Após sete meses de altas consecutivas, o Bitcoin (BTC) iniciou abril sob pressão vendedora. Agora, enquanto parte do mercado realiza lucros, outra fatia espera quedas mais acentuadas para comprar a criptomoeda por um valor mais baixo. Com um range entre US$ 69 mil e US$ 50 mil para ficar de olho, o que a análise técnica pode nos dizer sobre o movimento de preços do BTC?
Bitcoin aponta nível-chave
Encerramos o mês de março com uma intensa atividade nas negociações de Bitcoin, impulsionada pela expectativa do Halving iminente e pelo aumento dos fundos de ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos, que desfrutaram de uma injeção de capital de US$ 859 milhões, após um recuo registrado nas semanas anteriores.
A vela que representa as negociações do mês de março encerrou-se acima dos US$ 71 mil, registrando uma variação positiva de mais de 16%. Este desempenho marca o sétimo mês consecutivo de ganhos.
Analisando o gráfico no intervalo mensal, observamos que as linhas de equilíbrio do Trade System Ichimoku permanecem planas, oferecendo possíveis níveis de suporte. No entanto, uma eventual quebra da máxima de março pode impulsionar uma nova tendência ascendente das linhas de conversão e base, sugerindo a continuidade do movimento de alta.
Apesar do preço estar atualmente distante da linha de equilíbrio de 9 meses, o fechamento mensal de março superou a máxima de novembro de 2021, que representava o último topo histórico do Bitcoin.
Um nível de preço chave que demanda atenção dos investidores é os US$ 69 mil, marcando o antigo topo histórico. A manutenção das negociações acima desse nível aumenta a expectativa dos investidores que buscam movimentos ascendentes.
Por outro lado, negociações abaixo dos US$ 69 mil podem transformar esse nível em uma resistência potencial para a estrutura do mercado. Nas últimas semanas, observamos uma oscilação em torno desse preço, sem uma definição clara de direção, o que levou alguns investidores a realizar lucros para proteger suas posições.
Movimento lateral
Apesar do otimismo refletido no gráfico mensal do Bitcoin, no intervalo semanal observamos um movimento de consolidação no topo de uma estrutura ascendente.
No início desta semana, registrou-se uma queda significativa, com investidores testemunhando o preço devolver todos os ganhos da semana anterior, com a expectativa de atingir o mínimo das últimas duas semanas, possivelmente caindo abaixo de US$ 61 mil em direção à linha de equilíbrio de 9 semanas, que representa o primeiro suporte no intervalo semanal.
Ao analisar o conjunto de linhas que compõem o Trade System Ichimoku, observamos que elas se movem de forma plana no gráfico, indicando a dificuldade encontrada pelos investidores que atuam na ponta da compra para impulsionar o preço a níveis mais elevados.
O cenário apresentado pelo Ichimoku no intervalo semanal também sugere uma intensa realização de lucros na região do topo, com investidores protegendo suas posições neste momento que precede o Halving.
Investidores com perfil de curto prazo consideram a possibilidade de uma correção mais profunda para buscar a linha base do Ichimoku na região dos US$ 50 mil, identificando um nível com alta liquidez nesses patamares de preço.
No entanto, eles estão cientes da forte tendência de alta proposta pela estrutura do gráfico semanal e estão dispostos a assumir o risco de comprar Bitcoin a preços mais elevados, caso a correção profunda não se materialize.
Demanda de preços
A liquidez mencionada na região dos US$ 50 mil pode ser observada através do mapa de calor, o qual prevê os níveis de preço nos quais podem ocorrer eventos de liquidação em grande escala.
Na imagem gráfica subsequente, observamos que entre o preço atual e a liquidez em US$ 50 mil, existem outros níveis de preço que também indicam possíveis pontos de interesse, embora com uma presença de liquidez menos intensa.
Um exemplo disso é um nível de interesse encontrado logo abaixo da mínima de março, em US$ 58 mil, que pode funcionar como um potencial suporte, caso os investidores considerem que esse nível de preço seja justo como uma mínima estrutural.
Endreços de Bitcoin
Continuando nossa análise sobre a movimentação de preços do Bitcoin, vamos direcionar nossa atenção ao AASI, que mede o sentimento dos endereços ativos. Essa ferramenta tem sido utilizada como um indicador de dados de rede de curto prazo.
Na prática, o AASI tenta prever o preço do Bitcoin, destacando onde o preço pode recuar ou onde pode ter um impulso, usando dados de preço e endereço ativo.
Atualmente, observamos que a linha laranja do indicador está em movimento descendente em direção à banda inferior, que atua como suporte. Essa linha representa a variação de preço do Bitcoin ao longo de um período de 28 dias e mostra que, em média, os investidores que adquiriram suas moedas há 28 dias estão com uma variação positiva de 6,64% em suas posições.
A linha cinza no AASI mostra as informações sobre a mudança nos endereços ativos. Atualmente, esta linha fez um movimento abaixo da banda inferior, sugerindo uma redução na mudança de endereços.
Os investidores interpretam que quando a linha laranja está próxima da banda inferior e a linha cinza está na mesma região, o sentimento do mercado é excessivamente pessimista e frequentemente observamos o preço do Bitcoin se preparando para uma retomada de alta.
No gráfico do AASI, o que observamos é que a linha laranja ainda está apontando para baixo, sugerindo que o preço do Bitcoin no curto prazo pode ainda não ter encontrado suporte, sendo possível novas mínimas nos próximos dias.
Conclusão
Em conclusão, a análise da movimentação de preços do Bitcoin revela um cenário complexo e dinâmico. Enquanto o otimismo permanece presente em algumas métricas, como no gráfico mensal e no mapa de calor, indicando possíveis pontos de liquidez e suporte, outras métricas, como o AASI, apontam para um sentimento cauteloso no curto prazo, sugerindo a possibilidade de novas mínimas nos próximos dias.
É crucial para os investidores considerarem todas essas informações em conjunto, equilibrando o otimismo com a cautela e ajustando suas estratégias conforme a evolução do mercado.
Por fim quero expressar meu agradecimento a todos que reservaram um tempo para ler e interpretar as informações contidas neste relatório. Minha expectativa é que os estudos aqui apresentados possam ser úteis no entendimento do mercado de criptomoedas.
Caso tenha interesse em explorar mais sobre meu trabalho, convido-o a visitar meu canal no Youtube (https://www.youtube.com/@emerson_antunes) e meu perfil no Instagram (@emerson_anttunes).
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Em meio à euforia nos Estados Unidos, muitos não sabem que o Hash11 é o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil e já existe desde 2021. O fundo negociado em bolsa é porta de entrada para muitos investidores que querem sentir um pouco do gostinho do mercado cripto.
Porém, apesar de uma série de vantagens que este produto oferece, ele está longe de ser ideal para todos os investidores. E, dependendo do que você espera, um ETF de criptomoedas pode não ser a melhor escolha. Para chegar a uma conclusão, vamos falar neste artigo sobre:
O que é um ETF
Como é um ETF de criptomoedas
Composição do Hash11
Vantagens e desvantagens de um ETF de criptomoedas
Exchange ou ETF?
A partir daqui, esperamos que você consiga tirar suas conclusões e descobrir qual a melhor forma de participar do mercado de criptomoedas, de acordo com as suas necessidades e exigências.
O que é um ETF?
Antes de falar especificamente sobre o Hash11, é preciso entender que tipo de produto ele é. Um ETF – Exchange Traded Fund representa uma linha de produtos financeiros em que é possível negociar fundos de investimentos na bolsa de valores, como se fossem ações individuais de empresas.
Sua principal vantagem é conseguir dar um acesso mais facilitado à diversificação de carteiras, mas com a simplicidade e custos baixos de se comprar um título diretamente. Esses ativos podem ser diversos, como ações e commodities ou, no caso da Hash11, criptomoedas.
Mas de forma geral, há vantagens na compra de um ETF, como:
Diversificação: Como comentado anteriormente, a possibilidade de diversificação de ativos a partir de uma única “cota” é uma alternativa bem interessante aos investidores que querem ampliar seus portfólios.
Facilidade: Mais do que a exposição a novos ativos, a facilidade que o ETF promove é bem atrativo. Afinal, o processo é igualzinho o de se comprar ações em alguma corretora vinculada à B3. Inclusive, você pode vender e comprar esses papéis durante o horário de operação da bolsa, o que gera muita flexibilidade e liquidez.
Tarifas baixas: Se a gente comparar os ETFs com fundos tradicionais, o primeiro modelo geralmente apresenta taxas de administração bem mais baixas. Isso é possível, pois muitos dos ETFs acabam replicando o desempenho de um índice específico, em vez de tentar superar a partir da compra de ativos diferentes.
Desta forma, quando olhamos para o mercado tradicional, os ETFs apresentam uma acessibilidade muito grande e eficiente para a diversificação de carteira. Mas isso pode não ser a melhor coisa do mundo, dependendo do seu objetivo. E vamos explicar isso ao longo do artigo.
ETF de Bitcoin e outras criptomoedas
Conforme cada ciclo de alta foi sendo concretizado no mercado de criptomoedas, a exigência por produtos financeiros mais elaborados crescerem. Foi aí que bancos, fundos e outras empresas do setor tiveram que correr atrás para não só desenvolver esses investimentos, mas também encontrar um caminho regulatório para que isso fosse validado.
E, claro, que um deles seria um ETF de Bitcoin ou de criptomoedas. Assim como no mercado financeiro tradicional, o ETF também é uma mão na roda para os investidores que querem um acesso facilitado e em se preocupar muito com a custódia dos tokens.
Neste caso, podemos dizer que um ETF de criptomoedas é um fundo em que a empresa responsável por sua administração detém todos os tokens listados nele, permitindo que ela comercialize apenas as cotas de participação.
Em abril de 2021, a Hashdex conseguiu lançar o primeiro ETF de criptomoedas do Brasil. Assim como as exchanges, ele foi responsável por dar ainda mais acesso às moedas digitais para os investidores.
Seu grande ganho aqui foi a parte regulatória. Afinal, o Brasil só recentemente conseguiu avançar na criação de regras aos players deste mercado. Então, a Hashdex elevou a barra, o que tranquilizou muitas das pessoas que queriam se expor às criptomoedas, mas não tinham receio.
Hoje, existem outros ETFs disponíveis no Brasil, como:
QBTC11
QETH11
BITH11
Mas, a seguir, vamos falar especificamente sobre o Hash11.
Composição de criptomoedas da Hash11
O ETF da Hash11 tem seu desempenho indexado ao Nasdaq Crypto Index (NCI). Este índice é atualizado de forma trimestral para refletir as mudanças de preços do mercado de criptomoedas durante o período.
Já os tokens que compõem o Hash11 são, no total, 8, com as seguintes proporções no total do fundo:
Já a custódia das criptomoedas presentes no Hash11 está sob responsabilidade de bancos parceiros, em uma proposta de focar em uma gestão segura e nos moldes tradicionais. Enquanto isso, a formação de mercado é de controle da Headlands Technology LLC.
A performance do fundo é ainda satisfatória a alguns investidores, conseguindo acompanhar com uma defasagem bem pequena do desempenho apresentado pela NCI, e um certo atraso em relação ao preço real do ativo em uma exchange. A taxa de administração é de 0,3% ao ano.
Mas apesar de todas essas vantagens, segurança e desempenho, será que você deve investir em um ETF de criptomoedas ou buscar por outros caminhos?
Vale a pena investir em um ETF de criptomoedas no Brasil?
Apesar da importância de um ETF de criptomoedas para o setor, não necessariamente ele é um produto perfeito nem mesmo o mais indicado. Até porque, cada investidor vai ter um perfil único e você pode se frustrar no meio do caminho.
Afinal, toda essa facilidade de acesso acaba cobrando um preço relativamente alto, que nem sempre pode compensar no fim do dia ou atender às suas exigências.
Acesso: Logo de cara vamos para um ponto central de discussão que é a custódia das criptomoedas. Como você viu acima, o dono das criptomoedas é o fundo, não você. Em muitos casos, uma empresa terceirizada. Isso impede que você tenha permissão de sacá-las ou usá-las no dia a dia, limitando suas ações com o token.
Autonomia: Muitos fundos são exclusivos para uma única criptomoeda ou possuem uma lista de tokens disponíveis, como é o caso do Hash11. Então, em um mundo com mais de 10 mil moedas digitais diferentes, talvez esta não seja a melhor opção quando pensamos na diversificação de portfólio, muito menos aproveitar os momentos de mercado de cada um desses ativos. Afinal, você está preso àquela lista até que venda suas cotas.
Performance: Essa diversificação de portfólio pode parecer atrativa em um momento inicial, mas é sempre bom identificar o peso que cada token possui no fundo. Ao olhar especificamente para o Hash11, vemos que o ETF tem quase 98% de sua alocação total em BTC e ETH. Se por um lado você pode estar tranquilo em aproveitar as oscilações das duas principais criptomoedas do mundo, será praticamente impossível aproveitar o que outras moedas digitais podem oferecer a você em seus próprios ciclos de mercado. No fim do dia, é como se você não tivesse comprado as últimas seis criptomoedas da lista, ficando dependente exclusivamente do desempenho de BTC e ETH.
Taxas: Por mais que um fundo costume – mas não obrigatoriamente – ter taxas menores do que outros tipos de investimento, há ainda uma tarifa considerável. Esta taxa de administração, inclusive, tende a ser anual, independente do desempenho dos ativos naquela carteira. Algo que, em uma exchange, não acontece. Mas vamos deixar isso mais para frente.
Decisão: Claro que é impossível acompanhar e aprender sobre todos os ativos do mundo. Mas a partir do momento em que você participa de um ETF, você abre mão de qualquer decisão sobre seu dinheiro. De certa forma, isso pode te afastar das possibilidades de participação direta, realocamento de posições e até mesmo de conhecer mais sobre o ativo em que está investindo e identificar se ele faz parte dos seus objetivos mesmo.
Como você pôde ver até aqui, o ETF de Bitcoin e criptomoedas é um tema polêmico. Afinal, ele não é um produto bom nem ruim, apenas tem seu público alvo muito bem definido. Para quem está chegando agora no mercado de criptomoedas, pode se deparar com a euforia em torno dos ETFs lá nos Estados Unidos e acabar tomando uma decisão que não será das melhores para o seu perfil.
Exchange X ETF de criptomoedas: Qual é melhor?
Se você chegou até aqui, pode estar balançado sobre investir em criptomoedas por um ETF ou em uma exchange. E isso é comum, afinal, nenhum lugar vai te oferecer o ambiente perfeito e personalizado que você tanto gostaria.
Por isso, um ETF de criptomoedas, como o Hash11, não é uma opção ruim. Muito pelo contrário, pode ser a porta de entrada para muitos novos investidores que ainda não sabem muito bem como participar deste mercado. Porém, ele não é indicado para todo mundo!
Lembra dos tópicos que discutimos há pouco?
Custódia
Autonomia
Performance
Taxas
Decisão
A partir do momento em que você opta por um ETF de criptomoedas, você pode estar abrindo mão de um ou todos esses quesitos acima. Então, para quem é indicado o Hash11 e outros fundos deste tipo?
O ETF de criptomoedas é mais indicado para pessoas extremamente iniciantes e que querem, de alguma forma, sentir o gostinho do mercado, sem ter qualquer contato direto com isso. Além disso, são pessoas que não tem habilidade ou tempo para manejar seu capital e preferem fazer isso delegando a uma pessoa ou instituição. Isso, claro, gera um custo anual, independente do desempenho dos ativos.
Agora, se você é um investidor mais atento, que quer ter mais controle sobre seu dinheiro e ativos e procura taxas baixas, as exchanges ainda são o melhor caminho para isso. Seja na Foxbit ou em outra corretora, você terá acesso integral a suas criptomoedas, podendo sacá-las para uma carteira particular sem se preocupar com a custódia. Ao mesmo tempo, não há taxa de administração. Ou seja, as tarifas são incididas apenas nas ordens de compra e venda, isso quando ocorrerem.
Como você vai ter acesso direto ao ativo, sua carteira vai ser impactada pelo desempenho real e constante do token, não de uma média final após um período longo de tempo. Se você analisar os diferentes fundos em relação ao desempenho do token, poderá encontrar divergências consideráveis entre as performances mensais de cada aplicação.
Além disso, é possível vender suas criptomoedas e sacar seus valores em reais sempre que quiser, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Afinal, o mercado de moedas digitais não tem abertura nem fechamento. Então, negociações podem ser feitas a qualquer momento e em qualquer lugar.
E, claro, as regras apresentadas pelo Marco Legal das Criptomoedas no Brasil ajudaram muito a normatizar o mercado, o que trouxe muito mais segurança ao setor e aos investimentos dentro das exchanges.
É a hora de fazer sua escolha
Bom, chegamos aqui com a seguinte mensagem: ETF de criptomoedas no Brasil não é ruim, nem bom. Ele apenas tem seu público específico.
Se você prefere delegar o gerenciamento de seu capital, mesmo que isso gere custos extras e reduza seu poder de decisão e falta de acesso ao ativo, o fundo, como o Hash11, pode ser uma boa porta de entrada.
Caso sua ideia seja ter mais direito de escolha, possa movimentar seus tokens como bem entender e aproveitar ao máximo a volatilidade, em um ambiente seguro e com pouquíssimas taxas, uma exchange de criptomoeda com certeza vai satisfazer suas necessidades.
E, claro, a Foxbit está disponível para você! Só na Foxbit Exchange são mais de 90 criptomoedas listadas para negociação. Enquanto isso, a Foxbit Pro conta com mais de 330 pares e 570 order books globais para quem precisa de alta liquidez.
Com o Bitcoin (BTC) na luta para se manter acima dos US$ 70 mil, os dados on-chain revelam bem como está sendo o comportamento dos investidores de curto e médio prazos. Enquanto especuladores estão realizando lucros de suas posições, há uma parte considerável de players que estão acumulando ativamente a criptomoeda antes do halving. E é essa disputa que vai guiar o preço do BTC nos próximos dias.
Bitcoin dentro da rede
Nesta última semana de março, analisamos os dados de rede do Bitcoin no nosso relatório Variação de Mercado, com o objetivo de avaliar o comportamento dos investidores antes do Halving. O impulso de alta observado no mercado de criptomoedas pressionou os indicadores técnicos em intervalos gráficos de curto prazo, resultando numa correção de preços nas últimas duas semanas para aliviar esses indicadores.
Essa correção de preços refletiu-se no valor de mercado do Bitcoin, conforme analisado no gráfico do MVRV, que mede o valor de mercado em relação ao valor realizado.
Com isso, o valor de mercado atingiu uma pontuação de 2.72 em sua escala, testando uma resistência que remonta a outubro de 2021, antes de recuar para 2.34, abaixo da linha de 50% de um grande canal de alta que vem sendo acompanhado desde dezembro de 2022. No início desta semana, observamos uma recuperação que elevou a pontuação para 2.43, testando a resistência da linha de 50% do canal.
Se o valor de mercado continuar a corrigir, é possível que um suporte seja encontrado nos níveis de 2.16.
É importante destacar que investidores de longo prazo têm como meta ultrapassar os níveis de 3.7, onde historicamente ocorreram as maiores realizações de lucros.
Nesse contexto, as informações do MVRV revelam que, apesar dos movimentos corretivos no valor de mercado do Bitcoin a curto prazo, é possível que a linha do indicador continue seguindo a tendência ascendente do canal de alta traçado no gráfico, corroborando os objetivos dos investidores em prazos mais longos.
Carteiras de Bitcoin no lucro
Outro indicador que pode fornecer informações relevantes sobre a movimentação dos investidores na rede é o SOPR.
Em uma avaliação preliminar para interpretar as informações do indicador, precisamos apenas compreender que a ferramenta sugere que quando a linha do SOPR está acima do nível 1, teoricamente os investidores em Bitcoin podem realizar suas posições obtendo lucros no mercado. E quando a linha do SOPR está abaixo do nível 1, é possível que existam investidores sendo obrigados a encerrar suas posições com algum prejuízo.
No intervalo semanal, a última vez que a linha do SOPR caiu abaixo do nível 1 foi em janeiro deste ano, quando o mercado passou por um movimento corretivo.
Com essas informações em mente, investidores de longo prazo observam esse tipo de movimento para aumentar suas posições no mercado, absorvendo a liquidez do varejo e promovendo novos impulsos de alta quando as condições são favoráveis.
Um segundo ponto a ser analisado na linha do SOPR é a direção do movimento. Atualmente, notamos que a linha do indicador está acima do nível 1, mas entre as semanas de 11 e 18 de março, ela teve um movimento descendente, sugerindo que os investidores de Bitcoin aproveitaram a renovação do topo histórico no preço para realizar lucros de forma confortável.
Investidores com perfil de curto prazo geralmente utilizam essas informações por meio de intervalos gráficos diários. No entanto, este relatório está baseado em informações de intervalo semanal, visto que o potencial de valorização do Bitcoin em prazos mais longos pode oferecer menos riscos para investidores mais cautelosos.
Atualmente, a linha do SOPR está promovendo um novo impulso de alta, testando uma máxima anterior, o que sugere que caso ocorra um possível novo movimento ascendente acima da última máxima de preço, poderemos ter uma varredura de liquidez e novas oportunidades de realização de lucros.
Com base nas informações do SOPR, podemos concluir que o movimento corretivo no preço observado nas semanas de 11 e 18 de março foi meramente um processo de realização de lucros, com a linha do indicador apresentando um movimento de declínio, enquanto os investidores procuram novos níveis mais altos para novas realizações.
Baleias famintas
Continuando a análise dos dados de rede, vamos examinar a quantidade de Bitcoins por faixa de número de endereços, começando com carteiras que possuem mais de 10 unidades da moeda por endereço e indo até detentores de endereços com mais de 10 mil Bitcoins por carteira.
No gráfico que apresenta informações sobre os detentores de endereços com mais de 10 Bitcoins por carteira, notamos uma estagnação desde o início de março. Em outras palavras, a linha que representa essas carteiras permanece plana, sugerindo que não houve movimentação significativa ao longo do mês.
Uma observação relevante sobre esses investidores pode ser feita ao compararmos o número de endereços com mais de 10 Bitcoins com o número de endereços com mais de 100 Bitcoins.
Desde a primeira semana de fevereiro, o número de endereços com mais de 10 Bitcoins diminuiu, enquanto o número de endereços com mais de 100 Bitcoins teve um aumento, sugerindo que esses investidores aumentaram suas posições à medida que o preço do Bitcoin subia.
Durante as negociações do mês de março, o número de endereços com mais de mil Bitcoins também está em ascensão. No entanto, a linha que representa o número de endereços com mais de 10 mil Bitcoins está em declínio.
É importante destacar que a volatilidade do mercado, com movimentos significativos nos preços diariamente, é impulsionada principalmente por investidores que possuem endereços de carteira com entre 10 e 100 Bitcoins.
Esses movimentos são considerados de grande impacto e podem influenciar diretamente as tendências do mercado.
Perspectiva final
As informações coletadas por meio dos dados de rede revelam otimismo entre os investidores em Bitcoin, com estudos sugerindo a possibilidade de manutenção da tendência de alta de longo prazo.
Para validar essas informações, vamos observar o gráfico de preços. No intervalo semanal, identificamos um grande canal de alta, com o preço do Bitcoin se movendo em direção ao topo do canal.
Além disso, inserimos a ferramenta de expansão de Fibonacci e constatamos que o topo do canal de alta coincide com a região de expansão de 1.618 de Fibonacci, situada em US$ 97 mil. Este valor já foi mencionado em nossos relatórios anteriores.
No meio do caminho, também identificamos um valor de US$ 77 mil, que corresponde a um nível de Fibonacci de 141%, podendo atuar como um objetivo de preço intermediário.
A linha de equilíbrio de 9 semanas do Ichimoku atua como suporte na mesma região de 50% do canal de alta, situado na faixa de preço entre US$ 57 mil e US$ 58 mil no momento.
Em conclusão, a análise da movimentação de preços do Bitcoin, com base em dados de rede, indicadores técnicos e gráficos, sugere um cenário otimista entre os investidores. Observamos sinais de estabilidade e possíveis objetivos de preço tanto no curto quanto no longo prazo. Os investidores parecem confiantes na continuidade da tendência de alta, embora permaneçam atentos a possíveis correções no mercado.
Para finalizar, quero agradecer a todos que dedicaram seu tempo para ler este relatório sobre a movimentação de preços do Bitcoin. Tenho a expectativa que as informações apresentadas tenham sido úteis e esclarecedoras. Seus esforços em buscar conhecimento e compreensão contribuem significativamente para o enriquecimento do diálogo e da análise neste campo.
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O Bitcoin (BTC) abre a semana em busca de uma tendência de preços. A recuperação da última correção foi bastante expressiva e coloca a criptomoeda em um caminho bastante interessante para manter os ganhos. Porém, o mercado sobrecomprado dificulta o processo, podendo levar a criptomoeda também a uma lateralização no curto prazo. Tudo isso acontece em meio a diferentes eventos macroeconômicos e também a aproximação do halving do Bitcoin.
Status dos ETFs
A última semana mostrou um movimento inédito – embora não surpreendente – nos apenas primeiros três meses de negociações de ETF de Bitcoin à vista nos Estados Unidos. Foram cinco dias consecutivos em que o saldo final entre entrada e saída dos fundos ficou no negativo.
O maior responsável foi o ETF da GrayScale (GBTC), que viu retiradas intensas, enquanto os fluxos de capital para outros produtos foram mais reduzidos. Este movimento de saída do GBTC acontece desde o lançamento dos ETFs, fazendo com que a empresa, agora, se posicione para melhorar suas taxas de administração.
Calmaria no derivativos
Depois de fortes liquidações, o volume de posições fechadas forçadamente por falta de margem voltaram para a casa dos U$ 200 milhões. Isto, claro, depois que alguns bilhões de dólares ficaram pelo caminho, diante do alto mercado especulativo.
Com os traders em modo de espera e aguardando sinais mais claros de tendência, a taxa de financiamento para manter as posições em aberto recuou para 0,02% 0,01%. Isso é bem próximo da região de neutralidade, indicando que boa parte da euforia ficou para trás, pelo menos momentaneamente.
Halving do Bitcoin está chegando
Enfim, estamos há menos de 30 dias do halving do Bitcoin. Ele costumava nos contar bastante coisa sobre o ciclo de mercado. Mas pode ser que desta vez a história seja diferente. Afinal, agora temos os ETFs de BTC no mercado, além de uma máxima histórica antes do previsto.
Fato é que a recompensa aos mineradores será reduzida pela metade em abril. Isso tem feito com que este grupo vendesse parte considerável de seu BTCs para realizar lucro e, assim, se adaptarem à nova política monetária da criptomoeda. Esta pressão de vendas, claro, ajudou a impedir novos avanços de preços do token.
Análise do gráfico do Bitcoin
No gráfico diário do Bitcoin, a criptomoeda testou o último pequeno canal lateral de preços, e o fundo da banda de Bollinger. A partir deste movimento corretivo, o BTC avançou seu preço, em busca do topo da banda.
Fonte: GoCharting, em 25/03/2024, às 11h43min.
Esta força do mercado no curto prazo é acompanhada também pelo MACD e Índice de Força Relativa (RSI), que recuperaram o ímpeto de alta. Com bastante atividade na região dos US$ 69,5 mil, este deverá ser o próximo ponto a ser rompido. Caso contrário, um reteste da região dos US$ 55 mil e US$ 52 mil podem entrar no radar.
Expandindo o tempo gráfico do Bitcoin
Ao se afastar um pouco, vemos que o gráfico semanal está em um importante momento de respiro. Este período pode acarretar em uma consolidação de preços, até que o mercado se ajuste novamente.
Apesar de amplas, as linhas da banda de Bollinger sugerem uma aproximação. Junto a isso, o MACD também dá sinais de um encosto das médias. Já o RSI se mantém em 84 pontos, indicando um mercado bastante sobrecomprado.
Isso pode levar o BTC ao fundo do canal atual, em US$ 63 mil ou até os US$ 50 mil, se a força vendedora for muito forte. Caso contrário, o topo da banda de Bollinger aponta os US$ 78 mil, um nível bastante possível para o momento de mercado comprador e próximo do halving.
Corte de juros ficou para depois
Como boa parte do mercado já previa, o Federal Reserve não cortou os juros nos Estados Unidos. Os dados inflacionários do início do ano não foram muito agradáveis, o que colocou dúvidas sobre se este seria o momento certo para reverter a política monetária.
Porém, o discurso do presidente do FED, Jerome Powell, foi bem mais otimista do que se esperava. Ele comentou que a alta dos preços preocupa, mas ela aparenta ser algo mais sazonal e não que veio para ficar. Ele confirmou ainda a intenção de realizar três cortes ainda este ano.
As prévias do Índice Gerente de Compras (PMIs) vieram com certo equilíbrio. Enquanto a Indústria mostrou bom crescimento, o setor de Serviços viu uma retração. Porém, ambos seguem em níveis considerados de expansão.
Inflação próxima da meta
Enquanto os Estado Unidos viram uma alta nos preços, a Zona do Euro segue com sua inflação arrefecendo. Em fevereiro, o índice desacelerou de 2,8% para 2,6%, se aproximando da meta de 2%.
Mesmo assim, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse que a perspectiva inflacionária precisa desacelerar mais, já que os salários permanecem elevados, assim como as margens de lucro e ausência do crescimento na produtividade do bloco.
Este posicionamento se faz realista quando olhamos para os números, já que as prévias dos PMIs mostraram dualidade nas informações. Se por um lado o setor de Serviços avançou e se cravou no território de expansão econômica, a perspectiva industrial recuou.
Conclusão
Diante dos eventos macroeconômicos, a correção do Bitcoin era mais do que esperada. Fora isso, a falta de força compradora de ETFs também colocou o mercado de volta a níveis mais estáveis de fluxo de capital.
Isso não quer dizer que os fundos negociados em bolsa morreram, mas, sim, que os investidores estão estudando novas realocações, depois da euforia dos primeiros três meses de negociação nos Estados Unidos.
O mercado de médio prazo ainda exige um pouco de cautela. Afinal, os níveis de sobrecompra permanecem, colocando dúvidas sobre até onde vai a extensão desta força. Em algum momento, uma nova realização de lucros deve acontecer. E isso pode ser antes ou depois do halving do Bitcoin ser acionado. Por isso, é importante acompanhar todos os fluxos de informações para identificar possíveis volatilidades.