Muitos já ouviram falar, mas poucos realmente sabem o que é liquidez.
Liquidez se refere à facilidade e flexibilidade em se vender um ativo e transformá-lo em dinheiro.
Por isso, o termo é tão importante e fundamental na decisão de investidores na hora de decidir pela compra de um ativo ou até mesmo em qual plataforma a operação irá acontecer.
Com uma série de detalhes, vamos explicar mais abaixo para você entender de vez o que é liquidez.<H2>
O que é liquidez?
A liquidez descreve o grau no qual um ativo pode ser rapidamente comprado ou vendido no mercado sem afetar seu preço.
O dinheiro é considerado o ativo mais líquido atualmente. Entretanto, imóveis, coleções e obras de artes são relativamente ilíquidos.
Já em termos contábeis, liquidez significa a facilidade com a qual uma empresa consegue arcar com suas obrigações financeiras com os ativos líquidos disponíveis.
Investimentos com liquidez
Na hora de decidir por um investimento, é importante, então, se atentar à liquidez daquele ativo.
Se você precisa ter acesso fácil e rápido ao dinheiro aplicado, sem que grandes burocracias ou taxas estejam embutidas, um investimento de alta liquidez é o mais ideal.
A poupança, hoje, talvez seja a aplicação de maior liquidez disponível no mercado, já que não há taxas de administração ou retiradas, assim como o saque está facilmente disponível na conta bancária.
Entretanto, há outros tipos de investimentos que oferecem uma boa liquidez, como:
– Tesouro Selic
– CDBs
– Fundos de Renda FIxa.
Todos eles são, inclusive, facilmente encontrados em bancos e casas de investimentos.
Investimentos de baixa liquidez
Embora a alta liquidez possa ser atraente, a baixa liquidez não torna um investimento inviável ou ruim. Entretanto, exige maior estratégia e controle financeiro para que a possível demora na venda não afete seu orçamento.
Um bom exemplo de investimento com baixa liquidez são os imóveis.
O que torna os imóveis um ativo de baixa liquidez é sua dificuldade em ser vendido em um curto espaço de tempo. Isso porque há muitas características desse tipo de aplicação que tornam seu acesso mais restrito, como:
– Alto valor
– Necessidade de crédito
– Maior burocracia.
Mesmo assim, esta ainda é uma modalidade bastante atraente, com o número de investidores em fundos desse tipo saltando 950% nos últimos anos.
Liquidez é confiança
Além de medir a venda, a liquidez também mostra a confiança do mercado em relação ao ativo.
O café, por exemplo, é amplamente consumido no Brasil. Só em 2022, foram consumidas 21,3 milhões de sacas do grão.
Podemos considerar, então, que a bebida tem bastante “liquidez” (no sentido físico e mercadológico).
Mas, imagine – e que esse dia nunca chegue – que o café se torne um grande vilão à saúde das pessoas, e 90% dos consumidores deixam de ingerir a bebida por receios de ficarem doentes.
Isso mostra que a confiança no “ativo” se tornou baixa, já que sua venda e, portanto, sua liquidez, também foi reduzida.
Volume também é liquidez
Muito além do ativo, a liquidez também é uma característica da própria plataforma em que os investimentos são realizados.
O Bitcoin (BTC), por exemplo, é um ativo bastante líquido.
A criptomoeda é aceita no mundo inteiro, seu mercado opera 24 horas por dia, 7 dias por semana, seu valor é acessível a partir de seu fracionamento, e a burocracia é bem reduzida.
Porém, de nada adianta eu querer vender meus BTCs, se estou em uma exchange em que não há outros usuários disponíveis para realizar essa compra.
Por isso, o volume de participantes e negociações de uma plataforma é extremamente importante e fundamental para garantir a liquidez de um ativo.
Liquidez na Foxbit
A Foxbit é uma das maiores e pioneiras exchanges de criptomoedas do Brasil.
Além do Bitcoin, há outras 80 moedas digitais disponíveis para compra e venda, todas seguindo os critérios de liquidez, como valor acessível, baixa burocracia e confiabilidade do mercado.
Mas muito mais que uma variedade de tokens, a própria plataforma também oferece liquidez.
A Foxbit está caminhando para seu nono ano de vida, com as operações iniciadas lá em 2014. De lá pra cá, mais de R$ 21 bilhões já foram negociados na exchange.
Esse volume foi alcançado a partir da participação dos mais de 1 milhão de clientes cadastrados e ativos na corretora, realizando operações diariamente.
Ou seja, há confiança por parte do mercado, listagem dos principais ativos e alto volume de negociação.
Então, é muita liquidez para o seu investimento!
Alta ou baixa liquidez?
A decisão por ativos de alta ou baixa liquidez varia de acordo com o perfil e necessidades do investidor.
Os especialistas geralmente indicam, inclusive, uma mescla entre ambos os tipos de investimento para que você tenha acesso a uma variedade maior de aplicações, sem comprometer seu controle financeiro.
Entretanto, é o próprio investidor que vai definir quais são os critérios a serem adotados na decisão, identificando a necessidade de um resgate rápido e sem taxas adicionais a partir de determinado montante.
Bitcoin faz parte da minha vida desde meus 17 anos, e, curiosamente, estou entre os primeiros cadastros da história da Foxbit, desde o primeiro dia. Criei minha conta antes mesmo de um dos sócios e fundadores, e antes de sequer sonhar em vir parar aqui…
Meu nome é Raphael Soffieti, tenho 22 anos, sou sócio e um dos responsáveis pela Foxbit Invest, a mesa de operações com nossos clientes de grandes investimentos.
Inclusive, a ideia de criar o que antes chamávamos de OTC foi minha e do João Canhada, CEO da Foxbit. Tive o prazer de fazer parte do início da nossa expansão, e fui a primeira pessoa contratada pela empresa, depois da chegada do Bernardo Faria, investidor-anjo e também um dos sócios.
Eu nasci na França, de onde é a família do meu pai. No entanto, me mudei para o Brasil com um ano de idade e cresci por aqui. Eu comecei a ganhar o meu próprio dinheiro aos 16 anos, através de jogos on-line. Segui muito ligado e interessado nas novidades sobre Bitcoin, nunca parei de me aprofundar. Naquela época, o material era bem mais escasso que hoje em dia, e eu buscava e trocava informações na mesma comunidade que uniu os hoje integrantes da Foxbit.
Princípios da Foxbit
Em 2016, fui ao lançamento de um livro sobre o tema, onde conheci o Canhada e o Marcos Henrique, outro sócio. Eles perguntaram o que eu fazia, já que iam abrir uma vaga para ajudar em operações. Pediram meu currículo, e disseram que precisavam de alguém urgentemente.
Eu tinha acabado de trancar a graduação em Comércio Exterior no Mackenzie, e tinha marcada uma viagem para visitar meu pai na França, pra ficar um mês fora. Sabia que não era o que eles esperavam, mas fiz um currículo bem simples e enviei, sem grandes pretensões. Pouco antes de eu embarcar, perguntaram se e poderia começar quando voltasse da viagem.
Um mês depois, cheguei de volta ao Brasil. Pousei à meia-noite, e, às 7h da manhã, eu comecei na Foxbit. No dia 1º de julho de 2016. Dos quase 400 currículos que eles receberam, eles me escolheram e aceitaram me esperar.
Como éramos em poucas pessoas, eu fazia de tudo: operacional, atendimento, cadastros… Com o tempo, percebi o potencial de uma nova área, uma espécie de atendimento “private” para clientes interessados em transacionar grandes volumes.
Assim, surgiu a OTC, que com o tempo começamos a chamar simplesmente de “mesa”, e que se tornou a Foxbit Invest. Hoje, eu cuido dessa área, além de estratégias comerciais, participando de eventos e em relacionamento com bancos e clientes.
Para o futuro, imagino que a gente continue sendo a principal corretora, lá no topo. Mantendo o trabalho sério que sempre fizemos, com crescimento maior a cada ano. Quero que a Foxbit seja referência de corretora ao apenas citarem esse nome. É pra isso que volto minhas energias e meus sonhos.
Siga as redes sociais da Foxbit, fique por dentro de mais histórias de empreendedorismo e aprenda mais sobre bitcoin e outras criptomoedas.
Nesse may the fourth as notícias sobre criptomoedas incríveis estão.
Veja o nosso resumão para não ficar de fora da Aliança Rebelde.
UNICEF Australia utiliza mineradora de criptomoedas
A UNICEF entrou de vez no mundo das criptomoedas e transformou uma ferramenta muito utilizada por sites maliciosos em algo que dá esperança para milhares de crianças. A organização começou a utilizar o serviço de mineração da CoinHive, ele permite que pessoas minerem a moeda Monero em páginas da web. A página TheHopePage permite que você escolha o poder de processamento a ser doado. Todos os fundos serão convertidos em alimentos, vacinas, suporte e água tratada para crianças em situação vulnerável. Veja a notícia completa no site da Forbes e não se esqueça de doar. 🙂
Japão pressiona exchanges a largar criptomoedas privadas
Enquanto alguns utilizam moedas como Monero para ajudar crianças em necessidade, outros querem proibi-las, é o caso do governo japonês. A exchange Coincheck, hackeada no dia 26 de janeiro, não vai negociar Monero e outras duas criptomoedas (provavelmente Dash e Zcash). A empresa está tentando uma licença para operar no país. A Financial Service Agency (FSA) órgão responsável por liberar as licenças, mencionaram em um relatório as moedas Dash e Monero como extremamente problemáticas. Veja mais informações no site da Forbes.
França diminui taxa sobre ganhos com trade
O Conselho de Estado da França anunciou uma redução drástica na tributação de ganhos com criptomoedas. Atualmente a taxa é de 45%, com a decisão do Conselho de Estado ela cairá para 19% menos da metade. A taxação para outras atividades com critpomoedas, como mineração continua a mesma. Vale ressaltar que o atual presidente Emmanuel Macron já foi fotografado segurando uma Ledger Blue, dispositivo utilizado para dar mais segurança para transações de criptomoedas. Será que esse é um novo começo para as criptomoedas em uma das maiores economias da União Europeia?
Vitalik critica a Consensus
Vitalik Buterin, criador da plataforma de contratos inteligentes Ethereum, vai boicotar a maior reunião sobre blockchain e criptomoedas do mundo, a Consensus. Buterin acusa um dos maiores portais de notícias sobre criptoativos, a Coindesk, de dentre outras coisas cobrirem de forma “terrível” alguns acontecimentos da rede Ethereum. Ele também aponta um artigo no qual um link de um scam foi postado pelo portal de notícias. Como resposta a Coindesk já afirmou que o artigo que Vitalik achou terrível foi atualizado com a opinião de um dos desenvolvedores da rede Ethereum e que olink para o site de scam foi retirado logo após descobrirem que o airdrop era falso. Apesar das discussões e acusações de ambos os lados, o real motivo para o boicote de Vitalik pode ser outro. O grupo que comanda a Coindesk, tem um portfólio de investimentos, no qual conta com a presença do Ethereum Classic, rede essa rival a do Ethereum. Veja mais informações no site da Bitcoinist.
Irã e sua criptomoeda nuclear
Notícia mais quente do que atual discussão sobre o acordo nuclear, a possível criptomoeda do governo iraniano. O atual ministro das Comunicações e Tecnologia, Mohammad Javad Azari-Jahromi, revelou para o Reuters que o Irã está “desenvolvendo uma criptomoeda local”. O comentário vem depois que o presidente do Estado de Israel, Netanyahu, mostrou que o governo de Tehran quebrou o acordo nuclear, firmado com os Estados Unidos. O desenvolvimento da criptomoeda poderia ser uma forma de contornar as prováveis sanções futuras do governo norte-americano. O atual governo proíbe o uso de Bitcoin ou qualquer outra criptomoeda. Veja mais detalhes dessa polêmica no portal Bitcoin.com
Investidores institucionais querem bitcoin
Um dos maiores investidores do vale do Silício e dono do fundo Founders Fund, Peter Thiel, revelou que investiu centenas milhões de dólares em bitcoin desde da metade de 2017. Recentemente o mesmo fundo também investiu cerca de 15.5 milhões de dólares, além de fazer aportes nos fundos Polychain Capital e Metastable Capital, que são fundos A onda de investimentos institucionais em empresas de blockchain e criptomoedas só tem aumentado, a Circle, empresa do Goldman Sachs adquiriu recentemente uma das maiores exchanges de criptomoedas do mundo a Poloniex. Tom Lee, co-fundador da Wall Street Fundstrat Global Advisors afirmou no seu Twitter que acha possível o preço do Bitcoin chegar a 1 milhão de dólares. Veja mais sobre os investimentos de Peter Thiel no site Bitcoin.com
Novo aplicativo de taxi aceitará criptomoedas
Na regiao metropolitana de Belo Horizonte um novo aplicativo de transporte vai começar a aceitar criptomoedas, mais especificamente Bitcoin. A atitude veio do Sindicato dos Taxistas de Minas Gerais, que em vez de simplesmente reclamar sobre a competição criou um aplicativo próprio. Mais uma vez o mercado se mostra eficiente em criar uma competição saudável que no final sempre beneficia o consumidor, nesse caso todos os milhares de usuários de criptomoedas. Veja mais sobre o app no jornal Otempo. Jovem padawan, que achou das notícias dessa semana ? Perder as notícias você não quer seguir você deve -> Twitter e Facebook.
Consensus é de longe a maior conferência sobre blockchain do mundo,ela é patrocinada pela Coindesk o maior portal de notícias sobre criptoativos, ela acontece entre os dias 14 e 16 de maio.
O que podemos esperar desse evento? Como ele influencia o preço? Primeiro vamos entender as dimensões absurdas que ele tem no âmbito das criptomoedas.
Para entender as dimensões desse evento vamos ver alguns dados, só no ano passado foram mais de 2700 participantes de mais de 70 países, representantes de todos os setores da sociedade, universidades, empresas financeiras, exchanges de bitcoin e até mesmo agentes governamentais.
“Os ingressos do ano passado “estavam mais concorridos que show de rock”, essa foi a fala de Eduardo Ferreira representante internacional da Foxbit, ele esteve presente na conferência passada e nos mostrou um pouco do que aconteceu por lá:
Neste ano a conferência pretende quebrar todos os recordes, não apenas no número de participantes mas também na importância deles.
Grandes empresas estarão presentes, como Microsoft, Accenture, Blockstream, Pantera Capital, IBM, Circle (Goldman Sachs) e representando o Brasil a Foxbit . Estima-se mais de 4.000 participantes, quase o dobro do ano passado.
Fonte:coindesk.com
Momentos polêmicos e decisivos da Consensus:
A conferência em seus 3 anos de existência teve diversos momentos polêmicos, dentre eles as desavenças entre Gavin Andresen (um dos primeiros desenvolvedores do Bitcoin) e Vitalik Buterin (criador da Ethereum).
Grandes players no desenvolvimento de várias criptomoedas estarão lá, a importância das decisões desses atores é ímpar. Um deles é Andrew Poelstra, desenvolvedor não apenas da Ligthning Network mas de outras soluções extremamente importantes, não apenas para o futuro do Bitcoin, neste podcast ele discute implementações do Mimblewimble, protocolo que pode ajudar diversas outras criptomoedas.
Visões divergentes sobre o futuro do Bitcoin estarão em discussão, em 2017, apenas 3 meses depois da Consensus aconteceu um dos forks mais importantes da história, que resultou no nascimento do Bitcoin Cash.
Influência no preço:
Toda a influência talvez se traduza no comportamento do mercado, aparentemente isso ocorreu em 2017.
No ano passado a conferência ocorreu entre os dias 22 e 24 de maio, olhando o gráfico no coinmarketcap podemos ver que o preço do bitcoin começou a crescer em abril e chegou ao top do mês um dia depois do evento, seguido por uma pequena correção.
O preço no dia 25/07 bateu os 2.728,00 dólares, iniciando o mês de maio em 1415 dólares.
A Consensus deste ano será ainda mais impactante, não é possível afirmar como o mercado vai reagir, mas é certo que grandes fundos de investimentos como Pantera Capital e o Digital Group Capital estarão lá, são bilhões que possivelmente podem entrar no mercado de criptomoedas.
Quais serão as maiores tendências de 2018? Será que o preço dos criptoativos serão novamente influenciado pelo evento?
A Foxbit não vai te deixar na mão, estaremos presentes e vamos te deixar bem atualizado sobre as tendências do maior evento sobre blockchain do mundo, nos siga no Twitter,Facebook e também no Instagram.
Depois de um primeiro trimestre bastante negativo para a maioria dos criptoativos, o mercado parece ter iniciado uma recuperação no mês de abril ao registrar no período um aumento de 53,7% na capitalização de mercado agregada, segundo dados do site coinmarket.com.
O valor de mercado total do ecossistema de ativos digitais saltou de US$265,6 bilhões em 31 de março de 2018 para US$408,3 bilhões no último dia de abril. A alta de US$142,7 bilhões foi puxada principalmente pela performance dos ativos que figuraram entre os TOP 10 no final do mês, com uma participação de 92,22% no incremento.
É também interessante notar que, no final de março, os 10 principais ativos respondiam por 79,88% de todo valor de mercado. No final de abril, essa participação subiu para 84,19%.
Em abril, o peso do Bitcoin na expansão do valor de mercado total foi praticamente duas vezes menor que o desempenho conjunto dos outros ativos. Enquanto o valor de mercado do Bitcoin subiu 37,22%, os ativos digitais restantes (cerca de 1600) registraram juntos 66,7% de aumento no mesmo período. Com isso, a participação de mercado do Bitcoin que, no final de março, era de quase 45% fechou o mês em 37,5%, registrando uma perda de 7,5% da fatia total do mercado para os outros criptoativos.
Um dos principais destaques do mês foi a plataforma de contratos inteligentes EOS, que registrou alta de 283,77% em seu valor de mercado. Este protocolo, que pode ser considerado um concorrente direto do Ethereum, ainda está em fase de ICO e a previsão é que sua blockchain comece a operar em junho deste ano.
A promessa dos desenvolvedores da EOS é a de oferecer uma blockchain com maior capacidade de processamento de transações e funcionalidades extras. Contudo, para conseguir atingir esses objetivos, a plataforma precisará sacrificar sua capacidade de ser resistente à censura e também a sua arquitetura descentralizada.
Variação dos preços
O crescimento do valor de mercado dos ativos reflete fundamentalmente os aumentos verificados nos preços dos ativos durante o mês de abril.
Os preços, contudo, tendem a não subir no mesmo nível que o valor de mercado, devido a diferentes estratégias de negociação e liquidação de investidores e/ou mineradores (no caso dos ativos que são “mineráveis”). O Bitcoin, por exemplo, obteve 33,5% de valorização em sua cotação em dólar, de acordo com levantamento feito pela Foxbit Invest, um pouco abaixo do incremento em relação ao seu valor de mercado.
Volume financeiro
Apesar de o Bitcoin ter perdido participação de mercado em abril no que tange à métrica de valor de mercado, é essencial analisar a performance do Bitcoin e dos principais ativos em relação ao volume financeiro total negociado no mês. Isso porque, a métrica de valor de mercado pode ser facilmente manipulada por protocolos que já realizaram a emissão total de seus tokens.
Imagine que uma nova plataforma com estoque total já emitido de 1 bilhão de tokens comece a negociar o seu ativo. Se este ativo for negociado por US$1,00, o valor de mercado total da plataforma automaticamente passará a ser de US$ 1 bilhão, pois a métrica de valor de mercado compreende a multiplicação do preço do ativo negociado pelo total de ativos existente no mercado.
Ao analisar o giro financeiro no mês de abril, observa-se um total negociado de US$493 bilhões, sendo que destes o Bitcoin é responsável por 38,6% (US$190,4 bilhões). Na sequência, compondo o restante do TOP 10, os ativos Ethereum, EOS, Ripple, Bitcoin Cash, Tron, Litecoin, Verge, Cardano e Qtum representaram juntos 36,9% do volume negociado. O restante dos ativos digitais contabilizou 24,4% do volume. Esta análise não considera o volume financeiro gerado pela negociação do token Tether (USDT), que em abril foi da ordem de US$80 bilhões. Isso porque, ele funciona como uma representação do dólar americano e não possui um racional de investimento, sua função é basicamente mover valores entre bolsas de criptoativos.
ICOs
Notou-se ainda em abril uma tendência de crescimento de novos protocolos e tokens relativos a aplicações descentralizadas que estão em processo de desenvolvimento. Para se ter ideia da pujança deste nicho, nos quatro primeiros meses de 2018, quase 230 ofertas iniciais de criptomoedas (ICO, na sigla em inglês) foram responsáveis por levantar mais de US$6,5 bilhões em investimentos, de acordo com o site coinschedule.com.
O montante é mais de 69% superior ao valor total captado durante todo o ano de 2017. Em abril, foram realizadas 68 ICOs, maior número de ofertas já registrado em um mês específico. O total captado em abril, da ordem de US$700 milhões, está bastante abaixo dos valores obtidos no primeiro trimestre do ano em função de ICOs muito relevantes, como o do Telegram que levantou sozinho US$1,7 bilhão dividido em duas rodadas de captação.
Futuros & Institucional
É notável o aumento da participação de investidores institucionais e de fundos que negociam ativos em alta frequência (high frequency trading) no mercado de criptoativos. Durante o mês de abril, alguns movimentos especulativos incomuns puderam ser observados. Incrementos muito repentinos no preço do Bitcoin, da ordem de US$100 a US$300, foram registrados em diversas bolsas de negociação em intervalos de tempo muito pequenos, o que dá sinais do aumento da eficiência dos negociadores.
Nos dois mercados de contratos futuros referenciados em Bitcoin, representados pelas bolsas norte-americanas CME e CBOE, foram registrados importantes aumentos no volume de negociação dos contratos. No dia 25 de abril, por exemplo, na semana de vencimento dos contratos futuros na CME, foram registrados 11 mil contratos, um recorde de volume, que totalizavam 55 mil Bitcoins (~US$500 milhões).
O discurso dos bancos centrais
Dois eventos em abril servem como mostras de uma suavização no discurso dos bancos centrais em relação ao Bitcoin e criptoativos em geral.
O primeiro deles diz respeito a um artigo publicado no blog da unidade de St. Louis do Banco Central dos Estados Unidos (FED, na sigla em inglês). Intitulado “Três formas como o Bitcoin é parecido com papel-moeda”. De acordo com o texto, a primeira delas é que tanto o Bitcoin como o dólar americano não possuem valor intrínseco. Enquanto o primeiro funciona com base na confiança sobre seu código de programação, o segundo funciona com base na confiança sobre o governo que emite aquele dinheiro.
Além disso, o banco correlaciona o limite total de emissão de Bitcoin, estipulado por Satoshi Nakamoto em 21 milhões, com a impossibilidade do FED de imprimir mais dinheiro fisicamente para dizer que ambos possuem limite de suprimento limitado. Contudo, o texto esclarece que o FED pode, se necessário, aumentar a base monetária da economia ao mexer no tamanho dos depósitos de reservas feitos pelos bancos comerciais junto ao FED, o que consequentemente reduz o poder de compra do dólar.
A terceira comparação toca no ponto da ausência da necessidade de um intermediário para se realizar uma transação com Bitcoin ou com dinheiro em papel.
No Brasil, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, que outrora havia dito que o Bitcoin era uma pirâmide financeira, afirmou em evento realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que o Bitcoin é um ativo arriscado e que quem investe precisa saber disso.
Regulação
Levantamento realizado pelo banco norte-americano Morgan Stanley mostrou que grande parte das negociações envolvendo criptoativos ocorre em países como Malta, Belize e Seychelles. Várias bolsas de negociação têm encontrado nestes lugares um arcabouço regulatório mais amigável para operação dos negócios.
No Brasil, a Comissão Especial de Moedas Virtuais da Câmara dos Deputados voltou a se reunir e aprovou nove requerimentos para realização de audiências públicas que visam dar subsídios para a discussão de uma eventual regulamentação do mercado de compra e venda de ativos digitais no país. No momento de fechamento deste relatório, ainda não havia data estipulada para as próximas audiências.
Em 2017, esta comissão reuniu-se diversas vezes e inclusive houve a proposição por parte do relator da comissão de um texto legislativo que proibiria qualquer negociação e/ou posse de ativos digitais por brasileiros. Desde então, os deputados contrários a esta posição se articularam para a retomada das discussões e possível criação de uma regulamentação mais permissiva para o mercado brasileiro, que já conta com cerca de 2 milhões de investidores/usuários de criptoativos.