Por que 2015 foi o ano dos pagamentos Notícias

Por que 2015 foi o ano dos pagamentos

Guto Schiavon

Sem dúvidas, 2015 foi o ano para as empresas de pagamentos. O setor viu seu volume de transações crescer em torno de 9%. Novos competidores, como a Apple, entraram no jogo. Outros, como Samsung e Google, começaram a se interessar pela área.

A grande inovação aconteceu no setor tecnológico. Aliado ao crescimento de novas plataformas como Blockchain, é justo dizer que o setor evoluiu muito rapidamente ao longo dos últimos 12 meses. Então, vamos entender os fatores que causaram este crescimento. Aqueles que fizeram o setor de pagamentos ser o setor que todos querem fazer parte.

Crescimento Contínuo

As curvas de crescimento estão no ponto certo. Em 2015, vimos o modelo de pagamento a distância atingir uma marca histórica no Reino Unido. A marca de 1 bilhão de transações com pagamentos a distância foi ultrapassada em julho. Isso significa que usuários de cartões de crédito do Reino Unido gastaram £ 929 milhões (cerca de R$ 5,4 bilhões), o que significa um aumento de 213,1% em comparação ao ano passado. O valor médio de cada transação foi de £ 7,72 (R$ 45), de acordo com a Associação de Cartões do Reino Unido.

Inovação contínua

Além de seu crescimento, a inovação dos pagamentos gere o profresso. Os novos competidores, Apple, Samsung ou Google, pareciam estar anunciando constante e competitivamente suas novas inovações. Apple saiu na frente da corrida em julho, lançando o ApplePay no Reino Unido. Depois disso, a Samsung lançou o Samsung Pay, que ficou disponível nos Estados Unidos e na Coréia do Sul a partir de agosto. Não importa qual a inovação na plataforma de pagamentos digitais. É ótimo saber que isso tudo levará ao crescimento, quando se tornar popular.

FinTech, o lugar onde todos querem estar

Por trás de toda inovação existe uma tecnologia, e isto fica evidente na popularidade das FinTechs. Neste ano, vimos uma verdadeira fusão entre finanças e inovação tecnologica. Hoje, tecnologia nas finanças é muito mais que sistemas velhos e misteriosos para instituições tradicionais. E o setor de tecnologia se ampliou e percebeu como inovações financeiras podem moldar a experiência do usuário, independente de qual tipo de investimento eles têm. O CEO da VISA, Nicholas Huss, deu seis motivos para regras de pagamento, que ilustram a onipresença dos pagamentos.

As FinTechs são realmente transformadoras. Elas cruzam barreiras, atravessam fronteiras e entregam valores para consumidores e empresas. Em seu artigo, Huss nota o custo benefício de pagamentos de empresas de Tecnologia Financeira são o dobro da média de mercado – e até 25 vezes maior do que algumas outras empresas. Com algumas start-ups atingindo bilhões de dólares mais estimativas, Square e TransferWise, a Tecnologia Financeira chegou para ficar.

Blockchain e Bitcoin, agora, mais reais do que nunca

Quando chegamos em 2015, houve muita discussão na área FinTech focada em Bitcoin, mas, com o ano acabando, o foco mudou para o Blockchain. Se olharmos para trás e pensarmos em como pensávamos um ano atrás, e como entendemos hoje, fica claro que está acontecendo mais uma transformação. O ano de 2015 transformou o Blockchain em algo que a indústria precisa aprender a conviver. Não é mais uma escolha. Notícias recentes especulam sobre a identidade de seu criador e a denominação de moedas virtuais como commodity, apenas as tornam ainda mais reais do que já são.

Os desafios para Blockchain e Bitcoin no próximo ano serão dobrados. Seus defensores precisarão focar na falta de confiança do público, um desafio que enfrentam desde sua criação. Depois, focar no desafio de transformar estas tecnologias para que tenham aplicação no dia a dia das pessoas, como mandar dinheiro para outros países.


Artigo originalmente escrito e publicado no site VisaEurope.com.

Traduzido por Fernando Chaves, a pedido da FOXBIT.