jan 30, 2023 | Outras categorias
Falar sobre web 3.0 implica relembrar as mudanças drásticas que observamos no mundo após o advento da internet algumas décadas atrás. A partir de que a rede foi criada, processos se tornaram mais velozes, inovações surgiam mais frequentemente e a distância entre passado, presente e futuro ficou menor, desencadeando um crescimento acelerado que merece ser observado de perto.
Dessa forma, estar a par com a web 3.0 é ter ciência do mundo em que se vive hoje e, mais do que isso, compreender o momento que viveremos amanhã e além. Abaixo, saiba o que é a web 3.0, suas principais características e algumas particularidades.
Web 3.0: entender o passado para poder olhar para o futuro
Para podermos falar sobre web 3.0 precisamos, primeiro, estabelecer um contexto e discutir momentos anteriores: a web 1.0 e web 2.0. Assim conseguimos entender a evolução da internet até o que conhecemos hoje, como web 3.0.
Web 1.0
A web 1.0 foi a primeira fase da web, que vigorou desde 1991 – quando a World Wide Web foi criada – até o começo dos anos 2000, quando fizemos a transição para a web 2.0.
Naquela época, os processos da web 1.0 eram bastante simples em comparação ao que conhecemos hoje com a web 3.0. A interatividade não era o principal foco desse momento, mas, sim, a pulverização de conteúdo e informação mais estática.
Nesse período de pouco mais de uma década, era possível compreender que os veículos de comunicação e as empresas eram os emissores mais comuns de conteúdo.
Os veículos procuravam espaço para transmitir notícias enquanto as empresas aproveitavam a oportunidade de promover seus negócios. Porém, a monetização não era sempre o foco, até porque naquela época o sistema de retorno financeiro não era tão elaborado como vemos hoje.
Em suma, o propósito principal da web 1.0 era tornar acessível – via internet – conteúdos que anteriormente só poderiam ser vistos em livros, jornais e revistas.
Web 2.0
A web 2.0 vem logo em sequência, a partir do começo dos anos 2.000. Esse momento da vida virtual é destacado por uma grande adesão popular, apresentando uma participação de usuários extremamente grande. As redes sociais, então, foram criadas para a criação e compartilhamento de conteúdo, de forma fácil e interativa.
Aqui, vemos um desenvolvimento nas interfaces, proporcionando uma melhor experiência ao navegar na web que antes era resumida a conteúdos estáticos e layout pobre. É nesse momento em que a web se consolida como um espaço de interação e conexão, deixando de atuar apenas como veículo de notícias e ferramenta de pesquisa.
Algo que definitivamente contribuiu para a expansão da web 2.0 foi a criação dos smartphones, que oferecem conectividade portátil, permitindo estar conectado a qualquer momento e em qualquer lugar.
Esse período é marcado pela consolidação de gigantes – como o Google e Facebook – e também a expansão e desenvolvimento de e-commerces.
Web 3.0
A web 3.0 é relativamente nova, e ainda estamos no período de transição, não tendo este novo modelo totalmente consolidado ainda.
É na web 3.0 que vamos poder observar uma maior descentralização. É nela que são discutidos os pontos mais importantes da internet atual, como privacidade e uso de dados.
Conforme vemos desde a web 2.0, na web 3.0 também há uma maior participação de usuários, não só na produção de conteúdo, mas também no processo de moldar a web, com criação de softwares e infraestruturas de dados.
A web 3.0 também é caracterizada pela realidade virtual e a criação de espaços como o metaverso. É uma rede mais democrática e horizontal que oferece experiências distintas como nunca vimos antes.
Porém, uma das características mais marcantes dessa nova era, é que na web 3.0 há uma maior preocupação com a segurança de dados, que vem sendo uma discussão bastante debatida, levando, inclusive, à recente elaboração da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no Brasil.
Entenda as principais características da Web 3.0 e descubra melhor como esta fase funciona
Conforme falamos anteriormente, existem alguns pontos importantes que caracterizam a web 3.0 como um momento marcante em nossa realidade.
Descentralização e blockchain
Sem dúvidas a descentralização é a característica mais pronunciada da web 3.0.
Nessa etapa da internet, o armazenamento de informação será diversificado, evitando concentrações de dados e democratizando o controle sobre eles. Com isso, as pessoas têm mais autonomia sobre suas próprias informações.
O blockchain (tecnologia essencial para a criação e disseminação de criptomoedas) é vital para este processo, pois ele permite armazenar os dados em blocos, formando correntes e tornando desnecessária a presença de um intermediário central.
Machine Learning
Machine Learning se refere ao aprendizado das máquinas. É um processo onde a tecnologia entende por si só como melhorar seus processos e se aprimorar.
Aqui as inteligências artificiais são protagonistas para melhorar ainda mais a segurança e experiência dos usuários.
Metaverso e realidade virtual
Com certeza, você já ouviu falar de metaverso e realidade virtual, espaços digitais de imersão. Quando falamos de web 3.0, temos esses pontos como uma parte vital dessa nova era de tecnologia.
O metaverso cria uma realidade paralela ao do mundo físico, abrindo novas possibilidades de interação e negócios, como as NFTs.
Entendeu o que é web 3.0? Navegue e descubra muito mais.
Agora que você sabe como funciona a web 3.0 e o que esperar dela, navegue por nosso site e descubra muito mais sobre o mundo de tecnologia e também criptomoedas. Estar a par do futuro é essencial para que você avance junto com as inovações.
jan 26, 2023 | Educação Financeira, Outras categorias
Quando falamos de criptomoedas, muitos assuntos podem ser um mistério, como por exemplo o que é ATH. Isso se dá pois o mercado de criptos é ainda muito novo e algumas pessoas não estão totalmente familiarizadas com todos os termos e mecanismos que ele possui.
Porém, investir em cripto é uma realidade e muitos podem dizer que é o futuro, sendo absolutamente essencial que se saiba cada vez mais sobre o assunto para poder investir com sabedoria, garantir um bom retorno, e não ficar ultrapassado quando o assunto é finanças.
Abaixo, entenda mais sobre ATH, o que é e como identificar, para que você possa investir com consciência e escolher o melhor negócio para você e o seu dinheiro.
O que é ATH?
Primeiro, é importante destacar que ATH é uma sigla para “all-time high”, uma frase de origem inglesa que significa a “maior alta de todos os tempos”.
Assim como a tradução sugere, ATH é o termo utilizado para denominar a maior alta que uma criptomoeda já teve em toda a sua vida, desde o momento em que foi criada.
Como as flutuações do mercado de criptomoedas podem ser bastante drásticas e frequentes, o termo ATH é muito comum de se ouvir no mercado financeiro.
Assim como ATH se refere ao momento em que uma criptomoeda atinge um valor recorde, também temos o termo ATL (“all time low”), que diz respeito à baixa histórica que essa moeda atingiu.
Exemplos de ATH em criptomoedas
Para entender um pouco mais sobre ATH e como ele se apresenta, é interessante olhar para alguns exemplos. Abaixo, veja mais sobre o ATH do Bitcoin, uma das moedas digitais mais populares de todo o mercado.
ATH do Bitcoin
Assim que o bitcoin foi lançado vimos um crescimento acelerado em relação a adesão a esta criptomoeda por parte do mercado, fazendo com que a sua valorização crescesse muito em um curto espaço de tempo.
Podemos dizer que quando ele foi criado, o mercado financeiro se revolucionou, fazendo com que experts em finanças monitorassem de perto as flutuações dessa criptomoeda.
Conforme mencionamos anteriormente o ATH (ou All Time High) é um valor de referência para o momento em que uma moeda digital – como o bitcoin – atingiu seu valor máximo.
Porém, o ATH não é imbatível. Como em qualquer recorde, ele pode ser superado caso uma moeda atinja um valor sem precedentes em sua história de vida.
Quando um novo ATH está no horizonte, é possível notar especialistas se movimentando para entender como proceder caso a moeda realmente atinja uma cotação histórica. Por isso, fique de olho em investidores renomados e analistas de todas as partes do mundo, este pode ser um sinal de que algo está acontecendo, caso você ainda seja iniciante no assunto.
Mas e em números? Qual foi o ATH de Bitcoin?
Entender o ATH fica mais fácil quando olhamos para os números. A seguir, vamos mostrar um histórico das cotações de Bitcoin que se destacaram desde que ele foi criado. Observe!
Foi no período entre janeiro e dezembro de 2017 que pudemos observar um dos primeiros ATH de bitcoin. Nesse momento a moeda chegou a se valorizar em 1.835%. Em janeiro, um bitcoin custava U$ 800 dólares enquanto em dezembro do mesmo ano ele passou a valer U$ 19.783
Esse aumento rápido e intenso atraiu muitos investidores novos para a criptomoeda, permitindo a criação também de diversas empresas que teriam suas finanças baseadas no mercado de cripto.
Mas, como tudo no mercado financeiro é feito de momentos, logo em seguida a moeda começou a desvalorizar novamente, atingindo U$ 14.000 em apenas 24 horas. Um ano depois, a moeda que uma vez custou quase 20 mil dólares estava sendo cotada em U$ 3.000.
ATH de bitcoin em reais
Tudo fica ainda mais fácil de entender quando trazemos para a nossa realidade. Desde que ele começou a ser usado no Brasil, o bitcoin teve flutuações bastante expressivas, atingindo muitas altas e baixas.
Ainda mais, o real tem sido uma das moedas que mais tem se desvalorizado em todo o mundo, e o dólar em comparação ao real tem ficado cada vez mais caro.
Em 2017, por exemplo, o dólar estava baixo (se comparado com o cenário atual) em uma cotação de R$3,30 para cada unidade da moeda americana. Nesse momento, o bitcoin atingiu seu ATH no país, custando, em média, R$ 69.700.
Já em novembro de 2020, o Bitcoin atingiu diversas altas seguidas no período entre outubro e novembro. Para compreender melhor o cenário, no dia 24/11/2020, o Bitcoin acabou atingindo um valor maior do que R$ 105.000 e, simultaneamente, estava sendo negociado no recorde global de US$ 19.666.
Comecei a investir agora, é possível que o bitcoin atinja um novo ATH?
Embora o bitcoin possa ter tido algumas altas constantes, é totalmente possível que se tenha um novo ATH para o bitcoin.
O preço da moeda em real torna o investimento em bitcoin muito interessante para os brasileiros. Porém, deve-se tomar cuidado caso a moeda brasileira se valorize no futuro, anulando a valorização do bitcoin. Esses são cenários hipotéticos mas que podem acontecer sem dificuldade.
Portanto, dependendo do seu perfil de investidor, é interessante que se monitore o bitcoin e seu ATH também em dólar, para entender as oportunidades e tomar decisões conscientes sobre os seus investimentos.
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jan 24, 2023 | Altcoins, Token
Aqueles que buscam uma exchange de criptomoedas sempre vão procurar por uma plataforma segura e que ofereça uma lista com diversos criptoativos para compra e venda. Este é o caso da Foxbit, que além de seguir as melhores práticas de segurança digital, possui mais de 70 tokens disponíveis para negociação. Como a “raposa” está sempre buscando novas oportunidades para os clientes, trouxemos três novas criptomoedas para o nosso portfólio!
Binance Coin (BNB)
A moeda digital da exchange international Binance é a primeira da nossa lista de novidades. A criptomoeda, inicialmente, foi lançada no blockchain do Ethereum como um utility token ERC-20. Com o desenvolvimento tecnológico da empresa, porém, o ativo passou para a rede própria da corretora, a Binance Chain (BSC).
Esse avanço da plataforma, permitiu o Binance Coin (BNB) ser utilizado não apenas no fomento de novas tecnologias para seu blockchain, mas também para o pagamento de taxas e transações dentro da rede. Além disso, a criptomoeda pode ser usada para descontos na exchange da Binance, assim como em parceiros da empresa.
Pancake Swap (CAKE)
Tão boa quanto uma bela panqueca com cobertura de chocolate, a CAKE entrou para a lista de criptomoedas negociáveis na Foxbit.
Antes de explicar o token, é importante destacar que a Pancake Swap é uma DEX, ou seja, uma exchange descentralizada. Ao contrário do que acontece em uma corretora tradicional, cada usuário é responsável por armazenar sua chave privada, sem a custódia de uma empresa.
A CAKE, então, é usada nesse ecossistema como token de governança. Esse tipo de criptomoeda tem como função dar direito a voto, dentro do projeto, a partir da posse do ativo.
Isso quer dizer que, caso a exchange decida fazer alguma atualização, ocorre uma espécie de plebiscito digital. Nele, os donos de CAKE usam suas moedas para votação e, assim, determinar, de forma democrática, se determinada alteração será concretizada ou não.
Cosmos Hub (ATOM)
A adição da Cosmos Hub na lista de criptomoedas negociáveis na Foxbit foi decidida a partir da funcionalidade de seu projeto. Enquanto a interoperabilidade entre blockchains é uma dificuldade – senão impossibilidade – em grandes redes, a Cosmos Hub tenta resolver esse problema.
Nesta plataforma, diversos blockchains operam de forma independente e paralela entre si. Para que o usuário possa, então, transitar sem dificuldades e com rapidez entre essas redes, os responsáveis pelo projeto desenvolveram o token ATOM.
Com o ATOM, é possível utilizar a moeda para staking e governança. No primeiro cenário, estamos falando do usuário realizar um aporte e travamento de ATOMs na rede e, assim, se tornar um validador dentro do blockchain, em troca de recompensas por bloco de transações aprovado. Já a segunda possibilidade funciona semelhante ao CAKE. Os usuários podem participar de votações sobre possíveis alterações da rede, utilizando seus tokens ATOM.
Como a Foxbit seleciona essas criptomoedas?
Embora inovador, o mundo das criptomoedas possui ainda alguns projetos pouco promissores ou com lacunas consideráveis em seu desenvolvimento, que podem tornar o token pouco vantajoso aos clientes da Foxbit.
Por isso, nossa equipe especializada, além de vincular a tecnologia que propicia a negociação da criptomoeda na exchange, analisa o whitepaper, aplicações e reputação da equipe de do token, antes da inserção.
A ideia deste protocolo mais rigoroso é que os usuários da Foxbit tenham acesso à melhor experiência possível do mundo cripto, com a máxima redução possível de riscos de projetos falhos.
Segurança e diversidade andam juntas aqui na Foxbit. Com mais de 70 criptomoedas disponíveis para negociação, oferecemos uma plataforma completa, intuitiva e uma equipe prontinha para te atender sempre que precisar de qualquer ajuda.
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jan 23, 2023 | Educação Financeira
A economia vive de ciclos. Séculos atrás, a troca direta entre produtos era a principal ferramenta financeira do mundo. Depois, surgiram as moedas, as cédulas, os recibos bancários, cheques até à primeira etapa de digitalização monetária, com os cartões de crédito e débito. Agora, um novo movimento já está em andamento. Com toda a revolução proporcionada pelas criptomoedas, uma nova economia começa a se formar, em que os usuários podem ser livres para decidir qual moeda usar e interagir com serviços financeiros ao redor do mundo, em modelos mais transparentes e descentralizados.
Toda essa revolução, claro, já dá mostras de enormes impactos no futuro do dinheiro como o conhecemos.
O que é o dinheiro?
“Meio de pagamento, na forma de moedas ou cédulas, emitido e controlado pelo governo de cada país (…) cédula e moeda usados como meio de pagamento.” (Definição de dinheiro em economia, segundo a Oxford Languages).
Essa definição de dinheiro, fornecida pela Oxford Languages, pode até mesmo estar ultrapassada, já que o dinheiro pode existir em outras formas que não através de moedas ou cédulas emitidas e controladas por um governo central.
O dinheiro foi uma ferramenta desenvolvida pela humanidade para simplificar as trocas, que antes eram feitas por meio do escambo. Duas pessoas poderiam, então, usar essa representação de valor, para trocar bens e serviços de forma mais eficiente.
Além de método de pagamento, o dinheiro também permite criar uma reserva de valor. Quando você recebe dinheiro por uma mercadoria ou serviço, é possível guardá-lo para usá-lo depois, em um momento de maior interesse.
O futuro do dinheiro no livre mercado e na nova economia
Com a criação do bitcoin (BTC) e o surgimento de dezenas de outras criptomoedas descentralizadas, foi criado um mercado competitivo ao dinheiro, em oposição ao modelo centralizado e monopolista das moedas de Bancos Centrais.
O autor e economista Friedrich August von Hayek já havia previsto a existência de um livre mercado competitivo de diferentes moedas, em que os usuários seriam os responsáveis por escolher qual moeda usar, quando e onde.
F.A. Hayek escreveu algumas obras abordando este assunto e a mais conhecida talvez seja o livro “A Desestatização do Dinheiro”. Na obra, ele afirma:
“ Certamente pode existir dinheiro, e mesmo muito satisfatório, sem qualquer intervenção do governo, embora raramente tenha sido permitido que esse dinheiro existisse por muito tempo.” (HAYEK, 2011, p. 44)
Atualmente, já conseguimos ver estas novas dinâmicas econômicas acontecendo, com grupos de pessoas montando negócios e utilizando diferentes criptomoedas como meio de pagamento: bitcoin, Ethereum (ETHER), Nano (XNO), Monero (XMR), Ripple (XRP), Litecoin (LTC), Dogecoin (DOGE), Bitcoin Cash (BCH), Dash (DASH), ZCash (ZED) e tantas outras.
Não apenas o uso de moedas como meio de trocas vem mudando as relações financeiras na nova economia, mas o surgimento de plataformas DeFi, com sistemas de empréstimos e trocas descentralizadas também muda muito a experiência dos usuários com seu dinheiro e seus investimentos.
Instituições financeiras tradicionais têm que se adaptar nos próximos anos e compreender as mudanças, aparentemente inevitáveis, que estão surgindo com toda essa revolução. Muitos bancos e fintechs, inclusive, já vem modificando seus modelos de negócios e abraçando parte da tecnologia blockchain e das criptomoedas em seu dia a dia.
Cada vez mais empresas e pessoas decidem utilizar cripto como dinheiro e também como outros produtos financeiros. Se o cenário permanecer o mesmo, a tendência é que essa adoção seja cada vez mais crescente.
No Brasil, 33% dos investidores já possuem os criptoativos como escolha “número 1” para alocação de capital; e 26% dos brasileiros já escolhem utilizar criptomoedas entre outras opções de produtos financeiros, perdendo em preferência de uso apenas para: Conta corrente (73%), cartão de crédito (72%) e conta poupança (55%). Tudo isso de acordo com dados fornecidos pela “Statista Global Consumer Survey; Finbold”.
Moedas Digitais dos Bancos Centrais
Em uma tentativa de adaptação dentro de uma nova economia que se torna cada vez mais digital, os bancos centrais também tentam manter seu controle sobre o dinheiro e cada vez mais países se preparam para lançar as CBDCs, que são moedas digitais dos bancos centrais.
O Brasil também está trabalhando nesta direção, com previsão de lançamento do Real Digital para 2023-2024.
Em países como Nigéria e China, a CBDC de cada um deles já está em circulação na sociedade, apesar de que a população nigeriana parece ainda se manter muito resistente na adoção da moeda digital centralizada; com a possibilidade de usar moedas digitais descentralizadas mais competitivas e melhores.
No caso específico da China, o governo vem trabalhando em uma versão do iene digital com data de expiração que, caso passe da validade, perde todo seu valor. O que é feito com o objetivo de forçar as pessoas a gastarem suas moedas, acaba, na realidade, sendo uma perspectiva contrária ao que muitos economistas consideram como característica básica do dinheiro – que é a durabilidade. O dinheiro precisa ser durável para que possa atender seu objetivo.
Tudo ainda é muito novo e essa nova economia ainda se encontra em uma fase experimental, de descobertas e tentativas de respostas para perguntas recentes. Não sabemos ao certo exatamente como será o futuro do dinheiro, mas te convidamos a descobrir e explorar algumas destas possibilidades com a Foxbit daqui para frente.
jan 19, 2023 | Finanças, Imprensa, Notícias, Outras categorias
Disseminar conhecimento e ficar por dentro das tendências e perspectivas de diversos mercados é super importante para se manter atualizado e prever possíveis novidades que estão por vir. Muitas vezes, conteúdos mais sensíveis sobre estes temas estão na cabeça de CEOs ou representantes de grandes empresas que quase nunca estão acessíveis ao público. Porém, o Fórum Econômico Mundial (WFE), que acontece anualmente na cidade de Davos, na Suíça, se tornou uma boa oportunidade para ouvir as grandes referências e líderes mundiais sobre assuntos relevantes e problemas mundiais. No evento que rola durante toda esta semana, muitos temas já foram destaques, sendo um bastante importante para a gente. Confira aqui o que rolou até agora sobre Criptomoedas em Davos 2023!
Davos 2023: Blockchain “imparável”
Para muito além das criptomoedas como ativos, há todo um mercado da própria tecnologia que envolve o setor. O blockchain, banco de dados distribuído e base das moedas digitais, é responsável pela verificação rápida, barata, segura e imutável de diversos tipos de informações. Essas características têm sido objeto de estudo de empresas gigantes que procuram mais segurança digital e eficiência em rastreio da cadeia de suprimentos, redução de burocracia, tokenização e acessibilidade, entre outros.
Embora a perspectiva regulatória ainda não esteja clara em muitos países, foi consenso nestes primeiros dias de Davos 2023, que o blockchain está aí para ficar. O presidente do UBS Group AG, Colm Kelleher, descreveu a tecnologia como “imparável”, mas acrescentou a necessidade de uma conformidade legal sobre seu uso.
Davos 2023: Desenvolvimento de DAOs
A partir do blockchain, existem muitas possibilidades de atuação, como é o caso das Organizações Autônomas Descentralizadas – DAOs. Basicamente, este ambiente permite reunir pessoas desconhecidas, de diferentes partes do mundo, em uma plataforma com regras estabelecidas, onde as decisões são tomadas de forma democrática, autônoma e codificada.
Com o controle todo na mão dos membros e as regras descritas em códigos computacionais, a organização fornece uma espécie de programa de computador transparente, podendo ser aplicada de diversas formas no mundo atual, como nas finanças descentralizadas.
Em Davos 2023, o WEF publicou o relatório “Kit de ferramentas de Organização Autônoma Descentraliza”. No documento, foi reconhecido o potencial da ferramenta, além de discutirem possíveis aplicações das DAOs. Para os programadores, foi interessante observar que esse “kit” trouxe recomendações sobre como desenvolver uma DAO.
Davos 2023: Economia Tokenizada
Embora criptomoedas sejam vistas como uma tecnologia ainda distante de ser aplicada, na realidade, ela é bastante acessível atualmente e, a cada dia, ganha mais espaço no mercado. Por conta da facilidade de introdução de informações em um blockchain, a tokenização se tornou um ponto atraente para empresas que querem tornar ativos próprios ou de terceiros mais acessíveis.
A ideia da tokenização é justamente coletar um ativo e transformá-lo de forma digital, por meio de um smart contract. Um bom exemplo desse processo são os precatórios. Essa dívida do governo pode ser vendida pelo seu titular para um terceiro. Porém, por se referirem a valores altos, a aquisição, muitas vezes, fica restrita a grandes empresas. O acesso a esses documentos também exige uma busca burocrática e conhecimento jurídico, que não é comum à grande maioria das pessoas.
Aqui na FoxBit, a tokenização de precatórios já acontece! A partir de R$ 50 ou R$ 100, é possível comprar frações de um precatório, tudo de forma digital. Assim, um produto, antes totalmente inacessível, agora, está democratizado e ao alcance de qualquer pessoa.
Entendendo a importância da tokenização, um painel de especialistas, formado pelos CEOs da Circle, Bitkub Capital, Ministro dos Transportes e Comunicações da Finlândia e o cofundador da Yield Guild Games, apresentou o tema ao público, em Davos 2023. O grupo destacou que a economia do futuro será cada vez mais tokenizada, de olho, principalmente, na autocustódia dos ativos.
Davos 2023: Educação
É de conhecimento geral que o mercado cripto sofreu baques consideráveis no último ano, principalmente com a dificuldade sofrida por grandes empresas ao redor do mundo. Por isso, um painel liderado pela editora-chefe do Cointelegraph, em Davos 2023, apresentou a necessidade de educar a comunidade sobre criptomoedas e blockchain, principalmente a próxima geração, pois essa tecnologia. Segundo ela, o processo educacional será a “pedra angular para todos nós, como sociedades e indivíduos”.
A tesoureira da Fundação Hedera, Betsabe Botaitis, manteve o coro: “Há muito, muito pouca tecnologia fornecida para a educação em gestão de patrimônio. Acho que é o setor privado que precisa ter essa educação, os reguladores e todos que estão conversando”.
Davos 2023: Regulamentação
Outro ponto bastante discutido em Davos 2023 foi a regulamentação. O tema, que foi frequente nos WEFs anteriores, ganhou força este ano, principalmente por conta do ocorrido com a FTX, em 2022. Para a representante do Cointelegraph, “saber que podemos confiar nos dados é extremamente importante. É por isso que eu acho que blockchain é especialmente importante”.
Entretanto, essa confiança oferecida pelo blockchain não foi a discussão entre os participantes, mas, sim, a necessidade de uma regulamentação sobre o uso da tecnologia, principalmente quando envolve criptomoedas e mercado financeiro.
O Ministro Sênior de Cingapura, Tharman Shanmugaratnam, e o membro do Conselho de Governança do Banco Central Europeu (BCE), François Villeroy de Galhau, puxaram a fila, apontando a necessidade de uma regulamentação sobre os criptoativos. Villeroy destacou que não apenas problemas com empresas de criptomoedas é um ponto de regulação, mas fundos do mercado monetário e fundos de pensão do Reino Unido também passaram por instabilidade financeira, após o colapso da FTX.
Tharman, entretanto, apontou que regulamentar criptomoedas, por meio de lentes bancárias tradicionais, colocaria em risco a legitimidade de toda uma classe de ativos. O que não necessariamente seria o caminho.
A presidente da Purpose Entertainment e fundadora da SPACE acompanhou o raciocínio de Tharman e foi dura nas críticas sobre os pedidos de regulamentação de criptomoedas ‘jogados ao ar’: “Como todas essas pessoas podem tomar decisões sobre o que acontece com as leis quando nem mesmo entendem a tecnologia ou esse novo mundo?”.
Davos 2023: CBDCs
Em outra discussão, foi feito um paralelo entre CBDCs (Central Bank Digital Currency) e criptomoedas tradicionais, como bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH). Para o CEO da PayPal, Dan Schulman, “é importante não confundir criptomoedas e CBDCs, stablecoins e DLT… Eles são muito diferentes”.
Em sua fala, em Davos 2023, Schulman destacou que apesar do ano conturbado para as criptomoedas, “a tecnologia subjacente [blockchain] funcionou perfeitamente… A promessa de um livro-razão distribuído é que ele pode ser mais rápido e barato, para liquidar transações simultaneamente sem intermediários. Isso é uma coisa importante”.
Até mesmo Lynn Martin, presidente da Bolsa de Valores de Nova Iorque acompanhou a perspectiva: “Agora, algumas das tecnologias foram adotadas e usadas para realmente tornar os processos muito mais eficientes”.
Davos 2023: Mercado financeiro
Não só a falta de regulamentação das criptomoedas é um problema para bancos e bolsas de valores, mas a migração de dinheiro do mercado acionário e perdas de clientes colocou mais fogo no “ranço” das instituições tradicionais às criptos, nos anos anteriores.
O CEO da Ava Labs, porém, se posicionou em Davos 2023, não de forma agressiva ao mercado tradicional (TradFi), mas acolhedora. Gun Sirer disse que “DeFi não significa um ataque ao TradFi. DeFi deve ser um complemento ao TradFi, pelo menos inicialmente”.
“Agora, a TradFi está entendendo que, sim, [DeFi] tem a transparência que clamamos, [eles] podem fazer testes de segurança em seus sistemas por causa da capacidade de auditoria dos sistemas que construíram, que não podemos fazer”, acrescentou Sirer.
Davos 2023 ainda segue por mais alguns dias, e muitas apresentações sobre criptomoedas devem rolar por lá. Vale destacar que os tópicos apresentados aqui são apenas algumas discussões das várias que aconteceram por lá nesses dois primeiros dias de painéis. Assim, a presença de empresas cripto no WEF, assim como a perspectiva muito mais empresarial do que financeira do setor, abre portas para que novas oportunidades sejam conversadas. A compreensão de que blockchain e tokenização fazem parte das empresas atualmente, permite o desenvolvimento tecnológico cada vez mais acelerado e seguro.