João Canhada na CNN: “2017 foi o ano de consolidação do Ethereum”

João Canhada na CNN: “2017 foi o ano de consolidação do Ethereum”

Nosso CEO, João Canhada, deu uma entrevista para a CNN nesta quarta-feira (03/02), comentando sobre a valorização e a consolidação do Ethereum.

Canhada comentou quando o Ethereum teve uma visibilidade maior no mercado e porque isso veio acontecer de novo em 2020:

“Agora tivemos o boom da DeFi (finanças descentralizadas) e a indústria financeira está começando a replicar tudo o que existia no sistema tradicional de forma transparente, pública e digital. Nesse sentido, o ethereum tem tudo para continuar avançando.” 

Bancos Centrais espalhados pelo mundo, estudam criar criptomoedas próprias, que terão que contar com um referencial parecido, se o próprio ethereum não for o escolhido. João Canhada entende que isso pode fazer com que o ethereum e se descole do bitcoin e avance ainda mais.

Quer entender um pouco mais sobre o que o nosso CEO disse sobre a rede Ethereum e como ela pode afetar ainda mais o mercado? Confira a entrevista completa clicando aqui.

O que é Synthetix (SNX)?

O que é Synthetix (SNX)?

Com um projeto inovador, um grande mercado a ser conquistado e valorização de 2.565%, a moeda Synthetix (cujo ticker é SNX) chama a atenção dos traders e especialistas do mercado financeiro. 

Quer entender mais sobre esse criptoativo? Vem com a gente, pois falaremos tudo que você saber. 

O que é Synthetix SNX?

Synthetix  é um protocolo baseado no Ethereum que abre enormes possibilidades para o mercado trilionário de derivativos, mas utilizando as finanças descentralizadas ou DeFI. Ele foi lançado em 2017 com o nome de Havven (HAV) após um ano renomeado para Synthetix . 

Em suma, Synthetix é um protocolo que permite a criação de ativos “sintéticos” ou semelhantes aos derivativos no mercado tradicional, mas sem a necessidade de que você tenha em mãos os próprios ativos. 

Mas como isso funciona? 

Isso é feito por meio da colateralização dos ativos por meio de códigos auto-executáveis, retirando a necessidade de intermediários. Em outras palavras, é preciso ter uma garantia para criar ativos sintéticos.

Por exemplo, para criar um ativo sintético de dólar sUSD – que imita o valor do dólar- é preciso deixar uma garantia de 600% do valor criado do ativo em SNX. 

Fonte – Youtube Finematics

Tudo é feito via contratos inteligentes e o preço é rastreado por meio de ‘oráculos’ que  dão essa informação de forma descentralizada para o blockchain.

Quais as vantagens da Synthetix?

A grande vantagem de negociar um ativo derivado de outro é ganhar a exposição sem precisar guardá-lo ou manejá-lo. 

Os investidores também podem ganhar apenas provendo liquidez para o protocolo e outras aplicações via stake. Dessa forma, você só precisa de SNX para contribuir e talvez lucrar com o projeto. 

Mas além de tudo isso, outra grande vantagem é o uso da segunda camada do Ethereum para reduzir os custos de transação na criação e negociação de tokens sintéticos. 

Com tantas funcionalidades não é de se estranhar que a SNX tenha crescido 2565% nos últimos 12 meses., segundo dados do Coingolive

Quem está trabalhando na SNX? 

Para ter tamanha valorização e tantas funcionalidades foi preciso uma equipe talentosa.

Uma dessas pessoas é Justin J. Moses, o CTO do projeto, que foi diretor de engenharia do MongoDB, um dos sistemas de banco de dados mais usados na internet. Peter McKean é o atual CEO e conta com mais de duas décadas de experiência na área de desenvolvimento e foi programador da Fujitsu. 

Justin Moses – CTO da SNX

Qual o futuro da SNX?

Para onde vai o mercado de derivativos e qual o potencial da SNX?

De acordo com a Investopedia, é estimado que o mercado de derivativos seja equivalente a dez vezes o PIB do mundo. É um mercado enorme e com ótimos casos de uso usando a segurança e tecnologia do blockchain.

O projeto SNX sai na frente sendo um dos primeiros a criar essa proposta. Para termos uma pequena noção do potencial, atualmente a Synthetix conta com US$2,34 bilhões em valor alocado nos tokens sintéticos e um marketcap de US$2,84 bilhões.

Ou seja, há um enorme potencial de crescimento pela frente e definitivamente é um projeto para ficar de olho. 

Quais são as carteiras de Synthetix?

Carteiras como a Ledger e Metamask já suportam SNX, assim como a maioria das carteiras com suporte ao formato de token ERC-20. 

Gamestop, Elon Musk e o mercado financeiro – O Grande Investidor

Gamestop, Elon Musk e o mercado financeiro – O Grande Investidor

Semanalmente temos uma live especial no nosso canal do Youtube sobre os acontecimentos da semana no mercado financeiro e como isso pode acabar afetando os nossos participantes do desafio: O Grande Investidor.

O papo dessa semana foi com Marcelo Alemi do Monkeystocks, onde ele e nosso anfitrião Isac Honorato, especularam e alertaram algumas mudanças futuras no mercado financeiro.

Gamestop

O primeiro assunto abordado na live foi o caso da Gamestop, que virou o mercado de cabeça para baixo nessa semana. A Gamestop é uma loja de artigos de video-game e de entretenimento, que ainda fazem parte de um método antigo para o que se tornou o mundo dos videos games atualmente.

Mesmo sendo uma das maiores lojas desse segmento mundialmente, suas ações na bolsa de valores decaíram muito nos últimos anos, o que levou um interesse muito alto em alguns usuários do mundo em olhar mais a fundo para a Gamestop e mudarem drasticamente o rumo da empresa.

Elon Musk

Elon Musk, CEO da Tesla, recentemente acabou colocando em sua biografia no Twitter a hashtag “bitcoin”, gerando um grande boom no mercado de criptomoedas.

“Elon Musk tem cerca de 44 milhões de seguidores, em um universo muito grande […] É um cara que pode mudar o mercado com uma premissa muito grande, e não tenha dúvida que ele irá mudar, ele conhece muito bem a rede e isso pode mudar a vida de muitas empresas” comentou Marcelo.

Quer saber como foi o resto do bate papo? Vem ver na íntegra:

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Da loucura a genialidade: A história do Bitcoin no Brasil – BeInCrypto

Da loucura a genialidade: A história do Bitcoin no Brasil – BeInCrypto

Centenas de bilhões de dólares negociados todos os dias, instituições famosas investindo e milhões de consumidores,quem vê o mercado de bitcoin hoje pode achar que sempre foi assim. Mas a verdade é bem diferente, o mercado de bitcoin teve 4 fases claras.

1° fase: O Bitcoiner raiz

Quando entrei no mercado de bitcoin era “tudo mato”. Em 2013 tínhamos uma comunidade brasileira com no máximo 3 mil pessoas discutindo sobre uma nova moeda digital, falando coisas de nerd como: evolução do protocolo, novos sistemas de consenso e melhorias no código da criptomoeda. Era tudo muito pequeno.

Nesta época o bitcoin era tratado como “coisa de criminoso” pela mídia, uma moeda completamente privada, anônima e usada nas profundezas da internet. A mídia e os piramideiros ajudavam a espalhar essa má-fama totalmente infundada.

Por isso o Guto resolveu ajudar na criação do conteúdo e educação do mercado. Traduzimos textos, livros, filmes no Youtube e tudo que pudesse ajudar na disseminação de informações certas sobre o bitcoin.

Mas todo esse esforço era completamente em vão, pois os piramideiros – aqueles caras que prometem retornos impossíveis – estavam destruindo a reputação do Bitcoin . Começamos então a atacá-los nas redes sociais. Chegamos a receber ligações com ameaças de morte, só porque postamos alguns memes.

Foi uma fase difícil, mas a comunidade brasileira era muito boa e as discussões eram de alto nível.

Ethereum em minutos: Uma nova geração de Blockchain

Ethereum em minutos: Uma nova geração de Blockchain

Uma nova geração de Blockchain

Ethereum é uma plataforma aberta de blockchain que permite que qualquer pessoa crie e use aplicativos descentralizados. Assim como o Bitcoin, ninguém controla ou é detentor do Ethereum. Trata-se de um projeto de código aberto construído por muitas pessoas ao redor do mundo, mas, ao contrário do protocolo Bitcoin, o Ethereum foi projetado para ser adaptável e flexível.

A tecnologia do blockchain é a base tecnológica do Ethereum. Um blockchain é uma arquitetura de computação distribuída na qual cada nó
(usuários que cooperam com a estrutura, cedendo poder computacional) da rede executa e registra as mesmas transações, que são agrupadas em blocos. Apenas um bloco pode ser adicionado ao blockchain por vez. Cada bloco contém uma prova matemática (hash) responsável por certificar que determinado bloco segue na sequência do bloco anterior.

Desta forma, o “banco de dados distribuído” do blockchain é mantido em segurança e consenso por todos os nós da rede. As interações individuais do usuário com o livro de registro, que são feitas por meio de transações, são garantidas através de uma forte barreira de criptografia. Os nós que mantêm e verificam a rede são incentivados economicamente pela estrutura: cooperar é mais lucrativo do que fraudar.

No caso do Bitcoin, o banco de dados distribuído é concebido como uma tabela de saldos relativos aos endereços existentes. Em outras palavras, trata-se de um livro de registro (débitos e créditos) no qual as transações são efetivamente transferências de bitcoin. Com isso, permite-se a troca de valores financeiros entre usuários sem a necessidade de um intermediário.

Mas como o bitcoin começou a atrair maior atenção de desenvolvedores e tecnólogos, projetos inovadores começaram a usar a rede Bitcoin para fins além da esfera financeira. Muitos destes projetos assumiram a forma de “altcoins”, ou seja, criptomoedas alternativas que possuem, às vezes, seu blockchain próprio. O objetivo de muitos deles é trazer soluções para outros mercados, da mesma forma que o bitcoin trouxe para o sistema financeiro.

No final de 2013, o inventor do Ethereum, Vitalik Buterin, propôs um novo blockchain com a capacidade de ser programado para executar qualquer computação arbitrariamente complexa.

Ethereum Virtual Machine

O Ethereum é um blockchain programável. Em vez de dar aos usuários um conjunto de operações pré-definidas, como por exemplo transações com bitcoin, o Ethereum permite aos indivíduos criarem suas próprias operações com qualquer complexidade que assim desejem. Desta forma, o Ethereum serve como uma plataforma destinada à criação de diferentes aplicações descentralizadas em seu blockchain, incluindo, mas não limitando-se, às criptomoedas.

O Ethereum, no sentido estrito, refere-se a um conjunto de protocolos que define uma plataforma para contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Em seu cérebro está a Máquina Virtual Ethereum (Ethereum Virtual Machine – EVM), que pode ser entendida como um “super computador” capaz de executar códigos de complexidade algorítmica arbitrária.

Em termos de ciência da computação, o Ethereum é considerado “Turing completo”. Na teoria de computadores reais e virtuais, linguagens de programação e outros sistemas lógicos, um sistema “Turing completo” é aquele que tem um poder computacional equivalente à máquina de Turing universal. Em outras palavras, o sistema e a máquina universal de Turing podem emular um ao outro. Mesmo que seja fisicamente impossível para essas máquinas existirem porque requerem armazenamento ilimitado e probabilidade de falha nula, de uma maneira coloquial, a integridade de Turing é atribuída a máquinas físicas ou linguagens de programação que poderiam ser universais se tivessem armazenamento infinito e fossem absolutamente confiáveis.

Com o Ethereum, os desenvolvedores podem criar aplicativos descentralizados, popularmente conhecidos como Dapps, que funcionam na EVM usando linguagens de programação já existentes, como JavaScript e Python. Como qualquer blockchain, o Ethereum também inclui um protocolo de rede ponto a ponto (peer-to-peer). O banco de dados do blockchain do Ethereum é mantido e atualizado por muitos nós conectados à rede. Cada nó da rede executa a EVM e processa as mesmas instruções. Por este motivo, o Ethereum às vezes é descrito como um “computador mundial”.

Esta paralelização maciça da computação em toda a rede Ethereum não é feita para tornar a computação mais eficiente. Na verdade, esse processo torna a computação do Ethereum muito mais lenta e mais cara do que em um “computador” tradicional. Isso porque cada nó Ethereum executa a EVM para manter o consenso em todo blockchain, gerando um grande gasto de energia e poder computacional para manter a estrutura funcionando. Por outro lado, o consenso descentralizado oferece ao Ethereum níveis extremos de tolerância a falhas, garante tempo de inatividade zero e torna os dados armazenados no blockchain inalteráveis e resistentes à censura.

A plataforma Ethereum em si é desprovida de qualquer propriedade nativa e é agnóstica de valores. Semelhante às linguagens de programação, cabe aos empreendedores e desenvolvedores decidirem para quê a plataforma deve ser utilizada. No entanto, é claro que certos tipos de aplicativos tiram maior proveito das capacidades do Ethereum do que outros.

Especificamente, o Ethereum é adequado para aplicações que automatizam a interação direta entre pares ou facilitam a ação coordenada de um grupo em uma rede. Por exemplo, aplicativos para coordenação de mercados ponto-a-ponto ou a automação de contratos financeiros complexos.

O Bitcoin permite que os indivíduos troquem dinheiro sem envolver intermediários como instituições financeiras, bancos ou governos. O impacto do Ethereum pode ser mais abrangente. Em teoria, as interações financeiras ou negociações de qualquer complexidade podem ser realizadas de forma automática e confiável usando o código que está sendo executado no Ethereum. Além das aplicações financeiras, todos os ambientes em que a confiança, a segurança e a imutabilidade são importantes – por exemplo, registros de ativos, votação, governança e internet das coisas (IoT) – podem ser impactados positivamente pela plataforma Ethereum.

Como o Ethereum funciona?

O Ethereum incorpora muitos recursos e tecnologias que são familiares aos usuários do Bitcoin. Além disso, ele introduz muitas modificações e inovações próprias. Enquanto o blockchain do Bitcoin é puramente uma lista de transações, a unidade básica do Ethereum é a conta. O blockchain do Ethereum rastreia o estado de cada conta e todas as transições de estado são transferências de valor e informações entre as contas.

Existem dois tipos de contas:

  1. Conta de Propriedade Externa (Externally Owned Account – EOA), que são controladas por chaves privadas;
  2. Conta de Contrato, que são controladas pelo código do contrato e só podem ser “ativadas” por um EOA.

Para a maioria dos usuários, a diferença básica entre estes é que os usuários humanos controlam as EOAs – pois, afinal, apenas eles podem controlar as chaves privadas que dão controle sobre um EOA. As contas de contratos, por outro lado, são regidas pelo seu código interno. Se eles são “controlados” por um usuário humano, é porque eles são programados para serem controlados por um EOA com um determinado endereço, que por sua vez é controlado por quem possui as chaves privadas que controlam esse EOA. O termo popular “contratos inteligentes” (smart contracts) refere-se ao código em uma Conta de Contrato e são programas que são executados quando uma transação é enviada para essa conta. Os usuários podem criar novos contratos implantando o código no blockchain.

As Contas de Contrato apenas executam uma operação quando instruído por um EOA. Portanto, não é possível que uma Conta de contrato esteja executando operações nativas, como geração de números aleatórios ou chamadas de API (Application Programming Interface, ou Interface de Aplicação de Programação). Ela poderia fazer essas coisas somente se fosse solicitado por um EOA. Isso ocorre porque o Ethereum exige que os nós (computadores) possam concordar com o resultado da computação, o que exige uma garantia de execução estritamente determinista.

Como no Bitcoin, os usuários devem pagar pequenas taxas de transação para a rede. Isso protege o blockchain do Ethereum de tarefas computacionais frívolas ou mal-intencionadas, como ataques DDoS (ataques de negação de serviço) ou loops infinitos. O remetente de uma transação deve pagar por cada etapa do “programa” que eles ativaram, incluindo computação e armazenamento de memória. Essas taxas são pagas em quantidades equivalentes do token nativo do Ethereum, denominado Ether (ETH).

Essas taxas de transação são coletadas pelos nós que validam a rede. Mineradores nada mais são do que Nós da rede Ethereum que recebem, propagam, verificam e executam transações. Eles agrupam as transações em blocos, que incluem atualizações do “estado” das contas no blockchain do Ethereum. Como prova por seu trabalho (proof of work/PoW), os mineradores são recompensados com ether por cada bloco de sucesso que eles mineram. Isso fornece o incentivo econômico para as pessoas dedicarem hardware e eletricidade à rede do Ethereum.

Assim como na rede do Bitcoin, os mineradores são encarregados de resolver um problema matemático complexo para poder minerar com sucesso um bloco. O primeiro a resolver o problema recebe a recompensa pelo novo bloco gerado, além das taxas pagas em cada transação do bloco. Para desencorajar a centralização devido ao uso de hardware especializado (por exemplo, Application Specific Integrated Circuits (ASIC), ou seja, circuitos integrados de aplicação específica), como ocorreu na rede do Bitcoin, o Ethereum escolheu um problema computacional de memória. Se o problema requer memória e CPU, o hardware ideal é de fato um computador geral (GPU). Isso torna a prova de trabalho do Ethereum resistente à ASIC, permitindo uma distribuição de segurança mais descentralizada do que em blockchains cuja mineração é dominada por hardware especializado, como o Bitcoin.