A inquietude do bitcoin me fez ficar Como conheci o Bitcoin

A inquietude do bitcoin me fez ficar

Rafael Lemos

Antes de contar minha história de como conheci o bitcoin, preciso falar quem eu sou na “fila do pão”. Meu nome é Rafael Lemos, tenho 22 anos e sou estudante de Economia.

Tenho muito interesse por investimentos, mercado de criptomoedas, games e tecnologia. O modo como conheci o bitcoin está muito relacionado também ao motivo pelo qual escolhi fazer faculdade de economia.

Mercado financeiro

Durante meu ensino médio em Recife, onde nasci e cresci, boa parte dos meus colegas de turma já tinham certeza que fariam engenharia, direito ou medicina. Lembro que optei por economia no meu último ano do ensino médio, pouco antes da época do vestibular, e era o único do 3º ano do meu colégio que iria prestar vestibular para esse curso. Isso me chamou bastante atenção.

Desde muito cedo tenho um desejo muito forte que é ser bem sucedido financeiramente. Sei que não há muito romantismo em volta deste desejo, pelo contrário, esse tipo de vontade muitas vezes é visto negativamente pela sociedade. Mas essa é minha verdade.

Uma leve pausa na minha história para contar algo recente que foi bem relevante para mim: (Tive oportunidade de ir ao evento do IFL – SP no mês passado e de ver o painel com o Yaron Brook, onde ele comenta a respeito da moral atual de nossa sociedade, e declara por que ele acredita que o egoísmo seja uma virtude. Essa palestra dele fez muito sentido para mim, pois me mostrou que não é necessário você se culpar por querer o melhor para si mesmo – no meu caso, ser bem sucedido financeiramente).

Eu até colocaria o link do YouTube do painel onde ele falou no IFL, mas ficou uma tradução simultânea bem estranha, então segue outra palestra dele sobre o mesmo tema:

Por causa desse desejo que tenho desde mais novo, a ideia de trabalhar no mercado financeiro me atraía bastante. E a partir dessa vontade decidi escolher o curso de Economia, apesar de não ser muito valorizado no Nordeste. Mesmo assim, sabia que no Sudeste, Economistas eram mais “populares” e uma parcela considerável atuava no mercado financeiro. Foi nesse ideal que mirei.

Primeiros investimentos e amigo de infância

Quando passei na UFPE, comecei no 2º semestre como pesquisador bolsista e logo depois fui para o meu primeiro estágio. Assim consegui juntar uma certa quantia, que me permitiu dar os primeiros passos com meus investimentos. Comecei lendo sobre o assunto e aplicando boa parte do meu dinheiro em renda fixa, até que percebi que para ganhar dinheiro de verdade, precisaria me expôr a algum risco.

A partir daí comecei a investir também em renda variável, mas não conhecia ainda criptomoedas. Na faculdade, no início de 2017, reencontrei um amigo de infância, Matheus Maranhão, que compartilha o mesmo interesse por investimentos. Foi a partir dele que conheci sobre Bitcoin e outras criptomoedas.

Lembro que ele me indicou a Foxbit para comprar e vender bitcoins, e foi o que eu fiz. Comecei colocando 20 reais, para entender o funcionamento do mercado. De cara gostei bastante da volatilidade e o fato do mercado nunca fechar. Isso teve um “match” bem legal com meu perfil – sempre fui bastante inquieto e gosto bastante da madrugada – no mercado financeiro isso não daria tão certo.

Por uns belos meses fiquei lendo o tempo todo a respeito do mercado, e acabei conseguindo pegar uma “base” bem rápido. Com esse mesmo amigo, comecei a estudar sobre análise técnica e aplicar às criptomoedas. Não deu tão certo quanto esperávamos, mas aprendemos muito durante esse período.

História na Foxbit

Por volta de Julho de 2017, o Guto anunciou uma vaga para trabalhar na área de atendimento da Foxbit, e a vaga era home-office, então eu poderia me candidatar. Acabei ficando como “reserva” neste processo seletivo, que foi quando o Neto entrou na empresa.

Achei que não daria mais em nada, já que muitas vezes ficar na “reserva” é a mesma coisa que ser reprovado no processo seletivo. Ao invés de desanimar, resolvi correr atrás do Guto por mais algum tempo e ver no que dava:

como conheci o bitcoin - conversa com o Guto

Depois de correr atrás, acabei conseguindo entrar na Foxbit, em Setembro de 2017.

Acabou que deu certo e entrei na Foxbit em setembro de 2017, para trabalhar na área de atendimento. Fiquei nessa área por aproximadamente 8 meses, e consegui aprender muito com o Heber e o resto da equipe. Em abril deste ano o Renann me chamou para participar do time dele de Marketing de Conteúdo, e é onde estou desde então. Me mudei para São Paulo há dois meses e tem sido uma grande experiência para mim.

Tenho muito orgulho de fazer parte da Foxbit e ter contribuído para o surgimento do Cointimes. Hoje participo do podcast Conexão Satoshi e escrevo artigos sobre economia, criptoeconomia e investimentos.

Bom. É isso. Espero que você tenha gostado de conhecer um pouco de minha história com o Bitcoin. Se você leu até aqui e quiser manter contato, pode me chamar pelo LinkedIn!