip Rosedale, garantiu uma avaliação de mais de US$100 milhões para sua start-up e outros US$30 milhões em financiamento, incluindo a quantia em dinheiro de outro investidor que vem tendo seu nome veiculado na mídia com frequência nos últimos anos: Jeff Bezos. À época, ainda em 2007, Bezos e Rosedale passavam a maior parte do tempo pensando no mundo de possibilidades do Second Life:

“Imaginávamos que passaríamos metade do nosso tempo online como avatares”, recorda-se Rosedale. No entanto, dar continuidade ao projeto viria a se tornar muito mais difícil do que ele imaginava. Para isso, era necessário que fosse aumentada a adesão ao jogo, algo que não aconteceria sem que ele tivesse avanços significativos na experiência do usuário.

Por um tempo, o Second Life fez parecer que o Metaverso – uma ideia de mundo imersivo em 3D originalmente concebido em um romance de ficção científica dos anos 90 – finalmente estava em nossas mãos e disponível para uma virada de chave na web. Não estava. O ano de 2007 marcou o pico de popularidade do Second Life. Depois disso, sua contagem de usuários estabilizou, depois diminuiu cada vez mais, prejudicada por gráficos com falhas, conexões de internet lentas e o surgimento de um novo lugar popular para se reunir online: o Facebook.

Enquanto o Second Life fica cada vez mais deserto, com aproximadamente 600 mil usuários ativos, o Facebook tem, hoje, 2,9 bilhões. E já está em declínio. Rosedale se afastou em 2008 enquanto Jeff Bezos rapidamente voltou sua concentração para dominar a internet convencional bidimensional – e a Amazon nunca estabeleceu uma presença oficial no Second Life.

Facebook, Meta e o Metaverso

Hoje, Zuckerberg espera finalmente – e de forma mais completa – recriar o Metaverso. Por ironia do destino, o fundador do Facebook foi justamente a pessoa que levou o Second Life à ruína. Sob cerco em várias frentes, ele atribuiu o futuro de sua empresa de trilhões de dólares à criação de um Metaverso, renomeando o Facebook como “Meta”. 

Mark Zuckerberg disse que o conceito custará US$10 bilhões este ano – e mais nos próximos – e a perspectiva é que o Metaverso gere prejuízo ao bilionário nestes primeiros anos. Tudo irá “se pagar”, segundo ele. As cifras podem parecer assustadoras, mas o Facebook tem cacife para suportar essas perdas: obteve US$29,1 bilhões em lucros e US$86 bilhões em vendas somente em 2021.

O projeto de Zuckerberg não é totalmente novo. Fragmentos dele circulam pelo Vale do Silício há anos – como o Second Life e o interesse prévio de Bezos no Metaverso deixam claro. Mas o Facebook, ou Meta, se posiciona em realidades muito diferentes do passado. Uma delas é a capacidade de implantar mais dinheiro nos próximos dois ou três anos do que o total de todos os dólares gastos no Metaverso durante os 30 anos anteriores. Outra é o simples fato de que estamos todos muito mais confortáveis ​​com a comunicação virtual agora, principalmente depois de trabalhar em casa durante a maior parte do tempo nos últimos 2 anos. 

“Nosso objetivo é que o Metaverso consiga alcançar um bilhão de pessoas e bilhões de dólares em comércio na próxima década”, disse Zuckerberg em uma teleconferência com analistas de Wall Street há duas semanas. Chegar até lá, ele observou, “será um longo caminho”.

A origem do Metaverso e da Realidade Virtual

O termo real “Metaverso” vem de um best-seller de ficção científica de 1992, Snow Crash. Seu autor, Neal Stephenson, imaginou um mundo distópico onde o personagem principal do livro, um hacker/entregador de pizza chamado Hiro Protagonist, viaja de sua realidade sombria para uma paisagem urbana virtual em 3D, o Metaverse, que se estende por mais de 40 mil milhas. O trabalho de Stephenson influenciaria mais tarde o filme Matrix e a série Ready Player One, de Steven Spielberg.

Um cientista da computação chamado Jaron Lanier cunhou o termo “realidade virtual” pela primeira vez nos anos 80, e as primeiras aplicações de VR (virtual reality) foram companhias aéreas, fabricantes de automóveis, a NASA e militares. Na época, eles eram os únicos que podiam pagar pela tecnologia. Um fone de ouvido VR poderia custar até US$3 milhões de dólares na cotação atual.

Um mundo digital 3D sem limites acessado tão facilmente quanto a internet, onde fazemos coisas como levar seu cachorro pra passear, jogar um jogo, assistir a um show, uma partida de futebol ou até mesmo participar de uma videoconferência de trabalho. Esta é a realidade virtual do Metaverso.

Fora dos livros e filmes, quão perto chegamos de um Metaverso?

Além do Second Life, os exemplos mais próximos de versões do Metaverso vieram dos videogames. O exemplo mais famoso desses mundos de jogo online é World of Warcraft, que há 17 anos lidera o mercado de MMORPG,  com cerca de 5 milhões de assinantes. O lugar é um mundo paralelo de batalhas e feitiçaria com um componente social inegavelmente relevante: há muitas pessoas que conheceram seus cônjuges jogando o jogo. É também um gigante financeiro. A Activision Blizzard,empresa por trás de World of Warcraft e que foi recém adquirida pela Microsoft, já lucrou mais de US$8 bilhões em receita vitalícia com o jogo.

A Snap também se aprofundou no espaço, mas concentrou seus esforços na realidade aumentada, um conceito um pouco diferente do VR. A realidade aumentada gira em torno do uso de seu smartphone ou óculos especial para aumentar o mundo real com elementos virtuais. O jogo Pokémon Go, da Niantic, é o uso mais conhecido e popular de realidade aumentada. A principal diferença é que o AR não bloqueia totalmente a realidade; um fone de ouvido VR amarrado sobre sua cabeça o faz. A Microsoft também entrou na briga, anunciando recentemente que logo desenvolveria um Metaverso focado no trabalho – onde o software de workflow Teams teria VR e avatares digitais.

O Fortnite, da Epic Games, que estreou em 2017, se aproximou mais de um Metaverso do tipo Snow Crash do que qualquer outro. Os jogadores de Fortnite veem seu jogo online de batalha real como um lugar para socializar; eles conversam por meio de recursos de áudio e vídeo integrados a computadores desktop e consoles de jogos ou por meio de aplicativos de terceiros, como o Discord. Há também os eventos de shows virtuais de artistas como Travis Scott e Arianna Grande, que ampliaram ainda mais seu universo.

O que há de diferente na visão do Metaverso de Zuckerberg?

Alerta de spoiler! Zuckerberg parece esperar que as pessoas acessem seu mundo virtual por meio de um fone de ouvido/visor VR – assim como Hiro fez em Snow Crash. É uma distinção importante. Fortnite, Second Life e a maioria dos outros jogos online multiplayer são normalmente exibidos em um monitor de PC ou TV conectado a consoles de jogos como um Xbox ou um PlayStation. O resto da ideia do Metaverso de Zuckerberg parece um trabalho em andamento. Mas ele compartilhou imagens de um ambiente de escritório de realidade virtual chamado Horizon, antecipando que aproveitaria a mudança da pandemia para o trabalho virtual. Jogada de marketing? Talvez. Mas não apenas isso.

Na verdade, Zuckerberg começou a se preparar para isso em 2014, quando comprou a Oculus, fabricante de fones de ouvido VR, por US$2 bilhões. Desde então, o Facebook adquiriu mais de meia dúzia de outras start-ups focadas em VR – incluindo a recente compra da Within, uma desenvolvedora de jogos boutique com sede em Los Angeles, por mais de US$1 bilhão.

Logo depois que o Facebook lançou seu primeiro headset Oculus, em 2016, a Vanity Fair perguntou a Stephenson o que ele pensava sobre a perspectiva de o Facebook se mudar para a realidade virtual:

“Não há um processo fixo para prever os resultados e controlar o que acontece”, disse Stephenson. “Em algum nível, tudo se resume à capacidade das pessoas de agir como indivíduos éticos e socialmente responsáveis.”

Por que Zuckerberg está tão focado no Metaverso?

É inegável que o Facebook perdeu espaço entre os usuários mais jovens para o YouTube, TikTok e Snapchat. Enquanto o Instagram continua popular entre os adolescentes, o aplicativo original do Facebook não acompanha o mesmo fluxo. O aumento da atenção em questões antitruste significa que o Facebook provavelmente não poderá comprar novos concorrentes. Se quiser que um aplicativo reconquiste os jovens, precisará construí-lo sozinho, e Zuckerberg parece estar convencido de que um Metaverso centrado em VR é o caminho a seguir.

Mas isso ainda não responde a pergunta: Por que Zuckerberg está tão focado no Metaverso?

O Metaverso é Dinheiro

Pelo que conversamos até aqui, você deve estar imaginando o Metaverso como um monte de espaços virtuais interconectados – a world wide web, mas acessada através da realidade virtual. Isso está amplamente correto, mas também há um lado fundamental e um pouco mais enigmático do Metaverso que o diferencia da internet de hoje: o Blockchain.

No início, a Web 1.0 era a supervia da informação de computadores e servidores conectados que você podia pesquisar, explorar e habitar, geralmente por meio de uma plataforma centralizada de uma empresa – AOL, Yahoo, Microsoft e Google, por exemplo. 

Na virada do milênio, a Web 2.0 passou a ser caracterizada por sites de redes sociais, blogs e monetização de dados de usuários para publicidade pelos gatekeepers centralizados em plataformas de mídia social “gratuitas”, incluindo Facebook, SnapChat, Twitter e TikTok.

A Web 3.0 será a base para o Metaverso. Ele consistirá em aplicativos descentralizados habilitados para as Blockchain que suportam uma economia de ativos e dados criptográficos de propriedade do usuário.

O que é Blockchain e qual sua relação com Metaverso?

Blockchain é uma tecnologia que registra permanentemente as transações financeiras, normalmente em um banco de dados público e descentralizado chamado de ledger. Bitcoin é a criptomoeda baseada em blockchain mais conhecida. Toda vez que você compra algum bitcoin, por exemplo, essa transação é registrada no blockchain do Bitcoin, o que significa que o registro é distribuído para milhares de computadores individuais em todo o mundo.

Este sistema de registro descentralizado é muito difícil de enganar ou controlar. Blockchains públicos, como Bitcoin e Ethereum, também são transparentes – todas as transações ficam disponíveis para qualquer pessoa na internet ver.

O Ethereum é um Blockchain como o Bitcoin, mas o Ethereum também é programável por meio de contratos inteligentes, que são essencialmente rotinas de software baseadas em Blockchain que são executadas automaticamente quando alguma condição é atendida. 

Por exemplo, você pode usar um contrato inteligente na Blockchain para delimitar sua propriedade sobre um objeto digital, como uma obra de arte ou música, para o qual ninguém mais pode reivindicar a propriedade da Blockchain – mesmo que salve uma cópia em seu computador. Objetos digitais que podem ser possuídos – criptomoedas, títulos, obras de arte – são ativos criptográficos.

Itens como obras de arte e música em uma Blockchain são denominados tokens não fungíveis (NFTs). Não fungível significa que eles são únicos e não substituíveis, o oposto de itens fungíveis, como dinheiro e criptomoedas – qualquer dólar vale o mesmo e pode ser trocado por qualquer outro dólar, assim como um Bitcoin vale o mesmo que qualquer outro Bitcoin.

É importante ressaltar que, caso você queira comercializar uma NFT, por exemplo, você pode usar um contrato inteligente que diga que está disposto a vender sua obra de arte digital por US$1 milhão em ether, a moeda da Blockchain Ethereum. Quando clico em “concordo”, a obra de arte e o ether são transferidos automaticamente entre as partes através da Blockchain. Não há necessidade de um depósito bancário ou de terceiros, e se qualquer um de nós contestar essa transação – por exemplo, se você alegar que eu paguei apenas US$ 999.999,99 – qualquer pessoa poderia facilmente apontar para o registro público.

Além disso, o Metaverso não está sendo construído apenas por Mark Zuckerberg, o Facebook ou até mesmo a Meta. Diferentes grupos irão construir diferentes mundos virtuais e, no futuro, esses mundos serão transitáveis entre si ​​– formando o Metaverso. Se dois mundos virtuais forem transitáveis entre si, a Blockchain autenticará a prova de propriedade de seus bens digitais em ambos os mundos virtuais. Essencialmente, desde que você consiga acessar sua carteira de criptomoedas em um mundo virtual, poderá acessar tudo que for criptografado no referido mundo virtual.

Não esqueça sua carteira!

Afinal, o que manter na sua carteira de criptomoedas? Você obviamente vai querer carregar criptomoedas no Metaverso. Sua carteira também conterá seus bens digitais exclusivos do Metaverso, como seus avatares, roupas, animações, decorações virtuais e outras NFTs.

Assim como você provavelmente já faz, comprar pela internet será uma nova experiência por completo com o Metaverso. Roupas, músicas, filmes, jogos, aplicativos e quaisquer itens físicos do mundo real. Você poderá visualizar e até mesmo “segurar” modelos 3D do que está comprando, facilitando a sua decisão de compra.

Você é daqueles que tem uma carteira de couro antiga há anos, que já tem valor sentimental e que não troca por nada? Pois bem, não seja por isso: você poderá fazer uma réplica dela no Metaverso e utilizá-la como carteira de criptomoedas. 

Essa opção, inclusive, facilita transações que exigem verificação legal, como comprar uma casa ou um carro no mundo real. Como seu ID será vinculado à sua carteira, você não precisará lembrar das informações de login de todos os sites e mundos virtuais que visitar – basta conectar sua carteira com um clique e você estará logado. Este recurso também é utilizado para controlar o acesso a áreas com restrição de idade no Metaverso.

Sua carteira de criptomoedas também pode ser vinculada à sua lista de contatos, o que permite que você leve suas informações de rede social de um mundo virtual para outro. Através do Metaverso, você poderá realizar convites para festas, reuniões, happy hours e até batizados – no mundo real ou virtual.

Em algum momento no futuro, as carteiras também serão associadas a pontuações de reputação que determinam as permissões que você tem para transmitir em locais públicos e interagir com pessoas fora de sua rede social. Se você agir como um troll de internet ou espalhar desinformação, poderá prejudicar sua reputação e potencialmente ter sua esfera de influência reduzida pelo sistema. Isso pode criar um incentivo para que as pessoas se comportem bem no Metaverso, mas os desenvolvedores de plataformas terão que priorizar esses sistemas.

Uma grande oportunidade de negócio

Se o Metaverso é dinheiro, as grandes empresas certamente vão querer uma fatia. A natureza descentralizada das Blockchain reduzirá potencialmente a necessidade de gatekeepers nas transações financeiras, mas as empresas ainda terão muitas oportunidades de gerar receita, possivelmente ainda mais do que nas economias atuais. Empresas como a Meta, a pioneira, irão fornecer grandes plataformas imersivas onde as pessoas poderão trabalhar, se divertir e se reunir.

Grandes marcas como a Nike, Adidas e Dolce & Gabbana já adentraram o mundo das NFTs. No futuro, ao comprar um item do mundo físico de uma destas gigantes do mercado, você também poderá obter a propriedade de uma NFT vinculada no Metaverso.

Por exemplo, quando você troca de carro para o modelo do ano, você também pode se tornar o dono da versão criptográfica daquele carro e pilotá-lo até o show do Travis Scott. E assim como você possivelmente iria envolver o seu carro antigo no negócio, poderá fazer o mesmo com o NFT.

Esses são apenas alguns exemplos de uma infinidade de exemplos pelos quais os modelos de negócio no Metaverso provavelmente irão se sobressair ao mundo físico. Essas transações se tornarão mais complexas – e ao mesmo tempo menos complexas – à medida que as tecnologias de realidade aumentada entrarem cada vez mais em jogo, mesclando ainda mais aspectos do Metaverso e do mundo real.

Embora o Metaverso propriamente dito ainda não esteja aqui, fundações tecnológicas como blockchain e criptomoedas estão sendo constantemente desenvolvidas, preparando o terreno para um futuro virtual aparentemente onipresente e com um universo de possibilidades.

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