5 filmes sobre metaverso para conhecer o mundo virtual

5 filmes sobre metaverso para conhecer o mundo virtual

Para quem quer conhecer um pouco mais do mundo virtual, filmes sobre metaverso podem ser um ótimo ponto de partida e um caminho bastante didático.

Mas conhecer brevemente a tecnologia vai te ajudar bastante e deixar você mais atento enquanto aproveita a sessão de filmes que retratam o metaverso.

Então, vamos lá!

O que é metaverso?

Pode parecer estranho para a maioria, mas os primeiros conceitos que definem o que é metaverso existem desde 1992.

Leia mais: Metaverso: entenda o que é e qual sua relação com o universo das criptomoedas!

Na época, o escritor Neal Stephenson apresentou o termo “metaverso” em sua novela de ficção científica “Snow Crash“, descrevendo como seria o futuro da sociedade, com a expansão da internet e até mesmo moedas digitais.

Entretanto, Stephenson não ganhou os créditos pelo termo logo de imediato.

O hype pelo metaverso veio mesmo depois que o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, mudou o nome da empresa para Meta e anunciou planos de desenvolver tecnologias focadas na realidade aumentada e Web 3.

Assim, uma definição mais atual para o que é metaverso acompanha esse mundo digital, onde as pessoas “teletransportam” a vida real para o ambiente virtual, seja a partir de uma sala de reunião de trabalho, um show musical ou até mesmo uma nova economia.

Filmes sobre o metaverso

A definição, muitas vezes, não é tão fiel quanto a prática. Por isso, filmes sobre o metaverso podem dar uma boa mãozinha para você aprender um pouco mais sobre esse novo universo.

Então, vamos para nossa lista!

1 – Matrix

Se tem um filme sobre metaverso que é INDISPENSÁVEL é este clássico do cinema.

Lançado em 1999, Matrix é uma obra-prima de efeitos especiais, discussão tecnológica e filosofia.

No enredo, o desenvolvedor de software Mr. Anderson sente que há algo estranho em sua vida até conhecer o hacker Morpheus e sua colega Trinity.

A partir daí, Mr. Anderson percebe que vive em uma realidade simulada, sustentada por máquinas que sugam a energia vital dos seres humanos inconscientes para se manter.

Para combater o mundo dominado por essas máquinas, Mr. Anderson abandona sua identidade “fictícia” para dar lugar ao “escolhido” Neo, lidando com embates entre o mundo real e a Matrix.

2 – Tron: Uma Odisseia Eletrônica

Mais um clássico filme sobre metaverso por aqui. Desta vez, lançado em 1982.

Produzido pela Disney, a obra também conta a história de um desenvolvedor de softwares, que está trabalhando em seu próprio jogo de videogame.

Porém, um colega de trabalho rouba seus projetos, e ele acaba sendo demitido da empresa.

Para provar que fora roubado por alguém de dentro da empresa, o personagem tenta acessar os computadores da companhia, mas acaba sendo “sugado” para dentro de um mundo digital, precisando enfrentar um programa desenvolvido por seu rival.

3 – 13º andar

No hype de Matrix e Tron, o 13º andar é um bom filme sobre metaverso para quem gosta de ação e aventura.

O filme conta a história de – pasmem – um programa, dono de uma empresa de softwares, que inventou um programa de realidade virtual.

Porém, o executivo é assassinado, deixando sua herança a um funcionário da empresa que acaba sendo acusado do crime.

Em uma tentativa de se proteger, ele vai atrás de provas para descobrir quem é o verdadeiro culpado. Mas, para isso, será preciso entrar em uma simulação criada pelo falecido empresário.

4 – Jogador nº1

Dirigido “apenas” por Steven Spielberg, Jogador nº1 é o filme sobre metaverso mais recente dessa lista, tendo sido lançado em 2018.

A história mostra uma humanidade refugiada em um jogo de realidade virtual chamado OASIS.

Uma das metas nesse game é encontrar um easter egg – espécie de prêmio escondido – que concede a posse do jogo para quem achá-lo, lembrando muito um NFT.

O jovem Wade encontra a primeira pista deste “prêmio” o que faz ele entrar na mira de uma grande corporação na vida real.

5 – Upload

O último filme sobre o metaverso desta lista não é um filme, mas, sim, uma série.

Upload é uma comédia lançada em 2020, mas se passa em 2035.

A série mostra um mundo em que a tecnologia é bastante avançada, permitindo que pessoas, ao morrerem, façam o upload de suas consciências em uma espécie de paraíso digital.

O jovem Nathan morre e acaba se tornando um desses avatares. Porém, ele precisa lidar com sua possessiva e ainda viva namorada humana, que segue com poderes sobre ele.

Pegue a pipoca

Embora esses filmes sobre metaverso não sejam documentários que destrincham os conceitos, eles dão uma boa noção do que podemos esperar de um mundo baseado na tecnologia.

A vivência é diferente e muitas coisas que nem imaginamos passam a ser possíveis.
Então, sente-se, pegue a pipoca, e ‘bora’ para esse momento de entretenimento!

Como tem sido a adoção do pagamento com criptomoedas no Brasil?

Como tem sido a adoção do pagamento com criptomoedas no Brasil?

O pagamento com criptomoedas está em ampla expansão no Brasil, apesar do atual mercado de baixa.

A escolha pelas moedas digitais mostra que o brasileiro está engajado em uma diversificação tecnológica e aposta nas criptomoedas como método de pagamento rápido, barato e privativo.

Em linha com essa demanda, a Foxbit já oferece uma plataforma 100% nacional para promover soluções em pagamentos com criptomoedas: Foxbit Pay.

Mas, antes vamos dar uma olhadinha no comportamento do brasileiro sobre as criptomoedas como meio de pagamento!

Pagamento com criptomoedas

Embora falte regulamentação em muitos países, o Brasil vem se destacando no uso das criptomoedas como método de pagamento.

Uma plataforma internacional destacou que registrou, sozinha, 927 mil operações de pagamento com criptomoedas no país, em 2022, em comparação com o ano anterior. 

Esse montante corresponde a um aumento de 63%.

Entre os destaques das criptomoedas estão:

  • Bitcoin (BTC): 48%
  • Tether (USDT): 14,8%
  • Ethereum (ETH): 10,9%
  • Litecoin (LTC): 9,6%
  • Tron (TRX): 5,8%
  • Binance Coin (BNB): 3,5%
  • Cardano (ADA): 1,1%

Esta é a primeira vez que ADA e BNB aparecem na lista de pagamentos com criptomoedas. Já a USDT é o destaque do ranking com um aumento de 12,5% no número de transações entre 2021 e 2022.

Ao juntar todas as movimentações, o levantamento mostra que foram processados um pagamento com criptomoedas a cada 34 segundos.

Empresas adotam criptomoedas como método de pagamento

Mesmo diante de inúmeras dificuldades regulatórias e técnicas para a implementação das criptomoedas como método de pagamento, muitas empresas brasileiras já adotaram a classe de ativos digitais.

Dados recentes mostram que mais de 900 estabelecimentos comerciais no país já aceitam as moedas digitais como pagamento. 

Este é um número relevante, já que, no mundo, são quase 30 mil empresas adeptas ao uso das criptomoedas para este fim.

Uma pesquisa realizada no início de 2022, mostrava que 30% das pequenas empresas do Brasil planejavam adicionar as moedas digitais para pagamentos de produtos e serviços.

Em comparação com outros países, como os Estados Unidos e Canadá, “apenas” 19% e 8%, respectivamente, apresentaram essa expectativa.

Parte desse movimento mais intenso de adoção está a aprovação do marco regulatório brasileiro, que legaliza o uso de criptomoedas como método de pagamento.

Pagamento de impostos com criptomoedas

Além das empresas que já aceitam criptomoedas como método de pagamento, agora, o brasileiro poderá também pagar impostos com moedas digitais.

A solução está disponível pelo Banco do Brasil.

Na plataforma, os tributos são descritos em reais, e um código de barras gerado ao contribuinte. Ali, basta o correntista selecionar a criptomoeda que deseja usar como pagamento e fazer a conversão.

O lançamento federal segue uma medida já adotada pela prefeitura do Rio de Janeiro.

As autoridades municipais anunciaram, em outubro do ano passado, que as criptomoedas poderão ser utilizadas para o pagamento do IPTU 2023.

Brasil rumo à adoção 

A adoção das criptomoedas pelo brasileiro está em tendência de alta.

No último levantamento, realizado pela empresa de análise on-chain, Chainalysis, no final de 2022, o Brasil ocupava a 7ª posição no ranking de uso de criptomoedas.

Este marco representa um avanço de sete posições em relação à pesquisa do ano passado, quando o país apontava para a 14ª colocação.

Vietnã, Filipinas e Ucrânia lideram a lista, com Índia, Estados Unidos, Paquistão, Tailândia, Rússia e China completando o top 10.

Foxbit Pay

Em linha com o desejo dos empresários brasileiros, novas soluções estão sendo desenvolvidas para facilitar o pagamento com criptomoedas, como é o caso do Foxbit Pay.

O Foxbit Pay é uma plataforma que permite comerciantes e profissionais autônomos a realizarem cobranças com criptomoedas por seus produtos e serviços.

Grandes empresas do país já utilizam o Foxbit Pay em suas operações,  como:

  • Monte Carlo
  • Gafisa
  • Buddha Spa
  • Paris 6

Os diferenciais do Foxbit Pay podem ser vistos aqui.

Você paga com criptomoedas?

Se você ainda não é um usuário de criptomoedas ou não as utiliza como método de pagamento, a tendência indica que o mundo irá se voltar para a adoção em massa dessa classe de ativos digitais.

Não só grandes empresas estão aderindo à novidade, como os próprios governos, antes receosos com a tecnologia.
Assim, quem esperar muito tempo, principalmente, empresários, podem se deparar com a dura realidade de que “ficaram para trás” e vão precisar correr em busca da adaptação à nova economia criptográfica.

Queima de criptomoedas: o que é e para que serve?

Queima de criptomoedas: o que é e para que serve?

A queima de criptomoedas – ou burn, em inglês – é um processo fundamental para muitos projetos que precisam retirar de circulação algumas unidades de seus tokens nativos.

Ethereum (ETH), Shina Inu (SHIB) e Binance Coin (BNB) são alguns exemplos de burn de criptomoedas. 

Mas o que é exatamente esse processo de queima e para que serve?

O que é queima de criptomoedas ou burn?

A queima de criptomoedas é um processo acionado por alguns blockchains para equilibrar e deflacionar seus tokens nativos, reduzindo a oferta do ativo no mercado.

No setor financeiro tradicional, algo semelhante acontece. Eventualmente, grandes empresas realizam a recompra de um punhado de ações próprias listadas na bolsa de valores. Isso faz com que ela absorva parte dos custos e consiga aumentar o valor dos papéis no mercado.

Por isso, queimar criptomoedas é tão importante! Com a ativação do burn, é possível que um token se torne mais escasso e, provavelmente, fique mais valioso nas exchanges.

Inclusive, em anúncios de queima, os preços dos tokens costumam se valorizar, mesmo que momentaneamente.

Como funciona a queima de criptomoedas?

Essa queima de criptomoedas acontece quando um determinado volume de tokens é enviado para uma carteira considerada “morta” – ou “burn address” (endereço de queima, em português).

Essa wallet digital recebe esse nome, pois é inacessível, já que não foi criada uma chave-privada que dê acesso às moedas depositadas nela.

Ao contrário do que a expressão “queima” sugere, então, os tokens não são destruídos, apenas se tornam inutilizáveis.

O processo de burn ainda pode ser pré-determinado nas normas do blockchain ou inseridos posteriormente, como foi o caso do Ethereum, que falaremos mais abaixo;

Da mesma forma, a queima pode ser pré-programada para acontecer em períodos regulares ou, então, um anúncio antecipado é enviado à comunidade.

Quais projetos usam queima de tokens?

Queimar criptomoedas se tornou uma ferramenta bastante importante para equilibrar a oferta e preço de alguns tokens. Esta prática, inclusive, não está restrita a blockchains pequenos. 

Grandes plataformas já aplicam o processo de burn, como:

  • Ethereum (ETH)
  • Binance Coin (BNB)
  • Shiba Inu (SHIB)

Ethereum

A partir da atualização EIP-1559, que deu o início à troca do algoritmo de consenso da blockchain de Proof of Work (PoW) para Proof of Stake (PoS), o Ethereum passou a queimar parcelas de tokens.

Esta foi uma forma de incentivo aos mineradores para seguirem as novas normativas de rede.

Desde sua aplicação, em agosto de 2021, a queima de ETH já removeu 2,5 milhões de unidades do token.

Binance Coin

Com sua blockchain cada vez mais popular e brigando de frente com o Ethereum, a Binance decidiu acelerar seu processo de queima de criptomoedas.

Só no final de janeiro, a empresa queimou US$ 620 milhões em BNB.

A meta é que a Binance consiga realizar o processo de burn em 100 milhões de tokens. 

Esse número, porém, pode ser modificado, a depender do volume de negociação presente na plataforma.

Shiba Inu

Quem também implementou o mecanismo de queima de tokens foi a Shiba Inu.

Aplicada em abril de 2022, a novidade incentiva os usuários a queimarem algumas unidades de SHIB para, em troca, receberem o token burntSHIB,

Recentemente, o portal Shiba Inu Burn Tracker mostrou que o volume de queima do token disparou em 10.129%, em apenas 24 horas. Isso corresponde a quase 21 milhões de unidades enviadas para a carteira morta, no período.

Pode queimar

Para os traders, o anúncio de queima de criptomoedas pode ser um momento bastante oportuno para realizar operações e se beneficiar do processo.

O que parece, então, ser algo terrível, na verdade é uma grande ferramenta de equilíbrio de valorização dos tokens, por parte das blockchains.

Dia das mulheres: Mulheres no mercado de criptomoedas e suas iniciativas

Dia das mulheres: Mulheres no mercado de criptomoedas e suas iniciativas

As mulheres estão cada vez mais tomando seu lugar de direito no mundo dos investimentos.

Seja na bolsa de valores, no mercado de criptomoedas ou no empreendedorismo, as mulheres seguem avançando sua presença em setores ainda dominados pelo público masculino.

Neste Dia das Mulheres, vamos mostrar números e mulheres que se destacam no mercado!

Vem com a gente!

Mulheres na bolsa de valores

Com mais apetite ao investimento, o número de participantes na bolsa de valores brasileira saltou de 700 mil para 6,1 milhões, entre 2018 e 2023.

Em relação a entrada das mulheres no setor, a disparada é ainda mais expressiva: de 100 mil para 1,4 milhão, no mesmo período, representando cerca de 23% dos investidores de capitais no país.

Mulheres no mercado de criptomoedas

As mulheres encontraram no mercado de criptomoedas descentralizado e anônimo uma solução bem sucedida “onde os mercados financeiros tradicionais falharam”, como apontou o recente relatório Retail Investor Beat da eToro.

Mulheres com cripto

Dados de uma pesquisa da eToro mostram que o número de mulheres que possuem criptomoedas pulou de 29%, no terceiro trimestre de 2022, para 34% nos três últimos meses do ano.

Entre os homens, o crescimento foi de apenas 1% no mesmo período.

Com isso, as criptomoedas se tornaram a segunda classe de ativos preferida das mulheres, atrás apenas do dinheiro em espécie.

A pesquisa entrevistou 10 mil pessoas, em 13 países diferentes.

O que as mulheres acham das criptomoedas?

Outro levantamento, desta vez realizado pela antiga BlockFi no início de 2022, apontou as percepções das mulheres sobre o mercado de criptomoedas.

Participaram da pesquisa 1031 mulheres, com idades entre 18 e 65 anos.

92% das entrevistadas disseram já ter ouvido falar sobre moedas digitais, com 24% deste total afirmando já possuir alguma criptomoeda em suas carteiras.

Por outro lado, 80% das participantes acham difícil compreender o conceito tecnológico por trás dessa classe de ativos, enquanto 72% acreditam ser um investimento muito arriscado.

Mesmo assim, 60% das mulheres disseram pretender comprar criptomoedas em 2022.

Iniciativas às mulheres no mercado de criptomoedas

Muitas vezes com acesso restrito, mulheres dos setores criptográfico, tecnológico e de investimentos se uniram na criação de iniciativas para gerar acessibilidade ao mercado de criptomoedas e suas tecnologias adjacentes.

EVE

EVE é uma DAO (Organização Autônoma Descentralizada) fundada por mulheres, que apoia e dá acesso a iniciativas criptográficas, como a Web 3.0.

Em entrevista, Cintia Ferreira, professora do MBA Blockchain e Criptoativos da PUC-SP e fundadora da EVE, disse que o projeto foi iniciado ao ver que o universo blockchain, cripto e NFT não contava com a participação feminina.

“Temos uma estimativa de que foram mais de 2.500 mulheres engajadas ao longo dos últimos seis meses. No geral, com mais de 15 eventos, 20 painéis e palestras que já foram realizados, foram 30 mil pessoas impactadas pelo projeto”, comentou Cintia.

She256

Em alusão à criptografia Sha256, usada pelo Bitcoin (BTC), a She256 é um coletivo feminino que oferece programas de mentoria e treinamento às mulheres de diversos níveis escolares sobre o mercado de criptomoedas.

Até o ano passado, o projeto já havia atendido mais de 900 pessoas, em 40 países diferentes.

A She256 foi iniciada após a baixa presença feminina em um evento sobre blockchain na Califórnia.

Women’s Coin

A Women’s Coin é um token usado para arrecadar fundos para ações filantrópicas que dão suporte às mulheres no mercado de criptomoedas e gestão financeira.

Os valores são obtidos a partir do uso de Women’s Coin e são destinados à Women’s Coin Foundation (WCEF).

Com a intenção de aprimorar o uso da tecnologia para ajudar as pessoas, a Women’s Coin ainda oferece uma plataforma para doação de recursos a partir de smart contracts.

Quem são elas?

Além de iniciativas que apoiam e incentivam a participação das mulheres em todos os tipos de mercados, há outras que já conquistaram seu lugar e se tornaram referência no mundo.

Cristina Junqueira

Formada em engenharia de produção pela USP (Universidade de São Paulo), Cristina é empreendedora e cofundadora do Nubank.

Com experiência no setor financeiro e responsável por grandes projetos do banco Itaú, a brasileira se uniu com o colombiano David Vélez e o norte-americano Edward Wible na criação da fintech.

Luiza Helena Trajano

Luiza é a responsável por comandar a gigante varejista Magazine Luiza (Magalu para os íntimos).

A empresária é formada em Sistemas de Informação e com sua habilidade, transformou diversas lojas de Franca (SP) em concorrentes diretos de Casas Bahia e Ponto Frio, na época.

Nathalia Arcuri

Jornalista formada com passagem pela Record, Nathalia sempre demonstrou grande interesse por economia e mercado financeiro.

Sempre “poupando” dinheiro para conquistar seus desejos, a empresária decidiu abandonar as redações de jornais e se dedicar ao seu canal Me Poupe!, no YouTube.

Seus conteúdos levaram seu canal a ser um dos maiores do mundo sobre finanças, além de entrar, em 2019, para o ranking do Instituto QualiBest como uma das maiores influenciadoras digitais do Brasil.

Estamos juntas!

Em meio às dificuldades e desafios do dia a dia, oferecer, apoio e amparo é uma necessidade!

Estamos juntas para ultrapassar obstáculos e buscar cada vez mais nosso espaço!

Caso Ripple X SEC: O que é, veredicto e desfechos

Caso Ripple X SEC: O que é, veredicto e desfechos

O Caso Ripple (XRP) X SEC colocou o mundo das criptomoedas e a Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos em um longo embate e ainda sem um vencedor.

Com o processo aparentemente próximo de um fim, qual é a disputa judicial entre XRP e SEC e os possíveis desfechos do caso.

Caso Ripple X SEC

Em dezembro de 2022, o Caso Ripple começou nos Estados Unidos, com a SEC acusando a Ripple Labs de oferecer seu token XRP como um investimento.

No processo, a agência, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários no Brasil, alegou que a Ripple estava:

– Oferecendo investimento a partir de seu token, com crença de ganhos futuros

– Havia arrecadado US$ 1,3 bilhão a partir da comercialização de XRP.

A partir destas duas engrenagens, a SEC formulou o processo, acusando a empresa, então, de oferecer a emissão de “valores mobiliários não registrados” pelos reguladores.

De lá pra cá, embates, esclarecimentos, advogados e muitas audiências rolaram.

O que é a Ripple?

A Ripple se apresenta como uma solução de liquidez para bancos e agentes financeiros que precisam enviar e receber valores internacionais, a partir de seu token XRP.

A empresa permite a integração de sua plataforma com diversos outros serviços financeiros tradicionais para oferecer maior segurança e velocidade, além de reduzir os custos de transações e pagamentos.

Embora não tenha sido idealizada como uma moeda, a XRP está disponível em exchanges, como a própria Foxbit, podendo ser acumulada, armazenada e comercializada nas corretoras.

Longa novela para o Caso Ripple

No final do ano passado, a emissora do token XRP apresentou suas respostas “finais” ao caso Ripple, a pedido do tribunal.

No documento, a Ripple dizia que a SEC não havia conseguido provar que as comercializações de XRP, entre 2013 e 2020, tinham como base um “contrato de investimento”.

Com isso, a empresa estaria livre de qualquer lei federal deste segmento.

A Ripple sugeriu, então, que “o tribunal deve aceitar a moção do réu e deve negar a moção da SEC”.

Lenha na fogueira

Em seu Twitter, o Conselheiro Geral da Ripple, Stuart Alderoty, chegou a dizer que o documento enviado no início de 2023 seria a “submissão final” da empresa e se diz orgulhoso da defesa elaborada em “nome de toda a indústria cripto“.

Sobrou até uma alfinetada à SEC, com alegações de que os reguladores não teriam jogado limpo com o tribunal.

Nesta época, também pelas redes sociais, Bill Morgan, advogado entusiasta por criptomoedas disse ter realizado uma revisão contínua do Caso Ripple X SEC, sempre afirmando que a emissão do XRP tinha grandes vantagens na disputa.

Vitória da Ripple

Os anos de disputa, enfim, chegaram ao fim – pelo menos por enquanto. Em 13 de julho de 2023, a juíza Analisa Torres deu vitória à Ripple contra a SEC.

Na decisão, a autoridade rejeitou os argumentos da Comissão de que o token XRP era um valor mobiliário e, por isso, deveria ter suas negociações interrompidas.

Apesar do veredicto, muita água pode rolar pode debaixo desta ponte judicial.

Este ainda não é o fim

A vitória foi bastante comemorada pelo CEO da Ripple Labs, Brad Garlinghouse, mas não o suficiente para ele parar por aqui.

Em entrevista à Bloomberg, o empresário criticou a postura da SEC e disse que gostaria de ver o órgão ser julgado por sua política.

Para o CEO, com o precedente positivo ao mercado de criptomoedas, a Comissão deveria ser alertada e guiada para uma mudança de postura em relação à classificação dos ativos digitais.

Outra reclamação de Garlinghouse foi de que, por conta do processo, a empresa precisou levar grande parte de sua atividade para fora do país, sendo que 90% dos clientes da Ripple não eram dos Estados Unidos.

A realidade é que a decisão favorável à Ripple pode ser momentânea, já que cabe recurso por parte da SEC. Entretanto, os recentes posicionamentos mostram que Garlinghouse ganhou ainda mais força para seguir na luta.

Mercado animado

Os impactos da decisão favorável à Ripple foram praticamente imediatos, pelo menos no que se refere ao token XRP.

A criptomoeda teve um salto de preços expressivo e muito rápido. Em poucas horas, a valorização da moeda chegou a 102%, antes de um ajuste.

Em meio à euforia, cresce ainda a expectativa entre os participantes deste mercado, pois outros desfechos positivos podem ser repercutidos em outros processos que envolvam criptomoedas.

O movimento pode, inclusive, facilitar a aceitação da SEC pelo pedido de um ETF (fundo regulamentado em bolsa) de Bitcoin à vista da BlackRock e outras gestoras financeiras tradicionais.