Se você já realiza ou pretende começar a fazer transações usando criptomoedas, é importante conhecer o que é uma Organização Autônoma Descentralizada (DAO). Essa organização é uma revolução do modelo tradicional de negócio das organizações.
Por meio da tecnologia do blockchain, é possível realizar processos de organização utilizando contratos inteligentes. Continue acompanhando este post e saiba mais sobre a DAO e como ela promete facilitar os processos nas organizações.
O que é a Organização Autônoma Descentralizada?
DAO — em inglês Decentralized Autonomous Organization — é uma organização em que as normas são definidas no sistema blockchain por meio de contratos inteligentes, permitindo total transparência a todos os usuários.
Sendo assim, não existe nenhum servidor central (nem mesmo uma entidade) que supervisiona os processos — o controle é feito pelos acionistas envolvidos no projeto. A DAO tem como principal objetivo financiar os projetos que sejam operados por esses contratos inteligentes.
Como funciona a DAO?
Muitas organizações descentralizadas contam alguns gerentes para comandar as votações das propostas feitas no blockchain. Com isso, a DAO se torna um processo democrático, já que funciona pela quantidade de votos, e não por critérios duvidosos.
A organização passa a funcionar por um sistema autônomo, que é um processo cada vez mais necessário para que as empresas atuais consigam sobreviver, pois os esforços feitos por indivíduos precisam ser cada vez menores.
Para o funcionamento, as votações são usadas para representar a quantidade de criptomoedas ether que foram investidas por cada membro durante uma oferta que busca o financiamento coletivo de determinado projeto.
https://blog.foxbit.com.br/preciso-ter-muito-dinheiro-para-comecar-investir/
Quais são os principias desafio encontrados por essa tecnologia?
Essa facilidade e a redução de custos em negociações podem sofrer com alguns desafios. Entre eles podemos citar:
Legalidade
O âmbito jurídico pode ser uma das barreiras enfrentadas por uma Organização Autônoma Descentralizada. Isso acontece porque uma empresa é reconhecida por meio de uma pessoa jurídica, conforme a legislação vigente no Brasil.
No entanto, um dos principais pontos das novas organizações autônomas é justamente a descentralização, ou seja, não há um representante — pessoa jurídica — para responder por suas estruturas.
Segurança
Felizmente, o código de uma DAO é visível a todos os usuários, e caso tenha alguma falha, a segurança desse código pode ser considerada uma ameaça por membros mal-intencionados, gerando prejuízos ao projeto. Essa segurança (ou falta dela) é influenciada pela plataforma utilizada para as negociações.
Como aconteceu na semana passada, quando foram encontrados vários bugs em diversos tokens da rede Ethereum.
Processo de decisões
Não existe nenhuma equipe ou representante responsável por estudar e considerar as propostas. Sendo assim, as considerações e os critérios para avaliação de um projeto ficam por conta dos membros das organizações.
Com isso, as decisões devem ser um acordo entre todos os membros, pois o não consentimento de apenas um já é o suficiente para que a organização autônoma passe a considerar essa opinião divergente. Sendo assim, é preciso acordo e responsabilidade em toda e qualquer tomada de decisão que afeta o andamento da votação e do projeto em si.
A Organização Autônoma Descentralizada permite facilidade, rapidez, economia de custos e transparência em seus processos. No entanto, por ainda ser uma tecnologia recente no mercado, pode deixar alguns pontos a desejar.
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Por eu ser multitarefa, até hoje brincam que eu sou o bot da Foxbit. Fico com pelo menos três ou quatro janelas abertas no meu monitor de 34” enquanto trabalho! E isso ilustra muito o que eu sou e a história que construí aqui dentro.
Se o coração da empresa, que são as transações, a entrada e saída de dinheiro, não funcionar, todo o resto para. Por essa razão, sempre me empenhei ao máximo para manter o coração bombeando sangue para as outras áreas.
Sou Luís Augusto Schiavon Ramos, fundador e Diretor de Operações da Foxbit. Nasci em Marília, mas morei minha vida toda em Pompéia, também no interior paulista. Sempre fui muito ligado à tecnologia, principalmente por gostar muito de jogos de RPG Online.
Comecei minha vida de atendimento ao cliente e gestão de comunidade aos 11 anos, quando moderava fóruns de servidores de Ragnarok Online, um dos maiores MMORPG do mundo.
Com 12 anos, me juntei a alguns amigos de internet e criamos o AngelRO, onde eu era administrador responsável pelo fórum e por atendimento aos jogadores. Chegamos a ter 1500 players online simultaneamente, um dos maiores servidores não-oficias de Ragnarok.
Já aos 14 anos, tive meu primeiro contato com trabalho formal, quando entrei para o curso de Mecânica de Usinagem do SENAI 9.28, em Pompéia, e ganhei uma bolsa de menor aprendiz na Jacto, empresa de máquinas agrícolas. Fui operador de máquinas CNC por dois anos.
Em 2011, o SENAI me chamou para participar da fase estadual das Olimpíadas do Conhecimento, junto com mais duas pessoas. Formamos uma equipe de manufatura integrada e construímos um quadriciclo elétrico. Conseguimos a medalha de bronze.
Dois anos depois, voltamos a competir, agora criando uma empilhadeira elétrica (na foto abaixo), tudo em 24 horas! Dessa vez conseguimos a prata.
Fomos convidados para a fase nacional, representar o estado de São Paulo, mas minha paixão por tecnologia falou mais alto do que a mecânica. Acabei saindo da equipe e focando na minha faculdade de Sistemas de Informação e num estágio que consegui como programador web.
PROFISSÃO: BITCOIN
Sempre fui muito curioso sobre novas tecnologias, por isso trombei com bitcoin em meados de 2011, em algum fórum na internet. Na época o conteúdo era muito técnico e escasso, então continuei minha educação em programação.
Só voltei a ter contato com o assunto dois anos depois, quando o bitcoin havia valorizado e era tema de diversas reportagens na mídia. Aí a curiosidade voltou! Por volta de 2013, entrei em um grupo do Facebook chamado Bitcoin Brasil e comecei comecei a estudar mais sobre o assunto. Comprei placa de vídeo, minerava litecoin e escrevia vários artigos para blogs.
Pouco depois veio a primeira ideia de um empreendimento com a moeda digital. Eu idealizei e montei um site para tornar o bitcoin algo utilizável, na prática, na vida das pessoas. Chamava-se Pague com Bitcoin. Eu poderia pagar boletos e fazer recargas para as pessoas utilizando a moeda. Como eu tinha muitas atividades na época, acabei cedendo o projeto para um amigo no Facebook, e ele existe até hoje.
Essa foi uma fase em que percebi que deveria entrar nesse negócio profissionalmente. Mandei meu currículo e me ofereci para trabalhar de graça em alguma corretora, só para fazer contatos e ganhar mais experiência na área.
Post onde eu pedia oportunidades em empresas de bitcoin
Por incrível que pareça, ninguém aceitou a cessão das minhas horas de graça! Porém, em conversas com os colegas da comunidade, João Canhada e o Rodrigo Souza, em 2014, veio o desejo de montar uma exchange. Eu já ganhava meu próprio dinheiro, então a ideia de empreender parecia natural e um novo desafio.
Por não entenderem muito bem, confesso que minha família não concordou totalmente com as minhas escolhas… Aos 20 anos eu tinha trancado a faculdade e decidido abrir uma empresa de algo que, até então, era pouco conhecido para eles! Mas essa foi mais uma etapa em que só o resultado traria entendimento.
Nasce a Foxbit
A história da empresa e seu surgimento “diferente” o próprio Canhada já contou por aqui. Talvez olhando de fora pareça que tínhamos poucas chances de dar certo. Antes de tudo, foi um processo de confiança e, do que eu considero o principal, mão na massa.
Vejo este como o nosso segredo. Não importava se era Natal, Ano Novo, Páscoa… com o notebook aberto e a ceia ao lado, estávamos disponíveis para resolver o problema dos clientes o tempo todo. Muitas vezes nós realizávamos transações de madrugada, com clientes que queriam dinheiro para pagar a balada!
Conquista da confiança e o respeito da comunidade.
Fomos crescendo, chegamos a outro patamar e, a empresa que surgiu tão descentralizada quanto o próprio conceito do bitcoin precisava de uma sede estruturada e de novos funcionários.
O primeiro escritório era bem apertadinho, inclusive gotejava um pouco com as tempestades paulistanas, mas foi nossa primeira casa física, na Zona Sul de São Paulo.
O primeiro escritório em SP gotejava bastante.
O espírito de família sempre foi muito latente na Foxbit, até porque nós moramos juntos durante um bom tempo, na “Toca da raposa”, uma espécie de república que montamos e moravam os quatro sócios: eu, Canhada, João Paulo e Felipe Trovão.
Acredito que esse espírito foi muito importante para chegarmos até aqui, não só entre os nove sócios, mas com todos os quase 60 funcionários da empresa.
No meu aniversário de 24 anos, em 2018, os funcionários fizeram máscaras com o meu rosto pra me homenagear!
Somos uma família unida em prol de um objetivo: revolucionar o mercado financeiro e contribuir para o crescimento da criptoeconomia. Para isso, nossa maior missão é entregar agilidade, transparência e segurança para as pessoas, criando a melhor experiência para se negociar criptomoedas no Brasil.
*Guto Schiavon nos deixou em um trágico acidente automobilístico, em 25 de dezembro de 2018. Contribuiu demais para a comunidade de criptomoedas brasileira e, especialmente, para a Foxbit. Estará sempre em nossas memórias e em nossos corações.
Para você não ficar fora do bloco criamos um resumão das principais notícias do mundo das criptomoedas.
Nessa semana tivemos alguns hacks e o blockchain energizando os esportes e cidades japonesas.
Coinbase mostra as asas e bloqueia Wikileaks
O Wikileaks, um dos maiores sites de jornalismo investigativo do mundo teve sua conta na exchange norte-americana bloqueada, sem nenhuma justificativa.
Para arrecadar fundos, a entidade sem fins lucrativos mantém uma loja no Wikileaks que aceitava criptomoedas usando a solução da Coinbase.
Segundo tweet do Wikileaks a “Coinbase se tornou um serviço não confiável e até mesmo perigoso….Ela se tornou tudo que o Bitcoin foi desenhado para impedir”
Para muitos está claro que as exchanges norte-americanas, como a Coinbase, já fazem parte do cartel bancário e governamental.
Para resolver o problema o Wikileaks começou a aceitar mais de 160 criptomoedas no seu e-commerce, utilizando uma solução de pagamentos canadense. Veja mais informações no site da CNBC.
Carteira My Ether Wallet tem endereço DNS alterado
Fonte:coincentral.com
Os servidores de DNS, que direcionam os endereços na internet, da conhecida e popular My Ether Wallet (MEW) foram alterados e todos os acessos eram direcionados para um site scam na Rússia.
Os usuários que tentavam acessar a carteira se deparavam com avisos de SSL falsos emitidos pelo navegador, mas mesmo assim o cracker conseguiu roubar mais de 150 mil dólares em ether.
Esse caso nos mostra novamente que usar sites online para gerar endereços ou guardar criptomoedas não é uma boa alternativa, a própria Ether Wallet dá esse aviso educativo e recomenda o uso de hardware wallets e outras medidas de segurança como instalação de extensões, check de SSL, entre outros. Veja mais informações sobre o que aconteceu no site da Bitcoin Magazine.
Bug é encontrado em vários tokens Ethereum
Conhece La Casa de Papel? Diversos tokens da rede Ethereum estão vulneráveis a ataques estilo o da série da Netflix, isso significa que usuários maliciosos podem criar milhões de tokens do nada.
A falha foi encontrada depois de pesquisadores independentes encontrarem uma transação do token BEC, criada de forma maliciosa que inflava a quantidade de tokens no mercado. O atacante criou milhões de tokens .
O bug não está no padrão ERC20 e sim em uma função específica de alguns contratos, mesmo assim diversas exchanges estrangeiras fecharam completamente o trade de tokens nesse padrão. Veja mais detalhes no artigo da Techcrunch.
P2p de energia via blockchain no Japão
A empresa Power Ledger, que utiliza blockchain como uma plataforma de trade para geradores e consumidores de energia, assinou um contrato de teste com a empresa japonesa KAPCO.
A plataforma permite a venda do excesso de energia gerada por painéis solares ou outras fontes renováveis, de maneira descentralizada e de pessoa para pessoa.
Os testes no Japão vão contemplar a região de Osaka, iniciando com apenas 10 pessoas. Mas não se engane, a empresa já trabalha em grandes projetos nos Estados Unidos e Austrália. Para entender mais acesse o portal de notícias BitcoinNews.
Filipinas prestes a permitir empresas de criptomoedas
Segundo a agência de notícias Reuters o governo filipino permitirá a abertura de 10 empresas que trabalham com criptomoedas, estes serão as primeiras empresas do ramo a atuar legalmente no país.
A Zona Econômica Especial de Cagayan criou em fevereiro diversas regras para atuação de empresas de criptoeconomia, para participar da zona especial e atuar no país as empresas terão que investir pelo menos 1 milhão de dólares e 100 mil em taxas. Entenda mais sobre esse passo do governo filipino acessando o Cointelegraph.
Blockchain na Copa do Mundo
Agora o blockchain chegou também na Copa do Mundo, pelo menos é o que indica a parceria entre a VICI Sports, uma plataforma que une fãs de esporte e a empresa BlocSide Sports Ltd, criadora da MVP Token, um token criado para o futebol profissional.
A ideia é usar os tokens para aumentar o engajamento, com eles os usuários poderão ter acessos a estádios, fazer doações para entidades de incentivo esportivo e acesso a conteúdo exclusivo.
O blockchain está entrando em todos os campos, dos de futebol até as arenas bancárias.
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É impressionante o crescimento que o cenário da criptoeconomia obteve nos últimos anos. Surgindo a partir de discussões em fóruns de criptografia, Satoshi Nakamoto lança em 2008 o white paper do Bitcoin, dando início a toda esta disrupção de sistemas descentralizados, tecnologia a qual foi nomeada de Blockchain. Dez anos depois, aqui no Brasil, esta mesma tecnologia, antes rotulada como “brincadeira de nerds” ou “moeda de criminosos”, passa a ser estudada dentro de um dos maiores centros de negócios do país, o Insper. A Blockchain Insper surge como um projeto de alunos do curso de Economia do Insper, com o intuito de mostrar o potencial da criptoeconomia como uma nova maneira de construir confiança e realizar negócios A Foxbit realizou uma entrevista com João Pedro Perpetuo, Thiago da Costa e Felipe Santos, co-fundadores da Blockchain Insper, para entender um pouco mais a respeito da organização.
PRIMEIRO CONTATO COM CRIPTOECONOMIA
Blockchain Insper: Acredito que assim como muitos, nosso primeiro contato foi por avistar uma oportunidade de investimento em algo totalmente “novo”. Fomos descobrir depois que não era tão novo assim, e que estava chamando muito a atenção das pessoas. De qualquer forma isso acabou nos atraindo também para a tecnologia.
FUNDAÇÃO
Blockchain Insper: A ideia de fundar a Blockchain Insper surgiu quando percebemos que havia uma demanda gigantesca no Brasil por conteúdo e informações de qualidade sobre Blockchain e Criptomoedas, e que principalmente ninguém estava suprindo isso nas universidades, que acreditamos ser um dos principais públicos quando se trata de uma inovação que vai mudar totalmente a forma como as pessoas se relacionam, negociam e vivem em sociedade.
PROPOSTA
Blockchain Insper: Temos a missão de gerar informações confiáveis, críveis e de qualidade ao mercado, focando alcançar desde o público leigo, até pessoas com conhecimentos avançados. Queremos, por meio da tecnologia, transformar a vida das pessoas, seja pelo fomento da tecnologia ou pelo estabelecimento de um HUB de criação de startups que utilizem soluções em blockchain. Além disso, entendemos a urgência de levantar esta bandeira no Brasil e no mundo. Nosso país necessita de instituições ativas no fomento à tecnologia, visando finalmente estar a frente no campo das inovações.
BACKGROUND ACADÊMICO
Blockchain Insper: O Insper, dentre de suas muitas qualidades, sempre se manteve muito aberto a inovações e abraçou desde cedo a ideia de ter uma entidade estudantil voltada a blockchain. Temos plena consciência de que tantos nossos professores, que se mantiveram muito abertos a discussão papel das criptomoedas no mercado de ativos, quanto a direção foram fatores que catalisaram o sucesso da Blockchain Insper neste curto espaço de tempo. Existiram diversas discussões em sala de aula sobre o papel da tecnologia blockchain no mundo e suas perspectivas futuras. O posicionamento do Insper em relação ao blockchain é que é um assunto de urgência, que deve ser estudado a fundo e entendido.
BLOCKCHAIN NO BRASIL
Blockchain Insper: O panorama tecnológico brasileiro é extremamente preocupante, com exceção de alguns setores específicos (ex. agropecuário), estamos muito atrasados na implementação de tecnologias de uma forma geral. Felizmente, com o blockchain observamos uma oportunidade única de fechar este gap, pela primeira vez na história não estamos atrasados. Possuímos mentes ativas na fomentação da tecnológica, que participaram dos fóruns de criação do Bitcoin. Além disso, a Blockchain Insper vivencia uma forte demanda por conhecimento tanto de dentro do Insper quanto de fora, o que mostra a disposição do brasileiro em querer mudar a realidade de atraso e de fato implementar o blockchain na vida cotidiana. Recebemos feedbacks muito positivos de toda a comunidade de estudantes, todos estão muito animados com a ideia de fazer parte de uma instituição que seja referência mundial em blockchain. Nossas ações (ex. eventos e palestras) foram muito elogiados e trouxeram, além de um esclarecimento de conceitos técnicos imprescindível para leigos, um senso crítico para a comunidade que é essencial na avaliação das oportunidades e do futuro da tecnologia.
PRÓXIMOS PASSOS E PARCERIAS
Blockchain Insper: Recentemente, passamos de 6 membros fundadores para 23 membros ativos, trabalhando diariamente em áreas administrativas (ex. eventos, conteúdo, estudos, estratégico) para exponencializar cada vez mais o crescimento da entidade. Acreditamos fielmente em procedimentos, em processos que se bem estabelecidos levarão ao perpetuidade da entidade no Insper. Estamos desenvolvendo um processo de avaliação de protocolos, juntamente com a meta de criar um blockchain próprio para fins acadêmicos. Nossos membros estão sendo capacitados para auxiliar grandes empresas do mercado oferecendo consultoria e estratégias em blockchain, tudo isso utilizando a rede de apoiadores e mentores que possuímos. Em relação a perspectiva da quantidade futura de membros, apenas acreditamos que necessitamos das mentes mais brilhantes da comunidade Insper, para crescer cada vez mais. Estamos abertos e buscando novas empresas parceiras, tanto startups inovadoras, quanto maiores players que desejam estudar e participar ativamente na educação e na construção de protocolos em blockchain.
ORGANIZAÇÃO ATUAL
Blockchain Insper: A quantidade atual de membros da Blockchain Insper é de 23 membros. Desses, 7 estão alocados na área de tecnologia e desenvolvimento de software, e o resto está dividido no estudo de aplicabilidade em negócios, e no estudo do mercado de criptomoedas, tokens e protocolos.
É muito gratificante ver um grupo dedicado a difundir conhecimento, dentro de uma instituição de ensino, a respeito de blockchain e criptoeconomia. Você conhece algum outro projeto que possua conexão com criptomoedas ou criptoeconomia? Comenta aí embaixo.
Já é sabido que a emissão de novos bitcoins na economia é feito através da mineração. Estes bitcoins gerados são dados ao minerador daquele novo bloco como uma recompensa por ter despendido sua energia e poder computacional durante o processo. De quatro em quatro anos esta recompensa é alterada e possui impactos em todo o mercado, então é interessante detalharmos um pouco este processo conhecido como Halving.
HALVING
Satoshi Nakamoto, criador do bitcoin, determinou que a cada 210 mil novos blocos gerados (aproximadamente de 4 em 4 anos), a recompensa dada aos mineradores seja reduzida em 50%. A este processo é dado o nome de Halving (metade, em inglês). Por causa do halving, o gráfico da curva de oferta de bitcoins possui formato logarítmico. Gráfico representando o comportamento de uma função logarítmica: “Avanços são rápidos no começo, mas seus ganhos decrescem ao longo do tempo” – Fonte: JamesClear Inicialmente, em 2009, a recompensa dada por cada novo bloco gerado era de 50 bitcoins, mas caiu para 25 em 2012 e 12.5 em 2016. Este processo se repetirá até alcançar o limite máximo de bitcoins, estipulado em 21 milhões de unidades, por Satoshi Nakamoto. O próximo Halving está previsto para acontecer no ano de 2020, onde a recompensa cairá para 6.25 bitcoins a cada novo bloco. Dá pra acompanhar a contagem regressiva. Gráfico representando a curva de oferta de bitcoins ao longo do tempo. A data prevista é que no ano 2140 seja emitido a última fração de bitcoin para alcançar o limite de 21 milhões de unidades. – Fonte: https://btcparaprogramadores.marcoagner.org/mineracao.html.
IMPACTO PARA MINERADORES E INVESTIDORES
Devido à diminuição da recompensa causada pelo halving, a tendência é que mineradores que possuam máquinas menos eficientes sejam “expulsos” do mercado, pois, a depender da cotação do bitcoin, estas máquinas não seriam mais lucrativas para minerar. Um grande exemplo é vermos casos de alguns early-adopters que relatam terem minerado bitcoins em seus computadores pessoais, algo que hoje em dia é extremamente inviável (não compensa) graças ao surgimento das ASICs. Para os investidores, o Halving tende a valorizar cada vez mais o bitcoin, se considerarmos um cenário ceteris paribus (todo o resto constante) e o comportamento desacelerado da curva de oferta, tornando o mesmo cada vez mais escasso e valioso.
Gráfico representando o comportamento do preço do bitcoin próximo ao primeiro halving – Fonte: Pantera Capital.
Gráfico feito utilizando Plotly e dados retirados do Coindesk.
É possível visualizar que momentos próximos ao Halving são de grande variação no preço do bitcoin, ao vermos os dois gráficos acima. A data do segundo Halving foi no dia 09/07/2016, e vemos que um pouco antes desta data houve um grande movimento de compra do bitcoin, já que os agentes incorporam previamente as expectativas com relação à maior dificuldade de obtenção da moeda. Vale ficar de olho nestas datas ímpares do Halving. São momentos de grande variação no preço do bitcoin e adaptação do mercado, já que os agentes estarão procurando por uma nova cotação de equilíbrio devido à queda da oferta. Investidores e mineradores devem levar estas informações em consideração para traçar estratégias a médio e longo prazo.