2022 chegou ao fim e um novo ano começa, renovando também as expectativas para os entusiastas do mercado de criptomoedas. E nós separamos 5 criptomoedas promissoras para 2023.
*Esta lista não é uma recomendação de compra ou de investimento, tem apenas o objetivo de servir como um guia para alguns dos muitos projetos que têm apresentado bons fundamentos e que podem valer a pena acompanhar em 2023. É importante lembrar que estamos vivendo um período de recessão econômica global, que afeta diversos setores e moedas.
Para os investidores menos agressivos, o Bitcoin(BTC) continua sendo uma boa reserva de valor para o médio e longo prazo, se comparado com as moedas fiduciárias que sofrem com a inflação e a perda no valor de compra com o tempo.
O Bitcoin é também a rede com maior capitalização de mercado e testada por mais tempo, então deve ser considerado na construção de uma carteira cripto, mas não iremos incluí-lo na lista a seguir, que tem o objetivo de abordar outros projetos que também possuem ótimos fundamentos para os investidores de criptomoedas.
A segunda moeda em capitalização de mercado não poderia ficar de fora do top 5 para acompanhar em 2023. Negociada agora por cerca de R$ 9.528,80 cada unidade.
O Ethereum vem liderando a indústria blockchain no que diz respeito a uso, aplicações, ecossistema e infraestrutura. O que cria ótimos fundamentos relacionados à demanda por seu token nativo, oether (ETH).
Não apenas isso, mas depois da atualização do Merge (ou Fusão) – que transformou o método de consenso da rede em proof-of-stake, ao invés de proof-of-work, reduzindo drasticamente os custos de validação, portanto, reduzindo também a emissão de novas moedas e inflação do supply – o ether passou a ser também uma opção interessante de reserva de valor, com ótimos fundamentosrelacionados à oferta.
Ao considerar que a formação de preço e percepção de valor de um ativo se dá através de uma boa relação de oferta e demanda, o modelo econômico do ETH ganha força e oferece boas perspectivas para 2023.
É preciso atenção no que se refere às limitações de transações coordenadas pela OFAC e já adotadas por alguns validadores, que pode diminuir o valor percebido da rede, que deveria ser resistente à censura.
A atualização Shanghai Fork, prevista para 2023, também pode criar uma pressão de venda no curto prazo, com a possibilidade de os validadores resgatarem seus ETHs em staking.
#2 Polygon (MATIC)
Polygoné um projeto que cresceu muito em pleno bear market, mesmo com queda de preço e menor procura por parte do mercado. Não foi sem motivo que seu token nativo, MATIC, escalou posições no ranking de capitalização e hoje já ocupa a posição de número 10 entre os criptoativos mais valiosos – negociado hoje por cerca de R$4,18 cada unidade.
Polygon nasceu como uma solução de segunda camada, em uma rede totalmente compatível com o Ethereum, que foi criada para solucionar as limitações de escalabilidade da primeira camada, suportando mais transações por segundo, por menores taxas de gás.
Ao ser uma alternativa mais barata para transacionar, muitos Aplicativos Descentralizados (DApps) foram construídos sobre a blockchain da Polygon e muitas empresas voltaram sua atenção para o ecossistema em constante crescimento.
A equipe por trás do projeto também se mostrou muito eficiente e existem boas perspectivas para o MATIC em 2023.
Um ponto de atenção para o investidor é que o contrato inteligente que faz a ponte entre as camadas e possui cerca de US $2 bilhões em ativos dos usuários é controlado por uma carteira multi-assinatura, ainda centralizada na equipe. O que cria uma situação de risco ao ecossistema, caso 5 de 8 chaves privadas caiam nas mãos de uma entidade mal intencionada.
#3 Polkadot (DOT)
É difícil pensar em uma indústria, blockchain com tantas variedades de projetos, redes, camadas e infraestruturas diferentes, sem pensar em uma boa solução de interoperabilidade entre estes tantos projetos.
É desta demanda que surge Polkadot, com a proposta de conectar este ecossistema de uma forma ainda pouco explorada. Já existem bons concorrentes em potencial para a DOT, mas o projeto que hoje ocupa a posição número 12 no ranking por capitalização vem conseguindo conquistar seu espaço no mercado – negociado atualmente por cerca de R$23,54 cada unidade.
Um projeto que ainda era composto majoritariamente por promessas até o fim de 2021 começou a realizar algumas entregas relevantes em 2022 e as promessas passaram a tomar forma, com boas parcerias e novos ecossistemas construídos sobre a rede da Polkadot, considerada por alguns analistas como um projeto de camada zero.
Sua proposta de valor está na conectividade entre os demais ecossistemas de primeira camada desenvolvidos para se tornarem a infraestrutura da Web 3.0. Não apenas isso, mas já existem projetos nativos da DOT, que utilizam o token como combustível e ferramenta de segurança.
#4 Chainlink (LINK)
Ao se falar da construção de uma nova internet, com três ou mais camadas (DOT, ETH e MATIC), ainda é preciso conectar estes dados, transmitidos em blockchains, com o mundo real. E é agora onde entram os oráculos.
Um oráculo é um protocolo criado para coletar, transmitir e armazenar informações de APIs de bancos de dados centralizados, com uma bolsa de valores, um banco, a cotação de um câmbio entre moedas fiat ou até mesmo um placar de futebol. Ele faz então a ponte destes bancos de dados com blockchains descentralizadas, permitindo diversas funcionalidades e aplicações que conectam o mundo real com o mundo digital.
Chainlink foi um projeto que inovou nas soluções de oráculos e cresceu nos últimos anos. Quanto mais aplicações práticas a Web3 permitir, maior acreditamos que será a demanda pela solução oferecida pela LINK, com seu token nativo na 21ª posição por capitalização de mercado – negociado por cerca de R$31,06 cada unidade, no momento da redação.
2023 deve ser um ano chave para a construção de mais aplicativos descentralizados, o que deve criar uma boa oportunidade de crescimento também para oráculos como a Chainlink.
#5 Nano (XNO)
Nano atualmente ocupa a posição #185 no ranking por capitalização de mercado, negociada por cerca de R$3,43 a unidade e relativamente desconhecida na indústria, mas ganhou seu lugar nesta lista por oferecer uma solução simples, para um problema real: pagamentos.
Sem diversas funcionalidades mirabolantes, a proposta da XNO é apenas a de ser um dinheiro descentralizado, eficiente e fácil de usar, para que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa enviar valores financeiros para qualquer outra pessoa em qualquer outro lugar do mundo, com os menores custos e no menor espaço de tempo possível, sem abrir mão da descentralização, segurança e auto-custódia.
A rede da nano utiliza uma tecnologia inovadora, derivada da blockchain, chamada Block Lattice, onde cada conta tem sua própria blockchain e, com isso, ela elimina algumas barreiras de escalabilidade, resultando em um banco de dados descentralizado, leve e de baixa latência.
As transações são totalmente livres de taxas e confirmadas em menos de um segundo, de forma irreversível. Todas as unidades já foram totalmente distribuídas 5 anos atrás, o que também entrega um modelo econômico totalmente livre de inflação monetária e cria uma boa base fundamentalista como reserva de valor – que ainda precisa ser comprovada pelo mercado e com a valorização no decorrer do tempo, o que não foi o caso para XNO nos últimos anos.
O projeto é dirigido pela comunidade e seu ecossistema vem crescendo de forma orgânica.
Ainda está em fases iniciais de desenvolvimento e adoção, o que envolve muitas perguntas sem respostas em experimentação constante, mas acreditamos que vale a pena acompanhar a nano em 2023.
Muitos outros projetos interessantes
A indústria cripto se move em uma velocidade incrível e sempre estão surgindo novos projetos, ou novidades nos projetos antigos. Existe uma centena de outros projetos muito interessantes que solucionam diferentes problemas e com certeza também devem ganhar destaque nos próximos anos.
Concorrentes de cada criptomoeda escolhida para essa lista devem estar no radar de qualquer investidor, como, por exemplo:
Ethereum e Polygon: Cardano (ADA), BNB Chain (BNB), Avalanche (AVAX), Algorand (ALGO), etc.
Polkadot: Cosmos (ATM), Quant (QNT), etc.
Chainlink: UMA (UMA), API3 (API3), etc.
Nano: XRP Network (XRP), Litecoin (LTC), Dash (DASH), etc.
Também devemos ver uma crescente em projetos de Exchanges Descentralizadas (DEX) como Uniswap (UNI), SushiSwap (SUSHI), entre outros.
Como sempre, recomendamos que você faça suas próprias pesquisas e apenas invista naquilo que entende e que faz sentido para você. Tenha clareza nos problemas que você acha que precisam ser resolvidos e tente encontrar as melhores soluções disponíveis no mercado para cada um deles.
Aqui na Foxbit, nós oferecemos a possibilidade de compra e venda de uma grande parte destes criptoativos, para que você possa montar sua carteira com segurança e ter a liquidez necessária para administrar essa carteira.
Estamos oficialmente nos despedindo de 2022, e para encerrar o ano com chave de ouro, nada melhor que relembrar os momentos marcantes do mercado cripto, né?
Então vem com a gente!
Janeiro
A mineração de bitcoin no Cazaquistão, Argentina e em outros países começou a levantar preocupações locais devido ao alto consumo de energia elétrica.
Samsung, uma das gigantes da tecnologia, deu um grande passo dentro do metaverso, abrindo sua loja virtual na Decentraland (MANA).
Fevereiro
A invasão da Rússia contra a Ucrânia foi consolidada e todos os mercados financeiros sofreram muito, inclusive o mercado de criptomoedas.
A guerra foi um dos principais catalisadores do bear market que assolou 2022, mas mesmo neste cenário negativo, o dinheiro descentralizado peer-to-peer demonstrou seu valor e utilidade ao ser usado para doações em apoio à Ucrânia. Vimos cerca de US $19 milhões de dólares sendo doados ao país.
Março
Vimos diversos artistas e celebridades passando a adotar a tecnologia blockchain.
Abril
A empresa Blockstream, que liderou o desenvolvimento do Bitcoin Core durante anos, desenvolveu uma solução de mineração de BTC em nuvem: a Blockstream Mining Note.
Maio
Colapso do UST, stablecoin algorítima que rodava na rede da Terra (LUNA), impacta o mercado, com uma saída massiva de capital das criptomoedas e medo extremo entre os investidores.
Junho
Efeito colateral e de contágio dos eventos envolvendo a LUNA no mês anterior.
Julho
A Polygon (MATIC) começou a chamar a atenção do mercado, tanto de desenvolvimento de projeto como de preço, mesmo em um momento de baixa.
Agosto
Com a aproximação do “The Merge”, mineradores do Ethereum PoW começaram a se mobilizar para o fork da rede, mantendo o sistema original de consenso criando o ETHPOW.
Setembro
O tão esperado “The Merge” ou “A Fusão”. A atualização e a migração para o Proof-of-Stake foi um sucesso, mesmo com toda a insegurança do mercado.
Outubro
Começaram as ameaças mais sérias de censura na rede do Ethereum, com a OFAC aumentando a pressão sobre os validadores e prestadores de serviços, ainda como efeito colateral dos ataques contra o Tornado Cash de agosto.
Novembro
Mês de mais medo extremo e incertezas, com o escândalo envolvendo a FTX. O evento entrou para a história como, possivelmente, o maior cisne negro da indústria cripto.
Dezembro
Dezembro ainda não terminou, mas com a chegada do final de ano, os mercados também esfriam e o volume de negociações de criptomoedas já caiu bastante.
Que ano, né? Assim como o mercado cripto teve muitos acontecimentos, aqui na Foxbit não foi diferente. Mas foram acontecimentos positivos, vem ver… 👇
Retrobit
Iniciamos o ano de 2022 com o pé direito, recebendo um aporte de R$110 milhões da Ok Group. Reestruturamos todo o site da Foxbit com um layout bem mais moderno, atrativo e objetivo.
Ao longo do ano, tivemos inúmeros lançamentos que foram sucesso garantido, como o Buddha Spa Token, novo token de lote de precatórios FTPCL-0053, Foxbit Music Token, e o Foxbit Pro que deu início a nossa expansão internacional.
Foram mais de 31 criptos listadas e um crescimento exponencial do nosso quadro de colaboradores.
Além disso, firmamos parceria com grandes empresas, renomadas na área em que atuam, como Gafisa, Monte Carlo, Paris 6 e muito mais!
Ansiamos por um novo ano, em que possamos continuar a crescer, seguindo nossa missão de democratizar os ativos digitais com transparência e paixão em construir o futuro.
2022 está chegando ao fim. Você sabe como está o mercado cripto no Brasil em relação à investidores, adoção, inovação e regulamentação?
O Brasil ao redor do mundo é conhecido como o país do futebol. Casa do carnaval, do samba e lindas praias tropicais. Em dimensão territorial, somos um dos maiores países do mundo, cujos estados federativos são equiparados com outras dezenas de países menores.
Nossa riqueza territorial é inegável e com a disrupção proporcionada pela invenção da blockchain, do bitcoin e a construção do mercado de criptomoedas, o Brasil também já é reconhecido mundialmente como um dos grandes líderes de adoção e representatividade na indústria blockchain. Nossa riqueza agora também está nos criptoativos.
Adoção de criptomoedas no Brasil
Dados estimam que existem cerca de 10 milhões de investidores de criptoativos no Brasil, o que seria equivalente a cerca de 5% de toda a população brasileira. Em uma amostra comparativa sobre a proporção de adoção entre os habitantes, o número de usuários cripto no país perde apenas para Índia, Estados Unidos, Rússia e Nigéria.
No CoinMap, conseguimos visualizar a crescente adoção cripto no Brasil, com já mais de 1.000 estabelecimentos que aceitam criptomoedas como pagamento.
Um relatório da Chainalysis que reportou sobre a adoção cripto ao redor do mundo colocou o Brasil na sétima posição considerando diversos dados on-chain, como volume de transações entre carteiras privadas e exchanges centralizadas, uso de exchanges descentralizadas no ambiente DeFi e transações peer-to-peer entre usuários com IP do país tropical.
Muitas empresa têm recorrido ao apoio de instituições especializadas, como a Foxbit, para fazer parte deste movimento ao aceitar criptomoedas em seus negócios (através do Foxbit Pay); disponibilizar criptomoedas para compra e venda de seus clientes (através do FoxbitCompra Fácil); e até mesmo tokenizar ativos e produtos (através do Foxbit Token).
Regulamentação cripto no Brasil
Quando falamos de empresas de confiança prestando serviços intermediários em qualquer mercado, inevitavelmente também falamos de regulamentação. Regular as empresas do setor é necessário em um mercado crescente, para proteger os consumidores, usuários e instituições.
A Foxbit faz parte da ABCripto (Associação Brasileira de Criptomoedas), posicionada como “a voz da criptoeconomia no Brasil”; sendo umas das pioneiras no trabalho ao lado das agências e órgãos reguladores, unindo outras importantes empresas da indústria.
Muitas empresas, inclusive, têm sinalizado que precisam de ainda mais segurança jurídica e regulatória antes de darem os primeiros passos na indústria blockchain. Já que a incerteza regulatória também gera incerteza sobre os planos de negócios que precisam estar claros antes de serem implementados.
E o Brasil também vem liderando estas questões, se comparado com outros países.
Em 2019 o Brasil começou a trabalhar neste sentido, com alguns projetos de lei sendo efetivados para regular o mercado de criptomoedas. Em 2021 estas conversas avançaram, com os primeiros rascunhos do que seria o novo PL das Criptos, que vem sendo discutido, melhorado e votado em sessões legislativas.
Ainda no ambiente regulatório, Brasil foi o segundo país nas Américas a aprovar um fundo cripto para ser negociado nas bolsas de valores (ETF).
O atual presidente do Banco Central Roberto Campos Neto afirmou em uma entrevista que “criptoativos vieram para ficar” e demonstrou uma visão otimista e favorável ao mercado. Defendendo pioneirismo regulatório, ao mesmo tempo em que defendia também a regulamentação mínima, sem prejudicar o livre mercado e a livre competição.
Alguns players de peso entrando no mercado
Com todo este cenário de inovação e mudança, vimos vários players entrando no ecossistema de criptomoedas no Brasil, como é o caso da Gafisa e 99Pay, ao lado de outras empresas de renome no país que decidiram confiar nos serviços da Foxbit Business para guiá-las nessa jornada.
Além de nossos próprios clientes e parceiros, vimos diversos bancos começando a se posicionar na indústria blockchain e ambos Mercado Pago e Nubank passaram a oferecer serviços de compra e venda de algumas criptos para negociação interna. E o Mercado Livre decidiu partir para a tokenização, criando o Mercado Coin. Um token de utilidade para seu ecossistema, que tem objetivos principalmente relacionados à fidelização de clientes e usuários.
Estas mesmas iniciativas podem ser – e serão – implementadas por diversos outros negócios de diversos segmentos.
Tudo isso contribui para um cenário de contínua expansão e desenvolvimento de criptomoedas no Brasil – e arriscamos dizer…Estamos apenas começando!
No dia 29 de novembro de 2022 foi votada a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.401/2021, também conhecido como PL das Criptos ou Marco Regulatório das Criptomoedas, cuja primeira versão foi proposta em 2015, com base em um relatório publicado pelo Banco Central Europeu.
Após a aprovação pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei seguiu para sanção presidencial. Até o momento, o atual Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ainda não se manifestou sobre o caso.
De acordo com a Constituição Brasileira de 1988 (art. 66, §3º da CR/88), o Presidente tem 15 dias para se manifestar e: “Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República importará sanção.”
Os quinze dias já se completaram, então o projeto de lei aprovado no dia 29 de novembro passa a ter validade a partir de hoje (21 de dezembro) e fica à cargo do Poder Legislativo oficializar sua definição com a publicação no Diário Oficial da União.
A partir deste momento, serão contados 180 dias para que todas as definições do Projeto de Lei sejam colocadas em prática, o que inclui o Banco Central do Brasil passando a ser a entidade reguladora responsável pelas criptomoedas no país, conforme o artigo 1 do PL 4.401/2021. Começando a disciplinar os arranjos de pagamento com cripto.
Não só isso, mas todas as próximas decisões relacionadas devem ser tomadas de acordo com a lei de Proteção ao Consumidor e contra Crimes de Lavagem de Dinheiro, conforme os artigos 2 e 3 do PL 4.401/2021.
O Marco Regulatório das Criptomoedas é um importante primeiro passo para trazer mais segurança jurídica para a indústria e para o mercado, que continuam crescendo e evoluindo no Brasil e no mundo.
Já abordamos diversas formas de utilização do bitcoin, o que o torna cada vez mais fantástico quando paramos para entender a pluralidade do “rei” das criptomoedas, principalmente por ele estar diretamente ligado a um sistema monetário descentralizado.
Recentemente, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, publicou em seu Twitter que estará comprando 1 bitcoin por dia. Já utilizado como forma de pagamento no país, o BTC parece estar ganhando mais uma funcionalidade. A intenção do presidente é utilizar Bitcoin como lastro em títulos públicos do país.
E daí vem o questionamento: o que mais o bitcoin pode fazer? Poderá ele ser um novo padrão ouro?
Moedas fiduciárias vs criptomoedas
O padrão ouro foi o sistema monetário internacional do século 19 até a Primeira Guerra Mundial. Ele tinha a quantidade de ouro como referência para a definição do valor da moeda de cada país, e cada vez mais vemos a perda de confiança em moedas fiduciárias e em corretoras centralizadas.
Isso se deve principalmente aos últimos acontecimentos no mercado de criptomoedas e a boa parte da população mundial sentindo na pele o peso da inflação de suas moedas locais. Mencionamos aqui que países como Argentina e o próprio Estados Unidos, que têm enfrentado problemas em desacelerar o aumento de juros para não perder trabalhadores de forma brusca com a intenção em desacelerar a economia.
Essa janela pode ser um ótimo ponto de partida para a população que ainda não está ligada diretamente às criptomoedas entender o que a descentralização pode oferecer. Ainda é cedo para vermos o Bitcoin sendo utilizado para lastrear algum ativo de valor ou mesmo assegurar uma moeda; voltamos sempre à questão da volatilidade, que precisará ser bem menor do que é nos dias atuais.
Ao vermos a intenção de um país em lastrear títulos em bitcoin e o crescimento de países que estão utilizando o bitcoin como moeda de curso legal, percebemos indicativos de que o que antes era visto apenas como “ativo digital” hoje está tendo mais robustez em suas propostas e fundamentos.