Os tipos de ordem de mercado são as regras pré-definidas para que você possa comprar, vender, limitar uma perda ou apontar um ganho máximo ao realizar algum investimento.
Essa metodologia está presente não apenas no mercado de criptomoedas, mas também no próprio ambiente tradicional, como a bolsa de valores.
Por isso, entender quais são os tipos de ordem de mercado e o que eles significam vai facilitar as operações e manter o gerenciamento de risco ainda mais assertivo.
Tipos de ordem de mercado
A ordem de mercado – ou ordem de serviço – é o mecanismo que permite você realizar a compra ou venda de um ativo.
Porém, dentre deste grande “guarda-chuva” há modalidades específicas para cada ação de negociação, como:
Ordem a Mercado (Market)
Ordem Limite (Limit)
Ordem Stop ou Stop-loss
Ordem Stop Limit
Ordem Stop Market
Ordem Stop Móvel (Trailing Stop)
Neste caso, as características podem indicar desde uma compra direta ou adição do interesse no livro de ordens até limitar possíveis perdas.
Embora presentes no mercado tradicional, esses mecanismos também estão disponíveis nas exchanges de criptomoedas, como veremos a seguir!
Ordem a mercado
A Ordem a Mercado estabelece a compra ou a venda imediata de uma quantidade específica de criptomoedas pelo preço de mercado daquele momento, ou seja, o valor de compra não é determinado pelo investidor que abriu a ordem.
Exemplo: você abre uma ordem a mercado para comprar 1 BTC. As ordens de venda abertas serão executadas até que se complete o volume desejado (1 BTC), sem que um preço tenha sido estipulado.
Ordem limite
Ao contrário da Ordem a Mercado, a Ordem Limite leva o investidor a apresentar um preço específico para que a negociação seja executada.
Na prática, se estabelece um preço mínimo ou máximo pelo qual o investidor está disposto a vender ou comprar uma criptomoeda.
Exemplo: você abre uma ordem para comprar 1 BTC por R$ 120 mil. As ordens de venda cujo preço do BTC é igual ou menor do que R$ 120 mil serão executadas até que o volume desejado seja completado (1 BTC).
Ordem stop ou stop-loss
A ordem Stop é uma ordem de compra ou venda que só é aberta quando o preço do mercado atinge um determinado valor estipulado pelo investidor (stop price).
Caso o preço atinja esse valor, a ordem stop é convertida em uma ordem a mercado (ordem stop market) ou limite (ordem stop limit), dependendo do que o investidor especificar.
Se o preço não atingir esse valor, a ordem stop não é acionada.
Esse tipo de mecanismo é utilizado para proteger de perdas e é comumente aberto em situações nas quais os investidores não conseguirão acompanhar o mercado por longos períodos de tempo – como em feriados – ou para negociar ativos muito voláteis, como as criptomoedas.
Stop Limit
Esse mecanismo é acionado quando o investidor quer abrir uma ordem de venda. Porém, essa ação só será adicionada ao livro de ordens, quando o ativo atingir um determinado valor pré- determinado pelo trader (stop price).
Por isso, além do stop, é preciso adicionar um segundo valor, o “limit price”, que será, de fato, o preço pelo qual a criptomoeda deverá ser vendida.
Exemplo: você abre uma ordem stop limit de venda de 1 BTC e estipula R$ 120 mil como o stop price e R$ 122 mil como o limit price. Caso o preço do Bitcoin chegue a R$ 120 mil, a ordem limite de venda de 1 BTC por R$ 122 mil será ativada, mas pode não ser executada imediatamente, caso não haja nenhuma ordem de compra por esse valor naquele momento.
Stop market
Semelhante ao Stop Limit, o Stop Market adiciona a ordem de mercado quando o valor do ativo atingir um valor estipulado (stop price) pelo investidor.
Por ser um tipo de ordem a mercado, o preço de venda não é determinado pelo trader, mas, sim, pelo apresentado pelo mercado. A ação pode, inclusive, ser executada abaixo do stop price.
Exemplo: você abre uma ordem stop market de venda de 1 BTC e estipula R$ 120 mil como o stop price. Se o preço do Bitcoin chegar a esse valor, a ordem limite para vender 1 BTC ao preço do mercado será ativada e executada imediatamente pelo preço do mercado.
Stop móvel (trailing stop)
Este é um tipo de ordem de mercado stop que define um percentual de variação em relação ao preço atual do mercado e, se o valor da criptomoeda no mercado cair a um percentual maior do que o definido, a ordem stop móvel se torna uma ordem a mercado ou limite, dependendo do que o investidor especificar.
Exemplo: o preço de um BTC no mercado está em R$ 120 mil, e o investidor define um trailing stop de 10%. Se o preço da criptomoeda cair 11% ou mais no mercado, a ordem será convertida em uma ordem a mercado ou limite, dependendo do que foi especificado. Se o preço de 1 BTC cair 10% ou menos ou se valorizar, o mecanismo não é acionado.
Outros tipos de ordem
Além desses tipos de ordem de mercado mais conhecidos e comuns nas plataformas de negociação de criptomoedas, há ainda outros mecanismos que ajudam o trader a gerenciar os riscos e potencializar possíveis ganhos, como:
Fill or kill
Uma ordem que precisa ser executada completa e imediatamente ou então é cancelada. O objetivo é garantir que o investidor entre na posição desejada e no preço desejado.
OCO (One Cancels Other)
Permite abrir duas ordens e estabelece que se uma delas for executada completa ou parcialmente, a outra é automaticamente cancelada. Essa opção permite ao investidor estabelecer metas de lucro e de perda para sua posição. Porém, ela só funciona às ordens limite..
Post only
Uma ordem limite que é apenas aceita quando não é executada imediatamente. Traders a utilizam para submeter apenas ordens passivas e, assim, garantir que ganharão uma parte da taxa da ordem ativa.
Uma ordem que não fica visível no livro de ordens. Traders a utilizam quando não querem informar o mercado de suas intenções ou quando não querem influenciar os outros participantes do mercado.
De olho nas APIs
Embora o conceito seja o mesmo, os nomes das ordens de mercado podem sofrer pequenas variações em diferentes exchanges ou com o uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).
Além de serem classificadas em diferentes tipos, as ordens também são divididas de acordo com seu tempo de execução em:
Ordem Passiva/Executada/Maker
Ordens que ficam aguardando no livro de ordens da corretora até serem executadas.
Exemplo: você abre uma ordem de venda de 1 BTC por R$ 120 mil. Ela será executada somente quando toda a quantidade especificada for vendida por uma preço igual ou melhor ao determinado .
Ordem Ativa/Executora/Taker
Essas são ordens de mercado que acabam por serem executadas imediatamente.
As taxas de ordens ativas normalmente são mais altas, porque não é preciso esperar pela execução.
Exemplo: você executa a primeira ordem de venda do livro de ordens, comprando a quantidade ofertada pelo preço especificado naquela ordem
Potencialize suas operações
Com os mais variados tipos de ordens de mercado, é possível ter um controle melhor sobre suas intenções em cada uma das operações.
Não só você consegue limitar possíveis perdas, como também pode ganhar um fôlego no lucro, caso o sentimento de alta seja maior do que sua análise tenha previsto.
Na Foxbit Exchange e na Foxbit Pro, você encontra plataformas completas e com os principais tipos de ordens para você ter a melhor experiência no trading de criptomoedas!
A Polygon 2.0 foi anunciada pela Polygon Labs. A empresa é responsável pela blockchain Polygon (MATIC) em meados de abril de 2023. A novidade é um conjunto de atualizações para modificar o antigo modelo da plataforma.
Anteriormente, a rede tinha como propósito ser uma solução de layer-2 (segunda camada) à blockchain do Ethereum (ETH). No entanto, com a atualização, a Polygon agora dá mais um passo para consolidar um ambiente “unificado” de “escalabilidade ilimitada.
Por outro lado, são muitas as mudanças estruturais apontadas pela blockchain. Dessa maneira, vamos entender o que é, o que muda e quais cuidados você precisa ter com a chegada da Polygon 2.0.
O que é a Polygon 2.0?
A Polygon 2.0 é um conjunto de modificações da rede Polygon original compiladas em uma única atualização técnica. Seu objetivo é criar o que eles chamam de “Cadeia de Valor” (Value Layer). Neste caso, a ideia é permitir a qualquer usuário criar, trocar e programar valores sobre seus conteúdos dentro da rede.
“A Internet democratizou o acesso à informação; a Camada de Valor democratiza o acesso à economia global. Ela permite finanças descentralizadas, propriedade digital, novos mecanismos de coordenação e muito mais. É a peça que faltava em uma Internet que atendesse aos usuários, não aos porteiros, caçadores de renda ou intermediários”, explica o anúncio oficial da Polygon Labs.
O que muda com a Polygon 2.0
Essa reestruturação da Polygon para a Polygon 2.0 é uma das mais agressivas já feitas na plataforma, trazendo mudanças significativas, como:
Arquitetura de protocolo
Tokennomics
Aspectos de governança.
Vamos nos aprofundar nesses tópicos logo abaixo!
Arquitetura
A arquitetura da Polygon 2.0 vai servir como um conector de cadeias alimentadas por Zero Knowledge (ZK). Isso vai permitir a validação de uma informação para o usuário por meio de uma declaração. Tudo isso, sem que dados adicionais sejam necessários para garantir sua veracidade.
“A rede pode suportar um número praticamente ilimitado de cadeias. E as interações entre cadeias podem ocorrer de forma segura e instantânea, sem segurança adicional ou suposições de confiança. Escalabilidade ilimitada e liquidez unificada“, comenta o documento.
Com isso, a Polygon 2.0 vai fornecer uso contínuo da zk-Ethereum Virtual Machine, Proof of Stakes e supernets tudo junto, como se o usuário estivesse usando uma única rede.
Próximos passos
Apesar da necessidade de votação, o portal da Polygon Labs publicou um calendário com datas importantes para que a comunidade possa acompanhar o desenvolvimento da atualização.
Ainda em junho, estão previstos para os dias 19 e 26 a divulgação de informações sobre a Polygon Proof of Stakes e a arquitetura e metodologia de staking, respectivamente.
Já para o mês seguinte, o site deverá anunciar detalhes sobre seu token e modelo de governança, nos dias 10 e 17.
Tokennomics
Recentemente, uma publicação da Polygon Labs cita a parte de tokennomics da rede. Além disso, o presidente do protocolo, Ryan Wyatt, também se pronunciou a respeito em seu Twitter. Contudo, a declaração não é clara. Isso porque o documento não traz nenhuma referência mais clara sobre quais serão as mudanças na economia da rede após a implementação da Polygon 2.0.
Por outro lado, ao contrário do que se poderia esperar, o texto diz que “nas próximas semanas, detalharemos cada componente do Polygon 2.0, abordando tópicos como o futuro da cadeia Polygon PoS, a utilidade e a evolução do token Polygon e a transição para uma maior governança comunitária do protocolo e tesouraria”
Governança
Assim como os tokennomics, há poucas informações sobre as possíveis mudanças do modelo de governança atual da Polygon. Há apenas o relato de que alterações serão realizadas.
Desta forma, o que se pode observar na publicação de Wyatt, é que a Polygon 2.0 vai promover uma “governança descentralizada de longo prazo“, sugerindo que mais players terão direito a votação no futuro.
Primeiramente, é importante entender que atualizações em blockchains são processos demorados e complexos. Isso porque é preciso que toda a comunidade acompanhe as alterações para se adequar às novas normas.
Nesse contexto, caso existam discrepâncias, alguns bugs, lentidão das transações e até mesmo problemas de operação do token atual MATIC podem ocorrer nos primeiros dias após o update.
Além disso, esses entraves podem, inclusive, afetar a negociação da criptomoeda nas exchanges. Isso pode se manifestar seja pela desvalorização ou alta valorização da criptomoeda, ou, então, por problemas no saque para carteiras particulares.
Portanto, muita atenção aos desdobramentos da Polygon 2.0.
Polygon 2.0: O que fazer?
Inicialmente, para os investidores, o principal impacto está na possível mudança de tokens nativos. Dessa forma, usuários que possuem MATIC devem ficar atentos às normas e procedimentos que os próprios desenvolvedores da blockchain Polygon vão disponibilizar em breve.
Por outro lado, as informações oficiais apontam que, caso a proposta seja consolidada, serão necessárias algumas ações técnicas, como o envio dos tokens MATIC a um smart contract específico para receber o mesmo volume em POL. Simultaneamente, os responsáveis pela rede sugerem que o tempo ideal para esta troca seria, no mínimo, de quatro anos.
Adicionalmente, os canais de comunicação da Polygon e até mesmo a sessão de “perguntas frequentes” (FAQ) apontam que não há necessidade em se fazer “nada” neste momento em relação aos seus tokens MATIC.
No entanto, updates de protocolo podem levar a instabilidades e potenciais riscos aos seus tokens e operações. Pensando nisso, para a segurança dos clientes, o time da Foxbit Exchange decidiu pausar temporariamente todas as operações de saque, depósito e trading da criptomoeda MATIC neste 13/10/2023, até que a atualização seja concluída e apresente uma versão estável!
É recomenda também que você acompanhe de perto os desdobramentos do update via fontes de notícias confiáveis, canais oficiais da Polygon e, claro, as redes sociais e blog da Foxbit Exchange! E caso tenha dúvidas sobre o processo de atualização da Polygon 2.0, chame agora mesmo nosso time de suporte para te auxiliar!
Apesar dos possíveis problemas que as atualizações de uma blockchain possam apresentar, os updates mostram que a rede está viva e caminhando para buscar soluções cada vez mais eficientes e escaláveis.
Por estar vinculada à segunda maior plataforma atualmente, no caso o Ethereum, a Polygon tem grande potencial de trazer desenvolvimentos relevantes e incentivar produções e aprimoramentos em outras redes.
BRC-20 é um protocolo experimental para tokens que operam na blockchain do Bitcoin (BTC).
Esse padrão ganhou destaque recentemente por simplesmente ter congestionado as transações de BTC e elevado consideravelmente as taxas cobradas pelos mineradores.
Apesar do “transtorno” e polêmicas, os tokens BRC-20 parecem oferecer uma nova solução e ampliação à famosa blockchain do Bitcoin.
O que é BRC-20?
O BRC-20 é um padrão experimental que permite a criação de tokens fungíveis dentro da blockchain da Bitcoin, a partir do protocolo Ordinals.
Inspirada no ERC-20, da rede do Ethereum, esta metodologia apresenta uma diferença técnica bastante fundamental: a ausência de smart contracts na cunhagem do token.
Embora ainda não exista uma funcionalidade clara, o BRC-20 é capaz de receber “inscrições” que dão atributos e características para aquele token.
Como funcionam os tokens BRC-20?
Os tokens BRC-20 são formados a partir de um código JSON (Javascript Object Notation) é adicionado em um satoshi – a unidade mínima de um Bitcoin.
Dentro deste token, então, estão funções executáveis que podem tanto realizar alguma ação dentro da blockchain ou ainda descrever suas características, como fornecimento, limite de cunhagem e identidade da moeda.
Apesar de inscrever essas atribuições “extras” aos satoshis tradicionais, a rede não consegue diferenciar o que é uma criptomoeda e o que é o um token BRC-20.
Assim, é possível utilizar essas moedas para transação entre usuários e até no pagamento de taxas da plataforma.
Como surgiu o BRC-20?
Para o surgimento do BRC-20, foi preciso, antes, a existência do protocolo Ordinals, que mudou muitas das perspectivas técnicas dentro da rede do Bitcoin.
O Ordinals foi desenvolvido por Casey Rodarmor, permitindo que NFTs (tokens não fungíveis) fossem criados dentro da mais valiosa blockchain do mundo atualmente.
A metodologia aponta um número sequencial para cada satoshi gerado na rede. A partir daí, é possível “inscrever” dados, como imagens, texto ou até vídeos, por meio de uma transação na cadeia de blocos.
É a partir dessas “inscrições” que o desenvolvedor anônimo, chamado de Domo, realizou testes sobre como atribuir novas funções, além das não fungíveis, aos tokens da rede do Bitcoin.
Possíveis aplicações para o BRC-20
Embora ainda não se tenha conhecimento de um uso muito claro para os tokens BRC-20, já existem algumas possibilidades sendo estudadas para essa tecnologia, como:
Transferências P2P
Tokenização
Finanças Descentralizadas
Novas soluções
Transferências P2P
Como comentado anteriormente, a rede não consegue distinguir um BRC-20 de um Bitcoin tradicional. Assim, é possível que os tokens se apropriem de algum tipo de valor e sejam usados para envio de valores entre usuários ou até mesmo pagamento dentro das taxas cobradas pelos mineradores para validar as transações da rede.
Tokenização
Por conta do JSON, é possível atribuir propriedades específicas a um token BRC-20, como fornecimento e limite de emissão. Assim, fica mais fácil a tokenização digital de ativos físicos. A ausência de smart contracts neste modelo, inclusive, poderia tornar ainda mais acessível esse processo.
Finanças Descentralizadas
As finanças descentralizadas (DeFi) ainda são a maior dificuldade de adequação à rigidez do Bitcoin. Por isso, a flexibilidade oferecida pelo BRC-20 poderia facilitar o processo de construção de plataformas DeFi, com trocas descentralizadas, protocolos de empréstimo e até mesmo uma paridade e ponte entre o Bitcoin e outras plataformas já existentes.
Novas soluções
Os tokens BRC-20 ainda estão engatinhando. Seu próprio desenvolvedor disse, no Twitter, que a metodologia é “inútil” e as pessoas não devem gastar dinheiro com este protocolo. Entretanto, a “brincadeira” abriu espaço para uma nova discussão técnica dentro da blockchain. Com isso, pode ser que novas soluções e desenvolvimento surjam e evoluam a rede.
Diferenças entre BRC-20 e ERC-20
Embora o BRC-20 seja inspirado no ERC-20, os tokens apresentam diferenças fundamentais entre si, sendo que a primeira e mais básica entre elas: onde operam.
No caso dos tokens BRC-20, sua operação é exclusiva na blockchain do Bitcoin, enquanto os ERC-20 são usados no Ethereum e nas redes EVM (Ethereum Virtual Machine).
Os ERC-20 funcionam a partir de contratos inteligentes, desenvolvidos a partir de uma linguagem de programação conhecida pelas EVMs, como a Solidity. Enquanto isso, os BRC-20 recebem apenas a inscrição feita por código JSON.
Ao falar sobre transações na rede, há também uma grande diferença. Afinal, os BRC-20 funcionam de forma paralela ao Bitcoin em si. Neste caso, uma transação de tokens pode ser aceita pela rede principal, mas rejeitada pela rede BRC-20. Por isso, uma não afeta a outra.
Em contrapartida, as operações realizadas via ERC-20 estão em constante conexão com a blockchain do Ethereum.
Desvantagens do BRC-20
Apesar da novidade, há, sim, algumas desvantagens bastante importantes em relação aos tokens BRC-20, como:
Desenvolvimento limitado: Por ser um ecossistema ainda muito novo, há poucos desenvolvedores sérios que trabalham em soluções BRC-20. Por isso, o que tem surgido muito recentemente foram as memecoins. Desta forma, em vez de trazer novidades, o protocolo pode ser tornar um lar de projetos pouco atraentes.
Taxas altas para transações: Por ser restrita à mainnet do Bitcoin, o alto volume de transações dos tokens BRC-20 pode levar a um aumento considerável da taxa de transação, tornando o envio e recebimento bastante caro e até mesmo lento, em determinados momentos.
BRC-20 congestionam rede do Bitcoin
Os tokens BRC-20 colocaram a rede do Bitcoin em uma verdadeira prova de fogo em relação a sua escalabilidade.
Em 7 de maio de 2023, a blockchain registrou um recorde de 4.373 transações processadas dentro de um único bloco. Entretanto, a rede tem sua capacidade limitada a 7 transações por segundo, muito menor do que sistemas tradicionais, como a Visa, que processa mais de 1,7 mil pagamentos por segundo.
Por isso, o Bitcoin possui soluções de layer-2, como a Lightning Network, que escalam o volume de transações fora da rede e permitem operações mais rápidas e baratas.
Mesmo assim, o volume registrado em 7 de maio foi muito além do que a rede principal poderia suportar de forma saudável, causando um congestionamento e um aumento considerável nas taxas cobradas pelos mineradores.
Neste momento, muitos usuários passaram a ter dificuldades em enviar Bitcoins para outras carteiras e até mesmo sacá-los de corretoras.
A concentração ocorreu pelo crescente hype em torno dos tokens BRC-20 e a possibilidade de geração de memecoins, como a Pepecoin (PEPE).
O evento levantou novamente a necessidade de a rede principal desbloquear e aumentar o limite de transações por segundo.
Vale a pena observar o BRC-20?
Os tokens BRC-20 são a ramificação de uma aplicação bastante importante para o Bitcoin: os Ordinals. Porém, a tecnologia ainda é muito recente e pouco se sabe sobre possíveis usos, vantagens e riscos.
Entretanto, o desenvolvimento de uma solução até então inédita para a maior blockchain do mundo, claro, apimenta as coisas e mostram que há sim espaço para crescimento e novas aplicações.
Resta saber, entretanto, como a comunidade e os desenvolvedores vão lidar com o novo protocolo e se isso será levado a sério para novos desdobramentos.
O Grupo Foxbit foi selecionado como uma das empresas participantes do Projeto Piloto Real Digital, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (BACEN), responsável por digitalizar a moeda nacional.
Por isso, a Foxbit se sente honrada em colaborar com parceiros que possuem grande expertise no setor financeiro e tecnológico, já que demonstra o reconhecimento do nosso papel fundamental na construção e desenvolvimento de soluções inovadoras para o sistema monetário e financeiro, como o Real Digital.
Nesta primeira fase, serão testadas funcionalidades de privacidade e programabilidade por meio da implementação de um caso de uso específico, envolvendo o protocolo de entrega contra pagamento (DvP) de título público federal entre clientes de instituições diferentes.
Objetivos do Projeto Piloto
O Projeto Piloto Real Digital está explorando as oportunidades proporcionadas pela integração entre a CBDC (Central Bank Digital Currency) e exchanges de criptomoedas.
Essa sinergia oferece vantagens significativas, como maior liquidez, fortalecimento da inclusão financeira, transações transparentes e avanços tecnológicos importantes.
Com este projeto, o Banco Central brasileiro pretende acelerar o desenvolvimento, adoção e amadurecimento dos ecossistemas criptográficos de CBDCs, se adequando e liderando as novas perspectivas futuras das finanças na era digital.
A implementação bem-sucedida do Real Digital, aliada às exchanges, permite a criação de um ambiente mais dinâmico e eficiente para novas iniciativas e desenvolvimentos no sistema financeiro atual.
Em um país com mais de 214 milhões de habitantes, cerca de 16% da população adulta seguem sem acesso a serviços financeiros de qualidade. Entre a pandemia e o início deste ano, porém, a bancarização teve um salto de 14%, impulsionado pelo desenvolvimento de novas tecnologias, como o PIX e digitalização dos bancos.
O desenvolvimento do Real Digital, portanto, é mais um passo em direção à democratização do acesso ao dinheiro e transações monetárias seguras, rápidas e baratas para toda a população brasileira.
O papel da Foxbit
Como uma das principais exchanges de criptomoedas do Brasil, e a única corretora selecionada para o projeto, a Foxbit está comprometida em fornecer sua experiência e conhecimento para aprimorar o desenvolvimento do Piloto Real Digital.
O CEO da Foxbit, Ricardo Dantas, comentou sobre os testes que serão desenvolvidos nesta etapa inicial. “Daqui para frente, este consórcio de empresas vai aplicar projetos em que serão testadas a DLT (distributed ledger technology) para o Real Digital. Serão aplicações de transações, como emissão, negociação, transferência e resgate, com clientes simulados. Por isso, não será aberto ao público, mas, no final desta fase, teremos uma ideia mais clara do potencial da tecnologia”.
Já nosso líder de produtos, Rodrigo Ikegaya, destacou os desdobramentos do projeto e do Real Digital. “À medida que governos e instituições financeiras exploram as implementações de CBDC, a colaboração com exchanges de criptomoedas pode acelerar o desenvolvimento, a adoção e o amadurecimento do setor”.
Com isso, a Foxbit segue em sua missão de educar e auxiliar o desenvolvimento de novas tecnologias, que permitam um acesso cada vez mais democrático aos setores criptográfico e financeiro às pessoas.
A Cardano (ADA) é uma das blockchains e criptomoedas mais inovadoras de sua geração, ampliando a tecnologia para oferecer serviços financeiros descentralizados (DeFis) e métodos de pagamento simplificados e baratos.
Para o desenvolvimento da rede, em 2015, os programadores utilizaram uma metodologia científica, um cuidado praticamente inédito para as blockchains da época.
Agora, a Cardano e seu token ADA ocupam um dos assentos mais altos da capitalização de mercado em todo o setor cripto, e seguem com constantes atualizações para aprimorar suas soluções.
O que é Cardano (ADA)?
Cardano é uma blockchain que oferece serviços e aplicativos de finanças descentralizadas, métodos de pagamento e transação de valores aos seus usuários, sejam eles individuais ou empresas.
Elaborada por Charles Hoskinson – presente no desenvolvimento do Ethereum –, a plataforma utiliza o algoritmo de consenso Proof of Stakes (PoS) para a validação das transações.
O registro das movimentações da plataforma ocorre em duas camadas distintas, responsáveis por diferenciar os tipos de transações que ocorrem na rede.
Seu aspecto técnico ainda oferece à Cardano uma flexibilidade maior se comparada com outras blockchains, permitindo a edição e modificação de smart contracts, além de atualizações mais rápidas e eficientes.
Vamos ver os detalhes do funcionamento da Cardano!
Como funciona a Cardano?
A Cardano é uma das primeiras blockchains a operar por meio do mecanismo Proof of Stakes. Essa metodologia permite que a segurança da rede seja mantida, sem um alto consumo energético.
Neste caso, os validadores travam seus tokens ADA em carteiras específicas para que eles sejam usados como garantia na validação das transações da rede.
Novas unidades da criptomoeda são depositadas na carteira deste usuários como forma de recompensa pelo auxílio à plataforma.
Além do mecanismo de segurança e validação, a rede oferece outras funcionalidades, como:
Camada dupla
Alteração de contratos
Hard Fork Combinator
Tendência à deflação
Cada uma dessas características levam a um funcionamento mais fluido e flexível da blockchain.
Todas as transações da Cardano ocorrem em sua blockchain. Porém, ela oferece duas camadas distintas para que as informações sejam enviadas: de liquidação e a computacional.
Por conta dessa “bifurcação”, a blockchain consegue manter as taxas separadas para esses dois tipos de transações.
Assim, um volume muito grande de movimentação de ADA não vai impactar as tarifas cobradas pelo registro dos contratos inteligentes, e vice-versa.
Alteração de contratos
Como a Cardano é uma rede com foco em produtos de serviços financeiros descentralizados e até mesmo bancários, os smart contracts são peças-chave em seu desenvolvimento.
Porém, sua plataforma em camada dupla não só distingue os tipos de transação na blockchain, mas ainda permite a edição desses contratos, sem que qualquer informação seja perdida ou burlada.
Desta forma, a Cardano e seu token ADA se tornam ainda mais acessíveis, pois conseguem atender as diferentes regulamentações financeiras e monetárias que cada país exerce sobre seus sistemas bancários.
Hard Fork Combinator
Em muitas blockchains, atualizações e mudanças nas regras geram um processo disruptivo, chamado de hard fork, em que a rede se divide em dois, dando origem a uma nova criptomoedas.
No caso da Cardano, entretanto, esses updates ocorrem de forma rápida, eficiente e tranquila dentro da rede, por meio do Hard Fork Combinator.
Como o próprio site da Cardano explica, este processo permite a combinação de protocolos, sem a necessidade de uma interrupção ou reinicialização da plataforma. Além disso, os validadores recebem a mesma cópia dos dados da blockchain, garantindo a segurança e acessibilidade das informações.
Também não é preciso que os usuários que operam para a rede atualizem simultaneamente suas blockchains, já que a falta do update não impede sua execução de blocos na plataforma.
Vantagens da Cardano
Com Bitcoin e Ethereum como referências, a Cardano surge para preencher diversas lacunas que essas duas grandes blockchains não conseguiram resolver e ainda oferece novidades pouco testadas, como:
Escalabilidade
Interoperabilidade
Longevidade
Projetos relevantes
Parte destas conquistas aconteceu graças a parceria com outras representantes da tecnologia, que ofereceram soluções de layer-2 para a rede.
Escalabilidade
Levar velocidade e taxas baratas é uma das maiores dificuldades das blockchains atualmente. Por isso, muitas apostam em soluções de layer-2 para resolver essas pendências.
No caso da Cardano, boa parte do problema de escalabilidade é resolvida pelo seu mecanismo Proof of Stakes para a validação das transações. Além da velocidade desse algoritmo, o custo energético é extremamente baixo, proporcionando uma validação limpa e sustentável.
Mesmo assim, a plataforma também trabalha com sua plataforma de segunda camada, chamada Hydra, que deve potencializar o número de blocos validados pela rede, em um menor tempo.
Interoperabilidade
As diferentes criptomoedas e projetos, geralmente, conversam entre si, a partir de seus protocolos únicos.
Entretanto, a Cardano aparece no cenário tecnológico permitindo que a blockchain consiga se comunicar e receber demandas de operações de outras plataformas criptográficas.
Atualizações são fundamentais para manter a rede segura, eficiente e, principalmente, capaz de oferecer novas soluções tecnológicas e financeiras.
Por isso, sua blockchain em camada e dupla e o hard fork combinator permitem que a rede ganhe cada vez mais estrutura e permaneça relevante por muito mais tempo, sem grandes turbulências.
Projetos relevantes
Recentemente, a Cardano passou a operar a stablecoin descentralizada lastreada no dólar Djed (DJED). Parte de seu lastro está nos tokens de reserva SHEN e na própria ADA.
Em oscilações do montante dessas criptomoedas, a cunhagem de novas unidades da stablecoin pode ser travada, garantindo sua paridade de 1:1 com a moeda norte-americana.
Preço da Cardano
Com mais de US$ 12 bilhões, o token ADA, da Cardano é, atualmente, a sétima maior criptomoeda em valor de mercado de todo o setor de moedas digitais, segundo dados do CoinMarketCap.
Seu preço inicial de negociação foi de US$ 0,23, chegando a uma mínima de US$ 0,03, em janeiro de 2019. Porém, a ADA atingiu seu all-time high (ATH) em setembro de 2021, quando foi comercializada a US$ 3,10.
Vale a pena comprar Cardano?
Considerada a terceira geração das criptomoedas, a Cardano é uma das blockchains mais inovadoras.do sistema, aumentando muito o leque de operações que a tecnologia pode oferecer.
Embora seu preço acompanhe, em parte, o desempenho do Bitcoin, a ADA é uma criptomoeda sempre destacada por analistas para fazer parte dos portfólios de criptoativos.
Você, inclusive, pode comprar ADA aqui na Foxbit Exchange!
Assim, seja você um investidor ou um entusiasta da tecnologia blockchain, vale a pena acompanhar os desenvolvimentos que a Cardano promete e, assim, ver de pertinho todas as inovações que a rede ainda vai trazer para o sistema financeiro.