Bitcoin renova máxima histórica, e divergência pede cautela no curto prazo

Bitcoin renova máxima histórica, e divergência pede cautela no curto prazo

Dias intensos para o Bitcoin (BTC), que renovou sua máxima histórica duas vezes. A semana, agora, começa com os investidores se perguntando se vamos avançar com mais “agressividade” ou se a criptomoeda parou por aí. Fato é que muitos dos fundamentos macroeconômicos estão precificados, enquanto a análise gráfica liga um sinalzinho de alerta para uma possível correção mais intensa.

 

O que dizer desses ETFs de Bitcoin?

Poucas vezes uma narrativa deu tão certo em tão pouco tempo como os ETFs de Bitcoin à vista, hein? Desde seu lançamento, o volume de entrada neste mercado não para de crescer.

Segundo os dados, são mais de US$ 100 bilhões sob gestão dos principais fundos de BTC spot nos Estados Unidos. Isso tem gerado um grande acúmulo da criptomoeda, o que impulsionou o ativo a renovar a máxima histórica – por duas vezes na semana!

 

Mercado de criptomoedas exige calma

O ímpeto comprador dos investidores em relação aos ETFs têm elevado o mercado de derivativos simplesmente disparar. O setor tem mostrado oscilações importantes em relação ao quão aquecido ele está.

Para se ter uma ideia, as taxas de financiamento para manter os contratos futuros de compra abertos estava em 0,1% em diversas bolsas. Isso é bem maior do que o 0,01% tradicionalmente considerado como neutro. Com uma grande alavancagem, a volatilidade é uma chave importante neste jogo. 

Para se ter uma ideia, depois de bater o primeiro all-time high em US$ 69,2 mil, cerca de US$ 800 milhões em posições de compra foram liquidadas, forçando a venda das criptomoedas. Ou seja, as correções e saltos de preços têm tido grande carga especulativa.

 

Trocas de criptomoedas

Os níveis de US$ 69,2 mil e US$ 70,1 mil foram grandes resistências. O que é natural, afinal, uma máxima histórica coloca 100% dos endereços no lucro e parte deles, claro, vai realizar lucros.

O que é interessante observar aqui é que uma boa parcela da venda veio de carteiras que estavam apenas acumulando Bitcoin. Isso, inclusive, levou a uma queda no volume dessas wallets, não vista desde o primeiro trimestre do ano passado.

 

Pistas do gráfico do Bitcoin

No curto prazo, o gráfico do Bitcoin mostra que a força dos compradores é predominante, mas talvez nem tanto assim. O padrão observado nas últimas semanas foi repetido. Após um espaço de lateralização, o Bitcoin viu um salto de preços expressivo até renovar sua máxima histórica, atingindo os US$ 71,8 mil.

GoCharting, em 11/03/2024 , às 8h40min.

 

A banda de Bollinger aumenta sua amplitude para cima, criando novos pontos de resistência, em US$ 71,8 mil, e de suporte, em US$ 58,6 mil. Mas os US$ 62 mil miram um pequeno canal lateral, que pode servir como uma breve cama para o preço.

O MACD voltou a distanciar suas linhas. Porém o Índice de Força Relativa (RSI) mostra uma divergência. Enquanto o preço bateu novos recordes, o indicador mostra uma tendência de baixa, apesar de ter subido para os 78 pontos (setas cinzas). Assim, mesmo em um momento de sobrecompra, há possibilidade de correções no curto prazo.

 

Olhar semanal para o gráfico do Bitcoin

Em uma perspectiva de prazo maior, o mercado segue tão aquecido quanto poderia estar. O salto de preços nas últimas semanas ignorou diversos pontos de resistência, mostra que a última lateralidade serviu apenas para uma acumulação da criptomoeda.

GoCharting, em 11/03/2024 , às 8h43min.

 

A banda de Bollinger ficou para trás, exigindo uma reorganização das médias. Já o MACD sustenta o cruzamento e distanciamento de suas linhas, enquanto o RSI, ao contrário da perspectiva diária, continua com uma tendência de alta definida. Entretanto, ele mira os 89 pontos, mostrando uma grande sobrecompra.

 

 

Corte de juros cada vez mais próximo

A bola da vez da última semana foi o depoimento do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso norte-americano. Apesar de todo o discurso cauteloso – ainda mais em ano eleitoral – Powell reafirmou a intenção do Banco Central em cortar os juros ainda este ano.

O que poderia ser um banho de água fria, na realidade, até que passou despercebido no fechamento da última semana. Os dados do payroll mostraram que os Estados Unidos criaram 275 mil vagas de trabalho, contra 200 mil esperadas. Mas fato é que o mercado de trabalho está aquecido – e não é de hoje. Então, como os juros já estavam precificados, ficou por isso mesmo.

Já o tão esperado pouso suave da economia parece estar dando certo. O Índice Gerente de Compras (PMI) Composto avançou de 52,0 para 52,5, em fevereiro. O resultado positivo veio mesmo com uma queda no setor de Serviços que nem é tão ruim assim, pois ajuda a dar uma segurada na inflação por lá.

 

Data do corte de juros definida

Na semana passada, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu por manter a taxa de juros como estava. Porém, em coletiva, a presidente do BCE, Christine Lagarde, foi mais “direta” ao dizer que está confiante no processo deflacionário e um corte de juros em junho poderia acontecer.

De fato, a inflação ao produtor (PPI) caiu 8,6% em janeiro – na base anual. O que é positivo, mesmo se a gente desconsiderar que esta é uma desaceleração em relação à queda de 10,7% em dezembro. Ao mesmo tempo, a atividade econômica de manufatura e serviços voltaram a subir no mês passado. Mas não o suficiente para abandonar o território de retração.

Já o Produto Interno Bruto (PIB) não apontou grandes diferenças. Sua versão revisada mostra que a economia do bloco avançou 0,1% no quarto trimestre de 2023, o que é considerado um nível de estabilidade.

 

 

Conclusão

É nítido que o mercado de criptomoedas já iniciou sua bull run. O tal do verão cripto deu a largada, e a tendência é que o Bitcoin continue renovando suas máximas históricas sistematicamente até o halving, pelo menos.

Entretanto, o investidor de curto prazo precisa ficar atento, pois como eu sempre costumo dizer: nenhum mercado sobre em linha reta. É fundamental presenciar correções para que sejam criados pontos de suporte e, consequentemente, níveis de compra atraentes.

Mesmo com os altos fluxos nos ETFs de Bitcoin, a análise técnica e o mercado de derivativos sugerem uma possibilidade considerável de queda de preços, com a divergência entre os indicadores e a alta especulação presente nos contratos futuros.

 

A receita de como achar token que podem fazer até 20x nesse ciclo

A receita de como achar token que podem fazer até 20x nesse ciclo

Bem-vindos a mais uma edição de: “O HODLER”, sua casa quando o assunto é crypto e insights.

Como falei anteriormente, a Altseason está quase batendo na nossa porta, precisamos nos preparar e hoje vou te ensinar a achar bons projetos para surfar o próximo ciclo.

No mundo volátil das criptomoedas, a busca incessante pelo “novo Bitcoin” ou “novo Ethereum” muitas vezes ofusca os tesouros já consolidados que se escondem à vista de todos. 

Estes projetos estabelecidos, diferentemente das promessas mais recentes e ainda não testadas, já demonstraram sua resiliência e viabilidade através de ciclos de mercado turbulentos. 

Eles já estão entregando produtos, gerando receitas e mantendo uma base de usuários dedicada – tudo isso sem o brilho cegante do hype especulativo.

Aqui o risco é menor e você vai ter um resultado interessante. Gostou? Então já sabe, vamos para mais um HOOOODLEEEER! 🌐💼🚀

 

 

🚀 Em busca do padrão

No mercado de altcoins, que são basicamente todas as criptomoedas que não são Bitcoin, a gente encontra um leque bem variado de opções, cada uma com seu próprio nível de risco e que podem ser divididas em três grandes grupos: as de alto risco, as de médio risco e as de baixo risco.

As altcoins de alto risco são aquelas novinhas, que acabaram de chegar ou que tão tentando trazer uma inovação que ninguém nunca viu antes. Elas podem dar um retorno absurdo, mas também podem sumir do mapa sem aviso prévio. É tipo aquele investimento que, ou você vira o rei do pedaço, ou sai contando moedinha.

Já as de médio risco são as criptos que já têm uma história para contar. Elas já passaram por algumas tempestades, mostraram que têm uma equipe que manda bem e um projeto com pé e cabeça. Ainda têm um longo caminho para provar seu valor, mas já estão na luta há um tempo. Essa é a área que a gente quer focar.

Por fim, temos as de baixo risco. Hoje em dia, ETH (Ethereum) é quem está segurando essa bandeira.

Hoje vamos focar nas de médio risco. Mas existe um desafio! O desafio está em identificar o “ponto ideal”, onde o desânimo geral pode sinalizar uma valiosa oportunidade de entrada. 

Esse é um momento de acumulação estratégica para os investidores perspicazes que reconhecem o potencial.

Vamos olhar esse gráfico:

O gráfico mostra um momento específico que começa com queda – “Grande correção”. 

A desilusão se instala conforme entramos na fase “Mercado em tendência de baixa”, apenas para mergulhar mais fundo na desesperança da fase “lateralização”.

Mas é no “Fundo”, onde a esperança parece ter se extinguido, que a verdadeira oportunidade se esconde. Aqui, para o observador atento, os primeiros sinais de recuperação – muitas vezes imperceptíveis para o mercado em massa – começam a emergir.

Este período de acumulação silenciosa é onde investidores astutos podem posicionar-se antes da inevitável “Esperança”, o prelúdio de um retorno triunfante ao otimismo com o “Retorno”.

Muitos projetos estão na penúltima fase, a da esperança e aí que vamos brilhar.

A imagem acima exemplifica o fenômeno de mercado que testemunhamos com projetos como a Solana – Uma blockchain de alto desempenho que, após um boom inicial, enfrentou uma Grande correção marcada pelo escrutínio público e problemas técnicos. 

Apesar das adversidades, o projeto manteve uma comunidade robusta e continuou a evoluir sua tecnologia e ecossistema. Quando muitos se afastaram, aqueles que viram além das nuvens temporárias de incerteza encontraram uma oportunidade rara de investimento, que eventualmente conduziu a um retorno marcante.

QUALQUER SEMELHANÇA ENTRE A IMAGEM E O GRÁFICO, NÃO É COINCIDÊNCIA. 

 

 

💰 Os 7 passos da receita para achar essas cryptos

A abordagem para identificar projetos de criptomoedas estabelecidos e subvalorizados exige um foco em critérios fundamentais que vão além do hype e da especulação. Aqui estão os 7 passos da minha receita de bolo para esse momento.

1. Análise Técnica Histórica

A primeira etapa é simples, você vai procurar por ativos que tenham se mantido relativamente estáveis ou que não tenham se recuperado bem após as quedas do mercado. 

A análise técnica pode ajudar a identificar tendências de longo prazo que não são óbvias para o mercado em geral.

Como trouxe o exemplo da Solana, temos diversos projetos na mesma estrutura na análise técnica. Queremos uma que está entre o fundo e a esperança no gráfico semanal.

2. Avaliação de Fundamentos Sólidos:

Depois você vai verificar e garantir que o projeto não seja apenas uma ideia – ele já passou por um ciclo, não é mais uma promessa – mas que esteja ativamente gerando receita a partir de produtos ou serviços em operação. 

Avalie o quão amplamente o token ou a plataforma está sendo usado na prática.

3. Pesquisa de Fundamentos Sólidos

A terceira etapa é verificar se a criptomoeda possui um modelo de negócio lucrativo e sustentável. Procure por projetos que tenham receita operacional, fluxos de caixa e, se aplicável, lucros.

Invista em projetos que tenham uma utilidade real e casos de uso comprovados, não apenas teóricos.

A equipe por trás do projeto é crucial? Projetos com equipes fortes e com um histórico comprovado têm maior probabilidade de ter sucesso. Parcerias com empresas estabelecidas também podem ser um sinal de credibilidade e potencial de crescimento.

4. Avaliação do Valor de Mercado

Compare a capitalização de mercado do projeto com a de seus concorrentes e com o tamanho potencial do mercado que está tentando alcançar.

Além disso, um volume de negociações consistentemente alto pode ser um sinal de que o ativo tem uma comunidade ativa e um bom grau de liquidez.

5. Indicadores de Saúde do Projeto

Verifique se o projeto está sendo continuamente desenvolvido, o que pode ser observado por meio de atualizações regulares de software e comunicação ativa com a comunidade.

6. Sentimento e Engajamento da Comunidade

Uma comunidade ativa e engajada pode oferecer suporte durante períodos de baixa e também ajudar a impulsionar o uso e adoção do projeto. Ferramentas de análise de sentimento podem fornecer insights sobre o que a comunidade pensa sobre o projeto e sua direção.

8. Uso do Produto e Métricas On-chain

Métricas on-chain podem mostrar o quanto um projeto é usado na prática. Ferramentas como Etherscan para Ethereum ou exploradores de blockchain específicos para outros projetos podem fornecer dados valiosos.

Projetos que estão gerando altas taxas de transação podem ser um indicativo de um produto com demanda real, use sites como Defillama ou Dune para achar essas informações.

 

 

🚀 Exemplo na prática

Ambos os projetos que vou falar, têm uma coisa em comum: uma base sólida de tecnologia e uma comunidade que manteve o apoio mesmo nas fases mais complicadas. 

Eles não estão no hype do momento, mas têm aquela mistura de potencial com progresso constante que muita gente procura.

AAVE: 4x

O AAVE é uma das plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) mais conhecidas, que permite emprestar e tomar empréstimos de criptomoedas. Ele já foi muito falado quando o DeFi decolou, mas depois de toda aquela onda inicial, passou por altos e baixos. 

Agora, parece estar se recuperando, o que pode ser um bom sinal pra quem tá de olho em longo prazo.

 

CRV: 7x

Já o CRV, que é o token do Curve Finance, também é um grande nome no mundo DeFi, só que focado em trocas de stablecoins. Curve é conhecido por ter taxas bem baixas e eficiência alta pra esse tipo de troca. Depois de uma época meio na sombra, CRV tá mostrando sinais de que pode ter uma volta forte também.

Conclusão

Você não precisa ser um gênio para ganhar dinheiro no mercado crypto, você precisa muitas vezes apenas ligar alguns pontos para investir de maneira segura e fazendo um bom gerenciamento de risco.

AAVE e CRV estão na minha carteira desde Agosto de 2023 e vão continuar por um tempo.

Contudo, é fundamental manter uma visão crítica e acompanhamento contínuo das tendências do mercado e desempenho do ecossistema Injective.

Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.

Se quiser me acompanhar, estou no Twitter e Instagram sempre analisando mercado e tendo alguns insights.

Até a próxima edição!

TIA, OP e ARB: Três novas criptomoedas para investir chegaram na Foxbit

TIA, OP e ARB: Três novas criptomoedas para investir chegaram na Foxbit

Chegaram três novas criptomoedas para investir aqui na Foxbit! E os projetos são bem interessantes. Com Celestia (TIA), Optimism (OP) e Arbitrum (ABR), você tem acesso a quase 100 moedas digitais para comprar e vender na plataforma!

De soluções de segunda camada à revolução das blockchains modulares, esses três tokens entram para lista de boas opções para diversificar e investir em criptomoedas. Para você não cair de paraquedas aqui, dá uma olhadinha no que cada uma delas oferece!

Celestia (TIA)

Celestia é uma plataforma blockchain. Porém, ela não é nada comum. Afinal, ela se apresenta como uma rede modular, considerada uma espécie de evolução dos protocolos monolíticos que conhecemos, como Bitcoin e Ethereum 1.0.

Com a promessa de ser muito mais eficiente e segura que as redes atuais, a Celestia conta com o suporte do token nativo TIA. Esta moeda é o que faz todo o ecossistema funcionar, pagando taxas de transações, staking e governança do protocolo.

O grande diferencial da Celestia é sua arquitetura modular. Ela é responsável por separar as camadas de liquidez, consenso e execução. Isso permite que diferentes blockchains possam rodar suas aplicações a partir da infraestrutura da Celestia, cada uma com seu próprio conjunto de regras e governança, mas compartilhando a mesma camada de segurança e consenso.

Essa abordagem é um marco da tecnologia, pois tende a oferecer uma flexibilidade nunca antes vista, permitindo uma personalização e eficiência maiores para projetos baseados em blockchain, em comparação às redes monolíticas, como Bitcoin e Ethereum.

Optimism (OP)

Optimism é uma solução de layer-2 construída especificamente para a blockchain do Ethereum. Seu projeto tem como atividade central aumentar a eficiência e reduzir as taxas de transação na rede principal. 

Apesar de rodar “fora” da mainnet, sua tecnologia permite alcançar esses objetivos e ainda trazer mais segurança e descentralização à rede Ethereum. Enquanto isso, o token nativo OP opera como a unidade de valor da plataforma Optimism, sendo utilizado para pagamento das taxas de transação, staking e governança.

A base da Optimism são seus chamados “rollups otimistas”, permitindo processar transações fora da mainnet (off-chain) para, depois, adicioná-las à rede principal. Esta abordagem assume que todas as transações são verdadeiras, agrupando-as em uma única informação.

Este conjunto de dados, então, é enviado ao Ethereum, podendo ser contestado por qualquer validador. Assim, é realizado um novo teste e a operação atualizada, caso seja identificada uma fraude. O operador que “deixou passar” a movimentação fraudulenta é penalizado.

Esse aspecto torna as transações no Ethereum muito mais rápidas e baratas, além de tornar o processo bastante transparente. O protocolo ainda é compatível com os smart contracts da rede principal, facilitando a migração de aplicativos descentralizados (dApps) sem precisar alterar o código original.

Arbitrum (ARB)

Arbitrum é uma das mais recentes e populares soluções de layer-2 para a blockchain do Ethereum. O projeto foi desenvolvido para melhorar a escalabilidade e a eficiência da rede, focada na construção de smart contracts e aplicativos descentralizados (dApps). 

Em seu core, a Arbitrum tenta reduzir as – já conhecidas – elevadas taxas de  transações na plataforma do Ethereum, além de aumentar consideravelmente a velocidade das operações. Já seu token nativo, o ARB, é a moeda de troca para que todas estas soluções funcionem, além de ser aplicada para a segurança da rede e também governança.

O funcionamento da Arbitrum se baseia em uma metodologia conhecida como “rollups”. Este processo “empacota” diversas transações fora da rede principal (mainnet): no caso, o Ethereum.

Só depois que tudo estiver agrupado e validado, que essas operações são inseridas na blockchain, como se fossem uma única transação. Isso dá respiro para a mainnet, tornando as validações muito mais rápidas e baratas.

Além disso, a Arbitrum permite a compatibilidade com os smart contracts aplicados dentro do Ethereum. Isso cria uma ponte muito eficiente para que os desenvolvedores migrem seus dApps para a Arbitrum, sem que precisem reescrever seus códigos.

Diversifique sua carteira de criptomoedas

Com a chegada dessas três gigantes do mercado de criptomoedas na Foxbit, ficou ainda mais fácil você ampliar suas opções de portfólio.

São mais de 90 tokens listados para compra e venda na exchange, tudo em real (BRL), 24 horas por dia, 7 dias por semana, e com apoio do nosso time de suporte!

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Bitcoin renova máxima histórica por pouco tempo e espera novas altas

Bitcoin renova máxima histórica por pouco tempo e espera novas altas

O Bitcoin (BTC) renovou sua máxima histórica e rompeu os US$ 69 mil, último all-time high, registrado em novembro de 2021. Porém, isso foi por um curto período de tempo, até que os investidores começassem a realizar lucro de suas posições. Entretanto, os indicadores técnicos parecem não se preocupar com o movimento de “baixa”, e segue mirando a continuação da tendência de alta.

 

Bitcoin renova máxima histórica

Estamos na primeira semana de março, com o preço do Bitcoin rompendo o topo histórico momentaneamente, contando com a presença ativa de compradores ao longo das últimas semanas.

Ao observar o intervalo mensal, é possível identificar claramente uma tendência de alta iniciada na mínima de novembro de 2022. Houve um cruzamento ascendente entre as médias móveis de 8 e 20 períodos, o que fortaleceu o otimismo entre os investidores em Bitcoin.

O cruzamento das médias ocorreu em setembro do ano passado, com um gatilho de alta registrado durante as negociações de outubro de 2023. Desde então, o preço do Bitcoin acelerou seu movimento de alta, o que se confirmou com o rompimento do topo histórico do ativo, registrado pela última vez em novembro de 2021, quando atingiu US$ 69 mil.

No início desta semana, a cotação do Bitcoin aproximou-se desses níveis históricos no mercado à vista, enquanto as negociações de contratos futuros na CME ultrapassaram os US$ 69,5 mil.

É importante dizer que o patamar de US$ 69 mil, como o topo histórico do Bitcoin, naturalmente representa um ponto de possível resistência que precisa ser superado. Isso ocorre porque há um grupo de investidores que pode optar por realizar lucros nesta região. E de fato isso aconteceu na manhã de terça-feira.

Entretanto, destacamos que, diante da robustez da demanda por Bitcoin, correções nos preços podem ocorrer de forma natural, especialmente em timeframes menores. No entanto, no contexto macroeconômico, a tendência ainda permanece de alta, possibilitando o rompimento da máxima registrada em novembro de 2021.

 

 

Quebrando barreiras

Vamos reduzir o intervalo gráfico para o período semanal a fim de identificar possíveis cenários sugeridos pela estrutura de preços.

Nesse contexto, observamos que a marca de US$ 69 mil, além de representar o topo histórico, integra a máxima de um “Order Block” que desencadeou a queda observada ao longo de 2021 e 2022. Essa constatação fortalece a ideia de que essa região pode continuar atuando como uma possível resistência para o preço.

Em antecipação a um potencial rompimento ascendente, optamos por adicionar a ferramenta de expansão de Fibonacci ao gráfico semanal. Para calcular níveis de preço relevantes, ancoramos a ferramenta na mínima de novembro/22 e na máxima de março de 2022.

Com base nessas informações, notamos que a região de preço de US$ 65,8 mil, correspondente a um nível de expansão de Fibonacci de 1.27%, encontra-se dentro do “Order Block” e está sendo superada com as negociações desta semana.

É crucial destacar que análises técnicas baseadas em informações de expansão de Fibonacci indicam que fechamentos acima do nível de 1.27% abrem caminho para o preço atingir os níveis de 1.41% e 1.618%.

Nesse contexto, se a semana atual encerrar com valores acima de US$ 65,8 mil, existe a possibilidade de os investidores impulsionarem o preço em direção aos próximos níveis de Fibonacci, visando um alvo situado na região de US$ 77 mil.

Cabe ressaltar que em caso de retração nos preços, é possível identificar um suporte sugerido pela Fibonacci na faixa entre US$ 55,2 mil e US$ 48,3 mil. 

Essa região inclui a máxima de março de 2022, que anteriormente atuava como resistência e agora pode oferecer suporte para as negociações de preços do Bitcoin. Esses dois níveis de preço fazem parte de pontos onde a liquidez estava presente e foi absorvida durante o movimento de alta.

 

 

Indicadores indicam alta

Vamos agora analisar o gráfico no intervalo diário, utilizando indicadores como Ichimoku, MACD e Estocástico Lento, que podem fornecer insights relevantes para o curto prazo.

Embora a gente tenha observado o preço do Bitcoin se afastando das linhas de equilíbrio do Ichimoku, o indicador continua a registrar movimentos ascendentes, com pontos de equilíbrio cada vez mais elevados.

A linha base do sistema, que mede o equilíbrio em 26 dias, está próxima da região de US$ 55,2 mil, previamente sugerida como nível de suporte. A linha Senkou Span B, que mede o equilíbrio em 52 períodos e está projetada no gráfico 26 períodos no futuro, também está próxima do suporte indicado de US$ 55,2 mil.

A linha de conversão, que mede o equilíbrio em 9 períodos, está posicionada na região de 50%, marcando um “FVG” registrado na vela do dia 28 de fevereiro, podendo representar um nível defensivo para os compradores.

O indicador MACD também sugere a possibilidade de continuidade na alta, com o histograma alcançando máximas mais altas acima da linha zero. As linhas do indicador MACD também continuam a se movimentar para cima no intervalo diário.

Por outro lado, o indicador Estocástico Lento encontra-se em uma região de sobrecompra, utilizando os níveis de 80% com suporte local.

Em resumo, as informações do intervalo diário indicam uma força significativa na demanda, com a movimentação de preços sendo dominada por investidores que atuam na ponta de compra. 

Isso sugere que investidores de longo prazo podem interpretar recuos no preço como simples realização de lucros por operadores que negociam em intervalos mais curtos de tempo no mercado.

 

Bitcoin dentro da rede

Retornando às informações de longo prazo, direcionamos nossa atenção para os dados de rede, utilizando o indicador MVRV, que avalia o valor de mercado em relação ao valor realizado.

Atualmente, a pontuação do MVRV está em 2.52, situada dentro de um canal ascendente, com a próxima resistência marcada pela máxima de outubro de 2021, onde a pontuação prevista é de 2.8.

A entrada de capital no Bitcoin e o movimento do preço em direção à região do topo histórico impulsionaram o aumento no valor de mercado do Bitcoin. Investidores de longo prazo estão contemplando um possível objetivo final para este ciclo, projetando que a pontuação do MVRV ultrapasse os níveis de 3.7.

Historicamente, a pontuação de 3.7 no MVRV tem sido uma região onde os investidores realizam lucros de maneira mais intensa. Compreendemos, portanto, que enquanto investidores de curto prazo buscam negociar em pequenas oscilações de preço, aqueles que baseiam suas decisões no MVRV optam por manter suas moedas pelo maior tempo possível, visando potencializar seus lucros, independentemente do tempo que leve para alcançar seus objetivos.

 

 

Conclusão

Em conclusão, a análise da movimentação de preços do Bitcoin revela um cenário dinâmico e otimista no início de março. A proximidade do rompimento do topo histórico, alicerçada pela presença ativa de compradores e fundamentos sólidos, sugere uma continuação da tendência de alta. A análise técnica e indicadores de curto e longo prazo convergem para um quadro favorável, com investidores de diferentes horizontes temporais encontrando razões para otimismo diante das perspectivas de curto, médio e longo prazo.

 

 

Agradecimento

Para finalizar, gostaria de agradecer seu interesse em buscar conhecimento sobre a movimentação de preços do Bitcoin através deste relatório.

Caso tenha interesse em explorar mais sobre meu trabalho, convido-o a visitar meu canal no Youtube (https://www.youtube.com/@emerson_antunes) e meu perfil no Instagram (@emerson_anttunes).

Um forte abraço e até a próxima!

Atenciosamente,
Emerson Antunes

ETFs colocam Bitcoin perto de ATH, mas mercado sobrecomprado exige cautela

ETFs colocam Bitcoin perto de ATH, mas mercado sobrecomprado exige cautela

Para quem tinha dúvida de que o Bitcoin (BTC) estava iniciando sua bull-run, a última semana cravou essa tendência. A criptomoeda avançou rapidamente seu preço, chegando muito próximo de suas máximas históricas. Essa velocidade foi apoiada pela compra intensa dos ETFs à vista nos Estados Unidos. Porém, colocou o mercado ainda mais em um nível de sobrecompra, que pode exigir uma boa dose de correção ou lateralidade no curto prazo, antes de vermos a renovação histórica.

 

Processo acelerado

Como costumo comentar aqui no Satoshi Call, o halving do Bitcoin, historicamente, é um gatilho importante para o início de um novo ciclo de alta. Estimado para abril, o evento deste ano está um pouquinho diferente do habitual.

Não é comum que o BTC esteja tão próximo de sua última máxima histórica em períodos pré-halving, ainda mais nos meses que antecedem o evento técnico. Para se ter uma ideia, o fechamento de fevereiro terminou com ganhos de 43,71% – quase US$ 20 mil de valorização, e uma máxima de US$ 64 mil, antes os US$ 69 mil do último all-time high.

Isso mostra que este ciclo está com elementos extras, que não só fortalecem, mas também aceleram o processo de alta do Bitcoin. E, claro, isso passa muito pela grande adoção do ativo pelos ETFs.

 

 

Acumulação absurda

A narrativa de que os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos balançaram o mercado vem se confirmando. Logo no primeiro dia de negociação, foram comprados mais de US$ 2,2 bilhões de fundos. Na semana passada, o recorde foi batido, com mais de US$ 2,6 bilhões em operações, em um único dia.

A participação institucional nos ETFs é gritante, e o desejo de compra e acumulação levou os principais nove fundos de BTC a ultrapassarem os 303 mil Bitcoins sob gestão. Para se ter uma ideia, a maior carteira da criptomoeda, hoje, possui 248 mil BTCs.

 

Varejo ainda em espera

Apesar da compra massiva dos ETFs de Bitcoin, o mercado varejista parece cauteloso. Afinal, as opções da criptomoeda seguem sendo negociadas em nível de neutralidade. 

Este comportamento, porém, não é visto no mercado de futuros. Por lá, o setor atingiu US$ 23,4 bilhões em posições abertas, contra US$ 24 bilhões registrados na última máxima histórica, em novembro de 2021. A taxa de financiamento também está bem acima dos 0,01% de um ambiente neutro – em alguns casos, ela chega a 0,1%. Isso tem aumentado a especulação sobre o preço do ativo, podendo ocasionar cascatas de liquidação no curto prazo, e, consequentemente, oscilações bruscas no mercado.

Para os investidores de spot, o comportamento é um pouco mais agressivo, em relação à baixa intenção de vendas. Os dados on-chain apontam que o saldo de Bitcoin das exchanges é cada vez menor. Só na última sexta-feira, foram retirados mais de US$ 2,3 bilhões na criptomoeda das corretoras, no ritmo mais rápido dos últimos cinco anos.

 

Gráfico do Bitcoin

Ao olhar para o comportamento do gráfico do Bitcoin no tempo diário, podemos dizer que a situação é, no mínimo, “esticada”. Mas antes disso, é importante destacar que há uma repetição interessante dentro dos candles, em que o mercado aponta um movimento lateral por alguns dias, até disparar o preço.

GoCharting, em 04/03/2024, às 9h01min.

 

Este padrão faz sentido se aliarmos a leitura junto com outros indicadores técnicos. O MACD está com suas linhas cruzadas para cima ainda, mostrando uma forte dominância dos bulls. Entretanto, o Índice de Força Relativa (RSI), está acima dos 83 pontos, o que indica um mercado bem sobrecomprado.

Este último indicador, inclusive, costuma ser o sinal de que correções ou pelo menos uma lateralidade está por vir. Afinal, nenhum mercado consegue subir em linha reta. Pelo menos não de forma saudável.

 

 

Semana agitada

No gráfico semanal do Bitcoin, a situação é bem semelhante. Após um período de lateralização, o mercado abriu um novo canal de alta, que foi rompido na semana passada – encerrado no último domingo. Com uma subida expressiva, os indicadores adjacentes também se “esticaram”.

GoCharting, em 04/03/2024, às 9h.

 

O MACD permanece com suas linhas cruzadas para cima, o que é um sinal positivo aos bulls. Entretanto, o RSI avançou novamente para cima dos 80 pontos. Como observado na seta laranja no gráfico do RSI, o mercado lateralizou (caixa azul), o que ajudou a reajustar os indicadores. Já as setas laranjas sobre os candles indicam possíveis níveis de suporte, caso os investidores optem por realizar lucros de suas posições de forma mais acentuada.

 

Precificando o Federal Reserve

Os vários indícios que os membros do Federal Reserve já haviam colocado o mercado na certeza de que um corte de juros não viria na reunião de março. Porém, os dados econômicos levantaram a possibilidade de que, quem sabe, em junho, os formuladores de política monetária revejam suas posições.

Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram recentemente. Mesmo que abaixo do esperado, isso dá ânimo para quem espera que o mercado de trabalho passe por uma desaceleração. Já o índice de preços de bens de consumo (PCE) apontou uma alta de 2,4%. Porém, ele veio dentro do esperado pelos analistas, o que manteve as perspectivas “positivas”.

Por fim, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos foi revisado para cima, com alta de 3,2%, em 2023. Aqui, entretanto, o indicador veio abaixo do esperado. Assim, com a inflação “controlada” e a economia desacelerando um pouco, não seria loucura imaginar um corte de juros no meio do ano para manter ambos os segmentos nos trilhos.

 

 

Sempre nesse vai e volta

Depois de registrar um bom desempenho econômico, a Zona do Euro voltou a sua situação de divergência. O índice de sentimento econômico que mede como a confiança dos setores de serviços, industrial e consumo recuaram para 95,4 pontos. Isto mostra que ainda há muita cautela sobre o caminho que a recuperação do bloco está seguindo.

A inflação também não vem ajudando muito. As prévias dos preços ao consumidor (CPI) até apontaram uma desaceleração na perspectiva anual. Porém, elas vieram mais fortes do que o esperado, mostrando que a pressão inflacionária segue em jogo.

Parte disso, segundo a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, pode estar vindo dos salários que permanecem relativamente elevados na região. Como consequência, o BCE precisaria manter o aperto monetário por mais tempo. Porém, vale dizer também que a inflação gerada pelos lucros das empresas diminuiu bastante, o que pode compensar essa diferença nos trabalhos.

 

Decidam-se vocês dois

Na China, os dados econômicos podem ser, algumas vezes, confusos. Afinal, lá você tem a versão “oficial” e a versão da Caixin/S&P Global. E, nem sempre, essas informações convergem.

Fato é que o Índice Gerente de Compras, na versão oficial, veio acima dos 50 pontos, mostrando a expansão da economia. Porém, há uma exceção! O setor industrial teve um leve recuo de 49,2 para 49,1, indicando que o setor está em um território de retração.

Entretanto, a visão da Caixin sugere um cenário diferente. A indústria teria subido de 50,8 para 50,9, mirando expansão e recuperação forte da economia local. Fato é que os setores de desenvolvimento estão oscilantes e não subindo de forma igualitária, o que vai acabar exigindo uma boa atenção do governo chinês para liberar novos estímulos à economia.

 

Conclusão

A semana do Bitcoin começa com boa parte do mercado tentando – ou pelo menos deveria estar tentando – localizar para onde esta tendência de preços vai parar. Afinal, muitos indicadores técnicos estão avançados, mostrando que a sobrecompra é intensa.

Em compensação, o mercado de criptomoedas atual é extremamente mais maduro do que o visto em 2021. E com os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos simplesmente dominando as ações – inclusive se comparados aos papéis tradicionais. Isso tem acelerado o processo de ciclo de alta para muito antes do que estamos acostumados a ver no pré-halving.

A realidade é que é importante dosar bem a euforia e cautela. Afinal, o mercado está, sim, em alta. Isto é inegável. Porém, entender que correções são naturais, ainda mais depois de uma disparada de 43%, é fundamental para não ser pego de surpresa.