ATH do Bitcoin e agora? Altseason?

ATH do Bitcoin e agora? Altseason?

Bem-vindos a mais uma edição do “O HODLER”, o melhor lugar para você que está querendo ficar por dentro de tudo que acontece no mercado.

O mercado cripto está vivendo um momento diferente. Não tem aquela euforia de ciclos passados, com varejo comprando tudo e altcoins explodindo. O que vemos agora é um movimento mais silencioso, com grandes instituições acumulando Bitcoin e Ethereum de forma estratégica.

Vamos abordar sobre isso, então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀

BTC e sua liquidez apertada e pouca oferta

Depois de bater seu ATH em Maio, começamos o mês de junho com o número de Bitcoins disponíveis em exchanges com os menores níveis dos últimos 6 anos. Só 13–14% de todo o BTC em circulação está em corretoras. 

A maioria está em carteiras frias ou com custodiantes de ETFs, o que mostra que o BTC está sendo guardado a longo prazo e não está à venda. Quase 70% dos BTCs não se mexem há mais de 1 ano. Isso mostra que os holders estão confiantes no valor do Bitcoin e não têm intenção de vender tão cedo.

Mesmo depois do Bitcoin passar de US$ 100 mil, grandes investidores continuaram comprando mais. Só nas últimas semanas de maio foram mais de 83 mil BTC comprados por endereços com mais de 10 BTC. Enquanto isso, os pequenos investidores aproveitaram para vender e realizar lucro.

Mas e o grande ciclo? Está no fim? Não é o que parece de acordo com o MVRV-Z Score ou o The Pull Multiple. Esse indicador mostra o quanto o mercado está com lucro latente. Se está muito alto, pode indicar topo. Se está baixo, pode indicar oportunidade.

Em maio, o MVRV caiu, mesmo com o preço acima de $100K. Isso significa que menos gente está com lucro forte — ou seja, menos chance de pressão vendedora agora.

É um sinal de que a correção já limpou boa parte do risco de queda. 

Mas e as Altcoins?

Altseason ou tudo diferente?

Durante maio, o Bitcoin e as stablecoins representavam cerca de 70–75% de todo o valor do mercado cripto – um nível muito alto. Historicamente, quando isso acontece, é comum vermos uma rotação para altcoins.

E foi o que começou a acontecer: a dominância do BTC caiu, o ETH/BTC subiu, e algumas altcoins médias e pequenas começaram a disparar. Indicadores técnicos mostraram rompimentos de tendência, sugerindo o fim do ciclo de baixa para as altcoins.

O ETH, normalmente a primeira altcoin a sentir a entrada de dinheiro, também está ficando cada vez mais escasso nas exchanges. Em maio, só 10% do total de ETH estava disponível para venda. O restante está em carteiras de longo prazo ou em staking. 

Mais de 34 milhões de ETH (28% do total) já estão travados em staking, gerando rendimento. Isso também reduz a oferta e ajuda na valorização.

Além disso, o Ethereum começou a se valorizar mais que o Bitcoin no segundo trimestre de 2025. O ETH subiu cerca de 50% só em maio, enquanto o BTC subiu 33%. Isso sugere que o capital está começando a girar do BTC para o ETH.

O mercado de stablecoins também cresceu e está com capital parado, pronto para agir. O valor total em stablecoins passou de US$ 240 bilhões. Os investidores estão segurando esse dinheiro em dólar digital esperando o momento certo para entrar no mercado cripto com mais força.

Mesmo sem muito movimento em abril e início de maio, os dados mostram que esse capital está posicionado e pode ser um gatilho para novas altas, especialmente se ETFs de ETH forem aprovados ou o cenário macro melhorar.

Instituições em peso comprando

Empresas como MicroStrategy, Metaplanet e até a GameStop aumentaram suas posições em Bitcoin. Juntas, empresas públicas e ETFs já detêm mais de 1,6 milhão de BTC – cerca de 8% de todo o supply existente.

O Ethereum também começou a chamar atenção institucional. A SharpLink levantou US$ 425 milhões para investir em ETH. A BlackRock está preparando um ETF de Ethereum com possibilidade de usar ETH real como lastro. Isso mostra que o ETH está se tornando a próxima prioridade das instituições, depois do BTC.

⚠️ Gostou?

Em resumo, o mercado está se preparando para um novo ciclo – mais maduro, mais institucional e com chances reais de uma altseason diferente das anteriores.

O BTC está escasso e nas mãos de holders fortes. As instituições estão comprando cada vez mais, priorizando BTC e, agora, ETH. O capital em stablecoins está parado, mas pronto para girar quando surgirem os gatilhos certos. Os gráficos e dados técnicos mostram sinais claros de que uma rotação para altcoins está em andamento.

Só precisamos esperar…

Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.

Se quiser me acompanhar, estou no Twitter e Instagram sempre analisando mercado e tendo alguns insights.

Até a próxima edição!

Foxbit conquista certificação SOC 2 e reforça seu compromisso com a segurança dos dados.

Foxbit conquista certificação SOC 2 e reforça seu compromisso com a segurança dos dados.

A segurança da informação sempre foi prioridade aqui na Foxbit — e agora, esse compromisso se torna ainda mais visível com a conquista da certificação SOC 2 Tipo II, um dos principais selos internacionais que atestam a excelência na proteção de dados, integridade de sistemas e privacidade das informações.

A certificação SOC 2 é emitida por auditorias independentes com base nos critérios do AICPA (American Institute of Certified Public Accountants) e avalia, de forma rigorosa, a eficácia operacional dos controles internos de uma empresa durante um período contínuo.

Para mercados altamente sensíveis, como o de criptoativos, alcançar esse padrão não é apenas um reconhecimento técnico — é um passo estratégico para garantir solidez, resiliência e confiança de longo prazo.

O que é a certificação SOC 2 Tipo II?

A SOC 2 Tipo II é uma asseguração internacional voltada para empresas que lidam com dados sensíveis. Diferente da versão Tipo I, que avalia os controles em um único momento, o Tipo II analisa a efetividade contínua desses controles ao longo de meses. 

Na prática, significa que nós comprovamos — por meio de auditoria — que nossas ações de segurança, disponibilidade, integridade de processamento, confidencialidade e privacidade não só existem, como funcionam de forma eficaz no dia a dia.

O que a SOC 2 representa para clientes e parceiros?

Para quem investe, transaciona ou integra soluções com a gente, essa certificação garante ainda mais confiança. Entre os destaques do processo de auditoria estão:

  • Monitoramento e resposta a incidentes em tempo real
  • Gestão de vulnerabilidades e mudanças
  • Criptografia de dados em repouso e em trânsito
  • Controle de acesso com princípio de privilégio mínimo
  • Cultura organizacional orientada à segurança
  • Gestão robusta de riscos e compliance

Esse é mais um marco que reforça nossa missão de construir soluções cripto com padrão institucional, preparando o mercado brasileiro para um novo patamar de maturidade, responsabilidade e inovação.

Um passo à frente na criptoeconomia

Em um setor que ainda busca consolidar confiança junto ao mercado tradicional, estar em conformidade com padrões internacionais como o SOC 2 é um diferencial competitivo e, cada vez mais, uma exigência. 

Ao obter essa certificação, nos posicionamos como um parceiro estratégico para empresas, investidores e instituições que valorizam segurança, compliance e governança de verdade.

A criptoeconomia avança — e com ela, a responsabilidade das empresas que a constroem. E a certificação SOC 2 Tipo II representa um selo de confiança para quem acredita no potencial das criptomoedas, mas exige um ambiente seguro para operar. 

A Foxbit segue firme nesse caminho, unindo tecnologia, integridade e compromisso com o futuro.

DeFi vs TradeFi: A nova guerra pelo fluxo do dinheiro

DeFi vs TradeFi: A nova guerra pelo fluxo do dinheiro

Bem-vindos a mais uma edição do “O HODLER”, o melhor lugar para você que está querendo ficar por dentro de tudo que acontece no mercado.

Durante séculos, a gestão do dinheiro esteve concentrada nas mãos de poucos: bancos, governos e grandes instituições financeiras. Esse sistema, como chamamos de TradeFi (finanças tradicionais), foi o responsável por intermediar quase todas as transações, investimentos e empréstimos do mundo moderno. Mas isso está mudando.

Com a ascensão da blockchain, surgiu o DeFi (finanças descentralizadas), um novo sistema que propõe eliminar intermediários e devolver o controle financeiro às pessoas. 

E não é exagero dizer que esse embate entre TradeFi e DeFi é uma disputa direta por algo essencial: o controle do fluxo de dinheiro global.

Nesse Hodler, você vai entender como cada um funciona, quais resultados entregam, como capturar valor nesse jogo e exemplos reais que mostram para onde está indo o dinheiro mais esperto do mundo.

Vamos discutir sobre isso, então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀

Como Funciona: DeFi vs TradeFi

Primeiro vamos falar sobre o TradeFi, o sistema que você conhece: bancos, corretoras, bolsas de valores, fundos de investimento. Ele funciona através de camadas de intermediação. Quando você investe em um fundo ou compra uma ação, há uma estrutura por trás composta por gestores, reguladores, emissores, custodiantes, auditor e por aí vai. Tudo isso gera custo — e esse custo é pago por você, mesmo que indiretamente.

Além disso, o TradeFi é altamente centralizado. Governos e bancos centrais ditam regras, imprimem dinheiro, definem taxas de juros e controlam a oferta monetária. Você precisa de autorização para abrir conta, fazer transferências internacionais ou acessar produtos financeiros mais avançados.

Já no DeFi, tudo isso é substituído por contratos inteligentes que rodam em blockchains como Ethereum, Arbitrum ou Solana. Qualquer pessoa com uma wallet pode interagir com protocolos financeiros que oferecem serviços como:

  • Empréstimos e financiamentos (Aave, Compound)
  • Trocas de ativos (Uniswap, Curve)
  • Emissão de stablecoins (MakerDAO)
  • Alocação automática de rendimentos (Yearn Finance)

O código é a confiança. O acesso é global. E as regras são transparentes e públicas. Isso não apenas reduz o custo de operação como democratiza o acesso a serviços financeiros antes restritos à elite bancária.

Comparando os Resultados: Performance, Risco e Acesso

Enquanto fundos tradicionais ou produtos de renda fixa oferecem retornos médios entre 10% e 15% ao ano (quando muito), protocolos DeFi entregam retornos entre 10% e 50% ao ano, dependendo da estratégia. 

Em ciclos de alta, yield farms ou vaults otimizados já chegaram a entregar 100%+ em dólar — algo quase inimaginável no TradeFi.

No TradeFi, você precisa de conta bancária, documentos, às vezes até um gerente aprovando sua movimentação. No DeFi, com uma wallet como MetaMask, você acessa qualquer protocolo global a qualquer hora. No TradeFi, seu dinheiro está sob custódia de terceiros. No DeFi, você é o dono das chaves, das decisões e dos riscos.

TradeFi é opaco. Você não sabe como o banco está usando seu dinheiro. Já no DeFi, os contratos são públicos e auditáveis — mas isso exige conhecimento técnico para entender o que está fazendo. O maior risco aqui são bugs no código ou falhas de segurança em contratos.

Onde Está o Dinheiro: Capturando o Fluxo de Valor

O dinheiro no sistema financeiro sempre cria valor em movimento. A questão é: quem está capturando esse valor?

No TradeFi, você é o produto.

  • O banco usa seu dinheiro para emprestar com juros maiores.
  • Fundos de investimento cobram taxas de administração + performance.
  • Você recebe 12% ao ano; o banco lucra 30% emprestando seu capital.

Você entrega o dinheiro. Eles entregam o troco.

No DeFi, você é o banco.

  • Ao fornecer liquidez em um protocolo como Uniswap, você recebe taxas de swap de cada transação.
  • Ao emprestar stablecoins no Aave, você recebe juros diretamente de quem toma emprestado.
  • Ao participar de vaults otimizados, seu capital é alocado automaticamente nas estratégias mais rentáveis — e o lucro é seu.

Aqui, você capta o valor do movimento. Você vira um nó do sistema. O jogo inverte.

Casos Reais: DeFi em Ação

1. Uniswap vs Bolsa de Valores
Na B3, você paga corretagem, custódia e spread. Na Uniswap, você pode ser o dono da liquidez e ganhar as taxas.

2. Aave vs CDB
Um CDB oferece 12% ao ano com risco do banco emissor. No Aave, você pode emprestar USDC e ganhar 8% a 15% ao ano, com colateral superseguro em cripto e liquidez diária.

3. Yearn Vault vs Tesouro Direto
O Tesouro paga entre 9% e 11% ao ano, com imposto e resgate travado. Yearn oferece estratégias automatizadas com stablecoins rendendo entre 6% e 20% ao ano — sem precisar sacar.

4. MakerDAO vs Real Brasileiro
A DAI, stablecoin da MakerDAO, mantém paridade com o dólar usando cripto como colateral — sem banco central, sem inflação estatal. Enquanto isso, o real perde valor todo ano mesmo com taxa de juros alta.

A Arma Secreta do DeFi: Ganhar em Dólar e Viver em Real

Existe um benefício silencioso, mas extremamente poderoso, que o DeFi oferece: a possibilidade de gerar renda em dólar mesmo morando no Brasil — e isso muda tudo.

No TradeFi, seus rendimentos são atrelados ao real, uma moeda que perde valor consistentemente. Mesmo quando você investe em produtos atrelados ao dólar, como BDRs ou fundos cambiais, você ainda está preso ao sistema bancário local, sujeito a impostos, taxas e lentidão.

No DeFi, o dólar é a base de tudo:

  • Stablecoins como USDC, USDT, DAI são amplamente utilizadas como moeda padrão.
  • Protocolos pagam rendimentos em dólar digital.
  • Estratégias de farming, lending e vaults rendem em moedas fortes — muitas vezes com liquidez imediata.

Efeito prático para o brasileiro:

Imagine ganhar 100 a 300 dólares por mês no DeFi. Com a cotação a R$ 5, isso representa R$ 500 a R$ 1.500 mensais extras. Isso pode pagar contas, fazer uma reserva de emergência ou acelerar a independência financeira.

Enquanto o trabalhador médio brasileiro vê o real perder poder de compra ano após ano, o investidor de DeFi está:

  • Protegido da inflação local
  • Conectado ao sistema financeiro global
  • Ganhando em uma das moedas mais fortes do planeta

Isso é jogar outro jogo.

E quando você combina isso com o fato de que os custos de vida no Brasil ainda são mais baixos do que em países desenvolvidos, você descobre uma nova lógica: ganhar em stablecoins dolarizadas e  viver em real é o maior “hack” financeiro disponível hoje para quem quer sair do ciclo da escassez.

Se você chegou até aqui, já entendeu que o jogo do dinheiro está mudando. E se quiser dar o próximo passo, eu preparei uma masterclass gratuita onde explico, de forma simples e prática, como começar a gerar renda em dólar usando o DeFi — mesmo que você nunca tenha investido fora dos bancos tradicionais.

É o tipo de conteúdo que eu gostaria de ter assistido quando comecei.

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⚠️ Gostou?

O TradeFi continua dominante, mas a velocidade, inovação e poder do DeFi é algo que o sistema tradicional não consegue acompanhar. A nova geração de capital inteligente está saindo do banco e entrando na blockchain.

Não se trata apenas de tecnologia. Trata-se de liberdade financeira, acesso global e captura direta de valor.

Se você ainda está esperando o banco te pagar melhor… talvez esteja jogando o jogo errado. O dinheiro já está fluindo — e quem entende DeFi está bebendo da fonte antes dos outros.

A pergunta é: você vai esperar ou vai se posicionar onde o dinheiro está indo?

Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.

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Até a próxima edição!

Bitcoin Pizza Day: O que é esta data comemorativa para o universo cripto?

Bitcoin Pizza Day: O que é esta data comemorativa para o universo cripto?

Bitcoin Pizza Day é uma data muito especial para a comunidade criptográfica, pois é nela em que um dos princípios do Bitcoin (BTC) – ser uma moeda digital usada para pagamentos no dia a dia das pessoas – foi colocado em prática.

Comemorado em 22 de maio, o “aniversário” já é tradição entre os entusiastas, que optam por repetir o evento de 2010.

Mas qual a história por trás do Bitcoin Pizza Day?

O que é Bitcoin Pizza Day?

O Bitcoin Pizza Day acontece todo 22 de maio e marca a data da primeira compra conhecida de um produto físico com Bitcoin.

Neste mesmo dia, mas em 2010, o desenvolvedor de softwares, Laszlo Hanyecz, realizou essa façanha. Residente na Flórida, Estados Unidos, Hanyecz usou alguns de seus BTCs para comprar algo que fazemos quase todas as semanas: duas pizzas grandes.

Na época, o programador utilizou o fórum bitcointalk.org e postou estar disposto a pagar 10 mil BTCs – US$ 70 na época – para qualquer pessoa que pudesse comprar e entregar as pizzas em sua casa.

O aventureiro e entusiasta – ou visionário – de 19 anos de idade, Jeremy Sturdivant, respondeu à publicação e topou entrar na “brincadeira”.

Ao receber as duas pizzas da rede Papa John’s, em sua casa, Henyecz postou no fórum: “Só quero relatar que negociei com sucesso 10 mil Bitcoins por pizza“.

Quanto custaram as pizzas do Bitcoin Pizza Day?

Com o Bitcoin sendo negociado próximo dos US$ 107, neste 22 de maio de 2025, o valor pago por Laszlo pelas pizzas seria algo impressionante.

O que na época custou algo próximo de US$ 50 em Bitcoin para o desenvolvedor de softwares, hoje, esses 10 mil BTCs valeriam aproximadamente US$ 1,07 bilhão.

Gráfico valor do bitcoin ao longo dos anos

Claro que os tempos eram outros, mas essa discrepância absurda de preços, em apenas 14 anos, mostra como a criptomoeda só se desenvolveu e alcançou patamares sociais e mercadológicos incríveis.

Uma postagem que mudou a história

Apesar de parecer uma trollagem de redes sociais, a compra das duas pizzas com Bitcoin seguiu exatamente o que o desenvolvedor da criptomoeda, Satoshi Nakamoto, planejava para o BTC: ser uma moeda digital descentralizada, mas de fácil uso entre as pessoas para que elas pudessem comprar o que quisessem.

Assim, a data ganha relevância na história criptográfica, quase como um feriado, já que o Bitcoin Pizza Day é o momento de lembrar que a revolução financeira já acontece há algum tempo e pequenas ações como esta podem levar a mudanças importantes.

Por que tokens despencam?

Por que tokens despencam?

Bem-vindos a mais uma edição do “O HODLER”, o único lugar para você que está querendo ficar por dentro de tudo que acontece no mercado.

Imagine um token como um organismo vivo da nova economia. Como qualquer ser vivo, ele precisa de oxigênio (utilidade), circulação (liquidez) e órgãos funcionando bem (fundamentos).

Sem isso… ele entra em colapso. Vamos discutir sobre isso, então vamos para mais um HODLEEEEEEER! 🌐💼🚀

Tokens são moedas em um ecossistema. Sem uso, perdem valor.

Um token é, em sua essência, uma moeda dentro de um ecossistema digital. Ele serve para acessar, incentivar, transacionar ou representar valor dentro de um protocolo, plataforma ou comunidade. 

Assim como o real ou o dólar dependem de uma economia que o aceite e o utilize, o token precisa de utilidade para manter seu valor.

Quando essa utilidade desaparece, seja porque o projeto fracassou, porque a tecnologia foi superada ou porque os incentivos foram mal desenhados, o token perde sua função. E se não há função, não há demanda. E sem demanda, o preço naturalmente colapsa.

Recentemente aconteceram alguns casos de bons projetos que viram o preço dos seus tokens simplesmente desabar 50, 60 ou até 90% em poucas horas.

Mas o que aconteceu? Golpe? De verdade, tem muitas causas e nem sempre serão golpes, deixa eu me aprofundar nas possibilidades.

Principais causas

Eu vou listar 3 grandes causas que mais acontecem no mercado e você deveria ficar de olho:

  1. Tokenomics mal desenhada

Grande parte dos tokens é construída com um modelo econômico insustentável. Prometem recompensas altíssimas (APYs de três dígitos), mas a forma como distribuem esses retornos é simplesmente imprimir mais tokens e colocá-los em circulação. O resultado é previsível: inflação.

Além disso, os cronogramas de desbloqueio de tokens frequentemente beneficiam insiders, investidores e fundadores, que despejam grandes volumes no mercado em momentos de alta. Quando isso acontece, o investidor de varejo descobre, tarde demais, que está sendo diluído sistematicamente.

PS.: Não faz sentido investir em tokens que não tenham um bom tokenomics ou que tenham alta inflação nos próximos meses. O projeto pode até ser bom, mas se investido no momento ruim, você tomará uma péssima decisão.

  1. Liquidez insuficiente e concentração

A liquidez de um token determina se ele pode ser comprado ou vendido sem grandes variações de preço. Quando a liquidez é rasa (baixo volume em exchanges) ou concentrada em poucas mãos (como VCs e equipes fundadoras), o preço é altamente sensível a qualquer movimentação.

Em alguns casos, uma única carteira é responsável por 20% ou mais do suprimento total. Um movimento de venda dessa carteira pode gerar uma cascata de liquidações.

Esse tipo de problema é recorrente em memecoins, como os tokens MAGA e TRUMP, que chegaram a cair mais de 40% em dias após grandes saídas de baleias.

PS.: Não faz sentido investir em tokens com baixa liquidez ou com alta concentração de tokens em poucas carteiras.

  1. Governança e Narrativa

O mercado cripto é movido por ciclos de narrativa. Um setor é colocado em evidência (AI, RWA, NFTs, L2s), o capital flui para os tokens associados e os preços sobem. Porém, quando a narrativa perde força ou o projeto falha em entregar o que prometeu, os preços despencam.

O token OM (Mantra) subiu mais de 600% com a narrativa de Real World Assets. Mas como o projeto não entregou produtos concretos, e insiders começaram a vender, a queda foi inevitável.

Embora muitos projetos se apresentem como descentralizados, a realidade é outra. A governança de tokens costuma ser concentrada em poucas carteiras, com decisões tomadas para beneficiar insiders. Isso inclui venda de tokens por parte de fundadores, alocação ineficiente de tesouros e mudanças de protocolo desfavoráveis aos holders.

O erro mais comum: só olhar o gráfico

A maioria dos investidores de cripto compra baseado em gráfico, narrativa e influência. Ignora desbloqueios, movimentações de carteiras relevantes, mudanças na governança ou fundamentos técnicos do projeto. Essa miopia informacional é o que transforma um investidor em presa fácil.

Existem ferramentas que permitem antecipar movimentos de quedas e vou te listar as que eu mais uso:

A diferença entre um holder amador e um operador inteligente está na atenção aos detalhes. O primeiro compra pela emoção. O segundo, pela lógica e análise.

Um organismo vivo

A maioria das pessoas acha que quedas bruscas de valor são exclusivas do mercado cripto. Mas isso não é verdade.

Muito antes de existir Bitcoin ou Ethereum, moedas tradicionais já colapsaram, deixando populações inteiras na miséria.

Um dos casos mais marcantes aconteceu em 1923, na Alemanha. Depois da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha estava destruída e cheia de dívidas. Para pagar, o governo começou a imprimir dinheiro sem parar. Era a solução fácil, rápida… e desastrosa.

O que aconteceu? Em poucos meses, o preço do pão passou de 1 para 200 bilhões de marcos. Trabalhadores recebiam salários 2 vezes ao dia — e corriam para o mercado antes que o dinheiro perdesse valor. Famílias inteiras ficaram pobres da noite pro dia.

As pessoas usavam cédulas como papel de parede ou para acender fogueiras. Era mais barato que comprar lenha. Resultado: a moeda perdeu completamente seu valor, e o país teve que criar uma nova.

O marco alemão colapsou porque o governo perdeu o controle sobre a emissão e a confiança. Exatamente o que acontece com muitos tokens hoje.

Um token ou uma moeda pode ser comparado a um ser vivo. Ele precisa de:

  • Oxigênio: utilidade real (uso no protocolo)
  • Circulação: liquidez saudável
  • Imunidade: governança bem estruturada
  • Cérebro: direção estratégica do projeto
  • Ambiente: um ecossistema favorável ao crescimento

Se um desses sistemas falha, o ativo adoece. Se vários colapsam, ele morre — mesmo que por fora pareça estar tudo bem.

O colapso de preço é o efeito, não a causa. Quando o preço cai, é porque o mercado já precificou o que você ignorou: a inflação do token, a falta de uso, a má gestão, a concentração de liquidez.

A sobrevivência no mercado cripto não exige genialidade. Ela exige atenção contínua, disciplina de análise e capacidade de adaptação. Se você não olhar nos detalhes, os detalhes vão te destruir.

⚠️ Gostou?

A maioria dos tokens não cai por acaso. Eles caem porque foram mal desenhados, mal geridos ou porque nunca tiveram utilidade real.

O erro está em comprar sem entender.
Sem ver a liquidez.
Sem saber quando os tokens vão ser desbloqueados.
Sem entender quem realmente está ganhando com esse projeto.

No mercado cripto, o preço é a última coisa a mudar.  Quando o gráfico desaba, o mercado já percebeu o que você ainda não viu. Não é sobre comprar na baixa ou vender na alta. É sobre entender o jogo — antes de entrar nele.

Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.

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Até a próxima edição!