5 Tendências do Mercado Cripto para Ficar de Olho em 2025

5 Tendências do Mercado Cripto para Ficar de Olho em 2025

2024 foi o ano em que o mercado de criptomoedas deixou definitivamente de ser um nicho experimental para se posicionar no centro das discussões econômicas globais. A aprovação dos ETFs de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos, o halving da maior criptomoeda do mundo e a entrada de gigantes institucionais como BlackRock e Fidelity transformaram o cenário — e abriram caminho para um novo ciclo.

Mas se você achava que 2025 seria apenas uma continuação do hype, já deve ter percebido que o jogo mudou. O que observamos hoje é uma mudança de estrutura: os ativos digitais estão se consolidando como infraestrutura estratégica para empresas, governos e investidores institucionais.

De novos padrões regulatórios ao avanço de tecnologias como inteligência artificial e tokenização de ativos do mundo real, o ecossistema está prestes a atravessar uma nova fronteira — mais integrada, mais pragmática e ainda mais transformadora.

Este artigo reúne as cinco tendências do mercado cripto para 2025, com base em análises de mercado, relatórios de research e movimentos reais de grandes players. Se sua empresa, seu fundo ou sua estratégia de diversificação passam pelos ativos digitais, entender essas direções é mais do que útil — é essencial.

Panorama atual: onde estamos?

Para entender para onde o mercado de criptoativos está indo, é preciso olhar com atenção para onde já chegamos.

O Bitcoin encerrou 2024 acima da marca simbólica de US$ 100 mil, impulsionado por três pilares: 

  • Halving de abril
  • Forte entrada de capital institucional via ETFs à vista — como o iShares Bitcoin Trust, da BlackRock
  • Escalada da narrativa do BTC como reserva estratégica de valor. 

Só no primeiro semestre de 2025, empresas listadas em bolsa injetaram mais de US$ 11,4 bilhões nos fundos regulados, superando o volume total minerado no período.

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Fonte: SoSoValue

O Ethereum, por sua vez, avançou em atualizações importantes que fortaleceram sua escalabilidade e abriram espaço para um novo ciclo de crescimento. 

As soluções de segunda camada (Layer 2), como Arbitrum e Optimism, ganharam tração real, enquanto a adoção institucional cresceu com o lançamento de ETFs e o uso da rede para a tokenização de ativos reais, como fundos da BlackRock e títulos públicos tokenizados.

Solana também emergiu como uma força relevante. A promessa do Firedancer — software alternativo capaz de processar até 1 milhão de transações por segundo — colocou a rede no radar de desenvolvedores, usuários e investidores, especialmente em aplicações ligadas a jogos, stablecoins e dispositivos mobile, como o Solana Saga.

No campo da regulação, os EUA deram os primeiros sinais de avanço com o GENIUS Act, que propõe regras para emissão e custódia de stablecoins, enquanto no Brasil a discussão sobre a regulamentação das exchanges estrangeiras, a supervisão do Banco Central e o uso do Drex como infraestrutura tokenizada avançou no Congresso Nacional.

Ao mesmo tempo, o volume de investimento global em startups de ativos digitais atingiu seu maior patamar desde 2021, com destaque para iniciativas ligadas a tokenização de ativos reais, infraestrutura de IA descentralizada e projetos de finanças regenerativas (ReFi).

Ou seja: o mercado de criptoativos em 2025 não parte do zero — ele parte de uma base concreta de avanços regulatórios, tecnológicos e institucionais. E é exatamente sobre essa base que as próximas grandes tendências vão se construir.

Tendência #1 — Bitcoin como ativo estratégico de tesouraria

A narrativa do Bitcoin como reserva de valor não é nova. Mas em 2025, ela começa a se transformar em uma prática corporativa concreta — e com escala.Empresas listadas em bolsas dos Estados Unidos, Japão e América Latina estão acelerando a incorporação do BTC aos seus balanços patrimoniais. Dados recentes mostram que, apenas no primeiro trimestre de 2025, companhias públicas compraram mais de 95 mil BTCs, enquanto a emissão no mesmo período foi de cerca de 40 mil moedas.

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Fonte: River

A consequência? Uma pressão estrutural sobre a oferta — algo inédito em ciclos anteriores.

Casos emblemáticos mostram que essa movimentação não é pontual:

  • A Metaplanet, no Japão, já acumula quase 9 mil bitcoins e declarou publicamente sua intenção de se tornar uma “MicroStrategy asiática”.
  • A própria Trump Media Group captou bilhões de dólares para adquirir BTC como parte da estratégia de reservas.
  • No Brasil, empresas como o Mercado Livre e a Méliuz também anunciaram planos de ampliar sua exposição direta ao ativo.

Essa tendência é impulsionada por fatores diversos:

  • Escassez programada: com o halving de 2024, o Bitcoin tornou-se ainda mais escasso, reforçando seu papel como “ouro digital”.
  • Política monetária: previsibilidade de emissão é diferencial que o torna atraente em contextos geopolíticos voláteis como o atual.
  • Valorização institucional: com ETFs aprovados, o BTC deixou de ser um ativo alternativo e passou a integrar carteiras com governança robusta.

Do ponto de vista estratégico, o Bitcoin está deixando de ser apenas uma aposta em valorização para se tornar uma ferramenta de proteção de caixa e de diferenciação de marca para empresas inovadoras. E isso tende a se intensificar conforme a adoção aumenta e a liquidez institucional se aprofunda.

Tendência #2 — A profissionalização do DeFi e dos RWA

As finanças descentralizadas (DeFi) amadureceram. O setor que já foi sinônimo de experimentação e volatilidade agora caminha para uma fase de institucionalização — e ganha um novo aliado: os ativos do mundo real, ou Real World Assets (RWAs).

Em 2025, a principal tendência do universo DeFi não está apenas na criação de novas “yield farms” ou tokens especulativos. Agora, ela também atua diretamente na construção de uma ponte sólida entre a infraestrutura blockchain e o mercado financeiro tradicional — via tokenização de ativos que já conhecemos, como títulos públicos, crédito privado, fundos e recebíveis.

Essa convergência já está acontecendo:

  • A Ondo Finance, um dos projetos mais comentados do setor, superou US$ 650 milhões em ativos tokenizados, com stablecoins lastreadas em títulos do Tesouro dos EUA.
  • A BlackRock lançou um fundo tokenizado na rede Ethereum com quase meio bilhão de dólares em captação em apenas uma semana.
  • Grandes instituições — inclusive no Brasil — começam a testar o uso da tokenização para modernizar processos de custódia, liquidação e distribuição.

Do lado do DeFi, o setor também vem se sofisticando:

  • O volume total bloqueado (TVL) voltou a crescer e superou os US$ 200 bilhões em 2024.
  • Protocolos como Aave e Pendle estão reformulando sua governança e seus modelos de risco para atrair players institucionais.
  • A transparência on-chain começa a ser vista como uma vantagem competitiva — e não mais como um risco.

O que muda, na prática?


A tendência é que o DeFi deixe de ser percebido como um “mercado paralelo” e passe a operar como infraestrutura financeira complementar — com regras, auditorias, modelos de compliance e integração com ativos do mundo real.

Em um cenário de juros em queda, busca por eficiência operacional e necessidade de inovação no mercado financeiro, esse novo DeFi — ancorado em RWAs — tem tudo para se consolidar como um mercado trilionário nos próximos anos.

Tendência #3 — A consolidação do Ethereum (apesar da concorrência)

Nenhuma blockchain foi tão desafiada nos últimos anos quanto o Ethereum. Com taxas historicamente altas, limitações de escalabilidade e concorrência crescente de redes como Solana, Avalanche e Sui, muitos analistas chegaram a questionar sua capacidade de manter a liderança no setor.

Mas este ano já mostra uma história diferente.

A rede criada por Vitalik Buterin está atravessando um ciclo de transformações estruturais — com impacto direto na experiência do usuário, na eficiência técnica e na adoção institucional.

O que já aconteceu:

  • A transição para o modelo Proof of Stake (PoS), concluída com o The Merge, reduziu o consumo energético da rede em mais de 99% e abriu caminho para um Ethereum mais escalável.
  • Em 2024, o upgrade Dencun (EIP-4844) introduziu o conceito de proto-danksharding, reduzindo drasticamente os custos de transação em soluções de segunda camada.
  • Este ano, a atualização Pectra também promoveu um salto no nível de compatibilidade entre a rede principal e suas side-chains, assim como remodelou o tamanho do staking por carteira.
  • O crescimento das Layer 2 (como Arbitrum, Optimism, Base e zkSync) posicionou o Ethereum como o núcleo de um ecossistema modular — e não mais como uma rede única e centralizada.

O que está por vir:

  • O Ethereum continua sendo a principal plataforma usada para tokenização de ativos por grandes instituições, como BlackRock, Franklin Templeton e JPMorgan.
  • Projetos de infraestrutura como EigenLayer e Chainlink CCIP estão ancorando suas soluções no Ethereum, reforçando sua centralidade como base da economia digital descentralizada.
  • A agenda técnica prevê novas atualizações voltadas à eficiência, à interoperabilidade e à redução de latência nas transações.

Apesar do barulho em torno da escalabilidade de Solana ou da velocidade das novas blockchains modulares, o Ethereum permanece com maior TVL, base de desenvolvedores e adoção institucional real.

E isso importa: em um mercado que busca não só inovação, mas também confiabilidade, segurança e compatibilidade regulatória, o Ethereum está cada vez mais consolidado como a infraestrutura padrão do mercado financeiro digital — mesmo que a concorrência siga crescendo.

Tendência #4 — A explosão dos criptoativos ligados à IA

Poucos setores chamaram tanta atenção em 2024 quanto a inteligência artificial. Com o avanço de modelos generativos, adoção corporativa acelerada e promessas de ganhos exponenciais de produtividade, a IA se tornou o epicentro da inovação global. 

Mesmo com metade de 2025 já concluída, esse movimento segue com força total dentro do universo cripto.

Estamos presenciando o surgimento de um novo segmento dentro do mercado de ativos digitais: os criptoativos de infraestrutura para IA descentralizada. Eles combinam o poder computacional distribuído do blockchain com algoritmos de aprendizado de máquina, criando redes que permitem treinar, monetizar e compartilhar modelos de forma colaborativa.

Entre os projetos em destaque, vale mencionar:

  • Artificial Superintelligence Alliance (FET): FET é um consórcio composto por protocolos especializados em IA, como a Fetch.ai, SingularityNET e Ocean Protocol. A “aliança” oferece infraestrutura e pesquisas descentralizadas a ferramentas de alta tecnologia.
  • Near Protocol (NEAR): A NEAR atua diretamente no desenvolvimento de agentes de IA com baixo custo e de forma descentralizada, com foco no uso dentro da Web 3.0.
  • Numeraire (NMR): Já a NMR atua como um protocolo descentralizado de coleta e análise de dados. O objetivo é criar modelos de learning machine com alta confiabilidade aos usuários.

O crescimento desse nicho é sustentado por dois fatores:

  1. Demanda real por computação e modelos mais abertos — frente ao custo crescente e à centralização das soluções de IA.
  2. Narrativa convergente entre descentralização, privacidade e inteligência artificial — temas que mobilizam comunidades técnicas, desenvolvedores e reguladores.

Ainda que muitos projetos estejam em fase inicial e carreguem riscos elevados, o interesse institucional começa a se materializar. O próprio governo dos EUA, em sua nova política de IA, já sinalizou abertura para modelos colaborativos e menos concentrados.

Para o investidor estratégico, 2025 ainda pode ser o momento de observar com atenção esse segmento emergente, que combina duas das maiores forças transformadoras da década: IA e blockchain.

Tendência #5 — Identidade e pagamentos na era Web3

Enquanto os debates sobre regulação, compliance e privacidade digital ganham força, uma nova camada de inovação silenciosa está crescendo no ecossistema cripto: as soluções de identidade digital descentralizada (DID) e os pagamentos integrados em redes sociais e apps de mensageria.

Essa tendência atende a uma demanda cada vez mais urgente: como garantir transações seguras, privadas e interoperáveis em um mundo onde o digital se tornou a base de tudo — do acesso a serviços financeiros à participação em comunidades online.

Identidade Descentralizada (DID): empoderando o usuário

Os sistemas DID, como os desenvolvidos por Polygon ID, Worldcoin e Dock, permitem que usuários validem sua identidade com segurança sem depender de instituições centralizadas. Isso significa que você pode comprovar quem é — para acessar uma plataforma, assinar um contrato ou receber um benefício — sem entregar seus dados pessoais a terceiros.

Em 2025, espera-se:

  • Avanço de regulamentações que exigem KYC e AML mais inteligentes e menos invasivos.
  • Adoção de DID por empresas do setor financeiro, de saúde e educação para facilitar a integração de usuários em ambientes Web3.
  • Integração nativa de carteiras digitais com credenciais de identidade — tornando o login via wallet algo tão comum quanto um e-mail.

Pagamentos cripto nativos: Telegram, TON e a reinvenção da transferência de valor

Outro movimento poderoso é a integração de pagamentos com cripto diretamente em apps de grande alcance, sem a necessidade de conhecimento técnico.

O caso mais emblemático é o da Toncoin (TON), a criptomoeda integrada ao Telegram. Em 2024, a plataforma ativou a função de envio e recebimento de cripto entre usuários, sem taxas e com UX nativa — tudo dentro do mensageiro. Isso abre espaço para:

  • Pagamentos peer-to-peer globais, instantâneos e sem fricção.
  • Microtransações para criadores de conteúdo, bots e grupos.
  • Um novo modelo de economia social descentralizada.

Outras plataformas, como WeChat, X (ex-Twitter) e Signal, também demonstraram interesse em adotar ou experimentar integrações semelhantes, o que indica que o próximo ciclo de adoção em massa pode vir pelo canal dos pagamentos cotidianos — e não das corretoras tradicionais.

Identidade e pagamentos são os dois alicerces mais básicos da vida digital. Em 2025, o mercado cripto está pronto para oferecer soluções que tornam essas funções mais seguras, acessíveis e alinhadas com a lógica da Web3. E quem entender isso primeiro — como investidor ou como empresa — terá uma vantagem competitiva real.

Oportunidade no Brasil: o que pode ganhar tração por aqui?

Se globalmente 2025 está sendo marcado por profissionalização, convergência regulatória e integração entre cripto e o sistema financeiro tradicional, no Brasil esse movimento já está em plena aceleração, com algumas oportunidades se destacando.

Tokenização de títulos públicos e crédito privado

O Brasil já se consolidou como um dos mercados mais sofisticados em infraestrutura bancária e pagamentos digitais (vide Pix e Drex). Em 2025, a tokenização de ativos de renda fixa — como títulos do Tesouro, debêntures e CRIs — deve se tornar o próximo passo.

A expectativa é que soluções B2B voltadas a escritórios de investimento, securitizadoras e plataformas de distribuição digital comecem a utilizar blockchains públicas (como Ethereum ou Solana) para representar e negociar esses ativos, com custódia segregada e liquidação automatizada.

A Foxbit Business, por exemplo, conta com uma série de soluções corporativas, como recebimento com criptomoedas, conversões de Pix em cripto, tokenização de ativos e integração white label de exchange.

Uso de cripto como hedge contra real

A recente desvalorização da moeda local e o aumento da exposição de empresas brasileiras ao comércio exterior colocam o dólar no centro da gestão de caixa. A novidade? Cada vez mais empresas, fintechs e investidores buscam criptoativos como USDT, USDC ou stablecoins tokenizadas de títulos públicos e até mesmo ouro para proteger seu patrimônio.

Esse movimento deve ganhar força com a entrada de soluções reguladas e com parceiros locais — como bancos digitais, DTVMs e exchanges com presença no país.

Integração entre Pix, stablecoins e carteiras cripto

A combinação da infraestrutura do Pix com a liquidez de stablecoins pode gerar novas soluções para remessas, pagamentos corporativos e integração entre fintechs. Em 2025, é provável que vejamos:

  • APIs que convertam Pix em stablecoin em tempo real (Foxbit Gateway)
  • Tokenização de ativos do mundo real (Foxbit Tokens)
  • E-commerce e plataformas de SaaS adotando cripto como alternativa de cobrança (Foxbit Pay)

Empresas que atuam no setor de turismo, exportação, finanças, educação internacional e serviços digitais devem ser as primeiras a se beneficiar dessa interoperabilidade.

O Brasil tem a combinação ideal para avançar com ativos digitais em 2025: infraestrutura moderna, população digitalizada e um mercado financeiro aberto à inovação. A questão não é mais “se”, mas “quem vai liderar esse movimento”.

O que fazer com essas tendências?

O mercado de criptoativos já não é mais um experimento. Em 2025, ele passou a ocupar um espaço estrutural nas decisões de tesouraria, nas estratégias de inovação tecnológica e na reconfiguração dos sistemas financeiros ao redor do mundo.

Seja com a entrada de empresas listadas comprando Bitcoin, com a institucionalização do DeFi e dos ativos do mundo real, com o avanço do Ethereum como infraestrutura crítica ou com o surgimento de novos setores como IA descentralizada e identidades digitais — tudo aponta para um mesmo destino: a consolidação dos ativos digitais como uma classe legítima, interoperável e estratégica.

Para investidores e empresas, isso representa uma bifurcação clara:

  • Ignorar essas transformações e manter-se refém de estruturas financeiras do passado
  • Ou entender o momento, antecipar movimentos e se posicionar com inteligência para capturar valor real nesse novo ciclo.

A boa notícia é que nunca foi tão possível acessar esse mercado com segurança, transparência e suporte regulado no Brasil. O caminho exige estudo, critérios e parceiros confiáveis — mas ele já está aberto.

Os 7 tipos de tokens segundo a a16z

Os 7 tipos de tokens segundo a a16z

Bem-vindos a mais uma edição do “O HODLER”, o melhor lugar para você que está querendo ficar por dentro de tudo que acontece no mercado.

Posso te fazer uma pergunta? Você já parou pra pensar no que realmente está comprando quando investe em um token?

A resposta pode parecer óbvia: “tô comprando cripto”. Mas a verdade é que a maioria das pessoas nem sabe o que o token representa de fato. É uma ação? Um item de jogo? Um ticket de acesso a uma rede? Ou só uma aposta em hype?

Essa confusão é um problema — para investidores, para reguladores e para quem constrói no mercado. E foi justamente isso que a a16z Crypto (Andreessen Horowitz), uma das maiores firmas de venture capital do mundo, quis resolver ao propor uma taxonomia simples e prática para classificar tokens.

E sabe o que é mais interessante? Eles não usaram termos técnicos demais. Usaram lógica, perguntas binárias e chegaram a 7 tipos de tokens que cobrem praticamente tudo que existe no mercado hoje.

Essa classificação importa muito. Porque se você não entende o que está comprando, você é o produto. E é sobre isso que precisamos falar.

Vamos descobrir isso com mais um Hodler!

A primeira pergunta: o token tem valor real?

Essa pergunta já elimina uma grande parte do mercado.

Se a resposta é não, o token entra automaticamente na categoria dos memecoins. E sim, isso inclui Dogecoin, Shiba Inu e qualquer token que vive mais de meme do que de fundamento.

O próprio gráfico da a16z coloca os memecoins num canto à parte, porque eles não têm valor intrínseco — não dão acesso a uma rede, não representam nada físico, não te dão direito a coisa alguma. Só existem porque a galera acha divertido. E, em alguns momentos, lucrativo.

Agora, se tem valor… de onde esse valor vem?

Essa é a sacada genial do estudo: ele não foca só na tecnologia, mas na origem do valor. O token vem de uma empresa ou de uma rede?

Se vem de uma empresa, você já sabe que existe um nível de centralização. E aí temos três possibilidades:

1. Arcade Token

Tipo os pontos de um jogo. Servem pra algo dentro daquele ecossistema, como subir de nível, comprar itens, pagar por upgrades. São tokens de uso interno, utilitários, mas que dificilmente têm valor fora do sistema.

2. Company-Backed Token

Esse é o token que depende da boa vontade e competência de uma empresa. FTT é o exemplo clássico — dependia da FTX. Quando a empresa quebrou, o token virou pó. Não dava direito a nada, era só “representante da marca”.

3. Security Token

Aqui o buraco é mais embaixo. Se o token te dá direito a uma parte dos lucros, participação ou qualquer forma de retorno garantido pelo emissor, ele provavelmente é um título mobiliário. Ou seja: entra na mira da regulação. Não é cripto livre. É quase uma ação disfarçada.

Se o valor não vem de empresa, mas de uma rede…

…a coisa muda completamente.

4. Network Token

São os tokens que fazem redes cripto funcionarem. Bitcoin, Ethereum, Solana. Eles têm função estrutural: pagam taxas, validam transações, mantêm a segurança. E o mais importante: não dependem de uma empresa. Por isso, muitos defendem que eles não deveriam ser regulados como valores mobiliários.

5. Collectible Token

Os famosos NFTs. Representam algo único, como arte digital, certificados, terrenos virtuais, etc. São tokens não fungíveis, ou seja, não intercambiáveis — cada um tem um valor diferente, como um quadro ou uma música original.

6. Asset-Backed Token

Aqui entra o mundo das stablecoins e dos tokens lastreados em ativos reais. Dólar, ouro, ações tokenizadas. São pontes entre o mundo físico e o digital. Exigem confiança no lastro, mas têm uma função importante: trazer estabilidade e liquidez pro ecossistema.

Por que isso importa tanto?

Porque o mercado cripto sofre de um problema de identidade. Tem token que se diz “comunidade”, mas na prática é só uma forma de levantar grana pra uma empresa. Tem NFT que tenta parecer moeda. Tem stablecoin que não é tão estável assim. Tem “governança” que depende de 2 pessoas.

E enquanto isso, investidor desavisado compra qualquer coisa, achando que tá investindo em “cripto” — sem saber se comprou um ingresso, uma ação, um item digital ou só um meme.

O que a a16z propõe resolve tudo?

Claro que não. Mas é um baita avanço.

Eles propõem perguntas simples que qualquer pessoa pode usar pra entender o que está comprando. Isso ajuda desenvolvedores a desenharem tokens melhores. Ajuda reguladores a saberem o que é o quê. E ajuda a gente, que investe, a não ser feito de trouxa.

Minha opinião: essa classificação deveria ser obrigatória em todo projeto

Sério. Se você vai lançar um token, diga claramente:

  • Ele é de rede? De empresa?
  • Tem direito de voto? De lucro?
  • Tem uso interno? É colecionável? É lastreado?

Imagina se cada projeto tivesse que colocar isso na home do site. Evitaria muito golpe, muita confusão e muito FOMO disfarçado de inovação.

⚠️ Gostou?

O mercado de cripto está amadurecendo. Mas ainda falta clareza, responsabilidade e educação básica. A classificação da a16z ajuda — e muito — a pavimentar esse caminho.

Se você quer continuar no jogo, entenda o que está comprando. Porque o próximo ciclo não vai perdoar amadores.

E se você constrói nesse mercado, entenda: um token mal desenhado é uma bomba-relógio. Pode até funcionar no curto prazo, mas vai explodir mais cedo ou mais tarde.

Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.

Se quiser me acompanhar, estou no Twitter e Instagram sempre analisando mercado e tendo alguns insights.

Até a próxima edição!

ATH do Bitcoin e agora? Altseason?

ATH do Bitcoin e agora? Altseason?

Bem-vindos a mais uma edição do “O HODLER”, o melhor lugar para você que está querendo ficar por dentro de tudo que acontece no mercado.

O mercado cripto está vivendo um momento diferente. Não tem aquela euforia de ciclos passados, com varejo comprando tudo e altcoins explodindo. O que vemos agora é um movimento mais silencioso, com grandes instituições acumulando Bitcoin e Ethereum de forma estratégica.

Vamos abordar sobre isso, então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀

BTC e sua liquidez apertada e pouca oferta

Depois de bater seu ATH em Maio, começamos o mês de junho com o número de Bitcoins disponíveis em exchanges com os menores níveis dos últimos 6 anos. Só 13–14% de todo o BTC em circulação está em corretoras. 

A maioria está em carteiras frias ou com custodiantes de ETFs, o que mostra que o BTC está sendo guardado a longo prazo e não está à venda. Quase 70% dos BTCs não se mexem há mais de 1 ano. Isso mostra que os holders estão confiantes no valor do Bitcoin e não têm intenção de vender tão cedo.

Mesmo depois do Bitcoin passar de US$ 100 mil, grandes investidores continuaram comprando mais. Só nas últimas semanas de maio foram mais de 83 mil BTC comprados por endereços com mais de 10 BTC. Enquanto isso, os pequenos investidores aproveitaram para vender e realizar lucro.

Mas e o grande ciclo? Está no fim? Não é o que parece de acordo com o MVRV-Z Score ou o The Pull Multiple. Esse indicador mostra o quanto o mercado está com lucro latente. Se está muito alto, pode indicar topo. Se está baixo, pode indicar oportunidade.

Em maio, o MVRV caiu, mesmo com o preço acima de $100K. Isso significa que menos gente está com lucro forte — ou seja, menos chance de pressão vendedora agora.

É um sinal de que a correção já limpou boa parte do risco de queda. 

Mas e as Altcoins?

Altseason ou tudo diferente?

Durante maio, o Bitcoin e as stablecoins representavam cerca de 70–75% de todo o valor do mercado cripto – um nível muito alto. Historicamente, quando isso acontece, é comum vermos uma rotação para altcoins.

E foi o que começou a acontecer: a dominância do BTC caiu, o ETH/BTC subiu, e algumas altcoins médias e pequenas começaram a disparar. Indicadores técnicos mostraram rompimentos de tendência, sugerindo o fim do ciclo de baixa para as altcoins.

O ETH, normalmente a primeira altcoin a sentir a entrada de dinheiro, também está ficando cada vez mais escasso nas exchanges. Em maio, só 10% do total de ETH estava disponível para venda. O restante está em carteiras de longo prazo ou em staking. 

Mais de 34 milhões de ETH (28% do total) já estão travados em staking, gerando rendimento. Isso também reduz a oferta e ajuda na valorização.

Além disso, o Ethereum começou a se valorizar mais que o Bitcoin no segundo trimestre de 2025. O ETH subiu cerca de 50% só em maio, enquanto o BTC subiu 33%. Isso sugere que o capital está começando a girar do BTC para o ETH.

O mercado de stablecoins também cresceu e está com capital parado, pronto para agir. O valor total em stablecoins passou de US$ 240 bilhões. Os investidores estão segurando esse dinheiro em dólar digital esperando o momento certo para entrar no mercado cripto com mais força.

Mesmo sem muito movimento em abril e início de maio, os dados mostram que esse capital está posicionado e pode ser um gatilho para novas altas, especialmente se ETFs de ETH forem aprovados ou o cenário macro melhorar.

Instituições em peso comprando

Empresas como MicroStrategy, Metaplanet e até a GameStop aumentaram suas posições em Bitcoin. Juntas, empresas públicas e ETFs já detêm mais de 1,6 milhão de BTC – cerca de 8% de todo o supply existente.

O Ethereum também começou a chamar atenção institucional. A SharpLink levantou US$ 425 milhões para investir em ETH. A BlackRock está preparando um ETF de Ethereum com possibilidade de usar ETH real como lastro. Isso mostra que o ETH está se tornando a próxima prioridade das instituições, depois do BTC.

⚠️ Gostou?

Em resumo, o mercado está se preparando para um novo ciclo – mais maduro, mais institucional e com chances reais de uma altseason diferente das anteriores.

O BTC está escasso e nas mãos de holders fortes. As instituições estão comprando cada vez mais, priorizando BTC e, agora, ETH. O capital em stablecoins está parado, mas pronto para girar quando surgirem os gatilhos certos. Os gráficos e dados técnicos mostram sinais claros de que uma rotação para altcoins está em andamento.

Só precisamos esperar…

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Até a próxima edição!

Foxbit conquista certificação SOC 2 e reforça seu compromisso com a segurança dos dados.

Foxbit conquista certificação SOC 2 e reforça seu compromisso com a segurança dos dados.

A segurança da informação sempre foi prioridade aqui na Foxbit — e agora, esse compromisso se torna ainda mais visível com a conquista da certificação SOC 2 Tipo II, um dos principais selos internacionais que atestam a excelência na proteção de dados, integridade de sistemas e privacidade das informações.

A certificação SOC 2 é emitida por auditorias independentes com base nos critérios do AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) e avalia, de forma rigorosa, a eficácia operacional dos controles internos de uma empresa durante um período contínuo.

Para mercados altamente sensíveis, como o de criptoativos, alcançar esse padrão não é apenas um reconhecimento técnico — é um passo estratégico para garantir solidez, resiliência e confiança de longo prazo.

O que é a certificação SOC 2 Tipo II?

A SOC 2 Tipo II é uma asseguração internacional voltada para empresas que lidam com dados sensíveis. Diferente da versão Tipo I, que avalia os controles em um único momento, o Tipo II analisa a efetividade contínua desses controles ao longo de meses. 

Na prática, significa que nós comprovamos — por meio de auditoria — que nossas ações de segurança, disponibilidade, integridade de processamento, confidencialidade e privacidade não só existem, como funcionam de forma eficaz no dia a dia.

O que a SOC 2 representa para clientes e parceiros?

Para quem investe, transaciona ou integra soluções com a gente, essa certificação garante ainda mais confiança. Entre os destaques do processo de auditoria estão:

  • Monitoramento e resposta a incidentes em tempo real
  • Gestão de vulnerabilidades e mudanças
  • Criptografia de dados em repouso e em trânsito
  • Controle de acesso com princípio de privilégio mínimo
  • Cultura organizacional orientada à segurança
  • Gestão robusta de riscos e compliance

Esse é mais um marco que reforça nossa missão de construir soluções cripto com padrão institucional, preparando o mercado brasileiro para um novo patamar de maturidade, responsabilidade e inovação.

Um passo à frente na criptoeconomia

Em um setor que ainda busca consolidar confiança junto ao mercado tradicional, estar em conformidade com padrões internacionais como o SOC 2 é um diferencial competitivo e, cada vez mais, uma exigência. 

Ao obter essa certificação, nos posicionamos como um parceiro estratégico para empresas, investidores e instituições que valorizam segurança, compliance e governança de verdade.

A criptoeconomia avança — e com ela, a responsabilidade das empresas que a constroem. E a certificação SOC 2 Tipo II representa um selo de confiança para quem acredita no potencial das criptomoedas, mas exige um ambiente seguro para operar. 

A Foxbit segue firme nesse caminho, unindo tecnologia, integridade e compromisso com o futuro.

Bitcoin Pizza Day: O que é esta data comemorativa para o universo cripto?

Bitcoin Pizza Day: O que é esta data comemorativa para o universo cripto?

Bitcoin Pizza Day é uma data muito especial para a comunidade criptográfica, pois é nela em que um dos princípios do Bitcoin (BTC) – ser uma moeda digital usada para pagamentos no dia a dia das pessoas – foi colocado em prática.

Comemorado em 22 de maio, o “aniversário” já é tradição entre os entusiastas, que optam por repetir o evento de 2010.

Mas qual a história por trás do Bitcoin Pizza Day?

O que é Bitcoin Pizza Day?

O Bitcoin Pizza Day acontece todo 22 de maio e marca a data da primeira compra conhecida de um produto físico com Bitcoin.

Neste mesmo dia, mas em 2010, o desenvolvedor de softwares, Laszlo Hanyecz, realizou essa façanha. Residente na Flórida, Estados Unidos, Hanyecz usou alguns de seus BTCs para comprar algo que fazemos quase todas as semanas: duas pizzas grandes.

Na época, o programador utilizou o fórum bitcointalk.org e postou estar disposto a pagar 10 mil BTCs – US$ 70 na época – para qualquer pessoa que pudesse comprar e entregar as pizzas em sua casa.

O aventureiro e entusiasta – ou visionário – de 19 anos de idade, Jeremy Sturdivant, respondeu à publicação e topou entrar na “brincadeira”.

Ao receber as duas pizzas da rede Papa John’s, em sua casa, Henyecz postou no fórum: “Só quero relatar que negociei com sucesso 10 mil Bitcoins por pizza“.

Quanto custaram as pizzas do Bitcoin Pizza Day?

Com o Bitcoin sendo negociado próximo dos US$ 107, neste 22 de maio de 2025, o valor pago por Laszlo pelas pizzas seria algo impressionante.

O que na época custou algo próximo de US$ 50 em Bitcoin para o desenvolvedor de softwares, hoje, esses 10 mil BTCs valeriam aproximadamente US$ 1,07 bilhão.

Gráfico valor do bitcoin ao longo dos anos

Claro que os tempos eram outros, mas essa discrepância absurda de preços, em apenas 14 anos, mostra como a criptomoeda só se desenvolveu e alcançou patamares sociais e mercadológicos incríveis.

Uma postagem que mudou a história

Apesar de parecer uma trollagem de redes sociais, a compra das duas pizzas com Bitcoin seguiu exatamente o que o desenvolvedor da criptomoeda, Satoshi Nakamoto, planejava para o BTC: ser uma moeda digital descentralizada, mas de fácil uso entre as pessoas para que elas pudessem comprar o que quisessem.

Assim, a data ganha relevância na história criptográfica, quase como um feriado, já que o Bitcoin Pizza Day é o momento de lembrar que a revolução financeira já acontece há algum tempo e pequenas ações como esta podem levar a mudanças importantes.