O otimismo prevalece pelos lados do Bitcoin (BTC), que subiu quase 6% no fechamento da última semana e inicia esta segunda-feira (13) negociado a US$ 36,8 mil. Apesar dos conturbados movimentos econômicos dos Bancos Centrais, os ETFs dominaram as ações dos investidores, que passaram a ver uma possível entrada robusta de capital institucional. Com a bolsa de Chicago (CME) se tornando o maior mercado de derivativos da criptomoeda do mundo, o apetite de grandes empresas se torna inegável, colocando o BTC em uma posição privilegiada há poucos meses do próximo halving.
Riscos e volta atrás
As constantes flexibilizações de gastos e a impressão de dinheiro estão cobrando seus custos. A agência de classificação de risco Moody’s cortou sua expectativa sobre o crédito norte-americano de estável para negativa. Afinal, o país vai precisar de uma nova rodada de discussões para evitar uma nova paralisação dos serviços federais essenciais já no próximo dia 17. A corda, portanto, segue puxando, criando dúvidas sobre como o governo vai arcar com seus compromissos.
Já o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, teve seus famosos “5 minutos”. Nas últimas declarações, o mandatário do Banco Central norte-americano havia dito que a política monetária do país talvez já estivesse suficientemente apertada e por isso, era bem provável que novos aumentos de juros não fossem mais necessários.
O mercado, claro, comemorou, com a famosa garrafa de puro investimento de risco. Nem mesmo o posicionamento de outros representantes do FED contradizendo Powell foi o suficiente para encerrar a festa. Porém, com a caixa de som ainda bombando, ninguém esperava que tudo isso mudaria em apenas dois dias.
Em um debate sobre a situação econômica dos Estados Unidos, na última quinta-feira, Jerome Powell simplesmente mudou o discurso. Agora, ele citou a necessidade de cautela e que o FED não vai se privar em subir os juros se julgar necessário. Acha pouco? Ele disse ainda que talvez a política monetária do país não esteja restrita o bastante.
Mudar de opinião faz parte. Porém, não teve nenhum dado relevante que alterasse tanto o discurso. A realidade é que a volatilidade que a gente vê nas criptomoedas parece estar presente também nos representantes monetários norte-americanos.
Para o Bitcoin, o tom mais dovish – flexível – foi positivo, abrindo espaço para uma especulação de preços mais agressiva. Mas, apesar da correção com o fim da euforia e o “sentença” hawkish – restritiva –, a criptomoeda teve uma correção muito pequena de preços. Ao mesmo tempo, o ativo digital pouco se movimentou com o risco sobre a economia norte-americana. Com isso, pode-se entender que o mercado de criptomoedas está mais maduro e resiliente a essas pressões – inclusive, falaremos sobre isso mais à frente.
Falta muita força
Quem está pouco volátil, mas com uma tendência de baixa significativa é a economia da Zona do Euro. O bloco viu seu Índice Gerente de Compras (PMI) recuar para 46,5 – o menor nível dos últimos três anos. O indicador praticamente crava os pés em território de retração, ligando um bom sinal de alerta. Mas calma, pois nem tudo são problemas. Afinal, se tem algo que está mostrando sinais de controle é a inflação ao produtor (PPI), que segue em retração.
É interessante observar que, em relação às criptomoedas, a Europa não é a região que mais se destaca. Mas a falta de força da economia local – coincidentemente ou não – acompanha um crescente desenvolvimento e procura por fundos regulamentados que envolvam Bitcoin e outros ativos digitais. Assim, enquanto os Estados Unidos arrastam seu ETF, integrantes da Zona do Euro parecem mais avançados neste sentido, o que pode indicar uma preferência por outra classe de ativos no atual momento de fragilidade.
Pausa para respirar
Responsável pela produção de boa parte da matéria-prima do mundo, a China vem sentindo a pressão dos mercados externos, com mais uma contração em suas exportações. Na contramão, porém, as importações subiram no último mês. Essa redução na demanda, porém, parece estar beneficiando a inflação ao produtor (PPI), que recuou 2,6% no último mês.
Sendo a segunda maior economia do mundo e também segundo maior mercado ativo de criptomoedas, a China é um grande impulsionador ou depressor dos preços do Bitcoin. A situação econômica relativamente mais estável – principalmente comparada à Europa – tem mantido um equilíbrio entre renda fixa e participação de riscos. Mesmo com a proibição das criptomoedas por lá, as exchanges descentralizadas continuam mantendo o país como um dos maiores expoentes do setor cripto.
Recuperando terreno
Pelo Brasil, a economia mostrou que os últimos dados de baixa podem não ter passado de um respiro. O PMI de Serviços se recuperou da queda em setembro e alcançou 51,0 em outubro, totalmente em território de expansão, mesmo que modesta. Já a inflação deu avançou 0,24%, acumulando 4,82% nos últimos 12 meses. O grande responsável? As passagens aéreas. Porém, a queda nos preços da gasolina ajudaram a frear um pouco o avanço.
Para além dos indicadores, o Senado aprovou a reforma tributária. Entre as mudanças, estão a unificação de tributos, uma trava para impedir um aumento da carga e até cashback para famílias de baixa rende. Agora, o congresso vota a sequência do documento.
Uma pesquisa recente da Chainalisys mostrou que o Brasil ocupa a nona colocação no ranking global de adoção das criptomoedas. De fato, este mercado está aquecido no país, com as stablecoins apresentando um papel importante para a economia. Em relação à movimentação do Bitcoin, nosso país ainda não tem força para movimentar de forma substanciosa os preços. Mesmo assim, a economia controlada abre a chance para investimentos mais arrojados.
Primavera cripto
O mercado de criptomoedas vem apresentando um desenvolvimento interessante. O Bitcoin disparou seu preço, triscando os US$ 38 mil – valor não visto desde maio de 2022. O desempenho positivo parece sustentar bem a tendência de alta da criptomoeda de referência. O que de um lado positivo, pois mantém os investidores animados, mas levanta o tradicional alerta para correções, já que nenhum mercado sobe em linha reta.
ETFs vem ou não?
Se tem alguém que está ajudando o Bitcoin são os ETFs. A Bloomberg divulgou o calendário da Comissão de Valores Mobiliário dos Estados Unidos (SEC) com os próximos deadlines para a decisão dos 12 pedidos do fundo regulamentado em bolsa da criptomoeda. Todos eles estão marcados, no máximo, até a próxima sexta-feira (17).
O otimismo, porém, merece uma dose de racionalidade. E desculpem por isso! Mas como observamos na imagem, há ainda a possibilidade de mais dois deadlines, caso os reguladores norte-americanos assim desejarem. Então, muito bacana, temos datas, mas digamos que a galera de lá não está no maior dos piques para analisar estes documentos. Ou pelo menos não estavam.
Fato é que além do ETF de Bitcoin à vista, a BlackRock também jogou mais lenha na fogueira, com um fundo exclusivo para Ethereum (ETH). O produto ainda está com análise pendente, mas foi o suficiente para colocar o ETH acima dos US$ 2 mil mais uma vez e trazer mais capital para o mercado de criptomoedas.
Institucionais nos derivativos
Os ganhos recentes do Bitcoin também seguem uma perspectiva interessante no mercado de derivativos. Para se ter uma ideia, a bolsa de valores de Chicago (CME) se tornou o maior mercado de negociação de contratos futuros de Bitcoin do mundo, superando qualquer outra bolsa, inclusive exchanges de criptomoedas.
Alguns especialistas, inclusive, destacaram que este, sim, é o verdadeiro marco da adoção institucional dos criptoativos. A narrativa se faz valer com os dados da glassnode, que colocaram o mercado norte-americano como o maior consumidor e negociador de criptomoedas do mundo, seguido por Ásia e Europa.
Transações cautelosas
Apesar da alta de preços, uma dose de cautela não faz mal a ninguém. Até porque, nenhum mercado sobe em linha reta e, por isso, correções não só são processos naturais, como muito saudáveis para o mercado. Ao olhar para os dados on-chain, essa perspectiva de cuidado ganha mais corpo.
A reserva de Bitcoin nas exchanges segue seu viés de baixa de meses atrás, mas mostrou um pico de alta interessante. Este salto pode indicar que alguns investidores estão esperando a oportunidade para realizar seus lucros.
Fonte: CryptoQuant
Parte deste aumento nos depósitos pode estar vindo dos mineradores, que viram suas reservas caírem nos últimos dias. Este tipo de comportamento é comum para períodos pré-halving, enquanto os mineradores tentam aproveitar ao máximo a oportunidade para empilhar a criptomoeda e preparar as contas para um período em que menos BTCs estarão disponíveis.
Fonte: CryptoQuant
Entre suportes e resistências
Na análise gráfica semanal, o Bitcoin fechou sua quarta semana consecutiva de ganhos, rompendo o decote mais baixo do último padrão de ombro-cabeça-ombro (linhas azuis pontilhadas). Ao mesmo tempo, o preço rasgou a média superior da banda de Bollinger, o que pode coincidir com a necessidade de um ajuste de preços.
Caso se sustente acima dos US$ 37 mil, o próximo alvo seria a região dos US$ 42 mil e US$ 43 mil, o decote mais alto do último ombro-cabeça-ombro. Caso os bulls percam força, um teste próximo à última grande resistência (linha preta e topo do cup and handle) e da mediana da banda de Bollinger, em US$ 30 mil, poderia ser a válvula de escape.
Fonte: GoCharting, em 13/11/2023, às 8h45min.
Já nos indicadores adjacentes, o MACD sustenta suas linhas cruzadas para cima, mostrando a força dos bulls nas últimas semanas. Enquanto isso, o Índice de Força Relativa (RSI) aponta os 73 pontos, praticamente dentro do território de sobrecompra.
Conclusão
O amadurecimento do mercado de criptomoedas é evidente, e o apetite institucional está maior do que nunca. Com os volumes mais altos de negociação e a expectativa de uma entrada de capital cada vez maior, o Bitcoin vai se posicionando de maneira muito positiva para o próximo halving, estimado para abril do ano que vem.
Mais uma vez, porém, nenhum mercado sobe em linha reta. Por isso, cautela nas operações. Correções são normais e devem fazer parte do gerenciamento de risco de cada investidor. Como a análise técnica mostra, há espaço para o preço do BTC se desenvolver para ambos os lados. E é essa dualidade que pode pegar traders de surpresa.
PancakeSwap (CAKE) é uma das plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) mais conhecidas do mundo. Muito além de se comportar como uma exchange de criptomoedas, o ambiente oferece diversos produtos financeiros, como staking, farming, NFTs e até loterias, sem a necessidade de um agente centralizador.
Geralmente considerada uma opção para diversificação de portfólio, acompanhe o artigo com a gente e saiba o que é a PancakeSwap, como ela funciona, a utilidade do token CAKE e se, de fato, você deve ficar de olho nesta criptomoeda.
O que é PancakeSwap?
Lançada em setembro de 2020, PancakeSwap é uma plataforma de finanças descentralizadas, que conecta a oferta de diversos serviços financeiros entre os usuários e negociação de criptomoedas, sem que exista a necessidade de um agente centralizador para validar os contratos.
Diferente de outras plataformas DeFi, que tem sua casa principal a blockchain do Ethereum, a PancakeSwap opera na Binance Smart Chain (BSC), o que costuma dar uma vantagem técnica, como menores taxas e altas velocidades de processamento.
Criação da PancakeSwap
A PancakeSwap foi desenvolvida em meio ao hype e alta demanda por plataformas DeFi mais eficientes e acessíveis. O que começou como um ambiente para se investir em criptomoedas, começou a ganhar uma série de outras funcionalidades e produtos, criando, de fato, um ecossistema financeiro descentralizado.
Com esses novos recursos, a plataforma começou a brigar com outros big players desta indústria, se destacando diante de alguns concorrentes. Hoje, inclusive, o ambiente de negociação é um dos mais famosos e utilizados do mercado cripto.
Como funciona a PancakeSwap?
Embora tenha uma interface bastante amigável aos usuários, a PancakeSwap oferece muitos produtos diferentes, podendo deixar o investidor confuso sobre o que cada um deles representa.
Trocas de tokens: De imediato, a PancakeSwap funciona como uma exchange de criptomoedas, possibilitando a troca entre os usuários, sem que uma entidade centralizadora medie essas operações. Essa perspectiva só é possível graças ao uso de um modelo de formador de mercado automatizado (AMM), que utiliza pools de liquidez para facilitar as trocas.
Farming de criptomoedas: Com o farming, os usuários da plataforma podem depositar pares de tokens para fornecer liquidez aos pools e, assim, movimentar o ecossistema de negociação e os AMM. Como recompensa, os farmers recebem tokens CAKE como se fossem juros pelos seus empréstimos.
Staking de criptomoedas: Com a PancakeSwap, é possível ainda participar do processo de staking, em que o usuário trava uma quantia de tokens CAKE para auxiliar na validação de transações de diversas redes, recebendo mais criptomoedas como pagamento pelo trabalho.
Loteria: Uma novidade presente no protocolo é o serviço de loteria e sorteios descentralizados. Neste caso, a plataforma permite que você compre um ticket com suas criptomoedas e concorra uma quantidade ainda maior de tokens, caso seja sorteado.
NFTs: Com todas essas soluções, claro, que a PancakeSwap também iria se aventurar no mercado de NFTs. Lá, é possível não só armazenar seus tokens não fungíveis, como também você pode receber e negociar essa classe de ativos diretamente na plataforma.
O que é CAKE?
CAKE é o token nativo da PancakeSwap e desempenha um papel central na plataforma, com todos os produtos girando em torno de sua representatividade.
Versátil: O token CAKE pode ser utilizado como start de operação de staking, farming e até loteria, assim como a recompensa por essas ações, geralmente, estão lastreadas nesta criptomoeda.
Governança: Detentores de CAKE têm o direito de utilizar o token como governança. Isso quer dizer que em possíveis mudanças e atualizações da plataforma, os usuários podem ajudar a decidir, seja na aprovação ou rejeição da proposta.
NFTs: A negociação de NFTs também tem como token principal o CAKE, funcionando como uma “moeda local”.
Riscos da PancakeSwap
Como qualquer plataforma de DeFi que você queira realizar operações, a PancakeSwap também apresenta seus próprios riscos.
Volatilidade: O risco mais básico da PancakeSwap é a própria volatilidade do mercado de criptomoedas, apresentando, em alguns casos, oscilações de preços abruptas do token CAKE e outros negociados dentro da plataforma.
Liquidez: Por exigir a formação de um mercado a partir dos pools, existem, sim, alguns riscos de perda de liquidez, caso os pools sejam esvaziados.
Segurança: A PancakeSwap conta com diversas medidas de segurança. Não à toa, não há relatos de nenhum hack significativo na PancakeSwap. Mesmo assim, você deve sempre ficar atento ao comportamento da plataforma para evitar possíveis tentativas de phishing e furtos de ativos.
PancakeSwap: Gráfico e capitalização de mercado
A PancakeSwap é uma das plataformas de DeFi mais conhecidas do mundo. Por isso, seu token CAKE, embora não figure no top 10 criptomoedas com maior capitalização de mercado, está na 93º posição do CoinMarketCap, com um total de US$ 456 milhões.
Já o preço do CAKE teve sua mínima de preços logo em seu lançamento, sendo negociado a US$ 0,34. O all-time high veio em abril de 2021, junto com o último bull market. Na época, o token bateu os US$ 42,68. Com o inverno cripto, a moeda recuou, se aproximando de suas mínimas históricas.
Assim como qualquer criptomoeda, você deve fazer um estudo próprio e pesquisar bastante antes de investir em PancakeSwap. É importante notar, porém, que o ambiente é uma das plataformas de DeFi mais conhecidas no mundo e se mostra bastante segura.
O marketcap significativo mostra que há interesse por parte dos investidores, com seu token abrindo outras possibilidades de uso, além de rentabilidade. Mas, claro, todo mercado oferece seu risco, e a volatilidade deve ser acompanhada de perto e colocada no seu gerenciamento de risco.
Negocie CAKE na Foxbit!
Considerando sua relevância para o mercado de criptomoedas, o token CAKE costuma estar na lista dos especialistas. Pensando na diversificação de portfólio, este ativo fornece uma variedade interessante e pode, sim, ser considerado em uma composição de carteira.
CAKE está disponível para negociação na Foxbit Exchange para a compra em reais (BRL) e também na Foxbit Pro, para a negociação em stablecoins. Basta escolher a metodologia que mais se adapte ao seu modelo de operação.
Bem-vindos a mais uma edição eletrizante do “O HODLER”, sua bússola no vasto oceano azul das criptomoedas.
Hoje, nós vamos falar de um tema que tem capturado nossa atenção no mercado crypto: o investimento de capital de risco – famoso VC.
À medida que a era digital se desdobra diante de nossos olhos, duas frentes têm se destacado notavelmente: o capital de risco (VC) e as criptomoedas. Mas, o que acontece quando traçamos paralelos entre essas duas dinâmicas?
Vamos desvendar e entender como os VCs investem em estágios cruciais, como Anjo, Seed e Pré-Seed, e lançar luz sobre as lições que os investidores de criptomoedas podem extrair dessas estratégias.
Afinal, quando investimos em criptomoedas e tokens, estamos investindo em startups em seus estágios iniciais.
Respire fundo, abra sua mente e vamos juntos nesta imersão! 🌐💼🚀
🤔 Vamos começar do começo
Se você não entendeu nada, vou traçar um raciocínio. No mundo das startups, o investimento de capital de risco (VC) é um elemento fundamental. Startups inovadoras, frequentemente recorrem ao capital de risco para financiar suas operações, crescer e atingir a maturidade.
Tradicionalmente, investir em startups promissoras nas fases Anjo, Seed ou Pré-Seed tem sido um privilégio reservado para um círculo seleto: os investidores qualificados.
Estes são indivíduos ou entidades que possuem a experiência, conhecimento e, muitas vezes, o capital substancial necessário para mergulhar nas águas, às vezes turbulentas, das startups em estágio inicial.
Essa exclusividade muitas vezes deixa de fora pequenos investidores, que são igualmente apaixonados por inovação e desejam contribuir para o nascimento de novas soluções tecnológicas.
Então, entra o revolucionário mundo das criptomoedas.
✏️ Tokenização já começou e faz tempo!
Com o surgimento da Oferta Inicial de Moedas (ICO), e seus sucessores, como a Oferta Inicial de Exchange (IEO) e a Oferta Inicial Descentralizada (IDO), as barreiras tradicionais começaram a ser desafiadas.
Estes mecanismos inovadores de financiamento introduziram uma abordagem democratizada ao investimento, permitindo que uma gama mais ampla de investidores participasse do nascimento e crescimento de projetos inovadores.
Por meio da tokenização, empresas e projetos podem levantar capital vendendo tokens ou moedas, muitas vezes representando uma participação ou direito no projeto, para um público global.
Esta disrupção não apenas ampliou o acesso ao financiamento para startups em estágio inicial, mas também abriu as portas para que entusiastas, pequenos investidores e a comunidade em geral tivessem um papel ativo no suporte e direcionamento de inovações futuras.
Em essência, o mundo das criptomoedas está redefinindo o que significa ser um “investidor” e como o capital é levantado e distribuído na era digital. A democratização do investimento, trazida pela revolução das criptomoedas, é, sem dúvida, uma faca de dois gumes.
Por um lado, oferece oportunidades sem precedentes para investidores que anteriormente eram excluídos do círculo interno do capital de risco. Por outro, levanta uma questão pertinente: como o investidor médio, sem a experiência de investir em startups, pode navegar com segurança neste terreno notoriamente volátil e complexo?
💡 Vamos aprender com quem já fez
Para entender como os VCs operam, primeiro é importante reconhecer as fases de investimento:
Investimento Anjo: São os primeiros investidores de uma startup. Normalmente, são indivíduos que oferecem capital em troca de participação acionária ou dívida conversível.
Seed (Semente): Esta é a fase inicial, onde a startup já tem um protótipo ou MVP (Produto Mínimo Viável) e precisa de financiamento para desenvolvê-lo mais.
Pré-Seed: Uma fase ainda mais prematura que a Seed. Pode nem haver um produto, apenas uma ideia ou conceito.
Temos outras diversas fases como Series A, B, C, IPO, mas não cabe nesse momento. Vamos focar nesses 3 estágios iniciais.
Após conversas aprofundadas com diversos VCs e investidores especializados em fases iniciais, entendi suas estratégias centrais que guiam suas decisões de investimento.
E, ao que parece, o sucesso no mundo do capital de risco não é fruto do acaso, mas sim de uma combinação meticulosa de princípios e táticas. Aqui estão as principais estratégias que eles enfatizaram:
Diversificação: Como o antigo ditado diz, “não coloque todos os seus ovos em uma única cesta”. A diversificação é essencial para mitigar riscos. Ao espalhar investimentos por várias startups e setores, os investidores podem aumentar a probabilidade de ter pelo menos algumas apostas vencedoras que compensam aquelas que não vingam. A regra “1 em 10”: de 10 investimento apenas 1, dará retornos expressivos.
Pesquisa: O investimento em startups não é um jogo de adivinhação. Exige uma análise rigorosa, diligência prévia e uma compreensão profunda do mercado-alvo, da solução proposta e do cenário competitivo. Muitos VCs investem quantidades significativas de tempo e recursos para entender completamente o potencial de uma startup antes de comprometer capital.
Timing: Entrar muito cedo pode ser arriscado, mas entrar tarde demais pode significar perder uma oportunidade dourada. O timing é tudo. Determinar o momento certo para investir – quando uma startup está posicionada para crescer, mas ainda não atingiu seu pico de valorização – é uma arte que os melhores VCs dominam.
Pessoas: No final das contas, as startups são feitas por pessoas. E é a equipe por trás de uma ideia que frequentemente determina seu sucesso ou fracasso. Investidores experientes olham não apenas para o produto ou serviço, mas também para a equipe fundadora, sua visão, paixão, experiência e capacidade de adaptar-se e superar desafios.
Aí fica a pergunta: Você está fazendo isso?
Além disso, os fundos também olham a inovação da tecnologia, o tamanho e a potencial adoção do mercado são considerados, o cenário competitivo e entender o diferencial do projeto entre muitas outras informações.
⚠️ Alguns fundos e suas teses
1. Sequoia Capital
Grandes Investimentos: Apple, Google, Oracle, PayPal, LinkedIn, WhatsApp, Airbnb e muitos outros.
Lógica do Investimento: A Sequoia costuma procurar empresas que estão definindo ou redefinindo uma indústria. Eles têm um foco intenso na equipe fundadora, acreditando que grandes times constroem grandes empresas.
2. Andreessen Horowitz (a16z)
Grandes Investimentos: Facebook, Pinterest, Lyft, Slack, Coinbase, entre outros.
Lógica do Investimento: a16z busca inovação tecnológica e disrupção. Eles também são conhecidos por oferecer serviços de valor agregado aos fundadores, como ajuda com contratações, marketing e estratégia.
3. Accel Partners
Grandes Investimentos: Facebook, Spotify, Dropbox, Flipkart, Slack, entre outros.
Lógica do Investimento: Accel foca em startups que têm o potencial de se tornar marcas líderes. Eles acreditam em um enfoque hands-on, construindo parcerias profundas com fundadores para ajudá-los a crescer.
4. Benchmark
Grandes Investimentos: eBay, Twitter, Uber, Snapchat, WeWork, entre outros.
Lógica do Investimento: Benchmark procura empresas que têm potencial para dominar uma categoria. Eles valorizam a simplicidade e buscam startups que possuem uma proposta de valor clara.
5. Kleiner Perkins
Grandes Investimentos: Amazon, AOL, Compaq, Electronic Arts, Google, Netscape, Sun Microsystems, entre outros.
Lógica do Investimento: Kleiner Perkins procura inovações que vão mudar o mundo. Eles buscam mercados grandes que estão prontos para uma transformação tecnológica.
⚠️ Fundos cryptos para você monitorar
Vale lembrar que muitos fundos de VC estão agora ativamente investindo no mercado crypto e se um projeto passou pela due diligence deles, você deveria olhar.
Vou deixar uma lista para você fazer o trabalho de casa e acompanhar esses players.
Pantera Capital: Focado principalmente em ativos digitais e blockchain, é um dos fundos mais antigos e respeitados neste nicho.
Andreessen Horowitz (a16z): Um dos primeiros a adotar o mercado crypto. Seu fundo crypto se concentra em projetos inovadores em blockchain e criptomoedas.
Polychain Capital: Conhecido por investir em projetos inovadores no espaço de cripto.
Paradigm: Fundado por ex-membros da Coinbase e Sequoia Capital, este fundo foca em criptomoedas e blockchains.
Galaxy Digital: Fundado por Mike Novogratz, este é um banco de comerciantes dedicado a ativos digitais.
Blockchain Capital: Como o nome sugere, eles se concentram em projetos e empresas que operam no espaço blockchain.
Placeholder: Um fundo de capital de risco que investe em redes descentralizadas e protocolos de informação.
Electric Capital: Este fundo se concentra em moedas digitais e empresas em estágio inicial no espaço blockchain.
Dragonfly Capital Partners: Focado em investimentos em ativos digitais em todo o mundo.
CoinFund: Um fundo diversificado que investe em tecnologias de blockchain, moedas digitais e outros projetos relacionados.
Sequoia Capital: Outro fundo líder, investindo em várias startups de alto potencial.
Union Square Ventures: Investe tanto em startups tradicionais quanto em empresas blockchain.
⚠️ Gostou?
Espero que tenham gostado de mais uma news. Nesta edição exploramos a intersecção entre o mundo das criptomoedas e o investimento de capital de risco, destacando as estratégias e práticas que têm moldado o cenário de startups e inovações tecnológicas.
Ao entender como os VCs operam e ao observar as tendências emergentes no mercado de criptomoedas, os investidores estão melhor posicionados para tomar decisões informadas e capitalizar oportunidades.
À medida que o mundo digital continua a evoluir, é essencial permanecer atualizado, adaptar-se às mudanças e aprender com os líderes do setor. A jornada no universo das criptomoedas é repleta de desafios, mas também de oportunidades inigualáveis.
Mantenha-se informado, invista com sabedoria e continue navegando pelas águas dinâmicas do mercado crypto.
Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.
Se quiser me acompanhar, estou no Twitter e Instagram sempre analisando mercado e tendo alguns insights. Até a próxima edição!
Os bulls estão mostrando sua força na reta final de 2023, mantendo o Bitcoin (BTC) acima dos US$ 35 mil e impedindo uma típica correção de preços de períodos de forte alta. Com isso, o mercado pode se deparar com a difícil decisão de ser otimista ou pessimista demais. É nesses momentos que a análise técnica e on-chain ajudam a guiar você para decisões mais embasadas, mitigando os riscos e posicionando suas operações de forma mais assertiva.
A tendência é de alta
Desde novembro de 2022, uma tendência de alta tem se desenvolvido no Bitcoin, criando um canal ascendente de movimentação de preços. Para identificar a formação deste espaço, traçamos uma linha conectando as mínimas da semana de 21 de novembro de 2022 com a mínima da semana de 11 de setembro de 2023. Já a linha superior do canal foi projetada a partir da máxima da semana de 31 de outubro de 2022 e se alinhou de forma precisa com a máxima da semana de 19 de junho de 2023.
Essa ferramenta de canal nos fornece um nível de 50% entre as mínimas e máximas selecionadas. Após a aplicação do canal de alta, observamos que o nível de 50% atuou como suporte e resistência intermediária ao longo da tendência de alta.
Recentemente, o nível de 50% que atuava como resistência foi rompido de forma agressiva, aumentando a probabilidade de que o preço seja projetado para o topo do canal, onde encontramos uma região de preços de aproximadamente US$ 39 mil. Teoricamente, a linha do topo do canal pode funcionar como uma resistência significativa, uma vez que historicamente tem sido respeitada.
De acordo com os princípios da análise técnica, um rompimento da linha superior do canal pode sugerir que o preço está sobrecomprado, levando alguns investidores a realizarem lucros, o que por sua vez poderia resultar em um recuo na movimentação de preços. Isso foi evidenciado anteriormente no histórico deste canal, como visto entre as semanas de 13 de março e 17 de abril deste ano.
Como suporte inicial dentro desta estrutura, podemos considerar a linha de 50% do canal de alta, pois esses níveis de preço foram relevantes em várias ocasiões durante a tendência ascendente.
Lado a lado
Também observamos semelhanças entre a ação do preço atual e a ação do preço no início do canal. Em novembro de 2022, quando a alta começou, foram necessários três movimentos ondulares para que o preço alcançasse os níveis de preço no topo do canal. Um padrão semelhante foi observado no início da atual tendência de alta, que começou na semana de 11 de setembro.
Ao analisar a ação de preços, é fundamental levar em consideração o volume de negociação. Em ambos os períodos comparados, notamos um aumento no volume no início de cada terceira onda, com as velas apresentando movimentos de preços significativamente maiores em comparação com as ondas 1 e 2.
Neste contexto, também podemos observar a possível influência de um ciclo temporal, relacionando os dois períodos analisados. Por exemplo, na onda 1 no início do canal, tivemos um padrão de quatro velas entre a mínima e a máxima do movimento. A onda 2 foi composta por duas velas entre a máxima e a mínima, e a onda 3 durou seis velas antes de uma correção no preço.
No movimento atual, observamos que as ondas 1 e 2 são semelhantes em termos de períodos temporais. Dessa forma, a onda 3 do movimento atual, que atualmente está em sua quinta vela, pode se estender até seis velas, sugerindo uma possível continuação da tendência de alta na próxima semana.
Em busca de equilíbrio
Se o canal está construído, vamos, agora, analisar as informações das linhas de equilíbrio do Ichimoku no gráfico semanal, fornecendo insights sobre a tendência de preços do Bitcoin.
Uma observação inicial do gráfico revela que o preço está atualmente posicionado acima da região da “Nuvem” do Ichimoku, o que sugere um cenário positivo para o Bitcoin. A “Nuvem”, representada na coloração azul claro na imagem, é formada por duas linhas de equilíbrio essenciais.
A primeira delas é a Senkou Span B, que avalia os últimos 52 períodos, a partir da semana atual. A Senkou Span B, projetada para 26 períodos no futuro, continuará apontando para cima se o preço renovar as máximas da estrutura atual. Esse sinal indicaria um domínio total dos compradores sobre o mercado. Caso contrário, se o preço não atingir novas máximas, a Senkou Span B deve permanecer plana, marcando um nível de suporte na região de US$ 25,7 mil.
A segunda linha que compõe a “Nuvem” futura é a Senkou Span A, que avalia o equilíbrio entre 9 e 26 períodos de Tenkan e Kijun. Esta linha também aponta para cima, confirmando a tendência de alta da “Nuvem” futura. Essa indicação sugere que, em um contexto mais amplo, o cenário é favorável para investidores que estão posicionados para a compra a longo prazo.
O movimento ascendente da Senkou Span A é reflexo de toda a alta de preços que começou em março de 2023. A imagem a seguir ilustra esse reflexo. Nesse contexto, os operadores de Ichimoku devem interpretar que qualquer movimento de queda nos preços pode ser considerado uma correção da tendência de alta vista no gráfico semanal.
Para que essa retração seja avaliada como uma possível reversão de tendência, a Senkou Span A deve ser rompida para baixo. No entanto, antes de considerar uma reversão de tendência, será necessário realizar uma análise mais aprofundada da estrutura de preços.
As linhas de equilíbrio de 9 e 26 períodos (Tenkan e Kijun) estão atualmente planas, mas caso o preço renove as máximas da estrutura de preços, essas linhas apontarão para cima. Atualmente, elas estão se movendo em uma mesma região de preços. Enquanto o valor do ativo continuar a estabelecer novas máximas na estrutura local, os pontos de equilíbrio de 9 e 26 períodos continuarão a se renovar para cima, sinalizando que os compradores não apenas renovam máximas, mas também conseguem ajustar seus níveis de suporte para cima, mantendo assim uma gestão saudável.
A linha Chikou Span do Ichimoku, que representa o preço atual deslocado 26 períodos no passado, permanece dentro da “Nuvem.” Nesse cenário, a Chikou Span enfrenta uma resistência da Senkou Span B que precisa ser superada para que o preço atual tenha maior liberdade de movimento ascendente.
Apesar de vários indicadores sinalizarem continuidade na tendência de alta do preço do Bitcoin, a Chikou Span permanece em uma zona que sugere uma correção de curto prazo.
Possível descapitalização
Para uma análise mais aprofundada, vamos examinar o movimento ascendente do Market Cap do Bitcoin e considerar a possibilidade de uma correção em meio à entrada e saída contínua de capital. Embora o cenário permaneça positivo, é natural que ocorram períodos de correção em um mercado volátil como o das criptomoedas.
A linha de 50% do canal de alta, que temos acompanhado em relatórios anteriores, continua sendo um nível significativo de suporte. Esta região coincide com os mesmos níveis de dominância que foram recentemente rompidos para cima.
De acordo com a análise técnica, quando uma região de suporte ou resistência é rompida, é comum esperar um teste dos mesmos níveis para confirmar o sucesso do rompimento. No contexto atual do Market Cap do Bitcoin, o que estamos observando pode ser uma correção destinada a realizar esse teste mencionado.
É fundamental que os investidores estejam vigilantes no caso de um rompimento na direção oposta ao movimento anterior, pois isso poderia resultar no acompanhamento do preço do Bitcoin pelas consequências de uma queda na capitalização de mercado.
No entanto, ainda existem razões para otimismo e confiança entre os investidores. As linhas de equilíbrio do Ichimoku estão atualmente abaixo dos níveis de dominância e podem atuar como suporte relevante. Além disso, a “Nuvem” projetada no futuro no gráfico semanal do Market Cap ainda é positiva, com a Chikou Span acima dos níveis de capitalização. Todos esses fatores sugerem a possibilidade de uma retomada na entrada de capital.
É importante destacar que a redução na dominância do Bitcoin tem impulsionado o mercado de altcoins, proporcionando um cenário de alta em várias delas. Portanto, mesmo com uma pausa no movimento de alta do Bitcoin, o mercado de criptomoedas como um todo continua dinâmico e aquecido.
Limpando arestas
Vamos expandir nossa análise ao examinar o gráfico diário e verificar se o contexto de movimentação de preços está alinhado com o que observamos em períodos mais longos. Realizar uma comparação entre os gráficos diário e semanal nos proporciona uma visão mais abrangente da situação atual.
Enquanto identificamos um domínio de investidores que atuam na compra no gráfico semanal, observamos que, no intervalo diário, o indicador MACD (Moving Average Convergence Divergence) posicionou seu histograma abaixo da linha 0. Essa informação do MACD indica que o preço do Bitcoin no gráfico diário está consolidando e enfrentando dificuldades para superar as máximas da estrutura.
Simultaneamente, o indicador estocástico lento, que mede as oscilações de preço, iniciou um movimento descendente no gráfico diário, saindo de uma região de sobrecompra e se aproximando dos níveis de 50% do indicador. Vale ressaltar que tanto o MACD quanto o estocástico lento no gráfico semanal continuam a apontar para cenários positivos. Portanto, investidores estão monitorando de perto as reações de preço quando a linha do estocástico lento se aproximar dos níveis de 50%. Esse será o primeiro ponto de interesse na ferramenta de análise técnica.
O segundo ponto relevante a ser observado no estocástico será quando a linha do indicador se posicionar abaixo de 20, indicando uma região de sobrevenda. A análise desses dois momentos deve ser feita em conjunto com a ação do preço. Na prática, os investidores estarão procurando por gatilhos de entrada na compra com base nessas análises.
Em resumo, ao examinar os dois intervalos de tempo, notamos uma clara divergência entre o gráfico semanal e o diário. Enquanto o gráfico semanal sugere um cenário de alta contínua, o gráfico diário apresenta sinais de consolidação e possíveis correções. Essa divergência pode ser um ponto de atenção para os investidores, uma vez que a sincronia entre os diferentes prazos pode afetar o deslocamento do preço.
Rede pré-halving
A partir de agora, iremos explorar o indicador MVRV (Market Value to Realized Value) para obter informações sobre os dados de rede do Bitcoin, especificamente em relação ao valor de mercado em comparação ao valor realizado.
Atualmente, o MVRV está operando em torno de 1,69, com uma tendência ascendente. Um ponto de destaque no gráfico MVRV é a possível resistência que poderá ser encontrada nos níveis de 2,16. Ao comparar o período atual com os momentos que antecederam os halvings de 2016 e 2020, encontramos algumas similaridades dignas de destaque neste relatório.
No período anterior ao Halving de 2016, a linha do MVRV subiu até atingir os níveis de 2,16, seguido por uma correção mais acentuada antes de uma retomada de alta que culminou em um pico em 4,21 em 2017.
No período que antecedeu o Halving de 2020, observou-se um movimento semelhante ao de 2016, com uma ascensão que alcançou a resistência em 2,16. Em seguida, ocorreu uma correção mais profunda, em parte devido ao impacto da pandemia. Após essa correção, houve um novo impulso de alta, resultando na máxima de 3,96 em 2021.
Ao trazer esse contexto para o momento atual, observamos que a linha do indicador MVRV ainda não registrou uma correção tão profunda quanto a observada em períodos anteriores. Portanto, é importante que os investidores estejam atentos quando o MVRV se aproximar dos níveis de 2,16.
É claro que, além de monitorar o indicador MVRV, também será fundamental avaliar a ação do preço quando esses níveis de valor de mercado pelo valor realizado forem atingidos. Isso fornecerá informações adicionais.
A análise do MVRV oferece dados sobre a avaliação dos investidores em relação ao valor atual do Bitcoin em relação ao seu valor realizado, e a comparação com períodos anteriores pode ser uma ferramenta útil para identificar possíveis tendências de mercado.
Conclusão
Este relatório abrange uma análise da movimentação de preços do Bitcoin, considerando uma variedade de indicadores técnicos, informações do gráfico, dados on-chain e comparações com períodos anteriores. Nossa intenção é fornecer uma visão detalhada do estado atual do mercado de criptomoedas e suas possíveis direções futuras.
Ao examinarmos o gráfico semanal, observamos uma tendência de alta que se originou em novembro de 2022, com a construção de um canal ascendente. A linha do topo do canal é projetada para atuar como resistência relevante, e os investidores devem estar atentos a um possível rompimento dessa linha, o que poderia indicar uma sobrecompra e uma reversão de preços.
A análise do Ichimoku no gráfico semanal revela que o preço permanece acima da “Nuvem” e que as linhas de equilíbrio apontam para cima, sugerindo um cenário favorável a longo prazo. No entanto, a Chikou Span sugere a possibilidade de uma correção de curto prazo.
No Market Cap, observamos sinais de exaustão na movimentação ascendente, embora o cenário geral ainda seja positivo. A linha de 50% do canal de alta continua atuando como suporte significativo.
No que diz respeito à comparação entre os gráficos semanal e diário, observamos uma divergência. Enquanto o gráfico semanal sugere uma tendência de alta contínua, o gráfico diário mostra sinais de consolidação e possíveis correções. Esta divergência pode influenciar as decisões de investimento e requer monitoramento contínuo.
Além disso, ao analisar o indicador MVRV e compará-lo com períodos anteriores que antecederam os halvings de 2016 e 2020, notamos que o MVRV ainda não passou por uma correção tão profunda quanto observada em períodos anteriores. Investidores devem estar cientes desses níveis de resistência e considerar a ação do preço quando o MVRV se aproximar de 2,16.
Em resumo, o mercado de criptomoedas, com foco no Bitcoin, continua dinâmico e sujeito a movimentações significativas. A análise técnica e os indicadores oferecem orientação valiosa, mas é fundamental lembrar que o mercado é influenciado por uma variedade de fatores e pode mudar rapidamente.
Agradecimento
Gostaria de agradecer a todos que dedicaram seu tempo para ler este relatório sobre a movimentação de preços do Bitcoin. Espero que as informações e análises fornecidas tenham sido úteis.
Caso queira conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho, você também pode me encontrar em meu canal no YouTube e em meu perfil no Instagram.
O desenrolar da macroeconomia tem alimentado os investidores famintos pelo risco. Já que os juros norte-americanos podem estar equilibrados, e os títulos do tesouro podem perder parte de sua atratividade no curto prazo, o mercado se volta às ações e criptomoedas para aumentar a emoção. Para o Bitcoin (BTC), o ativo inicia novembro em busca do terceiro mês consecutivo de alta. Mas para os desavisados, nenhum mercado sobe em linha reta e, por isso, entender o fluxo do ativo pode ajudar você a tomar decisões precipitadas.
Chegamos ao fim do túnel?
Nem preciso dizer que a política monetária norte-americana foi e segue sendo o destaque no mercado, não é mesmo? Na última semana, o Federal Reserve confirmou a expectativa dos analistas, que apostavam na manutenção dos juros entre 5,25% e 5,5%. O discurso cauteloso do presidente do FED, Jerome Powell era também mais do que esperado. O mandatário deixou claro que cortar os juros não está nos planos agora.
Esse discurso era meio que esperado. Afinal, Powell não seria louco de sair por aí confirmando suas cartadas. Mas, desta vez, como um bom suspense, ele deixou um mistério no ar. A autoridade monetária comentou que, apesar da falta de discussão sobre um possível corte nas taxas, novos aumentos nos juros podem simplesmente não ocorrer mais. Fica a dúvida aí no ar agora!
Toda essa coragem do presidente do banco central por ter sido uma “previsão” dos dados do payroll – o status do mercado de trabalho do cidadão urbano norte-americano. Segundo o relatório, foram criadas 150 mil novas vagas de emprego, contra quase 300 mil esperadas. Isso pode ser um sinal de que o tão esperado desaquecimento do setor empregatício, enfim, está acontecendo.
Para o mercado de criptomoedas e o Bitcoin, temos notícias bastante importantes, portanto, para os próximos dias. Afinal, com uma queda nos juros, os títulos do tesouro dos Estados Unidos começam a pagar cada vez menos, conforme o dólar deva passar a se consolidar. Este é o cenário que os investidores de maior risco estavam esperando para sair de posições menos especulativas. Desta forma, podemos ver um fluxo maior de entrada de capital para o setor cripto e, consequentemente, um desempenho positivo dos ativos digitais.
Estável, mas daquele jeito
Enquanto a situação econômica é mais definida nos Estados Unidos, a Zona do Euro está longe de trafegar pelas famosas rodovias alemãs. A realidade é que há sinais de estabilidade no que se refere ao sentimento econômico dentro do bloco, indicando até um ligeiro otimismo. A confiança do consumidor também sua lateralidade, suportando a ideia de que este setor ainda está aquecido.
O respiro, porém, pode vir na forma de desaceleração da inflação. Galhau, um dos representantes do Banco Central Europeu (BCE), destacou a subida de 2,9%, em outubro, dos preços ao consumidor (CPI), contra 4,3% no mês anterior. Essa “trégua”, inclusive, coloca o BCE em uma posição semelhante ao Federal Reserve de que, talvez, os juros já estejam em um patamar elevado o suficiente para segurar os índices inflacionários.
Ao contrário dos norte-americanos, que talvez estejam mais interessados pelo risco, os investidores europeus podem se apoiar nas criptomoedas, mas principalmente no Bitcoin, como uma forma de proteger parte de seus patrimônios das oscilações governamentais e os conflitos geopolíticos atuais.
De olho na meta
Pelo Brasil, a discussão da vez é a meta fiscal para 2024. Entre a meta “zero” estipulada pelo governo, algumas divergências tomaram conta das análises, abrindo brechas para um possível “esticadinha” para 0,75% ou 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa flexibilidade é vista como necessária por alguns, mas tenebrosa para outros.
De certo mesmo é que a SELIC segue seu recuo. O Banco Central brasileiro divulgou, na última semana, o corte dos juros em 0,5%, totalizando, agora, 12,25%. Este patamar mantém o país ainda em um ambiente monetário bastante restritivo, mas algo que parece que não vai durar por tanto tempo assim.
Se isso já anima os investidores a começarem a se mostrar mais para ações de risco, a queda para 7,7% da taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro é um tempero extra para aumentar esse apetite.
Apesar da SELIC ainda ser alta, as criptomoedas têm sido um item de interesse dentro do mercado nacional. Com o cenário em expansão por aqui e uma economia mostrando sinais bons de equilíbrio, o brasileiro pode estar diante de um bom momento para fazer o famoso buy and HODL.
Vem novembro!
Agora, especificamente sobre o mercado de criptomoedas, o Bitcoin cravou seu tradicional “uptober”, acumulando ganhos de quase 29% no último mês. A abertura de novembro, por enquanto, está trazendo poucas novidades. “Apenas” um teste para romper os US$ 36 mil, mas que não está se sustentando por muito tempo. Com essa falta de força momentânea dos compradores, será que o mercado vai ter forças para engatar a terceira alta mensal consecutiva?
Fato é que as baleias de Bitcoin – investidores com alto volume de BTCs – estão mais ativas do que nunca. A quantidade de transações acima de US$ 100 mil atingiu seu pico anual. Isso aconteceu quando o preço da criptomoeda ultrapassou os US$ 35 mil recentemente, mostrando que as baleias podem estar otimistas ou, então, simplesmente organizando suas posições.
Para além da atividade dentro da rede, os dados on-chain ainda apontam que o cenário não poderia ser mais otimista aos HODLErs. No momento, mais de 80% dos detentores de curto e longo prazos de BTC estão registrando lucros. Porém, vale um alerta. Se tem ganhos, tem chances de realização, ou seja, venda. Para onde a pressão vai pender, difícil afirmar com certeza.
Um termômetro secundário importante vem do mercado de derivativos. A volatilidade recente levou a uma série de liquidações de ambos os lados, sejam de posições compradas ou vendidas. Essa maior instabilidade mostra que muitos investidores não só estão operando de forma alavancada, como também estão especulando de forma intensa a criptomoeda. Portanto, é importante ficar ligado a possíveis pavios nos candles do Bitcoin.
Gráfico grita alguns cuidados
No gráfico semanal do Bitcoin, os investidores precisam ficar bastante alertas para possíveis correções. O primeiro ponto é que a banda de Bollinger simplesmente está sendo ignorada, com o preço da criptomoeda acima da linha superior do indicador. Embora não seja algo tão raro assim, ou a banda ou o preço vão precisar se ajustar em algum momento.
Fonte: GoCharting, em 06/11/2023, às 8h42min.
Outro ponto que demonstra uma possível resistência é que os US$ 36 mil marcou o ponto mais baixo do decote do ombro-cabeça-ombro do último all-time high. Como o preço voltou rapidamente, este é um sinal de que os vendedores estavam bem posicionados nesta região.
Entretanto, correções são bem-vindas no atual momento de mercado. Inclusive, um teste dos US$ 31 mil não seria nada mal para dar mais corpo para a tendência de alta recente. Mesmo assim, os US$ 42 mil continuam como meta, caso os bulls consigam manter o controle das ações.
Entre os indicadores adjacentes, o MACD vai para sua terceira semana consecutiva com as linhas cruzadas para cima, sinalizando o domínio dos compradores. Enquanto isso, o índice de força relativa (RSI) encontrou equilíbrio nos 70 pontos, mas ainda em uma região muito próxima de sobrecompra.
Conclusão
Com o cenário macroeconômico cada vez mais desenvolvido, o apetite ao risco volta para o radar dos investidores, que enxergam nas criptomoedas uma boa oportunidade para diversificar o portfólio. O atual momento de alta do Bitcoin, inclusive, é um dos catalisadores para atrair ainda mais os investidores, no chamado período pré-halving.
Entretanto, como mostra o gráfico, nenhum mercado sobe em linha reta. Correções e testes de suportes fazem parte de um mercado saudável. Os derivativos, porém, podem ser responsáveis por alavancar a volatilidade e deixar a vida do investidor mais caótica. Porém, o aquecimento deste setor também é parte integrante da euforia dos momentos de ganhos. Por isso, take it easy nos próximos dias!