Bem-vindos a mais uma edição do “O HODLER”, o único lugar para você que está querendo ficar por dentro de tudo que acontece no mercado.
Após estudar detalhadamente este relatório da River Financial nesse último fim de semana, estou convencido de que estamos apenas arranhando a superfície do potencial de adoção do Bitcoin e do mercado crypto.
Apesar do crescimento gigantesco no último ano, o relatório apresenta dados convincentes de adoção global, com um número que considero extremamente revelador.
Então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀
Como está o Bitcoin hoje?
O Bitcoin já completou 16 anos e continua se desenvolvendo firme e forte. Tem 115 pessoas trabalhando ativamente no código principal, com 13 organizações financiando esse desenvolvimento. Em 2024, foram feitas 2.500 mudanças no código, um aumento de 8,5% comparado ao ano anterior.
A rede Bitcoin está mais robusta que nunca, com cerca de 21.700 nós ativos, um crescimento de 11% em 2024. A segurança da rede está em níveis recordes, com o hashrate (poder computacional) crescendo 55% só em 2024.
Um ponto interessante é que o Bitcoin tem se tornado mais descentralizado geograficamente. Os EUA ainda lideram com 36% do hashrate, mas outros países como Rússia (16%), China (14%) e até o Cazaquistão (2,5%) têm participação significativa.
Outro dado que achei fascinante: 94% de todos os 21 milhões de bitcoins já foram minerados. Os 6% restantes serão minerados gradualmente nos próximos 115 anos.
Esse mercado de alta é diferente
Esta alta do Bitcoin é bem diferente das anteriores. Nas altas de 2015-2017 e 2018-2021, o crescimento foi impulsionado por um aumento na oferta de dinheiro global. Agora, a oferta de dinheiro global aumentou apenas 6,8%, muito menos que nos ciclos anteriores.
A grande diferença está em quem está comprando. Antes eram principalmente pessoas físicas, mas em 2024 foram as empresas e os ETFs que mais compraram. Os ETFs de Bitcoin acumularam 519 mil BTC em 2024, enquanto as empresas adicionaram 374 mil BTC.
Curiosamente, as pessoas físicas reduziram suas posições em 525 mil BTC. Isso mostra uma mudança significativa no mercado.
As instituições estão impulsionando o preço
Os ETFs de Bitcoin nos EUA chegaram a quase $100 bilhões em ativos sob gestão. Desse valor, $38,9 bilhões vêm de investidores institucionais, como fundos de hedge ($27,2 bilhões) e consultores de investimento ($7,1 bilhões).
O relatório mostra que 52% dos 25 maiores fundos de hedge e consultores de investimento agora têm Bitcoin. Apesar disso, a alocação média é muito pequena – apenas 0,24% para fundos de hedge e 0,02% para consultores.
Isso sugere que estamos apenas no começo da adoção institucional.
Empresas estão adotando Bitcoin cada vez mais
As empresas têm acumulado mais de 1.000 BTC por dia desde janeiro de 2024. O número de empresas públicas com Bitcoin cresceu 139% desde 2023, embora isso ainda represente menos de 1% de todas as empresas listadas.
Está surgindo um novo tipo de empresa que usa o Bitcoin como principal reserva de valor, em vez de distribuir lucros através de dividendos ou recompra de ações. A Strategy (antiga MicroStrategy) é o exemplo mais conhecido, com 479 mil BTC.
A rede Lightning continua crescendo
A rede Lightning, que permite transações de Bitcoin mais rápidas e baratas, continua crescendo em volume, mesmo com um número menor de transações. O volume mensal em dólares cresceu 266% desde agosto de 2023.
As exchanges têm sido importantes para esse crescimento, representando mais de dois terços do valor total transferido. O uso da Lightning para depósitos e saques de exchanges tem crescido, com transações médias acima de $100.
Um catalisador importante para 2025 será a integração das stablecoins na Lightning Network, algo que a Tether anunciou em janeiro.
A custódia de Bitcoin está amadurecendo
A custódia de Bitcoin está muito mais segura. Mais de 1,3 milhão de bitcoins foram comprometidos em exchanges ao longo da história devido a hackers, roubos internos e falências. Estima-se que 1,6 milhão de bitcoins foram perdidos por autogestão.
A boa notícia é que apenas 10% dessas perdas ocorreram após 2015, mostrando que a segurança melhorou significativamente.
A “Prova de Reservas”, um método que permite às exchanges mostrar que detêm as moedas de seus clientes, tornou-se padrão da indústria, cobrindo mais de 52% de todos os bitcoins em exchanges.
A mudança dramática na adoção por países
Desde 2020, 47 países adotaram regulamentações mais favoráveis ao Bitcoin, enquanto apenas 4 países implementaram restrições. Apenas 9 países ainda proíbem completamente o Bitcoin, e mais da metade dos países que já o proibiram removeram essas restrições.
Atualmente, 18 nações são estimadas como tendo algum Bitcoin, seja por compras diretas (como El Salvador), mineração apoiada pelo estado (como Butão), apreensões (como EUA e Reino Unido) ou exposição indireta através de investimentos governamentais.
O relatório considera “média” a probabilidade de que pelo menos um país do G20 anuncie uma reserva estratégica de Bitcoin nos próximos quatro anos.
8. A adoção global de Bitcoin está em apenas 3%
O Bitcoin representa apenas 0,2% da riqueza global total. Seu mercado potencial é estimado em $225 trilhões (assumindo que conquiste 50% do mercado de reserva de valor).
Consultores de investimento nos EUA têm apenas 0,006% de seus ativos em Bitcoin. Para atingir a representação atual do Bitcoin na riqueza global (0,2%), eles precisariam aumentar sua exposição em 36 vezes.
A posse de Bitcoin por indivíduos é estimada em 14% nos EUA, mas menos de 4% globalmente. A América do Norte lidera com 10,7% de adoção, seguida pela América do Sul com 6,6%.
O que vem pela frente?
Espero que a adoção continue acelerando por quatro frentes principais:
Indivíduos: à medida que o acesso e a educação sobre Bitcoin se expandem
Instituições: com aumento significativo da exposição via ETFs e serviços bancários
Empresas: à medida que barreiras legais e contábeis diminuem e precedentes de sucesso crescem
Países: impulsionados por acessibilidade legal, competição entre indústrias e incentivos estratégicos
Comparado a outras tecnologias, o Bitcoin hoje está no mesmo estágio que a internet em 1990, o online banking em 1996 e as redes sociais em 2005. Estamos apenas começando.
⚠️ Gostou?
A conclusão é clara: se você está preocupado que “perdeu o barco” com o Bitcoin, o relatório oferece dados convincentes de que estamos apenas no início. Com adoção global em 3%, instituições drasticamente subinvestidas, e melhorias contínuas na infraestrutura, o relatório pintou um quadro claro de uma classe de ativos ainda em seus estágios iniciais.
O que mais me impressiona é o potencial de crescimento institucional e nacional, que poderiam representar um aumento maciço na demanda nos próximos anos. Como investidor, considero esses dados extremamente valiosos para entender a trajetória de longo prazo do Bitcoin como um ativo de reserva global.
Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.
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O mercado cripto vive momentos conturbados, influenciados tanto por eventos macroeconômicos quanto por acontecimentos específicos do setor.
Recentemente, a Casa Branca sediou o Crypto Summit, um evento que deveria trazer clareza regulatória, mas acabou gerando mais incertezas. Enquanto isso, Donald Trump tem feito declarações polêmicas que afetam o mercado financeiro como um todo, criando ainda mais instabilidade.
Em meio a esse caos, a Hyperliquid (HL) fez alguns lançamentos, trazendo o protocolo Unit e a HyperEVM para expandir seu ecossistema. Este artigo vai explorar um pouco mais sobre essa Chain. Então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀
O que é a Hyperliquid?
A Hyperliquid é uma blockchain Layer 1 focada em trading e derivativos, com o objetivo de oferecer uma experiência de negociação on-chain similar às grandes corretoras centralizadas (CEXs). Diferente de outras redes, a HL prioriza eficiência, liquidez e baixas taxas para competidores de alta frequência e grandes investidores institucionais.
Antes de falarmos sobre as atualizações, vale lembrar que a Hyperliquid é uma evolução da Liquid, uma blockchain que já discutimos em textos anteriores. A Liquid se destacou por oferecer soluções de trading avançadas e suporte a ativos tokenizados, o que inspirou a HL a levar esse conceito ainda mais longe, criando um ecossistema completo para traders profissionais.
Os dados recentes mostram que a Hyperliquid L1 ainda está em crescimento, mas já tem um volume significativo quando comparada a outras redes. Veja abaixo como ela se posiciona:
A chegada da Unit?
O Unit é uma camada de tokenização de ativos dentro do ecossistema Hyperliquid. Ele permite que usuários depositem e retirem criptomoedas diretamente para as cadeias nativas.
Inicialmente, o foco está no Bitcoin (BTC), com planos para incluir Ethereum (ETH) e Solana (SOL) em breve. O objetivo é aumentar o volume de negociação de ativos spot dentro da HL, que atualmente representa apenas 4,13% do volume de negociações perpétuas.
O Unit opera por meio de uma rede de “Guardians”, que são operadores independentes que garantem a segurança e eficiência do sistema. Cada Guardian executa um software chamado “Agent” para validar transações e evitar manipulação indevida dos ativos.
A Chegada da HyperEVM
Poucos dias após o lançamento do Unit, a Hyperliquid surpreendeu o mercado ao anunciar a HyperEVM. Apesar do impacto positivo a longo prazo, o lançamento ocorreu em um momento de baixa para o setor de altcoins.
No primeiro momento, a HyperEVM permite apenas a transferência de tokens HYPE entre a rede principal e a HyperEVM. Funções como transferências nativas de tokens ERC20 e outras melhorias estão previstas para futuras atualizações.
A estratégia da HL com essas inovações é se tornar um dos principais players do mercado, buscando capturar uma fatia significativa do volume de trading de BTC em blockchain.
Atualmente, produtos de BTC tokenizado como WBTC e cbBTC movimentam cerca de US$ 30 bilhões por mês, um mercado altamente atrativo.
Hyper e sua queda brutal
Com base no gráfico abaixo, observamos que a HYPE/USDT enfrenta uma tendência de queda significativa, com formação de topos descendentes e quebra de estruturas de suporte.
A faixa de preço atual está se aproximando de um possível fundo fraco, o que pode indicar uma reversão se houver um aumento no volume comprador.
O RSI mostra condição de sobrevenda, sugerindo uma possível recuperação no curto prazo. O principal insight para a Hyperliquid no momento é que sua baixa liquidez e falta de listagem em grandes corretoras limitam seu crescimento. Caso ocorra uma listagem em grandes plataformas, podemos ver uma mudança brusca na tendência.
⚠️ Gostou?
Como eu falei no texto de DefI, o mercado vai brigar por infraestrutura adequada no mercado, a Hyper é uma delas. O lançamento do Unit e da HyperEVM são passos importantes para a expansão da Hyperliquid e seu objetivo de se tornar um dos principais ecossistemas de trading on-chain. No entanto, o momento do mercado é desafiador, com baixa confiança dos investidores e uma grande pressão vendedora.
A evolução da HyperEVM e o crescimento da adoção do Unit serão fundamentais para medir o sucesso dessas iniciativas. Enquanto isso, o mercado segue atento ao comportamento do Bitcoin, que continua sendo o principal fator determinante para o futuro das altcoins.
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Em um ambiente de alta volatilidade, como o mercado de criptomoedas, a BRL1 surge como um suporte para investidores e usuários brasileiros que querem ter acesso a um real mais digitalizado.
Desenvolvida por um consórcio de gigantes como Grupo Foxbit, Bitso, Mercado Bitcoin (MB) e Cainvest, a nova stablecoin oferece a estabilidade do real em formato digital, combinando segurança, agilidade e interoperabilidade com blockchains globais.
Se você quer transformar seus reais para melhorar sua experiência e operações dentro da criptomoeda, o BRL1 é uma das suas principais portas de entrada, hoje. E o melhor, ela está disponível agora para compra e venda na Foxbit Exchange!
Acompanhe o artigo completo para conhecer os detalhes da BRL1!
O que é a BRL1?
A BRL1 é uma stablecoin brasileira com paridade 1:1 com o real. Isso significa que cada unidade de BRL1 equivale a exatamente R$ 1.
Esse mecanismo de funcionamento é basicamente o mesmo que a Tether utiliza para a emissão da USDT, a principal criptomoeda lastreada no dólar, que acumula mais de US$ 141 bilhões de capitalização de mercado.
Como a BRL1 mantém sua paridade com o real?
As stablecoins só são estáveis a partir do momento em que há, de fato, uma reserva sólida que garanta o valor da criptomoeda igual ao do ativo atrelado que, no caso, é o real brasileiro.
Para isso, o consórcio que reúne a Foxbit e outros grandes players do mercado de criptomoedas apoia o lastro da BRL1 em reservas de moeda fiduciária e também títulos públicos indexados à Selic.
Com isso, é possível criar uma estrutura robusta e segura que garante o valor da BRL1 em linha com o real.
Para que serve o BRL1?
O propósito da BRL1 é eliminar ruídos no desenvolvimento e na interoperabilidade de produtos baseados em criptomoedas e blockchain entre as próprias plataformas nacionais e também internacionais, se tornandouma alternativa ao real para que você possa aproveitar todas as oportunidades da criptoeconomia, como:
Transação direta entre usuários
Contratação de serviços de DeFi, e muito mais!
Negociação de criptomoedas
Portanto, ativos tokenizados ou operações financeiras serão muito mais ágeis, baratas e fluidas ao ecossistema cripto, além de ser “Drex Ready”. Ou seja, a stablecoin está pronta para ser aplicada no novo Real Digital, que tem previsão de lançamento para 2025.
BRL1 é centralizada?
A BRL1 é uma stablecoin construída a partir de um consórcio formado entre Grupo Foxbit, Bitso, Mercado Bitcoin (MB) e Cainvest. Suas garantias de estabilidade, inclusive, são mantidas por esta união tecnológica.
Isso faz com que a BRL1 seja, sim, centralizada.
Entretanto, mesmo sendo uma stablecoin corporativa, ela possui fortes características de descentralização.
Vantagens da BRL1
Há diversas stablecoins disponíveis no mercado. E todas elas têm a função de promover um acesso digital a moedas fiduciárias para serem utilizadas em diferentes ecossistemas do mercado de criptomoedas.
A BRL1 funciona da mesma forma!
Pareada com o real, a stablecoin atua como uma ponte entre o brasileiro e as soluções da criptoeconomia, como acesso a negociação de tokens, transações entre usuários, atuações em DeFi e muitos outros serviços.
Tudo isso, operando 24/7, em diferentes blockchains e plataformas, para que você sempre possa estar conectado às suas moedas.
Compre BRL1 na Foxbit Exchange
Após seu lançamento oficial, a BRL1 está em seu processo de listagem nas exchanges participantes do consórcio. Por isso, a stablecoin brasileira está disponível na Foxbit Exchange para compra e venda!
Acesse agora sua conta na Foxbit e comece a digitalizar seu real!
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Hoje vamos falar de um dos assuntos que eu mais gosto e finalizar essa série de conteúdo “O que esperar…”, que é as Finanças Descentralizadas (DeFi). O setor acabou de passar de uma promessa experimental para uma indústria bilionária que desafia os modelos financeiros tradicionais.
O que começou com simples protocolos de empréstimos e trocas de tokens agora evoluiu para um ecossistema robusto de soluções financeiras autônomas, escaláveis e cada vez mais acessíveis ao público comum.
Este artigo vai explorar a narrativa de DeFi e o que esperamos de evolução ao longo deste ano. Então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀
A evolução do DeFi: Da concepção ao presente
O conceito de DeFi surgiu da necessidade de criar um sistema financeiro alternativo, baseado em transparência, eficiência e acessibilidade global. Seu crescimento está diretamente ligado à evolução das redes blockchain e dos contratos inteligentes, que permitiram a criação de serviços financeiros sem intermediários.
Linha do Tempo do DeFi
2015 – Ethereum e o nascimento dos smart contracts
O lançamento da Ethereum introduziu o conceito de contratos inteligentes, tornando possível a criação de aplicações financeiras descentralizadas.
2017 – Primeiros experimentos com finanças descentralizadas
O MakerDAO lançou o DAI, a primeira stablecoin descentralizada, estabelecendo as bases para protocolos de empréstimos descentralizados.
2018 – A criação do termo “DeFi”
O termo DeFi (Decentralized Finance) começou a ser usado para descrever um conjunto emergente de aplicações financeiras on-chain, como a Uniswap, que trouxe a inovação dos AMMs (Automated Market Makers) para as exchanges descentralizadas.
2019 – Expansão dos protocolos e do conceito de yield farming
Projetos como Compound e Aave começaram a oferecer serviços de empréstimos e staking, popularizando a ideia de liquidity mining e incentivando usuários a fornecer liquidez em troca de recompensas.
2020 – O “DeFi Summer”
O ano de 2020 marcou a explosão do DeFi, com bilhões de dólares em TVL (Total Value Locked) fluindo para o setor. A proliferação de plataformas de yield farming, pools de liquidez e stablecoins descentralizadas consolidou o DeFi como um dos pilares do mercado cripto.
2021-2023 – Expansão e desafios regulatórios
O DeFi começou a enfrentar desafios regulatórios significativos, enquanto novas camadas de escalabilidade (como os rollups e Layer 2s) ajudaram a reduzir taxas e melhorar a eficiência das transações.
2024 – A preparação para um novo ciclo
O setor passou por uma fase de ajustes e desenvolvimento de novas infraestruturas, preparando-se para uma nova onda de adoção. Protocolos começaram a focar em usabilidade, regulamentação amigável e integração com o mundo financeiro tradicional.
Agora, em 2025, o DeFi está prestes a entrar em uma nova era.
DeFi está mais forte do que nunca
Depois de um período de dormência, o setor DeFi está retomando sua força. Com um ambiente regulatório mais favorável e tecnologias mais eficientes, o setor se prepara para um novo ciclo de crescimento.
O sonho do “banco descentralizado” está mais próximo da realidade. Soluções como cartões cripto e integrações com fintechs estão facilitando a adoção por usuários comuns.
O mercado de cartões cripto passou por uma revolução e agora temos quatro gerações distintas:
• Gen 0: Cartões custodiados que convertem cripto para fiat ao depositar (PayPal, Holyheld).
• Gen 1: Cartões que permitem manter exposição a cripto até a hora da compra (Foxbit Card,).
• Gen 2: Cartões não custodiados, mas que exigem recargas manuais (Osmosis Pay, Sanctum Pay).
• Gen 3: Cartões verdadeiramente autocustodiados que interagem diretamente com DeFi (Gnosis Pay, Fuse Pay, Metamask Card).
Plataformas como Gnosis Pay e Fuse Pay estão liderando a inovação no setor, proporcionando maior autonomia financeira aos usuários.
Fintechs, stablecoins e wallets
O que eu estou achando mais interessante são as carteiras como Argent e Metamask estão se tornando hubs financeiros completos, eliminando a necessidade de interagir diretamente com DEXs e protocolos complexos.
Com a redução das barreiras de entrada e o crescimento das integrações com fintechs, o DeFi está pronto para se tornar um sistema financeiro viável para todos.
Grandes fintechs como PayPal, Robinhood e Revolut estão lançando suas próprias stablecoins, impulsionando a adoção em massa.
Novos modelos de stablecoins que compartilham receita com aplicativos e usuários (ex: USDG, M^0, AUSD) podem mudar o equilíbrio de poder no mercado.
O crescimento do setor de infra e crédito
Mas o que olhar Isac? O setor está ficando mais acessível e eficiente, e isso é graças a projetos inovadores que estão resolvendo problemas antigos do setor. Três iniciativas que merecem destaque são 3Jane, zkTLS, UniChain e Hyperliquid – cada uma delas trazendo algo novo para tornar as finanças descentralizadas mais fáceis e úteis no dia a dia.
O 3Jane está mudando a forma como os empréstimos funcionam no DeFi. Hoje, para pegar dinheiro emprestado em cripto, você precisa deixar um valor de garantia maior do que o que está pegando. Isso não faz sentido para muita gente. O 3Jane resolve isso ao analisar a reputação financeira do usuário, usando uma tecnologia chamada zkTLS. Com isso, ele consegue verificar se uma pessoa tem um histórico confiável para pagar um empréstimo sem precisar expor seus dados bancários. É como ter um score de crédito no DeFi, mas sem abrir mão da privacidade.
Já a UniChain, desenvolvida pela Uniswap, veio para melhorar a experiência nas exchanges descentralizadas (DEXs). Quem já usou a Uniswap sabe que pode ser caro e lento, especialmente quando a rede Ethereum está congestionada. A UniChain resolve isso ao criar uma blockchain própria para trocas de tokens, deixando as operações mais rápidas e baratas. Isso significa que comprar, vender e prover liquidez pode ficar tão fácil quanto usar uma corretora tradicional, mas sem precisar confiar em intermediários.
O Hyperliquid é voltado para quem gosta de negociar contratos perpétuos e derivativos, mas quer evitar problemas como falta de liquidez ou riscos de falhas nas corretoras centralizadas (CEXs). Ele melhora a execução das ordens e traz mais segurança para os traders, permitindo que façam operações rápidas e descentralizadas sem depender de uma empresa controlando tudo.
Esses projetos estão tornando o DeFi mais útil e acessível para qualquer pessoa, seja um investidor experiente ou alguém que está começando agora. Com soluções mais rápidas, baratas e seguras, o DeFi está se preparando para finalmente competir de igual para igual com os bancos e corretoras tradicionais.
⚠️ Gostou?
O ano de 2025 marcará um novo capítulo para o DeFi. Com a consolidação de tecnologias mais seguras e eficientes, o setor se aproxima de um estágio de maturidade e adoção em massa. As inovações em cartões cripto, stablecoins, infraestrutura e experiência do usuário estão transformando as finanças descentralizadas de um nicho especulativo para uma alternativa viável ao sistema financeiro tradicional.
Para investidores, desenvolvedores e usuários, este é o momento ideal para observar as tendências e se preparar para um futuro onde o DeFi será uma peça fundamental da economia global. 🚀
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Pode não parecer, mas o Ethereum Classic (ETC) é uma das principais criptomoedas do mercado – ou pelo menos com uma das histórias mais polêmicas dentro do mercado. Isso porque a ETC nada mais é do que uma ramificação da segunda maior blockchain do mundo, o Ethereum.
A gente sabe que soa um pouco estranho, mas leia o artigo completo para entender melhor essa história e por que o Ethereum Classic não é a mesma coisa que o Ethereum!
O que é o Ethereum Classic?
O Ethereum Classic é uma plataforma de blockchain descentralizada que permite a criação e execução de contratos inteligentes e aplicativos descentralizados (dApps). Sim, igual ao Ethereum.
Porém, o ETC surgiu como resultado de um hard fork na rede Ethereum, causado por um debate filosófico e técnico dentro da comunidade cripto.
Essa divisão foi o que possibilitou a existência do Ethereum, como conhecemos hoje, sua ramificação: Ethereum Classic.
Mas qual foi o dilema enfrentado que levou à divisão da rede?
Hard Fork The DAO
Blockchains descentralizadas são comandadas pela comunidade que as utilizam. Neste caso, são apresentadas as regras da rede. Aqueles que discordam, podem forçar um “hard fork”, que consiste na divisão e criação de uma versão secundária do protocolo, com outras normas, tokens e até mesmo modelos de validação.
E este é o caso da Ethereum Classic.
Em 2016, houve um ataque hacker à DAO (Organização Autônoma Descentralizada) do Ethereum, que roubou cerca de US$ 50 milhões em ETH. Além dos danos financeiros, isso alimentou uma discussão ferrenha dentro do protocolo. Mas porque?
Bom, para recuperar os fundos e proteger a integridade da blockchain, os desenvolvedores do Ethereum (ETH), liderados por Vitalik Buterin, decidiram implementar um hard fork, revertendo as transações e criando uma nova blockchain.
E foi aí que o problema maior aconteceu.
Com uma perspectiva mais rígida sobre a proposta da blockchain, parte da comunidade entendia que a imutabilidade é algo essencial à rede e, por isso, os ETHs roubados não deveriam ser revertidos de forma manual.
Por outro lado, uma série de desenvolvedores apoiaram Buterin na decisão de cancelar as operações e reiniciar a rede como se o ataque nunca tivesse acontecido.
Com a divisão no grupo, a parte que votou para reverter as operações realizou as modificações a partir de um hard fork, mas continuou sendo chamada de Ethereum (ETH) – que, inclusive, é a segunda maior blockchain do mundo e a que mais conhecemos.
Já os membros que decidiram manter as regras iniciais e dar como perdido os ETHs, ficaram para trás no fork, passando a se chamar Ethereum Classic.
Diferenças entre Ethereum e Ethereum Classic
Apesar de compartilharem essa origem comum, Ethereum e Ethereum Classic tomaram caminhos distintos ao longo dos anos, apresentando várias diferenças entre si. Não à toa, são, de fato, consideradas blockchains totalmente distintas.
A seguir, separamos algumas dessas diferenças:
1. Modelo de Consenso
Ethereum: Migrou para o modelo Proof of Stake (PoS) com o Ethereum 2.0, tornando a rede mais sustentável, já que extinguiu a necessidade de um grande processamento computacional para validar as transações.
Ethereum Classic: Permanece no sistema Proof of Work (PoW), semelhante ao Bitcoin (BTC), priorizando segurança e descentralização a partir de um modelo que coloca os computadores para realizar cálculos matemáticos complexos para validar as operações.
2. Segurança e Ataques
O Ethereum Classic já sofreu alguns ataques de 51% no passado, em que mineradores maliciosos conseguiram dominar a maior porcentagem de validação da rede para reverter transações e gerar duplicidade de moedas para benefício próprio.
O Ethereum, por outro lado, tem se mostrado mais resiliente nesse aspecto e não registra parasalições ou nenhum outro tipo de ataque hacker.
3. Desenvolvimento e Adoção
A maioria dos desenvolvedores e projetos focam no Ethereum, pois ele conta com um ecossistema mais robusto para contratos inteligentes e dApps.
Já o Ethereum Classic tem menor adesão por parte dos desenvolvedores, mas continua sendo uma opção para quem busca uma abordagem mais descentralizada.
4. Capitalização de Mercado
Assim como a popularidade, os valores financeiros também são bem distintos.
O Ethereum Classic, por exemplo, possui uma capitalização de mercado de “apenas” US$ 3,1 bilhões. Já o Ethereum registra um market cap de US$ 329 bilhões, o que a coloca como a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo.
Vale a pena comprar Ethereum Classic?
O Ethereum Classic (ETC) continua sendo uma opção dentro do mercado para investidores que acreditam em uma abordagem mais descentralizada e imutável da blockchain.
No entanto, a falta de inovação, as vulnerabilidades técnicas e a menor adoção do ecossistema podem ser desafios a longo prazo e que, hoje, afastam boa parte dos players.
Para quem busca uma blockchain mais segura, eficiente e com maior suporte de desenvolvedores, o Ethereum (ETH) acaba sendo uma escolha mais “confortável”, ainda mais pela possibilidade do staking.
Onde comprar Ethereum?
Por conta de todo este histórico, não são todas as exchanges que oferecem a negociação de Ethereum Classic. Porém, a robustez do Ethereum o faz um ativo valioso e de alto interesse do mercado.
Apesar de não ter ETC listado na plataforma, a Foxbit Exchange oferece não só a negociação de ETH, como ainda promove a realização de staking com a criptomoeda, permitindo que você ganhe mais unidades do token, sem se expor diretamente à volatilidade do ativo.
Se você acha que ETH é uma escolha mais assertiva do que o ETC e pretendo adicioná-lo a sua carteira, acesse sua conta na Foxbit Exchange e comece agora mesmo a negociar!