A última semana foi bastante quente para o Bitcoin (BTC), que viu seu preço quase beliscar as mínimas de junho. Com 90% das carteiras de curto prazo no prejuízo atualmente, a ação para baixo pode ser mantida a partir de um pânico gerado entre os investidores diante das perdas ou pela má digestão causada pelas falas do presidente do Federal Reserve sobre a manutenção do aperto monetário nos Estados Unidos. Em contrapartida, a análise técnica pode oferecer ainda um respiro aos bulls, caso uma região específica de preços seja sustentada, enquanto o fluxo de moedas para as exchanges cai. Fato é que a economia global segue uma verdadeira incógnita, com o mercado atento para qualquer indício de aumento de volatilidade. Por isso, atenção à repercussão do que rolou e vai rolar nesta semana para você preparar suas operações com a maior assertividade possível.
Toda a atenção para ele
O tão aguardado 46º simpósio anual de Jackson Hole não trouxe muitas novidades para a política monetária norte-americana, mas serviu para manter o mercado alerta para a continuidade de ações restritivas. Em participação no evento, o presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, destacou a necessidade de mais progresso no controle da inflação, que ainda segue muito elevada, apesar do arrefecimento de seu pico.
A autoridade explicou que o aumento da taxa de juros, que começou em março de 2022, precisava – e ainda exige – uma “mãozinha” a partir da estabilização das “distorções sem precedentes” da oferta e demanda relacionadas à pandemia. Com isso, a proposta era de estreitar os pedidos para que a oferta conseguisse alcançar o atraso do período – algo que ainda segue em fluxo.
Papéis em alta
Os rendimentos dos títulos do tesouro norte-americano de 10 anos aumentaram consideravelmente na última semana, mostrando que o mercado está mais “otimista” em relação ao futuro da economia local – ou mais especulativo com a possibilidade de novos aumentos de juros à frente.
Em relação ao ambiente corporativo, a fabricante de chips Nvidia se destacou, apontando um resultado trimestral acima do esperado, enquanto Ubisoft, deve receber os direitos de vários jogos da Microsoft, como parte do acordo para aquisição da Activision. Com isso, cerca de 95% do S&P 500 já divulgaram seus dados, com 4/5 superando as expectativas dos analistas.
Prevendo retração
No lado econômico, as prévias dos Índices Gerentes de Compras (PMI) dos Estados Unidos vieram abaixo das expectativas, indicando desafios para o crescimento local, mas sendo potencialmente benéfico para o controle da inflação.
Agosto
Projeção
Julho
PMI Industrial
47,0
49,3
49,0
PMI Serviços
51,0
52,3
52,3
PMI Composto
50,4
52,0
52,0
Já os pedidos de seguro-desemprego caíram para 230 mil, mostrando uma certa melhora no mercado de trabalho, que registrou 240 mil solicitações na semana anterior, mesmo volume esperado pelo mercado.
Equilibrando as contas
A China fez um corte inesperado em sua taxa básica de empréstimo de um ano, o que não animou muito os investidores por lá. Mesmo assim, o minério de ferro experimentou um aumento, refletindo esses e outros estímulos monetários do governo, em meio a uma demanda resiliente.
Agosto
Projeção
Julho
Taxa de Empréstimo
3,45%
3,40%
3,55%
Não é hoje que vai decolar
Enquanto China e Estados Unidos tentam como podem buscar o caminho da recuperação econômica, as prévias dos Índices Gerente de Compras da Zona do Euro mostram que a pavimentação ainda está em andamento no bloco.
Agosto
Projeção
Julho
PMI Industrial
43,7
42,6
42,7
PMI Serviços
48,3
50,5
50,9
PMI Composto
47,0
48,5
48,6
A baixa confiança do consumidor (prévia) na região também afeta o desenvolvimento econômico. Entretanto, se há alguma luz no fim do túnel sobre isto tudo, é que o possível consumo reduzido pode ser um catalisador para que a inflação do bloco siga desacelerando.
Agosto
Projeção
Julho
Confiança do Consumidor
-16,0
-14,3
-15,1
Ficou mais caro
Após meses de espera, enfim, a Câmara dos Deputados aprovou o novo arcabouço fiscal, que vai substituir o antigo teto de gastos. A nova lei permite maior flexibilidade ao governo em situações específicas da economia para remanejar recursos, quando necessário.
A semana também contou com uma série de reuniões do BRICS, bloco de países em que o Brasil é membro. Autoridades pediram a expansão do grupo, sugerindo a participação de novos integrantes, como Argentina, Egito, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Diretamente sobre a economia brasileira, o IPCA-15, que mede a inflação ao consumidor, acelerou em agosto, acima do esperado pelos analistas.
Agosto
Projeção
Julho
IPCA-15
4,24%
4,13%
3,19%
Volatilidade no radar
Esta semana trará uma série de dados econômicos importantes que podem influenciar a volatilidade do mercado em várias regiões. Nos Estados Unidos, serão divulgados a Confiança do Consumidor, Relatórios de Empregos e o núcleo de preços PCE, indicador favorito do FED para medir a inflação. Já na Zona do Euro, saem a Inflação ao Consumidor (CPI) e o sentimento dos principais setores econômicos. Na China, destaque para os PMIs Composto, Industrial e de Não-manufatura, enquanto o Brasil apresenta seus dados do mercado de trabalho.
Tensão no ar
O Bitcoin passou por uma semana ligeiramente mais volátil, após perder seu importante suporte de US$ 29 mil. A pressão de venda foi alta o suficiente para que a criptomoeda de referência atingisse os US$ 25,3 mil – nível muito próximo das mínimas de junho. Em contrapartida, houve força para um resgate aos US$ 26,8 mil, que durou pouco tempo. Assim, o mercado espera que o estreitamento de curto prazo quebra para um dos lados.
Os dados vão dizer
Com a recente queda de preços, os dados on-chain mostram que 90% das carteiras de curto prazo de Bitcoinvoltaram a apresentar prejuízo. O volume de posições abertas nas bolsas de derivativos também virou para uma intensa baixa, em um movimento visto apenas 11 vezes em toda a história da criptomoeda.
Entretanto, o número de BTCs que não se movimentaram nos últimos três a seis meses segue aumentando, apontando para uma baixa intenção de venda, pelo menos no curto prazo. Acompanha esta perspectiva a queda expressiva da oferta do ativo nas exchanges. Atualmente, apenas 5,8% do total de Bitcoin em circulação estão em corretoras. Enquanto isso, as baleias continuam agitadas, com transações superiores a US$ 100 mil.
De olho no halving?
Ainda olhando para os dados on-chain, o volume de BTCs armazenados nas carteiras dos mineradores permanece crescendo, assim como o staking de Ethereum também aponta em alta, mesmo com o mercado baixista. Apesar da recente queda de preços, este grupo segue com suas máquinas funcionando a todo vapor, reajustando a dificuldade e taxa de hash para uma nova máxima histórica.
O movimento de venda mais contido por parte dos mineradores parece acompanhar um sentimento otimista de acumulação, como uma espécie de preparação para o halving do Bitcoin, estimado para acontecer em meados do ano que vem.
Medo prevalece
A queda de preços recente colocou o índice Fear and Greed de volta ao ponto de medo, marcando os 39 pontos. O nível é o mesmo de março deste ano, quando ocorreu a quebra dos bancos norte-americanos.
Dentro do balanço fundamental
Além dos rendimentos dos títulos do tesouro norte-americano, pressionaram o mercado de risco e o Bitcoin, o aumento do índice dólar (DXY). A tendência de alta recente zerou as perdas registradas em julho pela moeda. Enquanto isso, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) continua trazendo mais incertezas ao setor de criptomoedas no país, com novas acusações contra as principais exchanges.
Vamos aos gráficos
Na análise técnica do gráfico semanal, o Bitcoin ainda mantém a possibilidade de novas correções a partir da consolidação do topo duplo – marcado pelos dois círculos brancos na imagem abaixo. Por enquanto, a linha inferior da banda de Bollinger vai se comportando como um suporte, mas indica um movimento rumo à linha azul, em US$ 24,3 mil. O nível é importante, pois marca a última resistência enfrentada pelo mercado. Caso os compradores consigam resistir, este ponto pode ser o gatilho para uma retomada da alta. Senão, a descida deve ser ainda mais agressiva, com possíveis testes dos fundos locais.
Fonte: TradingView, em 28/08/2023, às 8h56min.
Nos indicadores subjacentes, o MACD permanece com suas médias cruzadas para baixo, apontando a força dos bears neste momento de mercado. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (RSI), mira os 45 pontos, com compradores e vendedores muito próximo de um equilíbrio.
Conclusão
Apesar da queda de preços e a quebra da lateralização, o Bitcoin segue operando em um nível bastante crucial para determinar o futuro da sua tendência de preços. O mercado parece, novamente, estar reagindo mais emocionalmente aos eventos macroeconômicos, o que antes andava mais restrito.
A aproximação do halving, entretanto, costuma ser um momento conturbado para a criptomoeda historicamente e entender esses comportamentos pode ajudar a segurar o pânico de venda ou até mesmo encontrar as melhores posições para lucrar com o ativo. De certo mesmo é que os dados on-chain apontam para uma fase de acumulação interessante, com os investidores em busca de maior domínio sobre suas moedas. Esse movimento também é típico de períodos pré-halving.
NFT é uma categoria única dentro do universo das criptomoedas, geralmente utilizada para classificar a versão digital de um item raro, exclusivo ou colecionável, em que não pode ser fracionada ou dividida em outros usuários.
Embora seja muito associado a imagens, os também conhecidos como non-fungible tokens (tokens não fungíveis) possuem características que ultrapassam “simples” figurinhas ou obras de arte, abrindo caminho para uma autenticação de posse sobre determinados itens ou criações. Com isso, o NFT é uma tecnologia bastante discutida e procurada não apenas por investidores, mas também por entusiastas da Web3. Assim, você vai ver neste artigo o que são os NFTs, como funcionam, suas principais características e outros detalhes!
O que é NFT?
NFT é a sigla para “Non-Fungible Token”, que pode ser traduzido como “Token Não Fungível”.
Em termos simples, essa classe funciona como uma representação digital de um ativo único que não pode ser substituído por algo idêntico.
Isso o diferencia de criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum, que são fungíveis e podem ser trocadas em uma base de um por um.
Significado de não fungível
Para facilitar a compreensão da característica não fungível do NFT, vamos considerar o dinheiro que utilizamos no nosso dia a dia.
Facilmente, você pode trocar uma nota de R$ 10 por duas de R$ 5. Ou, então, uma cédula de R$ 100, por quatro de R$ 20 e duas de R$ 10. Essa versatilidade quer dizer que nossa moeda é um item “fungível”, podendo ser trocada por outras de “mesma espécie e qualidade”.
Já um item não fungível é único, o que impede de ser substituído. No portal do Ethereum, há uma frase que resume muito bem essa ideia:
“A pesquisa de uma imagem do Guernica de Picasso faz de você o novo dono orgulhoso de uma peça de arte de vários milhões de dólares?”
A resposta é não! Afinal, mesmo que você tenha essa imagem, faça sua impressão e coloque-a em um quadro, a obra original nunca poderá ser substituída pela cópia. Muito menos, isso lhe dará o direito de vender o quadro como se fosse original, pois não há um certificado auditável e rastreável que valide essa informação.
Como funcionam os NFTs?
Assim como as criptomoedas, os NFTs operam como smart contracts dentro de blockchains, garantindo não só sua transação entre usuários, mas também sua autenticidade e rastreabilidade.
Além de imagens e obras de arte, várias outras coisas podem ser tokenizadas como um item não fungível. Entre elas, artigos colecionáveis, vídeos, experiências exclusivas, músicas e até mesmo projetos de propriedade intelectual.
Com o NFT, esse tipo de “objeto” – muitas vezes abstrato – pode ganhar uma característica “física” no ambiente digital, garantindo que aquele item pertence a alguém, mesmo que possa estar acessível na internet.
A rede mais comum para a produção de NFTs ainda é a do Ethereum. Afinal, ela foi a primeira que conseguiu oferecer eficiência para geração e transação deste tipo de token. Hoje, entretanto, há outras plataformas que realizam o mesmo processo com vantagens até maiores, como a Polygon, que alcançou um nível alto de criação de tokens não fungíveis durante o SuperBowl de 2023.
Como comprar NFT?
Com a chegada do NFT ao mainstream, várias plataformas de negociação se desenvolveram de forma assertiva e acessível ao público. Embora muitas ainda utilizem apenas criptomoedas para realizar a compra e venda desses tokens, há ambientes que aceitam moedas fiduciária diretamente.
Para comprar um NFT, você deve:
Criar uma carteira digital: Antes de comprar, você precisará de uma carteira digital para armazenar seu NFT após a aquisição.
Escolher uma plataforma: Existem várias plataformas onde você pode comprar NFTs, como OpenSea, Rarible e Foundation.
Navegue e compre: Assim como em qualquer mercado online, você pode navegar, fazer ofertas ou comprar imediatamente o NFT que você quiser.
Como criar um NFT?
Para artistas e produtores de conteúdo, os NFTs se tornaram uma forma mais justa e fácil de monetizar seus trabalhos. Muitas plataformas, inclusive, oferecem automaticamente o processo de “mintagem” entre suas soluções para pessoas que não possuem este tipo de conhecimento técnico..
Este mecanismo nada mais é do que tornar a imagem ou qualquer outro item em um smart contract e adicioná-lo em uma blockchain para que exista fidelidade e autenticidade sobre aquela posse.
Assim, basta você adicionar o objeto que deseja tokenizar, identificar o preço mínimo de venda, que a própria plataforma fará a parte técnica de mintagem para você.
O que pode virar um NFT?
Praticamente qualquer coisa pode ser transformada em NFT. Isso inclui:
Arte digital
Músicas e álbuns
Videoclipes
Tweets ou postagens de mídia social
Domínios de sites
Momentos esportivos icônicos
Experiências
Patentes e projetos
Automóveis, brinquedos e outros colecionáveis
A lista é enorme para coisas que podem ser tokenizadas e dê o direito de posse para um determinado usuário.
NFTs mais valiosos do mercado
Os NFTs têm alcançado preços astronômicos em leilões. Alguns desses tokens chegaram a ser vendidos por US$ 69 milhões, mostrando como o mercado de colecionáveis é atrativo e existem grandes interessados.
Os cinco NFTs mais caros do mundo são:
Everydays: The First 5000 Days: Criado pelo artista americano Mike Winkelmann – conhecido como Beeple –, este compilado com 5 mil imagens virtuais conta com desenhos criados um a um, ao longo de mais de 13 anos. Sua produção foi vendida por US$ 69,3 milhões, em março de 2021.
CryptoPunk #7523: Uma das coleções mais famosas de pixel art e do mercado de NFTs, os CryptoPunks marcam presença nesta lista. São mais de 10 mil retratos de personagens, divididos nas categorias humanos, macacos, zumbis e aliens. A imagem de número 7523, que corresponde a um alien utilizando um brinco, boné e máscara, foi vendida por US$ 11,8 milhões em junho de 2021.
CryptoPunk #3100: Mais um alien, desta vez com uma bandana na cabeça, foi um dos NFTs mais caros já vendidos no mundo. Em março de 2021, o token foi arrematado por US$ 7,58 milhões e posto à venda por US$ 146 milhões, em seguida.
CryptoPunk #7804: Vendido pelo CEO do Figma por US$ 7,57 milhões, o alien com um cachimbo em sua boca e vestindo um boné é o quarto NFT mais valioso da lista. A curiosidade desta negociação é que o token havia sido comprado por “apenas” US$ 15 mil, em 2018.
Crossroad: Encerra a lista mais uma produção de Beeple, vendida a US$ 6,6 milhões, em fevereiro de 2021. O polêmico NFT apresenta Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, aparentemente desmaiado no chão, com uma série de palavrões escritos em seu corpo nu. Esta arte, porém, foi desenvolvida para sofrer alterações, de acordo com o resultado das eleições presidenciais na época. Assim, caso Trump tivesse vencido, o usuário veria uma imagem do candidato andando entre chamas, usando uma coroa na cabeça.
Relação do Brasil com os NFTs
Embora muitos brasileiros tenham feito piadas sobre a compra do NFT da coleção Bored Ape Yacht Club, pelo atacante da seleção brasileira Neymar, o Brasil é, sim, um grande entusiasta da tecnologia. Dados publicados em 2022 pela empresa de análise on-chain Statista, nós somos o segundo país a mais adotar e consumir a tecnologia dos NFTs, com 4,99 milhões de usuários.
Esse volume coloca o Brasil à frente de Estados Unidos, com 3,81 milhões de pessoas, e China, com 2,68 milhões. Na liderança, está a Tailândia, com 5,65 milhões de entusiastas.
Riscos e vantagens dos NFTs
Assim como qualquer produto tecnológico ou colecionável que envolva dinheiro e possíveis valorizações ao longo do tempo, os NFTs atraem muitos entusiastas e curiosos que podem se encantar ou se frustrar com essa experiência. Então, aqui vão algumas das vantagens e desvantagens dessa classe de tokens.
Entre as vantagens dos NFTs, temos:
Propriedade verificável: A blockchain confirma a autenticidade e propriedade do NFT.
Direitos de royalties: Artistas podem receber uma porcentagem das vendas futuras para sempre, sem a necessidade de intermediadores.
Interconexão com aplicativos: NFTs podem ser usados em jogos, plataformas de realidade virtual, redes sociais e outros ambientes tecnológicos, como mostram os casos de uso da Web3.
Já os riscos que envolvem os NFTs:
Volatilidade do mercado: Assim como as criptomoedas, os preços dos NFTs podem ser altamente voláteis, gerando ganhos ou perdas expressivas ao longo da história.
Problemas de direitos autorais: A propriedade de um NFT não necessariamente concede direitos autorais da obra. Assim, o smart contract precisa estar muito bem definido para que nenhuma das partes seja prejudicada.
Porta de entrada
Os NFTs estão redefinindo o que significa possuir e comercializar arte e outros ativos digitais. Eles oferecem oportunidades rentáveis para artistas, investidores e entusiastas, além de experiências únicas aos seus compradores.
Ainda pouco explorado, este território é uma das portas de entrada para a Web3, que está praticamente batendo à porta dos navegadores. Nela, os usuários terão mais poder, direitos e responsabilidade sobre suas posses. Ter isso garantido através de uma blockchain, por meio de um NFT, é o aspecto principal de segurança que o usuário precisa nesta nova era da internet.
Após semanas de muita lateralização e uma tendência de preços indefinida, a pressão exercida pelos vendedores dentro do mercado do Bitcoin (BTC), enfim, bateu seu martelo na última semana. Como resultado, o preço da criptomoeda de referência rompeu o suporte crucial de US$ 28 mil dólares e direcionou-se para testar a mínima registrada na semana de 12 de junho, que também coincide com a mínima do mesmo mês. Com a quebra deste nível, quais insights os gráficos nos apresentam, seja para uma possível continuação da proteção do portfólio ou um momento de acumulação da moeda digital?
Importância da história
Em análises prévias aqui no Variação de Mercado, enfatizamos repetidamente a relevância da região de US$ 28 mil e a possibilidade de o preço romper para baixo este nível, o que abriria espaço para a exploração de novas zonas de suporte. Isso tem um peso especialmente relevante para investidores com horizontes de tempo mais longos, que dependem dessas regiões como pontos de referência.
No relatório de 13 de junho, alertamos sobre a possibilidade de o preço atingir uma faixa situada entre US$ 23 mil e US$ 24 mil. Notavelmente, essa região ainda não foi alcançada e permanece como um ponto de interesse válido. Além disso, no “Variação de Mercado”, datado de 2 de agosto, destacamos a existência de um suporte ao preço em torno de US$ 25,8 mil.
Ao término da semana passada, o fechamento se deu na região de US$ 26,1 mil, ligeiramente acima do suporte mencionado anteriormente. Contudo, é importante apontar que a mínima observada no mercado à vista foi de IS$ 25,1 mil, enquanto em contratos futuros, o valor chegou a US$ 24,5 mil.
É crucial ressaltar que a região anteriormente identificada como suporte em US$ 28 mil agora assume um papel contrário, agora, como uma resistência significativa para a movimentação subsequente do Bitcoin.
No momento desta análise, a criptomoeda é negociada em torno de US 25,9 mil, indicando a continuidade da volatilidade e a necessidade de uma análise aprofundada para compreender melhor o cenário em evolução.
As faixas de preço discutidas até o momento desempenham um papel crucial em um contexto mais amplo. Agora, prosseguiremos detalhando a relevância estrutural dessas regiões, enquanto observamos os padrões no gráfico semanal.
É aqui que olhamos
Uma questão frequente entre meus alunos, geralmente investidores iniciantes, é sobre o melhor período de tempo gráfico para analisar um ativo. A resposta a essa pergunta tem sido consistente ao longo do tempo.
O melhor período gráfico é aquele que permite uma visão clara da estrutura e da movimentação de preços. Esta é a abordagem que eu, pessoalmente, encontro como a mais eficaz. No caso específico do Bitcoin, que estamos examinando, a temporalidade gráfica que oferece essa visão abrangente e nítida é o gráfico semanal.
Podemos analisar o gráfico semanal de duas maneiras distintas, que podem iluminar as probabilidades de movimentação e melhorar nossa compreensão tanto do Bitcoin quanto de todo o mercado de criptomoedas, dado que as oscilações no preço do BTC têm o potencial de influenciar diversas altcoins.
Vamos abordar a análise da estrutura de Wyckoff e os pontos de equilíbrio com o indicador Ichimoku Kinko Hyo no gráfico semanal.
No contexto do gráfico com Ichimoku, como pode ser observado na imagem a seguir, após um período de queda, o preço do Bitcoin encontrou suporte na Kijun Sen, que representa um ponto de equilíbrio com base em 26 semanas. Esse nível da Kijun Sen reflete o suporte mencionado anteriormente, a US$ 25,8 mil, tanto nesta análise quanto em relatórios anteriores.
Ao se ancorar nesse suporte, notamos que não apenas está dentro da Nuvem do indicador, mas também se encontra próximo à mínima registrada em 12 de junho.
Apesar da queda ocorrida na semana passada, a Chikou Span, que age como linha de atraso no sistema Ichimoku Kinko Hyo, permanece acima do preço atual, indicando que os compradores que entraram há 26 semanas ainda mantêm posições lucrativas.
Para esses investidores, o suporte inicial está estabelecido em US$ 23,5 mil. Traçando uma linha a partir da abertura da vela semanal datada de 27 de fevereiro, que é o suporte local para investidores de 26 semanas, observamos que essa linha coincide com a linha futura Senkou Span B, validando assim a importância dessa faixa de preços.
Ligeiramente abaixo, é possível considerar a região de abertura da semana de 06 de março, a US$ 22,5 mil, como um potencial suporte. No entanto, essa avaliação pode ganhar mais relevância na próxima semana, à medida que novos dados se desenrolam.
Até agora, identificamos áreas de preço críticas que podem atuar como suporte em caso de quedas contínuas. Em um cenário de alta, a mesma imagem anterior com o Ichimoku Kinko Hyo mostra a Tenkan Sen, um ponto de equilíbrio baseado em 9 semanas. Essa linha foi rompida para baixo e agora opera em torno de US$ 28 mil, estabelecendo assim uma região de resistência local.
Acumulação X Distribuição
Na nossa análise contínua, agora olharemos para a estrutura de Wyckoff, que está se desenvolvendo na movimentação de preços do Bitcoin.
No período que corresponde à semana de 10 de abril, o preço do Bitcoin alcançou uma nova máxima em US$ 31 mil, estabelecendo o que é conhecido como uma região de “Buy Climax” (BC). A partir desse ponto, os compradores não conseguiram mais sustentar o preço acima desse nível, o que marcou o início de uma estrutura particular.
Após a semana de 10 de abril, o preço passou por uma correção até a semana de 12 de junho, originando um “Automatic Rally” (AR). Posteriormente, o preço voltou a subir para realizar um teste (“Secondary Test” – ST) na máxima atingida em 10 de abril. No entanto, esse movimento foi concluído em 10 de julho, quando o preço rejeitou um rompimento acima da máxima anterior.
Atualmente, na estrutura em formação, estamos observando um movimento que visa testar a região de AR, e possivelmente uma tentativa de buscar liquidez abaixo da mínima estabelecida em 12 de junho. Essa estratégia é ilustrada na imagem a seguir.
Se o preço de fato buscar essa liquidez, poderíamos ver uma tendência em direção ao suporte mencionado anteriormente na região de abertura da semana de 27 de fevereiro.
Uma estrutura de Wyckoff é, em essência, um período de lateralização, com os movimentos sendo impulsionados pela relação entre oferta e demanda. Uma característica amplamente observada nesse tipo de movimento é a ocorrência de “testes de topo” e “testes de fundo”, muitas vezes acompanhados por falsos rompimentos da estrutura. Todos esses comportamentos vêm sendo executados em busca de liquidez.
Isso é exatamente o que parece estar ocorrendo no cenário atual do Bitcoin, à medida que observamos a intenção dos investidores de pressionar o preço para níveis mais baixos, principalmente à luz do indicador MACD que está situado abaixo da linha de zero.
Lucro ou perda
Outro fator que merece atenção é a análise do indicador de dados de rede conhecido como SOPR (Spent Output Profit Ratio).
No gráfico semanal, o SOPR se posicionou abaixo da linha 1, e historicamente, quando essa condição ocorre, os grandes investidores de longo prazo no mercado de criptomoedas tendem a aproveitar para aumentar seus investimentos.
Quando o SOPR fica abaixo da linha 1, isso indica que alguns investidores estão sendo forçados a encerrar suas posições com prejuízo. Nesse cenário, os chamados “Big Players” têm a oportunidade de absorver essa liquidez ao comprarem ativos que estão disponíveis nos “stops” daqueles que encerram com prejuízo.
Dessa forma, apesar de termos observado o indicador MACD abaixo da linha de zero, a análise do SOPR nos leva a considerar que os investidores que estão no mercado há 26 semanas e os “Big Players” podem estar preparados para defender o próximo nível de suporte conforme mencionado em nosso estudo.
O entendimento do SOPR, em conjunto com outros indicadores e análises técnicas, contribui para uma perspectiva mais completa da dinâmica atual do mercado de Bitcoin, auxiliando investidores.
Conclusão
A análise detalhada da movimentação de preços do Bitcoin ao longo das últimas semanas revela uma dinâmica complexa. A quebra do suporte chave em 28 mil dólares e a subsequente formação de estruturas de Wyckoff e oscilações nos indicadores técnicos sinalizam a intenção do movimento em buscar preços mais baratos.
A temporalidade gráfica semanal emergiu como a lente mais apropriada para observar essa evolução, permitindo-nos uma visão ampla da trajetória dos preços e das possíveis implicações para investidores de diferentes horizontes de tempo. A análise Ichimoku Kinko Hyo destacou pontos de equilíbrio, suportes e resistências cruciais, trazendo clareza sobre as faixas de preço a serem monitoradas.
A estrutura de Wyckoff em andamento aponta para a busca por liquidez e os jogos entre oferta e demanda, destacando a importância dos testes de topo e de fundo. Enquanto o indicador MACD sugere pressão de baixa, a análise do SOPR sinaliza a possibilidade de intervenção por parte de investidores de longo prazo e grandes players, em um esforço para proteger níveis de suporte críticos.
Em última análise, o cenário do Bitcoin permanece dinâmico e sujeito a mudanças rápidas. As informações e tendências exploradas neste relatório fornecem uma base para a tomada de decisões informadas, mas também ressaltam a importância da monitorização contínua do mercado e da adaptação às mudanças em tempo real.
A complexidade do mercado de criptomoedas exige uma abordagem holística, combinando análises técnicas, fundamentais e uma compreensão sólida das tendências globais. Investidores devem permanecer flexíveis e dispostos a ajustar suas estratégias conforme novas informações se desdobram, sempre lembrando que a volatilidade oferece tanto riscos quanto oportunidades.
Este relatório forneceu um panorama abrangente da movimentação recente do preço do Bitcoin, explorando estruturas, indicadores e tendências que estão moldando o mercado. No entanto, os mercados financeiros são intrinsecamente incertos, e é crucial buscar orientação adicional, se necessário, e manter-se atualizado sobre eventos que possam afetar significativamente os movimentos de preços.
Agradecimento
Por fim, gostaria de expressar meu sincero agradecimento a todos que dedicaram seu tempo para ler este relatório. O engajamento e o seu interesse em compreender as complexidades do mercado de criptomoedas são inestimáveis.
Espero que as informações compartilhadas tenham sido úteis e esclarecedoras para a sua compreensão.
Em meio ao insistente turbulento cenário macroeconômico, o Bitcoin (BTC), enfim, quebrou seu estreito canal de negociação e apontou para uma uma correção considerável na última semana. Não só a perspectiva da sequência do aperto monetário nos Estados Unidos permanece, como também a economia chinesa continua mostrando fragilidades em sua recuperação econômica, pressionando todos os mercados. Ao mesmo tempo, a moeda digital ainda precisou lidar com seus próprios fundamentos e encontrou, na especulação envolvendo Elon Musk, a provável faísca que faltava para reavivar sua volatilidade. Com todo esse caos em torno do BTC, nem tudo parece ser negativo. Por isso, é hora de aprofundar cada um desses elementos para que a estratégia de operações seja a mais assertiva nos próximos dias.
Será que aperta mais?
O mercado aguardou ansiosamente pela ata da última reunião do Federal Reserve, que terminou com o aumento de 0,25% nos juros, após uma pausa do aperto monetário no encontro anterior. Segundo o documento, os formuladores de política monetária sugeriram potenciais taxas de juros mais altas para conter a inflação de longo prazo.
A perspectiva, entretanto, mostrou sinais muito conflitantes dentro do mercado. Se por um lado as ações perderam tração na semana passada, pelo outro 90% dos investidores continuam apostando em uma nova paralisação do aumento de juros em 20 de setembro. Ou seja, ninguém sabe muito bem o que quer muito por aqui – talvez nem o que esperar!
Possíveis pistas, porém, podem ser vistas nos dados de pedidos de seguro-desemprego, que apontaram um leve recuo, enquanto as Vendas no Varejo vieram acima do esperado. Este último, inclusive, pode ser um catalisador interessante para incentivar o Federal Reserve a seguir com seu aperto monetário, já que o consumo é um potencial estímulo à inflação.
Julho
Projeção
Junho
Vendas no Varejo
3,17%
1,50%
1,59%
Produção Industrial
-0,23%
-0,10%
-0,78%
Seguro-desemprego
239 mil
240 mil
250 mil
Nesse meio do caminho, chamou a atenção os títulos do tesouro norte-americano de 10 anos. Desde a ata citada anteriormente, os rendimentos dos papéis do governo subiram para seu nível mais alto desde outubro de 2022, trilhando a possibilidade de novos aumentos de juros no país e levando o investidor a buscar ativos de menor risco.
É um enrosco só
A China seguiu com seus balanços na última semana e, mais uma vez, mostrou que sua economia está em expansão… Mas daquele jeito: frustrando a expectativa dos analistas. Os dados de Produção Industrial e Vendas no Varejo, por exemplo, vieram abaixo do esperado, mantendo a perspectiva de que o país ainda não encontrou o caminho para uma plena recuperação econômica. A pressão permanece com a taxa de desemprego que, embora em linha com as estimativas, ainda é considerada alta para o país.
Julho
Projeção
Junho
Vendas no Varejo
2,5%
4,5%
3,1%
Produção Industrial
3,7%
4,4%
4,4%
Taxa de Desemprego
5,3%
5,3%
5,2%
O primeiro-ministro, Li Qiang, chegou a mencionar que o governo trabalhará para atingir os objetivos de crescimento do ano, logo após os dados “decepcionantes”. Para isso, as autoridades anunciaram o corte da taxa de empréstimos de um ano, em uma tentativa de fortalecer a economia.
Olha quem voltou!
A gigante do setor imobiliário chinês, Evergrande, voltou às capas do noticiário e, novamente, de forma pouco positiva. No passado, a empresa já havia indicado a possibilidade de um default – calote de sua dívida – que atingiria diversos setores da economia local. Desta vez, a companhia entrou com um pedido de proteção contra falência nos Estados Unidos, com receios de que o baixo desempenho da empresa possa acarretar novos prejuízos aos credores.
Quem dera fosse por aqui
Apesar de ainda apontando uma expansão econômica, os dados chineses são vistos como decepcionantes. Porém, em comparação com a Zona do Euro, talvez o país asiático não esteja assim tão mal. Na última semana, o bloco divulgou um pequeno crescimento do Produto Interno Bruto do segundo trimestre (PIB Q2), mas ainda um recuo em relação ao período anterior. Já a Produção Industrial melhorou na comparação com maio e veio bem acima das projeções, mas segue mirando em território negativo.
Junho
Projeção
Maio
Produção Industrial
-1,2%
-4,2%
-2,5%
PIB (Q2)
0,6%
0,6%
1,1%
A Inflação ao Consumidor (CPI) da Zona do Euro pouco se movimentou também. A estabilidade foi o mote deste mês, apesar de uma pequena retração no índice geral.
Julho
Projeção
Junho
CPI
5,3%
5,3%
5,5%
Núcleo CPI
5,5%
5,5%
5,5%
De grão em grão
Na última semana, o Brasil divulgou, com atraso, seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) – considerado uma prévia do PIB. O indicador seguiu com seu avanço, vindo, inclusive, acima do esperado pelos analistas. Com isso, as projeções positivas para a economia brasileira até o final do ano permanecem no radar.
Junho
Projeção
Maio
IBC-Br
0,63%
0,60%
-2,05%
O que vem por aí?
Após o agito, a agenda econômica desta semana está bem amena. No Brasil, será divulgado o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação nacional. Nos Estados Unidos, membros do comitê votante de política monetária do Federal Reserve discursam. Ao mesmo tempo, ocorre o simpósio de Jackson Hole, que reúne economistas, políticos e empresários para discutir juros, inflação e tendência de crescimento ou retração do país. Saem essa semana também as prévias dos Índices Gerentes de Compras (PMI) Industrial, de Serviços e Composto da Zona do Euro e EUA.
Volatilidade “resolvida”
O Bitcoin parecia que iria, mais uma vez, manter seu estreito canal de negociação. Mesmo com pequenos recuos aos US$ 28 mil, a volatilidade histórica da criptomoeda de referência chegou a se aproximar de mínimos recordes. Na sexta-feira, porém, a quebra dessa morosidade – citada em Satoshi Calls anteriores – veio e para baixo.
Em poucas horas, na última quinta-feira, a moeda digital foi para os US$ 25,6 mil, buscando uma mínima de dois meses. Na abertura desta semana, o BTC parece estar resistindo ao momento de baixa, se apoiando nos níveis mais baixos dos US$ 26 mil.
A tal faísca que faltava
Determinar uma única causa para a queda de preços do Bitcoin seria bastante imprudente e impreciso. A realidade é que foi preciso uma conjuntura específica de fundamentos acontecendo quase que ao mesmo tempo para que, enfim, o mercado direcionasse uma tendência mais clara.
Desta forma, a possibilidade de aumento de juros nos Estados Unidos é, sim, um catalisador para a pressão ao mercado, embora não tenha sido capaz o suficiente para quebrar a lateralidade em semanas anteriores. Mas aí entram outros fatores que colaboraram para o estiramento da corda.
Como comentado em outros relatórios, o mercado asiático se apresentava como um importante acumulador de Bitcoin recentemente. Por isso, a notícia de que uma das maiores empresas da China, a Evergrande, estava entrando com pedido de proteção contra falência nos Estados Unidos aumentou o sentimento negativo do mercado para ações de risco, inclusive as criptomoedas.
Junto a isso, outros dois elementos especulativos foram os gatilhos finais para a queda de preços. O primeiro deles aponta para um confuso relatório da Tesla, em que não fica claro se a fabricante de automóveis elétricos se desfez de forma parcial ou total de seus BTCs. Apesar de não ser uma companhia específica do setor cripto, Elon Musk tem grande influência neste – e não é de hoje – e em outros mercados, colaborando sempre com uma pitada de volatilidade.
Por fim, a queda mais acentuada da criptomoeda também é intensificada pela liquidação expressiva de mais de US$ 1 bilhão em contratos futuros, em apenas 24 horas. Mais de 80% desse total correspondeu a contratos de compra (longs), contra menos de 20% para posições vendidas (shorts).
Se todos esses eventos juntos parecem ser um caos total, na verdade, podem indicar uma maturidade do Bitcoin. Ao contrário do que acontecia anos atrás, poucos fundamentos – fossem eles internos ou externos ao setor – já eram suficientes para levar a uma queda ou alta de preços da criptomoeda.
Agora, foi preciso muito mais força e situações concomitantes para que o ativo sofresse algum impacto significativo. Desta forma, é possível que o BTC esteja em um momento mais consolidado, baseando seu desempenho em uma narrativa cada vez mais própria.
Vem para o gráfico
Na perspectiva técnica semanal, uma divergência entre o Índice de Força Relativa (RSI) – em tendência de baixa – e o movimento de preços – tendência de alta – se consolidou com a queda de preços da última semana, como apontado pelas linhas amarelas no gráfico abaixo. Novos recuos ainda são possíveis, pois o movimento corretivo também pode ser uma repercussão do topo duplo marcado pelos dois círculos brancos.
Fonte: TradingView, em 21/08/2023, às 8h56min.
As Bandas de Bollinger, agora, apontam para uma ampliação de suas extremidades, com a parte inferior podendo servir de suporte para o preço, já que a mediana foi rompida rapidamente para baixo. Há uma linha mais abaixo ainda para suportar em US$ 24,3 mil, última grande zona de resistência do ativo. Caso o mercado segure o BTC acima deste nível, um rebote pra cima é bastante possível nos próximos dias. Senão, os US$ 22 mil e US$ 16 mil voltam ao radar dos investidores.
Nos indicadores subjacentes, o MACD cruzou para baixo suas médias, acompanhando o mercado mais pressionado pelos vendedores. Enquanto isso, o RSI desceu para 45 pontos, apontando para um mercado controlado pelos bears.
Conclusão
Apesar de uma queda ser considerada ruim para muitos investidores, a maneira como a quebra de volatilidade aconteceu sugere sinais de que o Bitcoin está ficando cada vez mais fortalecido contra “pequenos” e poucos fundamentos. Há uma possível maior estabilidade do ativo, que exige cenários muito mais bruscos do que antigamente para uma descida ou subida de preços.
A perspectiva técnica indica uma tendência de baixa muito mais clara, com quedas ainda mais intensas no curto prazo no radar. Entretanto, um importante nível de suporte pode ser o trampolim que alguns bulls gostariam de ver para o rompimento dos US$ 30 mil, considerando que o mercado segue acumulando a criptomoeda, de olho no halving do ano que vem.
Com isso, traders de curto prazo talvez precisem ficar atentos a estratégias que possam proteger suas posições, caso a descida de preços continue. Para os investidores de períodos maiores e HODLErs, a queda pode servir para acumular ainda mais a criptomoeda com um certo “desconto”.
Metamask é uma das mais famosas carteiras de criptomoedas online, sendo uma alternativa interessante para você que pretende manter seus ativos armazenados em um dispositivo externo às plataformas de negociação.
Representada pelo fofo logo repaginado da raposa do navegador Firefox – quem sabe também um primo perdido da Foxbit –, você vai ver que é a Metamask, como funciona, quais moedas digitais são compatíveis a ela, e como criar sua própria wallet. Descubra logo abaixo!
O que é Metamask?
Com mais de 10 milhões de usuários em todo o mundo, a Metamask é conhecida como uma carteira de criptomoedas que opera de forma online – hot wallet.
Entretanto, seu software é, na realidade, uma extensão para navegadores de internet. Essencialmente, ele age como uma ponte entre aplicações web e a blockchain Ethereum (ETH), interagindo com diversos tipos de tokens.
Desta forma, ao instalar a Metamask em seu browser, você não está apenas adicionando uma extensão ao seu navegador. Na verdade, está abrindo uma porta para o universo dos aplicativos descentralizados (dApps), ampliando significativamente suas possibilidades de interação com essa nova era digital.
Como funciona a Metamask?
O funcionamento da Metamask chama atenção pela sua simplicidade.
Após a instalação, ela se integra ao seu navegador, permitindo que você interaja com a blockchain Ethereum, sem a necessidade de um software adicional.
Através deste plug-in, você pode enviar, receber e gerenciar seus tokens ETH e ERC-20.
Além disso, a Metamask facilita significativamente a interação com dApps, como jogos em blockchain – Axie Infinity é um excelente exemplo disso. Por consequência, torna-se uma ferramenta indispensável para aqueles que desejam explorar essa tecnologia com mais profundidade e compreensão.
Vantagens e Desvantagens da Metamask
Apesar de sua popularidade e ótima funcionalidade, a Metamask apresenta seus pontos fortes e fracos, característica comum em toda ferramenta. Portanto, conhecer os potenciais e defeitos é crucial para te ajudar a se prevenir de possíveis frustrações. Além disso, essa compreensão é fundamental para definir se ela atende suas expectativas para determinada finalidade
Intuitiva: Mesmo para quem é novo no mundo das criptomoedas, a Metamask oferece uma interface amigável e muito simples, com pouquíssimos botões. Assim, mesmo os usuários mais inexperientes não terão grandes problemas em seu manuseio..
Versátil: A Metamask permite armazenar criptomoedas, NFTs e interagir com DApps, tornando-a uma ferramenta multifuncional.
Gratuita: Embora completa, a wallet da Metamask é gratuita a todos os usuários.Plural: Por não exigir grandes confirmações de identidade, você pode criar quantas carteiras quiser.
No lado oposto, as desvantagens de usar a Metamask são:
Foco no Ethereum: Por ter um foco específico no Ethereum, as conexões da Metamask com dApps e criptomoedas pode ser limitada para quem deseja interagir com outras blockchains.
Taxas de gás: Como qualquer transação na rede Ethereum, o uso da Metamask pode incorrer em taxas de gás, que, muitas vezes, costumam ser bastante altas, a depender do congestionamento na rede.
Como criar uma carteira Metamask?
O processo de criação de uma carteira Metamask é simples e direto, assemelhando-se a um cadastro em um site de compras. Contudo, para facilitar ainda mais, vamos apresentar um passo a passo detalhado para você gerar sua wallet, garantindo que você possa seguir o processo sem dificuldades.
1. Visite o site oficial da Metamask e, então, faça o download da extensão para o seu navegador. 2. Em seguida, você será redirecionado para uma página para selecionar a criação de uma nova carteira ou importar um endereço já existente, além de acessar os termos de uso da aplicação.
3. Assim que avançar de etapa, você vai precisar criar uma senha para acessar sua carteira Metamask. Porém, note que será preciso concordar com a frase “Compreendo que a MetaMask não é capaz de recuperar essa senha para mim.”. Ou seja, se você perder seu código, você não conseguirá mais ter acesso aos seus tokens. 4. Desta forma, uma maneira de manter uma “segunda camada” de segurança para sua senha é a partir da “Frase de Recuperação Secreta”. Há um vídeo explicativo durante o cadastro e dicas sobre como armazenar de forma adequada as palavras aleatórias oferecidas pela plataforma.
5. Siga os passos de validação da frase secreta e prontinho! Sua Metamask estará cadastrada em seu navegador!
6. Ao clicar na raposa disponível na seleção de plug-ins ou no canto superior direito do navegador, você terá, então, acesso a sua Metamask e poderá realizar trocas, armazenar tokens e utilizar outras funcionalidades disponíveis na extensão.
Quais criptomoedas a Metamask aceita?
A Metamask é principalmente uma carteira Ethereum, o que significa que ela suporta ETH e todos os tokens ERC-20. No entanto, com a crescente popularidade de outras blockchains, a Metamask expandiu seu suporte para incluir tokens de outras redes, embora o foco principal ainda seja o Ethereum.
Como você pode perceber, a rede do Bitcoin não está na lista, afinal, a criptomoeda não é compatível para ser armazenada ou transacionada na Metamask.
Onde usar a Metamask?
Além de uma enormidade de tokens compatíveis, a versatilidade da Metamask é ainda mais evidente quando se considera onde ela pode ser usada: Desde a compra e venda de tokens em exchanges descentralizadas como Uniswap e Sushiswap, até a interação com jogos baseados em blockchain e plataformas de arte digital como Axie Infinity e OpenSea, respectivamente, entre uma série de outras aplicações.
Quanto custa uma Metamask?
De fato, a extensão em si da Metamask é 100% gratuita. No entanto, ao realizar transações, você estará sujeito às taxas de gás da rede Ethereum.
Como comentado anteriormente, essas taxas podem variar dependendo da atividade da rede.
Assim, quanto mais movimentações ocorrendo naquele momento, maior será o preço a ser pago para a blockchain validar sua remessa.
Acessível a todos
A Metamask é mais do que uma simples carteira de criptomoedas; ela representa uma ferramenta essencial para qualquer pessoa interessada em explorar o mundo dos dApps e do Ethereum.
Além disso, consegue entregar tudo isso de forma bastante amigável, graças à sua interface intuitiva e segura. Isso permite que os mais variados tipos de entusiastas e investidores participem dos projetos em blockchain, sem enfrentar grandes dificuldades.
A partir de seu endereço Metamask, você pode transferir seus tokens para a Foxbit Exchange e negociá-los com as melhores taxas do mercado ou até mesmo realizar staking de criptomoedas – desde que disponíveis na plataforma!