Dá para fazer investimentos com pouco dinheiro? Veja como (e quanto)! Investimento

Dá para fazer investimentos com pouco dinheiro? Veja como (e quanto)!

Guto Schiavon
Você sabe como fazer investimentos com pouco dinheiro? Muita gente quer começar a investir, mas acha que não possui o capital necessário para tanto. Normalmente, essas pessoas imaginam que a poupança é a única opção para quem não tem tanto dinheiro para aplicar. No entanto, isso não é a realidade.

Afinal, é possível investir em fundos e fazer aplicações mais atraentes com pouco dinheiro? A resposta simples para essa pergunta é: sim, é possível! Neste post, confira as principais alternativas para quem se encontra nessa situação e algumas dicas para conseguir investir com mais regularidade!

Como fazer investimentos com pouco dinheiro?
1. Livre-se das dívidas

Esse é o primeiro e mais importante passo: se você tem pendências, acabe com elas o quanto antes. Quitar aquela parcela que falta para quitar um pagamento permitirá uma análise mais clara de sua vida financeira. Com isso, você poderá se planejar adequadamente e escolher as melhores maneiras de direcionar seus recursos.

2. Planeje-se

Agora que você já não precisa lidar mais com os antigos gargalos financeiros, é hora de organizar suas finanças. Quanto da sua renda pode ser investido sem comprometer o seu orçamento? Lembre-se: você não precisa ter muito dinheiro para começar.
Muitos leigos e especialistas dizem que aplicar 10% do total que você recebe já é um bom começo. Caso isso não seja possível, tente investir algo entre 3% e 5%. Nesse caso, o importante é ter regularidade. Acredite: para se planejar financeiramente, é melhor poupar sempre do que poupar muito!

3. Defina metas

Ter metas financeiras é útil porque ajuda a perceber em qual estágio você se encontra atualmente. Aqui, a ideia é pensar em curto, médio e longo prazo. Pense no que você quer fazer com o seu dinheiro e, principalmente, em quanto tempo deseja alcançar esse objetivo:

4. Aprenda constantemente

Você evidentemente não precisa saber de tudo para começar. Aliás, muito pelo contrário: não espere muito para dar seus primeiros passos. Afinal, quanto antes, melhor. No entanto, não deixe de pesquisar, ler e estudar, pois o mundo dos investimentos é muito dinâmico e quem se informa bastante tem maiores chances de tomar melhores decisões.

Quais investimentos fazer?
1. Títulos públicos

Os títulos emitidos pelo governo federal são ótimas opções para aqueles que não têm um valor alto para aplicar. Esses papéis apresentam um valor inicial de apenas R$ 30,00 e são negociados pela internet.
O esquema de funcionamento é similar ao de um empréstimo. Porém, em vez de dever à instituição financeira, a pessoa física passa a ser credora do governo federal. Assim, ela recebe a quantia aplicada acrescida de juros, comumente atrelado à taxa Selic.
Esse tipo de investimento é considerado o mais seguro no mercado, uma vez que a entidade envolvida (o governo federal) tem bases sólidas e dificilmente não pagaria a sua dívida. No entanto, existem algumas controvérsias quanto a isso.

2. CDB

Semelhante ao Tesouro Direto, porém, no Certificado de Depósito Bancário (CDB), o investidor cede dinheiro aos bancos em troca da remuneração com juros. O risco e o retorno desse investimento são proporcionais à solidez da instituição financeira, ou seja, quanto maior e mais seguro o banco, menores os riscos e melhores os lucros. Vale lembrar que, nessa modalidade todo investidor está assegurado em até R$ 250 mil pelo FGC.
Geralmente, ele necessita de um capital de entrada superior a R$ 1.000,00, porém, os bancos estão diminuindo essa pedida, permitindo que qualquer pessoa possa investir no CDB. Hoje, alguns bancos já permitem investir a partir de R$ 1,00.
Apesar de incidir imposto de renda sobre esse investimento, é possível conseguir maiores retornos do que os obtidos por meio da poupança. Para isso, é preciso fazer uma boa escolha entre títulos pré-fixados e pós-fixados, e investir no que mais se ajusta às suas necessidades.

3. Bitcoins

Os bitcoins são moedas digitais que vêm ganhando mais popularidade a cada dia entre os investidores. Por ser um agente monetário independente da vontade de governos e Bancos Centrais, sua utilização tem chamado a atenção de muita gente.
A boa notícia é que essa moeda pode ser aproveitada também por aqueles que têm poucos recursos ou querem investir com pouco dinheiro. Aos poucos, você até poderá criar uma carteira de bitcoin.
Ao contrário das moedas tradicionais, as criptomoedas podem ser fragmentadas de uma maneira quase ilimitada, sendo possível fazer transações com quantias mínimas da moeda digital. A “hierarquia” dos bitcoins é a seguinte:

  • BTC (bitcoins);
  • mBTC (mili-bitcoins);
  • uBTC (micro-bitcoins);
  • Satoshi.

Para que você entenda melhor: é importante dizer que 100 Satoshis equivalem a 1 uBTC. Por sua vez, 1000 uBTCs podem ser trocados por 1mBTC, e 1000 mBTC por 1 bitcoin.
Por essa razão, as transações financeiras realizadas com a moeda são muito mais práticas e acessíveis para aqueles que procuram uma maneira de investir com montantes mínimos. Investir uma quantia inicial não tão considerável é possível e poderá gerar grandes lucros para o investidor — basta escolher o momento certo de aplicar.

4. Fundos simples

Se você quer fugir das corretoras, os fundos simples podem ser o caminho mais indicado. Versão atual dos antigos fundos DI, eles geralmente são controlados por gestores, que aplicam grande parte dos recursos em renda fixa.
Porém, há um pequeno problema: investidores sem tanto poder de fogo podem arcar com taxas administrativas mais altas. Outro ponto negativo é que o Imposto de Renda é cobrado por meio do sistema de tributação chamado de “come-cotas”. Dessa forma, ele é cobrado duas vezes ao ano (maio e novembro), sendo deduzido por meio da redução do número de cotas.

5. Poupança

Os anos passam, os tempos mudam, mas a pergunta continua: será que vale mesmo a pena investir em poupança? Não à toa, iniciamos este texto falando sobre essa antiga forma de aplicar.
Apesar de chamar atenção pela facilidade — você precisa de pouco ou nenhum esforço para deixar seu dinheiro em uma caderneta — ela dificilmente é a melhor escolha em termos de rentabilidade: ela rende 6,17%, no mínimo, mais a taxa referencial (TR). Em contrapartida, a isenção do imposto de renda desponta como uma vantagem desse tipo de aplicação.
Se você tem pouco capital e ainda não sabe muito bem o que pretende fazer com ele, a opção é até válida. Agora, se o plano é conquistar a independência financeira investindo, a poupança não é o melhor caminho.
Para tanto, é indispensável que você pesquise entre as suas opções quais são aquelas que lhe trarão uma melhor taxa de rentabilidade a um menor custo. Desse modo, você escolherá a melhor alternativa e fará investimentos com pouco dinheiro.
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