Como ocorre a oscilação do Bitcoin?

Como ocorre a oscilação do Bitcoin?

Se você está interessado em um investimento ousado, em algo novo, fora do esquema quadrado de bancos e mercado financeiro e que não necessariamente te traga um retorno em curto prazo, você precisa conhecer melhor o Bitcoin. E muitos se perguntam como ocorre a oscilação do preço do Bitcoin.

O que é mesmo o Bitcoin?

Talvez você já tenha ouvido falar dele: uma moeda digital descentralizada, sem qualquer tipo de regulamentação, proteção ou lastro em governos ou bancos centrais de países, ela é emitida por processos matemáticos que acontecem conforme computadores se conectam em rede no sistema da moeda. A quantidade de moedas emitidas, no entanto, nunca vai exceder os 21 milhões de bitcoins por programação de computador.
A rede que garante a autenticidade da moeda criada é a mesma que assegura a autenticidade das transações feitas entre usuários. O Bitcoin pode ser trocado por dinheiro comum, como o dólar ou o real, ou usado na compra de serviços e produtos em comércios online ou mesmo em lojas físicas que já o aceitam.

Como o valor do Bitcoin oscila?

Para entender como investir dinheiro em Bitcoin pode ser um bom negócio, antes de mais nada é preciso saber que o valor da moeda digital varia, e muito. Ela foi criada em 2009 e se valorizou até o pico de US$ 1 mil por um único Bitcoin em 2013. Pouco mais tarde, caiu para menos da metade desse patamar. Paulatinamente, no entanto, o Bitcoin recuperou seu valor até praticamente os US$ 1 mil em 2016.
Por ser ainda uma grande novidade, não existe um índice de volatilidade aplicável ao Bitcoin, como existem para ações em bolsa de valores ou para outras moedas, por exemplo. Mas estudiosos do assunto, tanto no Brasil quanto no exterior, já mapearam alguns fatores que provocam instabilidade no valor da moeda. Vamos a eles:

Eventuais faltas de segurança técnica da operação

Por ser uma moeda digital e dependente da rede de internet, ataques de crackers poderosos podem causar abalos e desvalorizações. Em um dos mais rumorosos casos, a casa de câmbio japonesa MtGox entrou com pedido de falência após alegar ter tido 750 mil bitcoins roubados por piratas virtuais. A cada vez que isso acontece, costuma espantar investidores e derrubar um pouco o valor da moeda.

Controles de capitais

O bitcoin serve como válvula de escape quando governos autoritários resolvem impor controle de capital, saída de moeda do país, limites para saques da poupança, etc. Por o bitcoin não fazer parte do sistema financeiro tradicional, não há como o governo impor limites a rede bitcoin, portanto, como ocorreu no caso da Grécia, o bitcoin se valorizou quando uma grande quantidade de gregos começaram a conhecer a criptomoeda como alternativa ao dinheiro extremamente regulado. O mesmo também ocorreu na China, quando as bolsas começaram a cair e o governo impôs limites ao mercado, como mostra o Jornal Econômico.

Insegurança em relação à regulação imposta por países ao Bitcoin

Por sua característica digital, as autoridades fiscais de muitos países advogam que a moeda seria especialmente útil para encobrir crimes de lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas e evasão de divisas.
Em 2014, a Rússia, por exemplo, passou a considerar suspeita qualquer transação com Bitcoin. Essa ideia é muito mais um mito do que uma realidade. Ainda assim, sempre que existe alguma regulação no horizonte, isso cria um sentimento ruim no mercado.

Aceitação da moeda por grandes instituições e empresas

Embora o bitcoin ainda seja pouco aceito por empresas, isso vem melhorando bastante.  No Brasil, ainda há menos de 200 lojas que aceitam bitcoins. No Japão, ela é amplamente usada, enquanto na Europa e nos Estados Unidos sua aceitação tem aumentado, mas ainda é baixa.
Como o número de empresas ainda é baixo, uma nova empresa aceitando bitcoin pode ajudar a dar confiança na criptomoeda, fazendo com que sua cotação aumente. É o caso, por exemplo, de quando a Dell USA passou a aceitar bitcoin na compra de equipamento. A cotação da moeda chegou a subir 15$ poucos minutos após o anuncio no Twitter.
O mesmo efeito também ocorre quando uma grande instituição fala de forma positiva sobre bitcoin & blockchain, como frequentemente acontece com o Fórum Econômico Mundial ou o Banco Central Inglês.
Apesar das oscilações, o bitcoin vem se tornando menos volátil a cada mês e economistas acreditam que o Bitcoin tende à estabilidade conforme mais usuários se interessarem a participar do sistema, tornando-o mais aceito, menos regulado e mais seguro, como você pode conferir no artigo do economista Fernando Ulrich.
Pretende iniciar investimentos em Bitcoin? Tem dúvidas sobre o que fazer? Deixe-nos um comentário e participe desse debate!

Qual melhor momento para investir em bitcoin?

Qual melhor momento para investir em bitcoin?

Diante de tantas mudanças de mercado, qual o melhor momento para investir em bitcoin? O mercado de Bitcoin é recente se comparado a outras alternativas de investimentos existentes, tendo surgido em 2008. Porém, ele já se tornou uma das opções com maior rentabilidade no mundo financeiro, chegando a se valorizar mais de 1100% em apenas 5 anos. Por isso, realizar um investimento em Bitcoin pode significar uma grande oportunidade de negócio.

Como funciona o mercado de Bitcoin?

O Bitcoin faz parte do mercado das moedas digitais, sendo especificamente uma criptomoeda (moeda criptografada). Entre as várias formas de se adquirir Bitcoins, as duas principais são:

1. Processo de mineração

O termo faz um paralelo com a mineração de metais por conta da dificuldade de obter e pela raridade da moeda, assim como os metais preciosos.
Existe um software que é responsável pela emissão dos Bitcoins em um sistema interligado entre os indivíduos e organizações que atuam nesse mercado (rede peer to peer), tudo de forma descentralizada e sem o controle de uma autoridade.
Esse sistema emite blocos de códigos criptografados para que os chamados mineradores (os participantes) tentem decifrá-los. O primeiro a conseguir recebe a quantidade determinada de Bitcoins referente a esses códigos.

2. Por meio de transações e investimentos

O segundo método é através da compra de Bitcoins de outros participantes do sistema, a exemplo do que ocorre no mercado de ações.
Isso pode ser feito por meio de um cadastro em uma plataforma voltada ao mercado, como a Foxbit. O processo é bem simples e facilitado, o que permite começar a investir rapidamente.

Quando começar um investimento em Bitcoin?

Desde que começou, o mercado de Bitcoin cresceu bastante ao redor do mundo. Para se ter uma ideia, no início cada unidade era cotada em menos de U$ 1,00. Em 2013, chegou a ser vendida acima de U$ 1.100,00.
Ele sofreu uma pequena desvalorização, porém tem se recuperado e seu preço atualmente se encontra superior a U$ 700,00, o que pode significar uma boa chance de obter ganhos futuros. Mas ele ainda está longe da sua máxima histórica, o que pode ser uma boa oportunidade de entrada.
Por isso, quem deseja ingressar nesse mercado deve fazê-lo o mais cedo possível.

Qual a importância do planejamento a longo prazo?

Quem pretende investir no mercado de Bitcoin precisa fazer um planejamento de longo prazo para  aumentar as chances de obter ganhos. Como visto acima, quem esperou 5 anos desde o seu surgimento conseguiu vender suas unidades a um preço alto, o que deixou muita gente milionária.
Porém, na hora de se planejar é importante não só segurar os Bitcoins na carteira, mas também estipular um investimento contínuo. Dessa forma, é possível aumentar o retorno do investimento no longo prazo por ter uma quantia maior investida.
Mas vale lembrar que o investimento em Bitcoin tem seus riscos, já que é um mercado com volátil, embora tenha ficado mais estável nos últimos tempos. É preciso estudá-lo e estar atento às tendências e novidades, além de se informar sobre maneiras seguras de investir.
Outro ponto importante é incluir a taxa de inflação nos seus investimentos, de modo a aumentá-los proporcionalmente para não prejudicar seu poder de compra no futuro.

O que é preciso saber os Bitcoins?

É importante saber que a emissão de Bitcoins cai pela metade a cada 4 anos, conforme estabelecido pelo seu criador Satoshi Nakamoto.
Quando o sistema começou, eram disponibilizadas 50 unidades de Bitcoin a cada dez minutos, hoje são 12,5. Existe ainda um limite de unidades a serem emitidas, 21 milhões, o qual deverá ser atingido por volta de 2040. Ou seja, sua oferta é pautada pela escassez, assim como os metais preciosos.
Contudo, por ter 8 casas decimais, as moedas são divisíveis e podem ser negociados em frações menores, o que indica que seu mercado é duradouro. Essa característica também permite começar um investimento com pouco dinheiro.
Realizar um investimento em Bitcoin é uma das novas formas de obter ganhos geradas pelas novas tecnologias, tendo muitas vantagens em relação aos investimentos tradicionais. Também é interessante destacar que cresce o número de estabelecimentos que estão aceitando a moeda no mundo, o que indica um aumento de relevância dos Bitcoins no cenário mundial.
Quer saber mais sobre o mercado de Bitcoins? Confira então os principais benefícios e riscos dessa moeda digital!

Bitcoin e blockchain: qual a relação?

Bitcoin e blockchain: qual a relação?

A tecnologia blockchain vem revolucionando o mundo dos negócios desde que foi implementada junto ao Bitcoin, a moeda digital mais conhecida atualmente. Ela, inclusive, já atrai investidores de várias partes do globo, especialmente aqueles ligados a instituições financeiras. Contudo, seu potencial pode ir muito além disso graças ao seu modo de funcionamento.
O blockchain pode beneficiar seguradoras (insurtechs), empresas de tecnologia, startups, sistemas de registros de patentes, de direitos autorais e até documentos oficiais, como certidões de nascimento e de casamento. Em alguns casos, sua importância já é equiparada ao do próprio Bitcoin, maior representante de seu potencial revolucionário.

O que é a tecnologia blockchain e como ela funciona?

A tecnologia blockchain atua na criação de registros sobre todas as transações realizadas dentro do seu sistema, disponibilizando-os publicamente em sua rede. Ou seja, registros públicos que podem ser conferidos por qualquer pessoa que a acesse ou utilize. Para entender melhor, é interessante analisar como o blockchain funciona junto aos Bitcoins.
A tecnologia blockchain sustenta um banco de dados que se encontra distribuído entre os usuários da rede dos Bitcoins. Essa rede é formada pelos computadores interconectados dos seus participantes. Nela, cada transação realizada envolvendo Bitcoins recebe um registro do Blockchain, o qual pode ser observado por seus participantes.
As transações realizadas podem se referir a compras, vendas, mineração, doações e inúmeras outras ações envolvendo a moeda digital.
E cada vez que um evento assim ocorre, ou uma correção de transação, os nós de sua rede executam algoritmos e cálculos para avaliá-lo, tendo como base o histórico. Dessa forma, esses dados e sua assinatura são analisados para poderem validá-lo ou não. Para isso, é necessário um consenso entre todos os nós existentes.
Após sua aprovação, a transação será admitida no registro. Da mesma forma, um bloco com essas informações será incluído na cadeia de transações para que passe a fazer parte do sistema Blockchain. Caso a validação seja negada por grande parte dos nós, a inclusão dessas informações nos registros do sistema não é realizada.

Vantagens da tecnologia blockchain

Graças ao seu modelo de funcionamento, o Blockchain atua como um registro distribuído (DLT — distributed ledger technology) sem a necessidade de um agente ou autoridade central para gerenciá-lo.
Vale ressaltar que todas as transações realizadas são criptografadas. Esse ponto — aliado ao fato de ele ser um sistema aberto e com registros que podem ser checados por seus integrantes — permite protegê-lo contra fraudes e atitudes mal-intencionadas. Também o tornam mais seguro e transparente para a realização de atividades financeiras.
Sua flexibilidade também é outra vantagem, pois, como mencionado acima, ele poderá ser empregado em diversos negócios que exijam confiança e envolvam valores. Nesse sentido, ele possui um amplo potencial disruptivo, podendo ser aproveitado por negócios emergentes e novas tecnologias.
Em transações financeiras ele poderá até suplantar sistemas de clearing, graças aos seus benefícios inovadores.

Como o blockchain mudou o mundo das moedas digitais?

O blockchain mudou o mundo das moedas digitais ao inserir maior segurança, transparência e credibilidade às transações.
Antes, todas as moedas digitas eram centralizadas e para o governo acabar com isso era muito fácil, pois era só atacar um único ponto centralizador e pronto, todo o sistema vem abaixo.

OK, Blockchain é legal, mas ele funcionaria sem o Bitcoin?

O blockchain é um grande banco de dados digital e hoje ele é imutável por um único motivo: é muito caro tentar alterar alguma transação já validada. Hoje a rede tem um poder de processamento de cerca de 1.775.000 TH/s, isso quer dizer que se você quiser alterar alguma transação já ocorrida, você precisaria de, no mínimo, 50% +1, ou cerca de 887.500 TH/s.
Hoje, uma mineradora de 12 TH/s custa por volta de 1800 dólares. Para você tentar manipular algo na rede, seriam necessário 131 milhões de dólares e, logo após identificarem que tem um minerador malicioso na rede, as pessoas migrariam para uma cadeia de blocos sem esse minerador. Traduzindo: você gastaria 131 milhões de dólares para nada.
Existem diversas altcoins, cada uma com um novo blockchain, porém, podemos dizer que o blockchain do bitcoin é o mais seguro, pois é o que mais possui um interesse financeiro agregado.

Quais bancos utilizam a tecnologia blockchain?

O número de bancos usando a tecnologia ou desenvolvendo soluções financeiras a partir dela tem aumentado nos últimos anos. Atualmente, instituições como Santander, City Bank, Goldman Sachs, BBVA, Barclays, Westpac e Commonwealth Bank of Australia já aproveitam as potencialidades do blockchain.
Isso significa que, em breve, teremos muitas novidades relacionadas a essa tecnologia, indo além do sistema de funcionamento do Bitcoin. Aliás, ela já está mudando negócios e até mesmo impulsionando novas tecnologias no setor financeiro, além de áreas que exijam maior segurança e transparência em suas transações comerciais.
Para saber mais sobre instituições financeiras e seu envolvimento com as potencialidades dessa tecnologia, veja a forma como 6 grandes bancos estão explorando o blockchain em suas operações.

5 lições para um investidor

5 lições para um investidor

Para ser um investidor, fizemos uma lista com 5 lições importantes. Investir dinheiro com sabedoria e conhecimento é um desejo de muitas pessoas. Existem diversas opções de investimento no mercado como títulos públicos, investimento em renda fixa, CDBs, RDBs, fundos de investimentos, bitcoins, bolsa de valores e outros.
Para se tornar um investidor de sucesso, é necessário se preparar e estar atento às movimentações do mercado, para evitar perder dinheiro. É importante lembrar sempre de qual é seu objetivo ao investir, seja ele uma viagem internacional ou fazer economias para outros planos.
Aprenda neste post 5 lições que um investidor de sucesso precisa aprender:

1. Não tenha medo


Uma das principais características de um investidor de sucesso é não ter medo. Por diversas vezes o mercado estará em queda e passando por momentos de turbulência, mas você não deve se desesperar.
O investidor mais conhecido no mundo, Warren Buffett, criou uma metodologia de investimento na bolsa de valores que contemplava comprar ações na baixa (quando as pessoas se desesperavam e costumavam se desfazer de seu patrimônio por valores muito inferiores ao que eles valem) e vender na alta (quando o mercado está crescendo e as pessoas aceitam pagar mais caro por uma determinada ação).

2. Tenha paciência e estude


Investidores que buscam meios em que seu dinheiro poderá render altos ganhos necessitam de muita paciência. É necessário que você conheça muito bem o tipo de aplicação que escolherá, tendo ciência do seu funcionamento, seus riscos e desmistificando algumas crenças que são facilmente encontradas.
No caso do investimento em bitcoins (moeda digital), por exemplo, é necessário que você saiba o que é bitcoin, como você pode comprar bitcoin, qual a cotação do bitcoin e sua liquidez, como vender bitcoin, ou seja, como funciona o mercado bitcoin. Após estudar bastante, definir o tipo de investimento e comprá-lo, é necessário que você tenha paciência para que ele atinja o resultado esperado. É um tanto quanto utópico pensar que qualquer tipo de investimento vai te deixar rico da noite para o dia. Paciência é um dos itens fundamentais para o sucesso.

3. Um investidor de sucesso corre riscos


Ao analisar os riscos, você notará que investimentos como a poupança ou títulos públicos possuem riscos baixíssimos, quase zero. Já outros tipos de investimentos como a bolsa de valores e os bitcoins possuem riscos maiores. Existe certa proporcionalidade no tamanho do risco e seu retorno. Investimentos de baixo risco proporcionam baixo retorno e assim acontece com investimentos de alto risco.
É válido ressaltar que correr riscos não quer dizer que você não está buscando formas seguras de se investir. Existem maneiras de se investir com segurança, independentemente do tipo de investimento escolhido.

4. Não arrisque tudo


Os investidores mais bem-sucedidos no mundo não investem tudo o que têm em transações de alto risco. Eles buscam sempre uma diversificação, evitando assim que problemas possam levá-los à falência. Ao diversificar os investimentos, você garantirá uma quantia de reserva que te resguardará caso aconteça algum contratempo no meio do caminho.
As criptomoedas, por exemplo, podem ser um bom investimento, desde que se considere a volatilidade da moeda e a segurança das transações. Sendo assim, pode-se fazer um mix entre esse investimento de risco e um título público, por exemplo.

5. Cuidado com a ganância


Warren Buffett, o terceiro homem mais rico do mundo, mora na mesma casa, no interior dos EUA, há várias décadas. Ele poderia viver em qualquer lugar do mundo, mas preferiu manter sua vida tranquila e sem excesso de luxo. Obviamente, você está investindo seu dinheiro e pretende gastá-lo de alguma maneira. Você deve sim realizar seus sonhos e objetivos, mas deve sempre manter o pé no chão e não se empolgar.
Ao se tornar um investidor de sucesso você pode ter um estilo de vida luxuoso, trocar de carro frequentemente, entre outras coisas. Ao fazê-lo, você sempre vai querer mais e mais. É válido lembrar que, quanto mais você gasta, mais você deseja ganhar, só que a velocidade de gasto é infinitamente superior à de ganhos. Sendo assim, muito cuidado com a ganância, pois ela pode te levar à falência!
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Tudo sobre Bitcoin: 8 curiosidades que você não sabia

Tudo sobre Bitcoin: 8 curiosidades que você não sabia

Saber tudo sobre Bitcoin é uma tarefa complicada, não é verdade? Diariamente, casos muito curiosos são descobertos em várias partes do mundo entre os usuários: de pessoas que ficaram milionárias sem saber, passando por questões de segurança, até especificações técnicas da criptomoeda, sempre há algo novo a aprender nesse ambiente.

Por isso, pesquisamos sobre 8 fatos intrigantes a respeito de tudo que acontece no universo do dinheiro digital que nos ensinam lições importantíssimas sobre essa tecnologia. Duvida? Confira agora mesmo!

1. O comércio de bitcoins é superior ao de ouro no Brasil

Durante o período que antecedeu o halving — o evento quadrienal que reduz a recompensa pela mineração de blocos da rede —, o valor de bitcoins negociados nas exchanges brasileiras foi superior ao do ouro na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Segundo dados do site BitValor, até junho de 2016, o volume comercializado de bitcoins, em reais, foi de R$ 164.259.807, superando em mais de R$ 10 milhões os lotes de ouro comercializados pelas agências da BM&F, que totalizaram R$ 153 milhões.

2. Todos os bitcoins do mundo não compram 2% da Apple

Muito se fala sobre o potencial de disrupção do bitcoin e o quanto ele poderia ameaçar a existência de bancos, empresas de pagamentos, cartórios e outros players. Entretanto, se comparado a indústrias diversas, a capitalização total do bitcoin não se equipara a de centenas de empresas de capital aberto no mundo todo.

Comparado com a gigante tecnológica Apple Co. — oitava maior empresa do mundo, segundo a Forbes —, apenas seu Market Cap de US$ 586 bilhões já supera o bitcoin em mais de 60 vezes.

Logo, se o Bitcoin fosse uma empresa nos mesmos termos, certamente ficaria em um grupo muito inferior a grandes bancos, empresas de tecnologia, automóveis, seguros, telecomunicações e muitos outros.

3. Mais de 60% dos bitcoins são minerados por 5 entidades

Segundo o protocolo do Bitcoin, cada minerador pode competir pela desencriptação de um bloco de transações na rede e, em troca, receber 12,5 bitcoins. Logo, isso nos leva a algumas constatações:

  • Se alguém tiver um poder de mineração muito superior aos demais, provavelmente vai receber mais recompensas que todos;
  • Somente um player pode vencer a competição a cada bloco;
  • Quanto menos capacidade de processamento você tem, menor sua probabilidade de vencer o desafio e maior o tempo de espera até você ser remunerado alguma vez, podendo levar anos.

Então, como as pessoas afirmam lucrar com mineração, se a probabilidade de minerar um bloco é ínfima?

A resposta está no fato de que existem conglomerados de mineradores ao redor do mundo. Eles agem em conjunto e conseguem vencer mais desafios e distribuir os ganhos oriundos das recompensas através da rede. Atualmente, as maiores pools de mineração são: F2Pool, AntPool, BW.COM, BTCC Pool e ViaBTC.

Por isso, ao comprar um computador minerador, é muito mais difícil minerar sozinho do que fornecer sua capacidade de processamento a uma das grandes pools de mineração existentes no mundo, responsáveis por receber a maioria das recompensas pelos blocos e redistribuí-las proporcionalmente entre os mineradores da rede.

4. Não temos ideia de quantos computadores mineradores existem

Falando em mineração, graças a esses conglomerados mineradores que recebem as recompensas em um nó único e redistribuem em suas redes particulares, fica impossível calcular a quantidade de mineradores que a rede possui.

Isso porque, para entender o tamanho desse número, seria preciso que cada uma dessas entidades — que ficam espalhadas pelo mundo — fornecesse essa informação. Evidentemente, isso não acontece. A razão? Tanto para manter a privacidade, quanto para proteger os negócios dos envolvidos.

5. Mais da metade de todos os bitcoins nunca foram gastos

Sim, cerca de 60% de todos os bitcoins gerados permanecem em suas carteiras iniciais desde que foram minerados. Esse fato, em termos práticos, não fornece muita informação sobre a razão desse dinheiro nunca ter sido gasto.

Aparentemente, existe uma tendência, comum entre os mineradores, de poupá-lo. Isso pode ser um indicativo de que o mercado acredita que o valor futuro do bitcoin será muito mais vantajoso que o atual.

6. Bancos escondem o Bitcoin, mas mas amam o Blockchain

Com a descoberta da utilidade do blockchain pelo ecossistema de negócios, esse termo passou a fazer sucesso entre startups e setores de inovação das corporações.

À primeira impressão, a tecnologia blockchain pode realmente ser muito útil como um banco de dados ultraseguro e privativo, com a vantagem de resolver o problema do gasto duplo. Logo, seria uma grande ferramenta para bancos e cartórios.
Entretanto, um dilema estratégico aparece nessa história:

  • Um blockchain privado, criado para guarnecer dados de uma instituição apenas, ficaria muito suscetível a ataques de 51%. Logo, os únicos blockchains utilizáveis são os públicos — sendo o do Bitcoin o maior e mais bem testado hoje;

Por isso, cada vez mais, há grandes empresas tentando incentivar negócios em blockchain que não envolvam a rede bitcoin, sem muito sucesso.

7. Verdadeiras fortunas em bitcoins já foram acidentalmente para o lixo

Para uma pessoa normal que passa a usar bitcoins, esse ato traz consigo a responsabilidade por cuidar da segurança do próprio dinheiro.
As carteiras bitcoin, bem como suas chaves criptográficas, ficam armazenadas em arquivos locais na maioria das vezes: dentro de um HD pessoal do computador ou celular do usuário. Dessa forma, usuários de criptomoedas precisam estar muito atentos à segurança desses dados, pois eles representam valores em dinheiro.

Mas nem sempre a devida atenção é dada e, frequentemente, há casos de pessoas que acidentalmente formatam o computador sem antes fazer o backup de suas carteiras. Ou familiares que presenteiam os filhos e sobrinhos com computadores novos e jogam o antigo fora sem avisar.

8. Verdadeiras fortunas também foram geradas de investimentos baixíssimos

Paralelamente, se há pessoas que perdem muito dinheiro acidentalmente, com várias outras ocorreu exatamente o contrário. Bitcoins comprados em seus primeiros anos — quando ele poderia valer menos de US$ 1 — em valores presentes facilmente se tornam milhares, talvez milhões.

É o caso, por exemplo, de Kristoffer Koch, um norueguês que comprou em 2009 cerca de 5 mil bitcoins, a um preço equivalente a R$ 66. Depois de um tempo, Kristoffer parou de acompanhar as novidades sobre o bitcoin. Em meados de 2015, quando descobriu a cotação da moeda naquele momento, imediatamente Koch constatou que esse investimento havia se multiplicado quase 130 mil vezes, sagrando-o um milionário que não sabia da própria fortuna.

E você? Sabia dessas curiosidades e sabe tudo sobre Bitcoin? Está interessado em investir e, talvez, fazer fortuna com a sua valorização? Acesse nossa central de ajuda e perguntas frequentes e tire todas as suas dúvidas.