Apesar de o Bitcoin (BTC) estar em baixa nesta segunda-feira, a criptomoeda segue presa em seu estreito canal de negociação entre US$ 29 mil e US$ 31 mil. Embora a movimentação lateral seja semelhante aos períodos pré-halving anteriores, a última semana apresentou pouquíssimas novidades macroeconômicas e criptográficas. A cautela maior vem dos resultados corporativos nos Estados Unidos, com algumas big techs não performando tão bem assim. Além disso, o foco já está na decisão da política monetária do Federal Reserve (FED) e Banco Central Europeu (BCE). Mas vamos dar uma olhada em tudo o que rolou e que está por vir e, assim, preparar possíveis negociações nesta semana.
Balanço Corporativo
Os encerramentos trimestrais são sempre agitados, principalmente quando empresas norte-americanas estão envolvidas. Embora os dados sejam divulgados pelas corporações em dias diferentes, o sentimento dos investidores já era de pessimismo. Afinal, a expectativa era de que os lucros do S&P 500 recuassem em 7%.
Em partes, a percepção dos analistas estava relativamente correta. A Netflix, por exemplo, viu sua base de assinantes crescer em 8% no segundo trimestre, enquanto a receita desacelerava em comparação com o início do ano.
Em um desempenho semelhante, a IBM surpreendeu com um forte lucro entre abril e junho, mas assistiu sua receita também recuar. Já a Tesla até apontou resultados positivos, mas Elon Musk foi cauteloso em relação às metas da empresa e destacou a paralisação parcial das fábricas para manutenção e atualização de equipamentos.
De olho na inflação
Com a reunião do FED já esta semana, o mercado começa a se movimentar em direção a um provável aumento de 25 pontos-base nos juros dos Estados Unidos. A perspectiva acompanha os recentes e batidos discursos da instituição de que pelo menos duas elevações na taxa devem ocorrer até o final do ano.
A inflação até pode estar vendo um alívio com a desaceleração das Vendas no Varejo em junho. Porém, a Produção Industrial também recuou, voltando a pressão para uma possível recessão, mesmo que leve, no país.
Junho
Projeção
Maio
Vendas no Varejo (mensal)
0,2%
0,5%
0,5%
Vendas no Varejo (anual)
1,49%
1,60%
1,96%
Produção Industrial (mensal)
-0,5%
0,0%
-0,5%
Produção Industrial (anual)
-0,43%
1,10%
0,03%
Seguro-desemprego (semanal)
228 mil
242 mil
237 mil
Combustíveis
Além dos percalços corporativos, as commodities também foram motivo de insegurança aos investidores. Fontes ouvidas pela CNBC disseram que a Rússia deve reduzir a exportação de petróleo entre 100 mil e 200 mil barris por dia em agosto.
A decisão vai em linha com a promessa do país em cortar a oferta junto à Arábia Saudita. Ou seja, a inflação pode balançar novamente com a restrição aos produtos de energia.
Do outro lado do oceano
Apesar dos esforços dos formuladores de política monetária, o núcleo da Inflação ao Consumidor (CPI) na Zona do Euro acelerou em junho. Em contrapartida, o indicador geral mostrou recuo na comparação com o mês anterior.
Junho
Projeção
Maio
CPI (mensal)
0,3%
0,3%
0,0%
CPI (anual)
5,5%
5,5%
6,1%
Núcleo CPI (mensal)
0,4%
0,3%
0,2%
Núcleo CPI (anual)
5,5%
5,4%
5,3%
Ao contrário dos analistas norte-americanos, que começam a pensar em uma pausa no aperto monetário, os dados sugerem que o Banco Central Europeu (BCE) vai ter ainda muito trabalho pela frente para recolocar a inflação de volta à meta de 2%.
Nada glorioso
Na China, importantes dados da economia local foram divulgados. O Produto Interno Bruto (PIB), por exemplo, apresentou uma expansão considerável de 6,3%. Entretanto, o número veio abaixo dos 7,3% esperados pelos analistas. Como relatado no último Satoshi Call, as Vendas no Varejo recuaram com força, enquanto a Produção Industrial seguiu seu avanço.
As perdas corporativas de grandes empresas, principalmente as do setor imobiliário, pressionaram o mercado por lá. Por isso, aumentaram as expectativas de que o governo chinês vai oferecer novos estímulos para o setor. Um deles já foi divulgado: a taxa de empréstimos de um ano permanecem com seus juros inalterados.
Lombadas no caminho
Pelo Brasil, ficam mantidas as perspectivas positivas em relação à queda da inflação e avanço da economia. Entretanto, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou, em junho, na comparação com maio.
Junho
Projeção
Maio
IBC-Br
-2,00%
0,00%
0,56%
Sem surpresas
Apesar de abrir a segunda-feira em queda e operando na parte de baixo do canal, a criptomoeda de referência segue estagnada entre US$ 29 mil e US$ 31 mil.
As explicações para o movimento lateral do BTC são diversas. Boa parte delas vem dos próprios dados on-chain. Eles mostram que 78% de todo o depósito recente de BTC nas exchanges foram feitos por especuladores de curto prazo.
Enquanto isso, as métricas apontam que os HODLErs seguem acumulando o ativo, inclusive, em um nível semelhante ao quando a criptomoeda estava em US$ 16,8 mil, US$ 24 mil e, agora, US$ 28 mil. Esses três pontos são considerados fundos importantes do recente ciclo de mercado.
A faixa de negociação estrangulada acompanha ainda um sentimento bastante curioso. Os detentores de Bitcoin que possuem grandes lucros não estão vendendo suas posições. Ao mesmo tempo, os investidores que registram prejuízo também permanecem com suas criptomoedas armazenadas, em busca de melhores preços.
Na realidade, as informações obtidas dentro da rede apontam que o HODL é a prática dominante há tempos no setor. Dos 14,52 milhões de Bitcoins disponíveis, 55% da oferta permaneceu inativa por pelo menos dois anos, enquanto 29% ficou armazenada por cinco anos ou mais.
Algumas quebras possíveis
Se os dados de rede sugerem que o mercado continuará estável, há dois fundamentos importantes que devem ser observados, pois podem levar a quebras de preços.
Um deles é que a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) aceitou o pedido de revisão de uma antiga solicitação de ETF de Bitcoin da Valkyrie. Já o segundo se refere ao halving do Bitcoin, que está há menos de um ano de ser acionado.
Pesa ainda na balança o halving da Litecoin – uma “concorrente” do BTC. O evento de corte na recompensa aos mineradores está estimado para acontecer daqui 12 dias.
Luz no fim do gráfico?
Há poucas mudanças no gráfico semanal para o Bitcoin. O preço continua apresentando baixa variação, enquanto os candles se posicionam muito próximos à linha de resistência. Interessante, porém, observar o comportamento da Banda de Bollinger. O indicador, que mede a volatilidade de um ativo, está cada vez mais estreito, porém, em rota de alta. Assim, os suportes podem ficar cada vez mais consolidados e altos. Ao mesmo tempo, o desenho de topo duplo permanece como uma possibilidade real de ser consolidado.
Fonte: TradingView, em 24/07/2023, às 8h33min.
Os indicadores adjacentes apontam para uma perda de força do MACD, sugerindo um possível cruzamento para baixo das médias móveis. No mesmo ritmo, o Índice de Força Relativa (RSI), apresenta ligeira variação para baixo, mirando os 57 pontos. Esses dois indicadores apontam para uma falta de força dos compradores neste momento de mercado.
Conclusão
Não foi desta vez que o mercado encontrou os gatilhos necessários para uma quebra da lateralização de preços do Bitcoin. O movimento atual, entretanto, é semelhante ao que aconteceu em 2020, no período pré-halving da criptomoeda de referência, com os HODLErs mostrando força excessiva para manter suas criptomoedas armazenadas.
Esta semana, porém, não há qualquer sugestão inicial de que o comportamento do BTC mude. Nem mesmo a divulgação de um aumento de juros nos Estados Unidos parece ter forças para quebrar a lateralização, como também aconteceu da última vez. Porém, semanas são semanas e cada uma pode reservar surpresas. Como apontado nos últimos relatórios do Satoshi Call e Variação de Mercado, cautela é a melhor amiga dos investidores mais arrojados e com maior fluxo de operações. Afinal, se tem uma coisa que o mercado não gosta é de incertezas.
O Bitcoin hoje é a principal referência no mercado de criptomoedas e tem atraído cada vez mais entusiastas e pessoas em busca de investimentos digitais.
A moeda virtual é, sem dúvida, a mais conhecida e valiosa do mercado atualmente, sendo, normalmente, a primeira escolha dos usuários que querem experimentar essa novidade.
Por isso, vamos falar sobre o valor do Bitcoin hoje, como você pode acompanhar a oscilação de preços e qual o posicionamento do ativo no mercado.
Acompanhe o preço do Bitcoin hoje
Para ficar por dentro do preço do Bitcoin hoje, é importante ter acesso a fontes confiáveis e atualizadas. Na internet, existem várias plataformas e ferramentas online que oferecem informações em tempo real sobre o valor da criptomoeda.
Uma das maneiras mais fáceis de se acompanhar o desempenho do BTC é por meio de exchanges de criptomoedas, como a Foxbit Exchange e a Foxbit Pro. Elas oferecem gráficos interativos e atualizados, permitindo que você visualize o histórico de preços e identifique tendências.
Também é possível acompanhar o preço do Bitcoin hoje a partir dos aplicativos para smartphones. Assim, você pode ficar de olho nas flutuações do ativo a qualquer momento do seu dia.
Além das exchanges, há outras plataformas que facilitam a visualização do desempenho das criptomoedas, como veremos abaixo.
Crypto Price
Crypto Price é uma plataforma da Foxbit que oferece uma visualização completa sobre o preço de diversas criptomoedas em tempo real.
No portal, é possível ainda analisar o comparativo de preços da moeda digital na Foxbit e em outros books globais, o desempenho do ativo nos últimos sete dias, um gráfico simplificado, o volume transacionado nas últimas 24 horas e a capitalização total de mercado das criptomoedas.
Coin360
Semelhante ao Crypto Price, o Coin360 faz um levantamento de quase todas as criptomoedas existentes no mundo e apresenta seu desempenho em uma espécie de mosaico – ou heat map.
Neste site, quanto mais alta a capitalização de mercado do ativo, maior será seu tamanho dentro do gráfico. Entretanto, é possível dar zoom nas blocos e buscar tokens de menor referência e preços.
TradingView
Uma das mais famosas plataformas para traders, o TradingView é um enorme agregador de informações gráficas e análises sobre ações de empresas globais, índices tradicionais e também criptomoedas.
Com esta ferramenta, você pode acompanhar o preço do Bitcoin hoje em diversos pares, como em dólar norte-americano, real brasileiro, yuan ou em relação a outras moedas digitais – Ethereum (ETH), Cardano (ADA), Tether (USDT), entre outras.
O que pode influenciar no Preço do Bitcoin?
É importante destacar que o desempenho do Bitcoin hoje ainda é bastante volátil. Por isso, fatores internos da própria criptomoeda ou externos, como eventos macroeconômicos, podem gerar influência sobre o preço do ativo.
Abaixo, você vai ver alguns dos principais elementosque afetam o valor do BTC:
Demanda do Mercado: A demanda por Bitcoin pode variar de acordo com eventos econômicos, regulatórios ou geopolíticos. Notícias positivas ou negativas podem ter um impacto significativo no preço.
Adoção Institucional: A entrada de instituições financeiras tradicionais no mercado de criptomoedas tem impulsionado a demanda por Bitcoin recentemente e pode influenciar seu valor.
Atividade nas Redes Sociais: O sentimento do mercado, muitas vezes refletido nas redes sociais, pode modificar a percepção dos investidores em relação ao Bitcoin e, consequentemente, seu preço.
Desenvolvimentos Tecnológicos: Avanços tecnológicos relacionados à segurança, escalabilidade e usabilidade do Bitcoin podem ter um impacto positivo no valor do ativo.
Regulamentações: Decisões governamentais relacionadas à regulamentação de criptomoedas podem causar flutuações no preço do Bitcoin.
Posição do Bitcoin hoje no mercado
Apesar de ter sido considerada, por muito tempo, uma ideia extremamente disruptiva e algo a ser evitado, o sentimento das pessoas e do mercado – principalmente o tradicional – mudou muito em relação ao Bitcoin hoje.
A criptomoeda deixou de ser um produto cyberpunk e se tornou uma realidade. Muitas empresas, bancos e especialistas consideram, inclusive, que sua tecnologia será responsável por desburocratizar e melhorar o sistema financeiro atual.
Governos também trabalham no desenvolvimento de suas próprias moedas digitais (Central Bank Digital Currency – CBDC), como forma de digitalizar suas moedas locais e seguir o ritmo da nova tecnologia financeira.
Impacto do Bitcoin nos mercados
Cada vez mais presente no dia a dia das empresas, os estabelecimentos comerciais estão adotando rapidamente o BTC como método de pagamento.
O Bitcoin hoje é aceito por diversas companhias globais, de grandes varejistas a pequenos negócios locais, o que tem contribuído para a popularidade da moeda digital.
Para aqueles que estão pensando em começar a investir em Bitcoin hoje, é importante lembrar que segurança é um dos principais fatores a serem considerados.
Por ser um mercado de volatilidade marcante, o gerenciamento de risco, por exemplo, vai auxiliar na proteção de suas finanças. Então, faça uma boa análise do quanto você pode e está disposto a comprar em criptomoedas.
Outro ponto a ser considerado é a plataforma em que você vai realizar as compras. Portanto, evite promessas de rendimentos extraordinários garantidos ou sites duvidosos que oferecem benefícios demais para serem verdade.
Ao buscar uma exchange, procure por empresas responsáveis, com tempo considerável de atuação no mercado, bom atendimento ao cliente, facilidade deoperação e histórico positivo, como é o caso da Foxbit Exchange!
Quer comprar Bitcoin hoje?
O Bitcoin é uma escolha interessante para quem quer diversificar seu portfólio de ativos. Afinal, em determinadas condições, a oscilação de preços da criptomoeda e suas características são capazes de gerar resultados nos curto, médio e longo prazos.
Mas para ter a melhor experiência do mercado de criptomoedas, mantenha-se sempre muito bem informado, estude os ativos e trace seus objetivos. Assim, você terá mais segurança para aproveitar as possíveis oportunidades que o Bitcoin pode oferecer.
Halving do Bitcoin é o mecanismo responsável por reduzir a emissão e volume em circulação da criptomoeda BTC, a partir das regras já estabelecidas em seu código original.
Com ciclo aproximado de quatro anos, o evento afeta diretamente a economia do ativo digital, principalmente a atividade dos mineradores.
Estimado para acontecer em abril de 2024, vamos mostrar neste artigo o que é, como funciona, para que serve, os impactos e o que você deve esperar do Halving do Bitcoin.
O que é halving do Bitcoin?
O Halving é o mecanismo responsável por reduzir em 50% a emissão de novos Bitcoins, mitigando os possíveis efeitos inflacionários de um grande volume em circulação da criptomoeda.
Essa geração de BTCs ocorre por meio das recompensas pagas aos mineradores, que analisam constantemente as transações realizadas na blockchain e mantém a segurança da rede.
Em paralelo com o mercado tradicional, os Bancos Centrais aumentam ou reduzem a emissão de suas moedas fiduciárias conforme necessidade econômica. Já a política monetária do Bitcoin é previsível e impossível de ser alterada, pois está escrita em um código de computador.
Seguindo a analogia, os Bancos Centrais podem imprimir dinheiro infinitamente e no volume que desejarem, se assim quiserem – isso, claro, sem considerar os impactos econômicos que essa atitude pode gerar. Em contrapartida, o Bitcoin tem uma emissão limitada de 21 milhões de Bitcoins. Esta taxa de geração é “fixa”. 6,25 BTCs são emitidos por bloco minerado atualmente.
Após o próximo halving do Bitcoin, esse valor será de 3,125 BTCs, conforme as diretrizes escritas no software.
Quando vai ser o próximo Halving do Bitcoin?
O Halving é um processo acionado a partir de um número exato de blocos mineradores na blockchain. No caso do Bitcoin, esse evento acontece após a inscrição de 210 mil blocos na plataforma.
Neste caso, os exploradores de blockchain podem nos dar uma boa ideia de quando será o próximo halving. O tempo médio atual para a geração de um único bloco na rede do Bitcoin é de 10 minutos, podendo variar de acordo com a dificuldade, quantidade de máquinas operando e poder computacional dos equipamentos.
De acordo com os dados e cálculos disponibilizados pelo portal BitcoinBlockHalf, o halving do Bitcoin deve acontecer em 26 de abril de 2024, às 7h, horário de Brasília – segundo visualização no momento da escrita deste artigo.
Entretanto, esta data pode ser antecipada ou postergada. Tudo isso, por conta da variabilidade presente na atividade de mineração, que pode ver o processo acelerar ou lentificar o processo.
Muito mais do que simplesmente cortar a emissão de novos Bitcoins em 50%, o halving funciona também como controlador de inflação e modulador de recompensa, conforme o projeto avança.
Legenda: Com o aumento do número de blocos minerados e acionamento de novos halvings, a emissão de BTC se torna cada vez menor e lenta.
No início do Bitcoin, a plataforma ainda era muito desconhecida. Por isso, a rede precisava oferecer incentivos maiores aos interessados em participar da mineração e, assim, alavancar a blockchain.
Como já previsto em código, a partir da consolidação e aumento de preços da criptomoeda, o valor da recompensa foi se adequando a um cenário em que, mesmo com uma emissão menor do token, esse montante “pequeno” ainda valeria a pena.
Quantos Bitcoins existem?
Assim como tudo o que acontece na blockchain, a emissão total de Bitcoin está definida, de forma imutável, em 21 milhões de unidades. A partir deste ponto, os mineradores vão receber “apenas” as taxas pagas para a realização de cada transação entre os usuários. Não mais as recompensas por bloco verificado.
92,5% de todo o suprimento de Bitcon já foi minerado, segundo os dados on-chain. Assim, restam a emissão de 1,5 milhão de unidades da criptomoeda.
Fonte: TimeChainStats, em 10/07/2023, às 14h19
Este volume pode parecer muito pouco se comparado ao supply total do ativo. Mas as previsões indicam que o último Bitcoin será gerado entre 2138 e 2140, de acordo com o agregador blockchain TimeChainStats. O halving é o grande responsável por esta “demora”.
O tão esperado halving do Bitcoin em 2024 não é novidade para quem acompanha esta tecnologia há algum tempo. Desde seu início, a criptomoeda já registrou outros três eventos deste tipo.
2012 -> 50 BTCs para 25 BTCs
2016 -> 25 BTCs para 12,5 BTCs
2020 -> 12,5 BTCs para 6,25 BTCs
2024 -> 6,25 BTCs para 3,125 BTCs.
Embora esses procedimentos atinjam apenas os mineradores que operam na blockchain, o histórico mostra que os investidores tendem a se beneficiar do processo de deflação da criptomoeda, como veremos a seguir.
Primeiro halving do Bitcoin
O primeiro halving do Bitcoin ocorreu em 28 de novembro de 2012. Este processo foi responsável por reduzir a recompensa inicial de 50 BTCs para 25 unidades.
Este foi, talvez, o evento que gerou maior tensão entre a comunidade, pois havia receio de que o corte pudesse retirar o interesse dos mineradores pela atividade, levando à morte da rede.
Entretanto, não só a rede se expandiu, como – coincidentemente ou não – o preço da criptomoeda disparou, exatamente um ano depois.
Fonte: TradingView
A criptomoeda era negociada a US$ 12 no dia do acionamento do halving. Em 28 de novembro de 2013, atingiu o pico de US$ 1.163,00 – uma alta que oscila de 10.400% a 11.200%, segundo dados da plataforma TradingView.
Segundo halving do Bitcoin
Com gatilho ativado em 9 de julho de 2016, o segundo halving cortou de 25 BTCs para 12 BTCs a recompensa aos mineradores.
Mais uma vez, o valor da criptomoeda registrou um avanço considerável nos 12 meses seguintes.
Fonte: TradingView
Neste período, a moeda digital saiu de uma máxima de US$ 682 até atingir os US$ 2.528,00, 365 dias depois. O movimento equivale a uma valorização de 270%. No ciclo todo, o salto de preços chega a 3.140%.
Terceiro halving do Bitcoin
Já o terceiro e “último” halving do Bitcoin, evidentemente, reduziu a emissão da criptomoeda de 12,5 BTCs para os atuais 6,25 BTCs, em 11 de maio de 2020.
Fonte: TradingView
Desta vez, a criptomoeda de referência foi de cerca de US$ 8.000,00 para US$ 59.600,00, com valorização de quase 500%, em 12 meses. Com seu topo em US$ 69 mil, a subida chega a 750%
O que esperar do próximo halving?
Como comentado aqui, o halving é um evento que afeta diretamente os mineradores. Afinal, o corte é na emissão e, consequentemente, recompensa paga pelo trabalho de validação dos blocos na rede.
Entretanto, como você pode ver no histórico acima, o impacto deste processo parece reverberar no preço das criptomoedas, atingindo HODLErs, traders e outros investidores deste mercado.
Embora não seja possível determinar que o halving leva ao aumento de preços do Bitcoin como uma “causa e reação”, há uma lógica por trás que eleva a expectativa dos detentores do ativo para uma possível alta de preços.
Com a narrativa de ser o ouro digital, o BTC possui entre suas características uma emissão limitada. O volume do token em circulação no mercado tende a diminuir. Afinal, menos moedas são geradas, conforme os halvings acontecem. A oferta disponível é, então, reduzida, e o ativo se torna ainda mais escasso no mercado.
Desta forma, assim como o ouro tradicional, o Bitcoin se comportaria da mesma forma, como uma moeda universal, funcional, mas cada vez mais rara.
Ao juntar esta perspectiva técnica com o histórico, o momento pré-halving costuma ser um período de acumulação da criptomoeda até que os efeitos do processo de escassez e deflação sejam sentidos pelo mercado.
Mas, como apresentado acima, nenhuma decisão de compra ou venda deve ser pautada apenas por um evento. É preciso um estudo criterioso e assertivo para compreender as possibilidades de avanço ou recuo de preços.
No halving de 2020, por exemplo, o Bitcoin apresentou uma forte correlação com as ações das big techs – empresas de tecnologia. Observamos este mesmo desempenho no halving de 2016. Assim, qual desses dois ou mais eventos foram os responsáveis pela valorização da moeda digital?
Preparado para o halving?
Com menos de um ano para a ativação do próximo halving, os investidores começam a fazer seus movimentos, seja de venda – apostando na queda da criptomoeda – ou de compra – aqueles que esperam a repetição do período prolongado de alta.
Se você pretende comprar Bitcoins até lá, precisa fazer isso em uma exchange confiável, auditada e com o mais alto nível de segurança.
Na Foxbit Exchange, você tem acesso ao BTC e a mais de 80 outras criptomoedas para compra e venda.
Bem-vindos à mais uma edição do “O HODLER”, a melhor newsletter do mercado crypto brasileiro.
Hoje é dia de falar sobre algumas das principais narrativas do mercado: as Layers 2 e seus respectivos projetos.
Como o foco aqui é ter bons resultados, vamos atrás deles porque essa briga vai ser boa e nós, meros mortais, podemos aproveitar desse momento de mercado para escalar de outras formas.
Os 3 projetos que vamos ver aqui já estão consolidados e são as grandes apostas de Venture Capitals para ser a grande aceleração de adoção de tecnologia.
Vamos cair de cabeça nessa narrativa e nos projetos.
🤔 O que são Layer 2s?
Para quem não sabe nada, vamos começar do começo. Imagine que a blockchain é uma rodovia principal com uma única pista de sentido único.
Cada transação é como um carro que precisa viajar ao longo desta rodovia. Quando há muitos carros (transações), a rodovia fica congestionada, o que leva a atrasos e custos mais altos (taxas de gás).
Agora, imagine que as soluções de segunda camada (Layer 2) são como estradas secundárias ou vias expressas que são construídas para ajudar a aliviar o congestionamento na rodovia principal.
Essas estradas secundárias permitem que mais carros (transações) se movam ao mesmo tempo, sem ter que congestionar a rodovia principal.
As soluções de segunda camada, ou Layer 2s, são parecidas com isso. Elas são tecnologias que aumentam a capacidade de processamento de transações de uma blockchain sem comprometer a segurança.
Elas são projetadas para resolver problemas de escalabilidade que são comuns em muitas blockchains de primeira camada, permitindo que mais transações sejam processadas de forma mais rápida e a um custo menor.
💡 Narrativa como tese
Os principais pontos para essa tese de narrativa são a da escalabilidade e a redução de custo.
As blockchains de primeira camada, como o Bitcoin e o Ethereum, têm limitações de escalabilidade. Elas podem processar apenas um número limitado de transações por segundo, o que pode levar a tempos de transação lentos e taxas elevadas quando a rede está congestionada.
As soluções de segunda camada oferecem uma maneira de aumentar a capacidade de transação dessas redes sem comprometer a segurança.
Ao processar transações fora da cadeia principal, as soluções de segunda camada podem reduzir significativamente as taxas de transação. Isso pode tornar as transações de blockchain mais acessíveis e viáveis para uma variedade de usos, desde micropagamentos até transações de alto valor.
Fora ainda o processo de inovação que as soluções de segunda camada abrem. Elas podem suportar uma variedade de aplicações e serviços, como jogos e mercados de NFT ou finanças descentralizadas (DeFi) e contratos inteligentes mais complexos.
⚠️ Optimism e sua Superchain
Optimism é uma solução de segunda camada que usa uma tecnologia chamada Optimistic Rollups para aumentar a capacidade de transação da rede Ethereum.
Optimistic Rollups são uma solução de escalabilidade que executa transações fora da cadeia principal e, em seguida, posta o resultado na cadeia principal, permitindo um maior throughput de transações com um custo menor.
Em outubro de 2022, Optimism introduziu o OP Stack, uma pilha de desenvolvimento de código aberto que alimenta o OP Mainnet. A ideia do Superchain foi introduzida e se refere a um grupo de blockchains de segunda camada (L2) construídos no OP Stack.
O Stack consiste em vários componentes de software (ou seja, bibliotecas de código) que juntos formam o L2 rollup do Optimism e podem ser usados para criar blockchains L2 altamente personalizáveis. Essencialmente, o objetivo é simplificar a criação de blockchains L2.
A atualização Bedrock, lançada em 6 de junho de 2023, foi a primeira versão oficial do OP Stack e trouxe várias melhorias-chave. Isso inclui taxas mais baixas, tempos de depósito reduzidos em 70%, melhores modularidade de prova e desempenho do nó.
O próximo passo após a atualização Bedrock vai permitir que o Optimism se atualize para o Superchain. A cadeia de rollup L2 do Optimism é o primeiro membro do Superchain.
A próxima Base L2 da Coinbase será o segundo membro, com um anúncio de mainnet esperado para este ano. A Worldcoin também se comprometeu a construir no OP Stack, após levantar US$ 240 milhões. A BNB Chain também anunciou o testnet para opBNB, sua cadeia L2 compatível com EVM baseada no OP Stack.
O objetivo final é um “Superchain” composto por uma rede de rollups construídos usando o OP Stack. Este ecossistema de cadeias interoperáveis compartilhará infraestrutura de sequenciamento, prova e ponte, promovendo uma comunicação perfeita entre as redes.
Atualmente, o Optimism é a terceira Layer 2 por Valor Total Bloqueado (TVL), mas com a visão e os parceiros já construindo no OP Stack, não seria surpreendente vê-lo se tornar o líder nos próximos anos.
Muitas pessoas estão otimistas com o Arbitrum e subestimando o Optimism. A chegada de bases de usuários da Coinbase e Binance é enorme, e acredita-se que isso seja apenas o começo.
👀 Arbitrum
Arbitrum é outra solução de segunda camada que usa uma tecnologia chamada Arbitrum Rollups para aumentar a escalabilidade da rede Ethereum.
Semelhante ao Optimism, Arbitrum executa transações fora da cadeia e, em seguida, posta o resultado na cadeia principal. No entanto, Arbitrum usa uma abordagem ligeiramente diferente para resolver disputas que podem surgir durante o processo.
O ecossistema Arbitrum é composto por:
Arbitrum One: O rollup central do ecossistema.
Arbitrum Nova: Segundo rollup para projetos com altas expectativas de volume de transações.
Arbitrum Nitro: Pilha de software que alimenta o L2 do Arbitrum.
Arbitrum Nova é uma sidechain com taxas de gás até 90% menores em comparação com o Arbitrum One. Embora ofereça menor segurança, o Arbitrum Nova é ideal para jogos, aplicações sociais e outras aplicações de alta largura de banda. Opensea e TreasureDAO recentemente lançaram marketplaces no Nova.
Em março de 2023, o Arbitrum, assim como o Optimism, introduziu um framework de código aberto disponível para todos. É chamado de “Arbitrum Orbit” e permite a criação e implantação de L3s sem a necessidade de permissões ou aprovações formais.
A diferença entre o OP Stack e o Arbitrum Orbit é que os L3s serão construídos em cima do Arbitrum One, enquanto as cadeias OP (L2s) serão redes independentes compartilhando segurança entre si.
Já na parte técnica, a diferenciação entre as duas cadeias é que o Optimism usa provas de fraude de uma única rodada, enquanto o Arbitrum usa provas de fraude de várias rodadas.
Utilizando a tecla SAP e em termos simples, isso significa que o método do Optimism é mais rápido, mas potencialmente mais caro devido às taxas de gás mais altas, pois é executado no L1. O método do Arbitrum leva mais tempo, mas é mais econômico.
Além disso, o Optimism usa a Ethereum Virtual Machine (EVM), enquanto o Arbitrum tem sua própria Arbitrum Virtual Machine (AVM). Isso significa que a linguagem de programação do Optimism é limitada ao Solidity. O Arbitrum suporta todas as linguagens de programação EVM.
Será ela a rainha das L2? Calma, que tem uma terceira nessa história.
Polygon é uma plataforma dedicada a melhorar a escalabilidade do Ethereum, um objetivo que eles alcançam utilizando diversas soluções. Seu produto principal é a sidechain Polygon PoS, que atualmente lida com 2-3 milhões de transações diárias de 300-400 mil endereços.
O Polygon tem sido adotado por uma variedade de projetos devido à sua flexibilidade e fácil integração com a rede Ethereum e dentre os apresentados é o que eu mais gosto.
Polygon também se aventurou na tese de app-chain, lançando a sua própria solução: Supernets, que permite aos desenvolvedores estabelecerem app-chains personalizáveis.
Além disso, o zkEVM do Polygon, sua solução de ZK-rollup equivalente ao EVM, teve sua estreia na mainnet no final de março e desde então acumulou mais de 177 mil endereços únicos e 20-50 mil transações diárias.
A Polygon 2.0 é a mais recente adição à sua esteira de produtos L2 e busca unificar essas plataformas para criar uma experiência de usuário perfeita. Concebido como um conglomerado de cadeias L2 alimentadas por tecnologia ZK, o Polygon 2.0 utiliza um protocolo único de coordenação cross-chain para interoperabilidade perfeita entre o zkEVM, PoS e Supernets do Polygon.
⚠️ Oportunidades e risco
Em resumo, as soluções de segunda camada são uma área emergente e promissora de inovação no espaço das criptomoedas.
Temos outros diversos projetos como a BASE, a MANTLE, a BNB e a ZKSynk que podemos abordar nos próximos reports. Mas preferi focar nas 3 principais do mercado.
Só esses projetos têm a probabilidade de apresentar 3x de crescimento nos próximos 12 meses.
Polygon é visto como o principal L2 e, na minha visão, tem a Optimism como sua rival.
As duas estão com foco em adoção em massa e já fecharam muitas parcerias importantes com empresas da Web 2, trazendo milhões de usuários.
Por outro lado, o Optimism está correndo atrás do tempo perdido e trazendo a Coinbase, Binance e outras entidades com uma grande rede de instituições.
No entanto, como com qualquer nova tecnologia ou tendência de investimento, é importante que cada um faça sua própria pesquisa e entenda completamente os riscos antes de se envolver.
⚠️ Gostou?
Espero que tenham gostado de mais uma news.
Fique atento às próximas edições de “O HODLER” para acompanhar as novidades do mercado e se manter informado sobre as tendências e oportunidades no mundo das criptomoedas.
Se quiser me acompanhar, estou no Twitter e Instagram sempre analisando mercado e tendo alguns insights.
As Hardware Wallets representam o nível máximo de segurança para você armazenar suas criptomoedas, sem riscos de roubos, esquemas ou ataques de cibercriminosos.
Essas carteiras, que lembram muito um pendrive para computador, são mais um entre os diversos modelos de armazenamento de moedas digitais disponíveis.
Entretanto, no comparativo, as Hardware Wallets possuem características únicas, oferecendo uma camada de proteção que nenhuma outra carteira consegue implementar.
O que são hardware wallets?
As hardware wallets – carteiras de hardware – são dispositivos pequenos que se assemelham a um pendrive com uma pequena tela digital para a apresentação de informações.
Ao contrário dos tradicionais dispositivos, essas carteiras são projetadas para funcionarem exclusivamente para armazenar e transferir criptomoedas. Assim, não é possível adicionar nenhum outro arquivo nelas ou instalar softwares.
Só aí, já vemos uma camada de segurança bastante importante para esse tipo de carteira, contra possíveis vulnerabilidades.
Em meio a tantos modelos, as Hardware Wallets estão no grupo das que realizam o armazenamento frio. Isso quer dizer que elas nunca se conectam à internet.
Este é outro elemento que adiciona proteção às criptomoedas, já que diminui consideravelmente a probabilidade do dispositivo ser acessado por hackers.
Como funciona uma hardware wallet?
Por não apresentar conexão com a internet, há muitas dúvidas sobre como funciona uma Hardware Wallet. O que parece ser complexo, na verdade, é mais simples do que parece.
Todas as transações são executadas no próprio dispositivo, enquanto as informações são mostradas na tela da carteira. Então, mover criptomoedas entre esse tipo de carteira exige apenas a conexão com um computador, não com uma rede compartilhada.
Assim, mesmo que o seu PC fosse hackeado, o invasor não teria acesso a informações da transferência, pois elas são mostradas apenas no dispositivo.
Outro fator que reforça esse aspecto de segurança é que elas possuem um software de código aberto – open-source –, permitindo que qualquer pessoa possa auditar o código, verificar seu funcionamento e buscar possíveis bugs.
Em resumo, todos os dados ficam completamente seguros de qualquer agente malicioso externo.
Mais camadas de segurança
Chaves privadas, PINs e frase mnemônica
Além das características técnicas do próprio dispositivo físico, há outros elementos presentes nas Hardware Wallets que aumentam ainda mais a capacidade de segurança desse modelo de armazenamento.
Chaves privadas
As chaves privadas, por exemplo, estão registradas em uma área protegida do hardware, não sendo possível transferi-las para fora do dispositivo em um texto simples. Como a chave é isolada de qualquer conexão à internet, os hackers teriam que fisicamente roubar sua Hardware Wallet para conseguir ler seu código.
PINs
Ainda que isso acontecesse, ter acesso a suas criptomoedas seria uma tarefa difícil, pois a maioria dos dispositivos requer um código PIN para acesso, o que adiciona uma nova camada de proteção.
No caso da marca Ledger, se o PIN digitado estiver errado por três vezes seguidas, o dispositivo aciona um mecanismo de proteção que destrói os dados nele armazenados.
Frase mnemônica
Assim que a Hardware Wallet é ligada pela primeira vez, a chave privada é gerada em conjunto com uma sequência de 24 palavras, também conhecida como “frase mnemônica”.
Ela aparece na tela do dispositivo e deve ser anotada e armazenada de forma segura, seja no papel, em um arquivo e computador ou outro ambiente onde apenas você tenha acesso.
Caso você perca sua Hardware Wallet, é possível recuperar as suas criptomoedas ao utilizar essa “frase”, pois essa combinação única de palavras está matematicamente ligada a sua chave privada.
Para aqueles que se perguntam o quão difícil seria adivinhar essa combinação, existem
Se utilizássemos um computador com uma altíssima capacidade de processamento, testando 100 trilhões de combinações por segundo, ele levaria aproximadamente 36717430000000000000536992568032848736216424136408984408 anos para testar todas as possibilidades.
Riscos de segurança para carteiras de hardware
Embora nenhum incidente de roubo de criptomoedas tenha sido verificado com as carteiras de hardware wallets, existem alguns pontos de falha que podem comprometer a segurança dos ativos armazenados, como:
Malwares que trocam endereços de destino das transações: Apesar do endereço ser mostrado na tela da carteira e do computador, você pode ser induzido a enviar criptomoedas para o endereço errado. Malwares que monitoram as transações em um PC podem substituir o endereço de destino daquelas que têm um alto valor por um outro endereço controlado por um hacker. Normalmente eles trocam o endereço na área de transferência (Crtl+C, Ctrl+V). Por isso você deve prestar atenção ao endereço copiado.
Geradores de números aleatórios fracos: As carteiras de hardware geralmente dependem de geradores de números aleatórios para gerar chaves privadas para suas carteiras. Se o gerador for fraco, as chaves criadas podem ser muito fracas, abrindo brechas para que hackers alterem o código com facilidade.
Bugs no sistema: O hacker pode aproveitar ainda possíveis bugs do sistema nos níveis de software, firmware e hardware para obter acesso não autorizado às informações secretas armazenadas nas carteiras de hardware.
Envio do hardware comprometido: Se o processo de envio for comprometido, as peças que compõem a Hardware Wallet podem ser substituídas ou modificadas por peças semelhantes, mas inseguras.
Onde comprar um hardware wallet?
Basta uma rápida pesquisa na internet para encontrar milhares de vendedores de Hardware Wallets. Embora seja injusto dizer que esses equipamentos comercializados não são de qualidade, quando falamos sobre seu dinheiro, é importante ter bastante cuidado.
Carteiras digitais possuem um software e, como mostrado acima, ele pode ser alterado por agentes maliciosos. Assim, sem que você saiba, é possível que você esteja enviando suas criptomoedas para a carteira do criminoso, em vez de sua própria wallet.
Por isso, o local mais seguro para se comprar esse tipo de carteira é direto com as fabricantes, como Ledger ou Trezor, por garantirem a procedência do software e do próprio hardware. Mas, infelizmente, ainda não há fabricação nacional desses equipamentos, exigindo a importação do dispositivo.
Vale, então, ficar atento a possíveis revendedores oficiais por aqui. Além disso, é possível comprar em outras lojas, desde que você tenha total certeza de que o equipamento foi importado diretamente da loja do fabricante.
Assim, você garante que suas criptomoedas estarão protegidas, em um dispositivo, de fato, seguro.
Então, você deve sacar suas criptomoedas?
Para investidores de longo prazo – os HODLErs –, o indicado é sempre manter suas criptomoedas em carteiras digitais próprias, sejam hardwares wallets ou wallets online.
Entretanto, o receio de golpe nas operações e a perda de ativos dentro das exchanges é cada vez menor, ainda mais com a aplicação de regulamentações específicas para o setor aqui no Brasil.
Por isso, mesmo que você mantenha suas criptomoedas paradas, há uma variedade de serviços oferecida pelas corretoras que pode dar valor a esses ativos.
No caso da Foxbit, você pode colocar suas criptomoedas no Foxbit Earn para que elas sejam usadas para staking de blockchains Proof of Stake (PoS), como Ethereum (ETH), Solana (SOL), Cardano (ADA), Polygon (MATIC), entre outras.
Assim, você participa da remuneração paga aos validadores dessas redes e aumenta o volume de criptomoedas em seu portfólio!