O fim do dinheiro em espécie está próximo? Entenda aqui! Bitcoin

O fim do dinheiro em espécie está próximo? Entenda aqui!

Guto Schiavon

Analisando pelo aspecto comportamental, a sociedade já vive o fim do dinheiro em espécie, ou pelo menos, a preferência por suas transações físicas. O cartão magnético é usado muito mais expressivamente do que as famigeradas moedas.
Mas, apesar de fundamental para muitos, o cartão magnético de crédito e débito provavelmente não será o único responsável pela ruína da moeda convencional.
A essa missão, une-se até o momento os smartphones, a internet e as criptomoedas. Entenda essa revolução e saiba o que esperar dela.

O contexto do fim do dinheiro

Primeiramente é preciso entender porque um modelo que vêm funcionando a milhares de anos será substituído. A verdade é que ele é falho em diversos aspectos, como:

Controle de uso

Apenas uma parcela de seu ciclo de vida da moeda é rastreável. Uma vez colocada em circulação, pode ser utilizada em diversas transações ilícitas, terrorismo, desvio de verbas e demais atividades danosas à sociedade como um todo.
É preciso lembrar também, que, mesmo possuindo diversos mecanismos de segurança, é alvo recorrente de tentativas de falsificação.

Obsoleto para transações comerciais modernas

A moeda física ficará ultrapassada para o comércio, que acompanhando as tendências dos novos consumidores, digitaliza cada vez mais suas vendas.
É impossível utilizar dinheiro em espécie para efetuar uma compra no e-commerce, por exemplo.

Custo de emissão

O valor venal das notas e moedas não corresponde ao seu custo de produção, e o mau uso ainda aumenta a necessidade de novas emissões e investimentos em campanhas publicitárias para incentivar sua circulação.
Considerando ainda o aspecto ambiental, cunhar moedas envolve outras despesas e prejuízos à natureza, da matéria-prima — mesmo que seja de reflorestamento, ao transporte em veículos pesados, emitem gases poluentes comprometedores.

A nova Era das transações

O sistema de moedas físicas até recebeu ajustes para sanar uma parte dessas falhas, mas talvez seja incompatível com a ascendência da virtualização das relações, e por consequência, das transações financeiras.
É possível dizer que na atualidade esses dois sistemas coexistam, mas o fortalecimento dos canais virtuais de comércio, uso dos smartphones e a crescente aquisição de Bitcoins pelos investidores demonstra que de fato, o fim do dinheiro em espécie está próximo.
Pesquisa de Tecnologia Bancária 2017 da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) mostrou que o mobile banking é o canal preferido dos brasileiros, apurando um crescimento de 96% no volume de transações comparado a 2015.
Ainda dados dessa pesquisa apontam que, mesmo com a crise econômica de 2016, o volume de transações em maquinetas de crédito e débito em lojas físicas foi equivalente a 6,6 bilhões de reais.
Considerando essa evolução comportamental que prioriza as transações virtuais, ações que visam a formalização dessa substituição surgem a todo momento.

As propostas de mudanças

No Brasil, um dos mercados com maior volume de transações virtuais, a ação em tramitação do projeto de Lei 48/2015 é uma das consequências dessa mudança.Ele defende a interrupção da emissão, circulação e utilização de moedas físicas para transações financeiras, instituindo o sistema digital como meio único.Segundo seus autores, ela diminuiria os custos de produção do erário, inibiria roubos entre outros benefícios, mas para isso, tais transações deveriam ser isentas de taxas bancárias.Países como a Dinamarca e Equador já colocaram em prática incentivos para a exclusão das moedas físicas. O país escandivano identificou que quase a totalidade de sua população adulta possui cartões de crédito, e igualmente expressiva é a parcela de pequenos negócios que possuem a modalidade de pagamento, inclusive para bandeiras internacionais.
No caso do Equador, a exclusão financeira da população motivou a criação do sistema de dinheiro eletrônico visto que 100% das residências registram a existência de, pelo menos, um smartphone.
Com ele, é possível fazer transações entre usuários até mesmo sem a internet.

Então, parece ser natural que nesse cenário do fim do dinheiro em espécie, as criptomoedas ganhem ainda mais força, pois, além de eliminarem as falhas do sistema convencional, ainda são livres de intervenções governamentais em sua cotação e passíveis de serem rastreadas, dando maior transparência ao sistema.
Esta rastreabilidade, aliás, é uma importante aliada contra a corrupção. Saiba mais sobre essa transparência e diversos outras características do Bitcoin na nossa plataforma educacional, a Foxbit Educação.