Relatório do mercado de criptoativos: maio/2018

Relatório do mercado de criptoativos: maio/2018

O mercado global de ativos digitais sofreu forte retração no mês de maio, quando a soma do valor de mercado de todos os criptoativos recuou 21,07% em relação ao mês anterior e fechou o período em US$334,43 bilhões.
A expectativa de uma recuperação influenciada pelos bons resultados da segunda metade do mês de abril vinha se confirmando até o final da primeira semana de maio, mas depois de atingir a casa dos US$470 bilhões de capitalização de mercado, o ecossistema perdeu valor dia após dia, até que no final do mês começou a recuperar timidamente parte das perdas.
Nem mesmo a semana de eventos e conferências, realizada em Nova York de 10 a 18 de maio, que estava recheada de novidades e lançamentos da indústria de criptoativos e Blockchain, foi capaz de reacender os ânimos dos investidores.
O volume financeiro total negociado nas bolsas de criptoativos em todo mundo no mês de maio totalizou US$481,78 bilhões (este número não inclui o volume negociado em tether-USDT, no relatório do mês passado explicamos o por quê), o que representou uma queda de 2,27% em relação a abril.
O preço do bitcoin caiu 18,99% em maio, saindo de US$9.240,6 em 30 de abril para US$7.485,8 no dia 31 de maio.
Na primeira semana do mês de maio, uma unidade de bitcoin chegou a ser negociada pouco acima dos US$10 mil em alguns mercados, como o brasileiro. No dia 29, entretanto, o preço do bitcoin chegou a cair para US$7.040, e dois dias depois conseguiu fechar próximo aos US$7,5 mil.
Apesar do expressivo tombo no preço do bitcoin, os 10 ativos digitais com maior valor de mercado registraram quedas ainda maiores, sendo a única exceção o ether, token nativo da plataforma de contratos inteligentes Ethereum.
relatório do mercado de criptoativos maio 2018 - retorno das principais criptomoedas nos últimos meses

Termômetro do mercado

O bitcoin continua sendo o principal ativo digital e a tecnologia mais sólida do mercado. Para entendermos o que vem ocorrendo no mercado global de criptoativos, é importante analisarmos o nível de atividade na rede do Bitcoin.
Tem sido comum encontrar na mídia reportagens que apontam queda no número de transações que são performadas diariamente no Blockchain do Bitcoin. Contudo, uma fria análise sobre o número de transações em si não é capaz de traduzir o real nível de atividade da rede do protocolo. Isso porque, uma única transação pode fazer centenas de pagamentos de uma vez só, devido à forma como as transações de bitcoin estão estruturadas.
Basicamente, uma transação de bitcoin é composta por entrada(s) (input) e saída(s) (output). O funcionamento é muito parecido com a forma como realizamos pagamentos com dinheiro vivo. Se vamos ao mercado e compramos uma água com uma nota de R$10, receberemos o troco daquela operação. O mesmo ocorre com o Bitcoin. Se você tem 10 bitcoins e precisa enviar 5 bitcoins para um amigo, a transação será composta de uma entrada de 10 bitcoins, uma saída de 5 bitcoins (para o seu amigo) e outra saída de 5 bitcoins para você, que representa o seu troco.
Portanto, é possível performar uma única transação que tenha uma entrada de 10 bitcoins e que tenha várias saídas de 0.1 bitcoin cada. Na contabilidade de transações, esta será considerada como uma única transação. Mas na verdade, vários pagamentos estão sendo feitos a partir dela. Por isso, é importante analisarmos a métrica que considera o número de pagamentos em bitcoin por dia, ou seja, contabiliza-se as entradas, saídas e exclui-se o troco. Podemos chamar este número de “pagamentos líquidos por dia”.

relatório do mercado de criptoativos maio 2018 - pagamentos em bitcoin por dia

Fonte: transactionfee.info

O gráfico acima mostra a quantidade de pagamentos feitos por dia na rede do Bitcoin desde o início de 2016. No canto direito, destacamos o desempenho do mês de maio. É notável que o nível de atividade da rede do Bitcoin vem caindo bastante e estava, no final de maio, bem abaixo em relação a muitos períodos anteriores, porém ainda um pouco acima em relação ao mês de abril de 2018, quando o número de pagamentos chegou a cair para níveis vistos apenas no início de 2016. O que preocupa é a tendência de queda formada em maio. Se o nível de atividade da rede continuar caindo, essa redução de pagamentos poderá impactar o preço do bitcoin e, consequentemente, de outros criptoativos.
Outro indicador que confirma a menor demanda pela utilização da rede é a média das taxas de transação pagas aos mineradores da rede do Bitcoin, que durante o mês de maio atingiu os níveis mais baixos dos últimos sete anos. Além da menor quantidade de pagamentos que vem sendo feita, outros fatores impactaram positivamente a redução dos custos de transação, como a adoção do SegWit, atualização do software do bitcoin que reduz o tamanho das transações, e também o agrupamento de outputs em uma única transação, conhecido como batching, que vem sendo bastante utilizado pelas corretoras e serviços que realizam muitos pagamentos.

relatório do mercado de criptoativos - taxa média das transações na rede bitcoin

Fonte: transactionfee.info

Semana do Blockchain em Nova York

Mais de uma dezena de eventos, meet-ups e conferências ocorreram na cidade de Nova York no mês de maio. A maior delas, a Consensus 2018, organizada pela empresa de mídia CoinDesk, reuniu 8,5 mil pessoas durante três dias. A Foxbit esteve presente na conferência com um estande e 10 pessoas da equipe.
O evento é prova do surgimento de uma pujante indústria que gira em torno de projetos tokenizados e produtos financeiros baseadas em protocolos criptográficos. O mercado de soluções corporativas baseadas em Blockchain teve grande destaque nas mais de 120 palestras da conferência, representando mais de 80% de todo conteúdo das apresentações.
Notamos também forte presença de players institucionais que já entraram ou estão se preparando para acessar o mercado de criptoativos. Vale ressaltar ainda a eclosão e crescimento dos mercados organizados de balcão (OTC) em todo mundo, tendência confirmada pelo desempenho da Foxbit Invest, que tem registrado volumes crescentes de negociação.
Além da Consensus, outra conferência que reuniu muita gente (cerca de 1,5 mil pessoas) foi a Ethereal, organizada pela Consensys, empresa criada por Joseph Lubin um dos fundadores do Ethereum. O evento apresentou uma série de projetos que estão sob o guarda-chuva da Consensys e que utilizam o Ethereum como plataforma para rodar os contratos inteligentes que formam as soluções de cada um deles. O grau de inovação dos projetos e, principalmente, a competência técnica das equipes envolvidas em cada projeto é um sinal de que alguns desses empreendimentos merecem ser acompanhados de perto pelos investidores do ecossistema.

Ataques de 51%

Uma das maiores ameaças dos ativos digitais que possuem uma rede descentralizada de verificação e registro das transações consiste na possibilidade de um ator malicioso obter o controle da maioria do poder de processamento da rede (hashing power) de determinado protocolo. No mês de maio, o mercado viu pelo menos dois ativos, a Verge e o Bitcoin Gold, sofrerem ataques de 51%.
A Verge é um ativo com capitalização de mercado acima de meio bilhão de dólares. O Bitcoin Gold viu US$18 milhões irem parar nas mãos daqueles que perpetraram o ataque. O curioso, entretanto, é que aparentemente o custo financeiro para se realizar um ataque desse tipo em projetos consideravelmente sólidos, como a Zcash, é de apenas US$62 mil por hora
O site Crypto51 foi criado para listar o custo de se realizar ataques desse tipo nos criptoativos. O protocolo do Bitcoin, por deter o maior poder de processamento, é o mais difícil e custoso de ser atacado: US$611 mil por hora. Em contrapartida, a Bytecoin poderia ser atacada por cerca de US$1400 por hora.
O investidor de criptoativos precisa ficar atento a essas vulnerabilidades, pois os dois casos que ocorreram em maio podem ser o início de uma onda de ataques desse tipo. Nesta hora, investir em protocolos que possuem bastante poder de processamento pode ser uma forma de reduzir o seu risco em relação a isso.

Manipulação de mercado

O Departamento de Justiça norte-americano abriu uma investigação criminal sobre possíveis ações de manipulação do preço do bitcoin e de outros ativos digitais.
A investigação tem foco em práticas ilegais que podem influenciar os preços, como spoofing ou a criação de ordens falsas em plataformas de negociação com o objetivo de iludir os traders a comprar ou vender em determinadas situações.
Movimentos de mercado suspeitos têm ocorrido com frequência no mercado e podem ser percebidos nos gráficos de vários criptoativos.

Foxbit investe em plataforma de negociação de startups

Foxbit investe em plataforma de negociação de startups

Uma iniciativa da Foxbit repercutiu na mídia nesta semana. O jornal Valor Econômico publicou uma matéria explicando uma das ações da empresa para fomentar os investimentos em startups.

A ideia é que seja uma plataforma para negociação de ações de startups, para criar um mercado secundário. A parceria é com a Kria, site de captação de investimentos para organizar “crowdfundings”, ou “vaquinha” virtual.

Na prática, a ideia é de um retorno mais rápido do que um investidor anjo teria, por exemplo. Assim, quem investiu em startups por meio da plataforma da Kria, adquirindo uma participação na empresa em questão, poderá revender esses papéis. A variação nos preços dos ativos se dá conforme oferta e demanda. Seria uma espécie de “bolsa” de startups.

A base para que tudo aconteça é a tecnologia do blockchain, de forma que as transações realizadas têm o seu registro imutável e público na rede, feito de maneira informal, descentralizada e organizado pelas próprias partes interessadas. A validação se dá pelo preceito do smart contract: autoexecução após o acordo de todos os envolvidos.
https://cointimes.com.br/o-que-e-um-smart-contract/

Com mais detalhes, a matéria do Valor Econômico explica que, quando é feito o crowdfunding, existe um contrato de investimento organizado por um escritório de advogados e assinado pela empresa.

Nele, há o valor de cada título e a quem foi vendido. Quando a pessoa revende o título, precisa comunicar à Kria, para atualização do cadastro e repasse à companhia.

Uma das mudanças da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no ano passado viabilizou esse cenário. A entidade regulamentou os crowdfundings, permitindo que empresas com faturamento anual de até R$ 10 milhões realizem ofertas por meio de financiamento coletivo na internet. O intuito ainda é flexibilização das regras da CVM, uma vez que existem restrições para que outras instituições além da B3 (bolsa de valores) listem ativos para negociação.

Uma das preocupações para a criação de um mercado secundário que exerça essa função de “bolsa” é com prevenção de manipulação do mercado e integridade das negociações. A regulamentação atual impostas pela B3 são rígidas e que demandam investimentos altos demais para que as startups consigam cumprir. São empresas de pequeno porte e que buscam um espaço que ainda não têm.

A declaração ao Valor de Natália Garcia, sócia e diretora jurídica da Foxbit, foi de que “a nossa briga com a CVM, daqui pra frente, vai ser tentar uma regulação mais ‘light’ em termos de bolsa. Você não pode aplicar a mesma regulação dos ativos normais, de renda variável, a ativos virtuais, é preciso uma regulação especial”.

Veja a notícia completa do Valor Econômico, da jornalista Nathalia Larghi, neste link.

Atenção: Foxbit não tem relação com FoxBitrade

Atenção: Foxbit não tem relação com FoxBitrade

Aviso importante!

A Foxbit NÃO TEM qualquer ligação com o site FoxBitrade.

Nós também não oferecemos qualquer tipo serviço de carteira com rendimentos fixos mensais. Recomendamos que nossos clientes não depositem nenhum saldo neste site e não nos responsabilizamos por possíveis perdas.

O melhor lugar para guardar Bitcoin é em uma carteira segura. A Foxbit nunca recomenda que os clientes deixem suas moedas em exchanges ou nas mãos de terceiros. Sempre seguimos a filosofia de que o Bitcoin surgiu para permitir que as pessoas sejam seu próprio banco.

Leituras recomendadas:
Investimentos: como não cair em armadilhas?
Como criar uma carteira de Bitcoin
Atenção aos ataques de phishing! Veja como se proteger

A Foxbit não oferece qualquer proposta de rendimentos fixos mensais

A Foxbit é uma das mais antigas exchanges de bitcoins do mercado brasileiro. Sempre mantivemos uma postura muito transparente com a comunidade e nossos clientes.

Deixar seus bitcoins na custódia de terceiros é abrir mão de todas as vantagens da criptomoeda, que permite justamente o usuário ser dono de seu próprio dinheiro sem depender de intermediários. Sendo assim, este tipo de serviço que a FoxBitrade está oferecendo vai contra nossos princípios. Desse modo, reiteramos que a empresa Foxbit não possui qualquer ligação com a mesma.

Nosso conselho a todos é que sempre guardem suas criptomoedas em carteiras que apenas você tenha acesso às chaves privadas. Até mesmo se você utiliza a Foxbit Exchange, indicamos que a utilize para realizar operações de compra e venda, mas nunca para manter a custódia de seus ativos.

Se você possuir qualquer dúvida em como criar uma carteira de bitcoins e manter seus fundos seguros, não hesite ao entrar em contato conosco. Temos uma equipe pronta para ajudá-los da melhor maneira!

E por último, nunca se esqueçam – “Don’t trust. Verify” – “Não confie. Verifique”.

Pizza, debate e conteúdo: nasce o Cointimes!

Pizza, debate e conteúdo: nasce o Cointimes!

Texto publicado anteriormente no Cointimes. Um painel formado por dois entusiastas do mundo de criptomoedas, um economista e entendedor do mercado financeiro, com mediação de uma jornalista, editora do Cointimes.

O evento talvez não tão comum, um meetup promovido pela exchange Foxbit, misturou integrantes que debateram um assunto que se encaixa como tema em quase qualquer área: O Poder da Informação.

No painel: Guto Schiavon, co-fundador da Foxbit e que acompanha o bitcoin e outras criptos desde seus lançamentos; Safiri Felix, membro e fundador da Consensys e grande referência no mercado; e Teco Medina, economista e colunista da CBN. A mediação foi de Mayra Siqueira, editora do Cointimes.

Painel do Pizza Day
Nasce o Cointimes

Com esse tema, o Cointimes foi lançado oficialmente e divulgado. Os painelistas discutiram o desconhecimento geral dos jornalistas que cobrem economia com o mercado de criptos, e a forma como sempre buscaram e buscam se informar sobre o assunto. Alguns conhecem alguns caminhos, mas isso não é ainda tão claro para todos.

A ideia era justamente mostrar que um só local pra reunir conteúdo de relevância e clareza para informações dessa Nova Economia não é e nunca foi tarefa fácil, especialmente no Brasil.
O cenário para tal não peodia não ser temático e emblemático: Bitcoin Pizza Day, o dia em que se comemora a primeira compra de um bem material usando bitcoin.

O 22 de maio de 2010 ficou marcado para a história de um novo mercado. A mesma data, oito anos depois, espalha para o mundo uma nova fonte de consulta, conteúdo e interesse para os entusiastas de criptos e para os que estão chegando agora e ainda procuram se encontrar.

Assista o vídeo completo do painel “O Poder da Informação” no Cointimes: Pizza, debate e conteúdo: nasce o Cointimes!

João Canhada: “O modelo das criptomoedas veio para ficar”

João Canhada: “O modelo das criptomoedas veio para ficar”

O Canal My News, da jornalista Mara Luquet e do humorista Antonio Tabet no YouTube, trouxe o CEO da Foxbit, João Canhada, para uma entrevista sobre bitcoin.

A conversa foi com a jornalista Thais Herede, no quadro “É pessoal”. O bate-papo foi desde os conceitos e questões mais importantes sobre a criptomoeda, até a história da Foxbit: dos 14 funcionários no início de 2017 até os mais de 80 que trabalham hoje na empresa brasileira.
“Que mundo novo!” foi a surpresa de Thais ao entender um pouco mais sobre mineração, enquanto Canhada fez um apanhado sobre a segurança do bitcoin. “O modelo de criptomoedas veio para ficar”, explicou.
“Bitcoin como meio de pagamento ainda não é tão eficiente, mas cumpre seu papel como reserva de valor”. Confira a entrevista na íntegra!