Uma ótima notícia para quem comprou bitcoin: o valor da criptomoeda subiu mais de 85% em 2016 – um ganho muito superior ao de outros ativos que também foram bem, como a Bolsa de Valores, o Tesouro Direto, os fundos e outras aplicações. Em dólar, o bitcoin subiu 110% no período e superou os US$ 900.

No primeiro dia do ano, cada unidade de bitcoin era negociada por R$ 1.801,00. Já em 28 de dezembro, ela estava em R$ 3.459,00 por volta das 14h, como você pode conferir no nosso gráfico. Precisamente nesse horário, a alta acumulada no ano era de 89,3%.

Isso quer dizer que quem investiu R$ 10 mil em bitcoins no início do ano chegou a dezembro com o equivalente a R$ R$ 18.928, ou R$ 17.589,00 se descontarmos o Imposto de Renda de 15%.  

Se esse já é um ganho e tanto, o que dizer da alta acumulada nos últimos dois anos, que foi de 275%?
Sim, o bitcoin tinha subido 97,9% em 2015. Portanto, de janeiro daquele ano até 28 de dezembro de 2016, a alta acumulada foi de 275%. Descontando o IR, um investimento de R$ 10 mil virou R$ 33.342,00 no período, o que representa um ganho líquido de mais de R$ 23 mil.

Ranking de investimentos em 2016

Veja abaixo a variação acumulada em 2016 das principais modalidades de investimento disponíveis no Brasil.grafico

É hora de investir em bitcoins?

Diante desses números, é muito tentadora a ideia de começar a investir em bitcoins imediatamente, para não perder a próxima onda de ganhos.

Mas esta é uma decisão que precisa ser tomada de forma estratégica, pois trata-se de um ativo de renda variável, como as outras moedas e o mercado de ações. A rentabilidade não é tão previsível quanto na renda fixa, o que quer dizer que o risco é maior.
Quando a expectativa de ganhos é alta, o risco também é – e isso vale para os ativos financeiros em geral, não só para criptomoedas. Quem compra ações na Bolsa de Valores pode ganhar dinheiro, como também pode perder.

Como montar uma estratégia de investimento

Se você já investe em renda variável, pode usar o bitcoin como mais um ativo na sua carteira.

Digamos que 15% dos seus investimentos estejam em ações. Para diversificar, você pode mudar essa proporção para 10% em ações e 5% em bitcoins, por exemplo.  

Caso você ainda não tenha investimentos em renda variável, procure saber qual é o seu perfil de investidor, ou seja, o seu grau de tolerância ao risco. Existem diversas ferramentas na internet que ajudam nessa tarefa, como essa do portal UOLDependendo do seu perfil, você pode reservar uma proporção maior ou menor da sua carteira para renda variável – o que inclui o bitcoin. Dessa forma você conseguirá usar a criptomoeda a favor dos seus objetivos financeiros.

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