As Hardware Wallets representam o nível máximo de segurança para você armazenar suas criptomoedas, sem riscos de roubos, esquemas ou ataques de cibercriminosos.
Essas carteiras, que lembram muito um pendrive para computador, são mais um entre os diversos modelos de armazenamento de moedas digitais disponíveis.
Entretanto, no comparativo, as Hardware Wallets possuem características únicas, oferecendo uma camada de proteção que nenhuma outra carteira consegue implementar.
O que são hardware wallets?
As hardware wallets – carteiras de hardware – são dispositivos pequenos que se assemelham a um pendrive com uma pequena tela digital para a apresentação de informações.
Ao contrário dos tradicionais dispositivos, essas carteiras são projetadas para funcionarem exclusivamente para armazenar e transferir criptomoedas. Assim, não é possível adicionar nenhum outro arquivo nelas ou instalar softwares.
Só aí, já vemos uma camada de segurança bastante importante para esse tipo de carteira, contra possíveis vulnerabilidades.
Em meio a tantos modelos, as Hardware Wallets estão no grupo das que realizam o armazenamento frio. Isso quer dizer que elas nunca se conectam à internet.
Este é outro elemento que adiciona proteção às criptomoedas, já que diminui consideravelmente a probabilidade do dispositivo ser acessado por hackers.
Como funciona uma hardware wallet?
Por não apresentar conexão com a internet, há muitas dúvidas sobre como funciona uma Hardware Wallet. O que parece ser complexo, na verdade, é mais simples do que parece.
Todas as transações são executadas no próprio dispositivo, enquanto as informações são mostradas na tela da carteira. Então, mover criptomoedas entre esse tipo de carteira exige apenas a conexão com um computador, não com uma rede compartilhada.
Assim, mesmo que o seu PC fosse hackeado, o invasor não teria acesso a informações da transferência, pois elas são mostradas apenas no dispositivo.
Outro fator que reforça esse aspecto de segurança é que elas possuem um software de código aberto – open-source –, permitindo que qualquer pessoa possa auditar o código, verificar seu funcionamento e buscar possíveis bugs.
Em resumo, todos os dados ficam completamente seguros de qualquer agente malicioso externo.
Mais camadas de segurança
Chaves privadas, PINs e frase mnemônica
Além das características técnicas do próprio dispositivo físico, há outros elementos presentes nas Hardware Wallets que aumentam ainda mais a capacidade de segurança desse modelo de armazenamento.
Chaves privadas
As chaves privadas, por exemplo, estão registradas em uma área protegida do hardware, não sendo possível transferi-las para fora do dispositivo em um texto simples. Como a chave é isolada de qualquer conexão à internet, os hackers teriam que fisicamente roubar sua Hardware Wallet para conseguir ler seu código.
PINs
Ainda que isso acontecesse, ter acesso a suas criptomoedas seria uma tarefa difícil, pois a maioria dos dispositivos requer um código PIN para acesso, o que adiciona uma nova camada de proteção.
No caso da marca Ledger, se o PIN digitado estiver errado por três vezes seguidas, o dispositivo aciona um mecanismo de proteção que destrói os dados nele armazenados.
Frase mnemônica
Assim que a Hardware Wallet é ligada pela primeira vez, a chave privada é gerada em conjunto com uma sequência de 24 palavras, também conhecida como “frase mnemônica”.
Ela aparece na tela do dispositivo e deve ser anotada e armazenada de forma segura, seja no papel, em um arquivo e computador ou outro ambiente onde apenas você tenha acesso.
Caso você perca sua Hardware Wallet, é possível recuperar as suas criptomoedas ao utilizar essa “frase”, pois essa combinação única de palavras está matematicamente ligada a sua chave privada.
Para aqueles que se perguntam o quão difícil seria adivinhar essa combinação, existem
Se utilizássemos um computador com uma altíssima capacidade de processamento, testando 100 trilhões de combinações por segundo, ele levaria aproximadamente 36717430000000000000536992568032848736216424136408984408 anos para testar todas as possibilidades.
Riscos de segurança para carteiras de hardware
Embora nenhum incidente de roubo de criptomoedas tenha sido verificado com as carteiras de hardware wallets, existem alguns pontos de falha que podem comprometer a segurança dos ativos armazenados, como:
Malwares que trocam endereços de destino das transações: Apesar do endereço ser mostrado na tela da carteira e do computador, você pode ser induzido a enviar criptomoedas para o endereço errado. Malwares que monitoram as transações em um PC podem substituir o endereço de destino daquelas que têm um alto valor por um outro endereço controlado por um hacker. Normalmente eles trocam o endereço na área de transferência (Crtl+C, Ctrl+V). Por isso você deve prestar atenção ao endereço copiado.
Geradores de números aleatórios fracos: As carteiras de hardware geralmente dependem de geradores de números aleatórios para gerar chaves privadas para suas carteiras. Se o gerador for fraco, as chaves criadas podem ser muito fracas, abrindo brechas para que hackers alterem o código com facilidade.
Bugs no sistema: O hacker pode aproveitar ainda possíveis bugs do sistema nos níveis de software, firmware e hardware para obter acesso não autorizado às informações secretas armazenadas nas carteiras de hardware.
Envio do hardware comprometido: Se o processo de envio for comprometido, as peças que compõem a Hardware Wallet podem ser substituídas ou modificadas por peças semelhantes, mas inseguras.
Onde comprar um hardware wallet?
Basta uma rápida pesquisa na internet para encontrar milhares de vendedores de Hardware Wallets. Embora seja injusto dizer que esses equipamentos comercializados não são de qualidade, quando falamos sobre seu dinheiro, é importante ter bastante cuidado.
Carteiras digitais possuem um software e, como mostrado acima, ele pode ser alterado por agentes maliciosos. Assim, sem que você saiba, é possível que você esteja enviando suas criptomoedas para a carteira do criminoso, em vez de sua própria wallet.
Por isso, o local mais seguro para se comprar esse tipo de carteira é direto com as fabricantes, como Ledger ou Trezor, por garantirem a procedência do software e do próprio hardware. Mas, infelizmente, ainda não há fabricação nacional desses equipamentos, exigindo a importação do dispositivo.
Vale, então, ficar atento a possíveis revendedores oficiais por aqui. Além disso, é possível comprar em outras lojas, desde que você tenha total certeza de que o equipamento foi importado diretamente da loja do fabricante.
Assim, você garante que suas criptomoedas estarão protegidas, em um dispositivo, de fato, seguro.
Então, você deve sacar suas criptomoedas?
Para investidores de longo prazo – os HODLErs –, o indicado é sempre manter suas criptomoedas em carteiras digitais próprias, sejam hardwares wallets ou wallets online.
Entretanto, o receio de golpe nas operações e a perda de ativos dentro das exchanges é cada vez menor, ainda mais com a aplicação de regulamentações específicas para o setor aqui no Brasil.
Por isso, mesmo que você mantenha suas criptomoedas paradas, há uma variedade de serviços oferecida pelas corretoras que pode dar valor a esses ativos.
No caso da Foxbit, você pode colocar suas criptomoedas no Foxbit Earn para que elas sejam usadas para staking de blockchains Proof of Stake (PoS), como Ethereum (ETH), Solana (SOL), Cardano (ADA), Polygon (MATIC), entre outras.
Assim, você participa da remuneração paga aos validadores dessas redes e aumenta o volume de criptomoedas em seu portfólio!
Minerar Bitcoin é o nome dado ao processo de validação e inserção dos blocos de transações ocorridas dentro da blockchain da principal criptomoeda do mundo, em troca de BTCs como recompensa pelo esforço de análise.
Toda essa energia é gasta de forma descentralizada, pelos milhões de computadores que rodam o software da rede em suas máquinas.
Aqui, falaremos sobre o que é, como fazer e se vale a pena minerar Bitcoin.
O que é Minerar Bitcoin
Minerar Bitcoin é a tarefa em que um computador, que roda o software da blockchain do BTC, utiliza seu poder de processamento de dados para verificar as transações da criptomoeda dentro da rede.
Conforme essas operações são validadas, elas são compiladas em um bloco, que é adicionado à blockchain, caso ocorra o consenso de 51% de toda a rede.
A atividade é bastante disputada, tornando a mineração de Bitcoin bastante competitiva, já que o primeiro minerador a verificar todo um bloco, recebe uma recompensa com a criptomoeda nativa daquela plataforma: Aqui, é o próprio BTC.
Como funciona a mineração de Bitcoin?
Para minerar Bitcoin, “basta” possuir um computador especializado para a tarefa, que possua o software da blockchain do BTC instalada e esteja conectado à internet.
Essa “prática simplificada”, entretanto, vai na contramão da complexidade dos aspectos técnicos responsáveis pelo funcionamento da mineração de Bitcoin.
Então, vamos dar uma olhada no passo a passo de cada uma dessas características!
O que é hash?
Cada um dos blocos de transações adicionados à blockchain recebem um hash único durante a mineração de Bitcoin, responsável por identificar sua localização dentro da rede.
Para ficarem registradas, as informações das transações são agrupadas em um único hash, conhecido como “raiz Merkle”. Ele nada mais é que uma função criptográfica que transforma qualquer dado em uma sequência aleatória de números e letras com um determinado tamanho.
Ele funciona como um identificador único, ou seja, com uma pequena alteração de dados, já são produzidos hashes completamente diferentes.
Embora cada plataforma possua sua metodologia, o Bitcoin, especificamente, utiliza a criptografia SHA-256 para criar esses códigos hashes.
O que é o algoritmo de hash SHA-256?
Sha-256 é um algoritmo de hash utilizado para proteger informações a partir de criptografia. No caso desta metodologia, os dados cadastrados na plataforma recebem um hash único e imutável.
Esse código terá sempre o mesmo tamanho de 64 letras e números – com codificação de 256 bits e 32 bytes –, independente do tipo de informação que ele esteja representando, desde uma frase, como “olá, pessoal” até uma tese de mestrado completa.
É nesta criptografia que os mineradores trabalham para minerar Bitcoin e outras criptomoedas que utilizem a mesma metodologia de validação de transações.
Quem são os mineradores de Bitcoin?
Os computadores conectados à blockchain – também conhecidos como nodes (nós) – são chamados de mineradores.
A partir do algoritmo de consenso Proof of Work (PoW), essas máquinas realizam uma série de cálculos matemáticos complexos para “resolver” a criptografia e, assim, confirmar as transações para inserção do bloco à rede.
O que é o Proof of Work?
Proof of Work – ou Prova de Trabalho – consiste em rodar a função SHA-256 para analisar as transações e, assim, formar o hash do novo bloco. Para isso, é preciso um computador potente o suficiente que consiga, de forma veloz, verificar os dados rapidamente.
Para exemplificar, pense em uma conta matemática. A resposta para “2 + 2 = ?” é muito mais simples de se encontrar do que “X + Y = 4”. Afinal, nesta segunda opção, há um número muito maior de possibilidades a serem testadas até que se encontre o resultado da equação.
Ao minerar Bitcoin com o PoW e SHA-256, o processo é bem semelhante.
Na imagem, o minerador realiza cálculos até identificar que a sequência alfanumérica corresponde à informação “Foxbit Exchange”.
Com isso, ocorre a “prova de trabalho”, que garante que as informações registradas na blockchain são verdadeiras e podem ser inseridas na rede.
Composição de um bloco
Além do hash das transações, cada bloco possui outros descritivos para sua identificação dentro da blockchain, como:
Hash próprio (contém todas as informações das transações)
Cabeçalho
Timestamp (data e hora)
Nonce (número aleatório)
Hash do bloco anterior.
Esse hash do novo bloco deve ter um uma certa quantidade de “0s” (zeros) à esquerda. Quanto mais zeros, mais difícil é encontrá-lo. Essa dificuldade, inclusive, é ajustada a cada 2016 blocos para manter o tempo de criação de um bloco em 10 minutos.
Todos os mineradores da rede ficam repetindo esse processo (juntar algumas transações, rodar o algoritmo de validação e a função SHA256) até formar um hash com a quantidade de zeros exigida pela rede.
Esse processo utiliza muita energia e poder computacional, por isso é muito custoso.
Quando um minerador consegue formar esse hash, ele completa a Prova de Trabalho, cria o bloco e o transmite para os outros participantes da rede.
Se estiver tudo certo com aquele bloco (todas as transações forem válidas), o bloco é aceito a partir do consenso da rede, e o minerador é recompensado por seu esforço com um número pré-determinado de BTCs.
Funções dos mineradores de Bitcoin
Minerar Bitcoin é uma tarefa vital à blockchain, garantindo seu funcionamento completo, como:
Emissão de novas moedas
Verificação das novas transações
Proteger a rede de agentes mal intencionados.
Para que isso fique mais claro, vamos nos aprofundar em cada uma dessas funções.
Emitir novos bitcoins
A mineração de Bitcoin é assim chamada porque se assemelha à mineração de outras commodities: ela requer esforço e lentamente coloca novas criptomoedas em circulação.
Moedas tradicionais – como o dólar ou o euro – são emitidas pelos bancos centrais, que podem emitir novas unidades monetárias a qualquer momento, com base no que eles acham que será benéfico para a economia.
Já a emissão do Bitcoin é determinada pelo código computacional nele instalado, seguindo sempre as regras de emissão do próprio protocolo técnico.
Assim, a cada novo bloco criado, um determinado montante de BTCs é emitido como pagamento da recompensa ao minerador que realizou a inserção do bloco à rede. Isso impede que ele engane o sistema e gere unidades inexistentes da criptomoeda.
Além disso, da mesma forma que algumas reservas de valor tradicionais, como o ouro, o Bitcoin é um ativo escasso, ou seja, existe uma quantidade limitada de Bitcoins.
Em seu protocolo original, foi definido que só existirão 21 milhões de BTCs, com sua emissão sendo interrompida a partir deste montante.
Quando isso acontecer, o esforço dos mineradores será recompensado “apenas” com as taxas pagas pelos usuários a partir da solicitação entre carteiras.
Fonte: Wikimedia Commons
Nesse gráfico, podemos ver a projeção para a emissão de novos bitcoins na rede. É possível perceber que a taxa de emissão é decrescente ao longo do tempo.
As estimativas são que o último Bitcoin será emitido em 2140, caso não haja modificações no protocolo até lá.
Validar novas transações
A validação é um conceito crítico no universo das criptomoedas. Até que uma transação seja confirmada, ela está pendente e teoricamente pode ser revertida.
Assim que ela recebe um certo número de confirmações – aprovação por 51% ou mais dos participantes da rede –, é como se a transação fosse registrada em uma pedra, se tornando irreversível e fazendo parte do histórico imutável de transações daquela blockchain.
As confirmações são os blocos criados posteriormente, ou seja, quando a sua transação é incluída em um bloco, cada bloco criado depois funciona como uma confirmação. Com 6 confirmações – ou 6 novos blocos – uma transação já é considerada irreversível.
Como a rede é pública, qualquer pessoa tem acesso ao histórico de transações e, assim, os mineradores podem verificar se as pessoas que estão enviando BTCs efetivamente possuem saldo suficiente para fazê-lo.
Vamos a um exemplo: Marcos tem 2 Bitcoins em sua carteira. Ele realiza uma transação para Marina desses 2 BTCs. Enquanto a solicitação ainda está pendente na blockchain, Marcos aponta mais uma transferência de 2 Bitcoins a Roger. Evidentemente, o saldo de Marcos não é suficiente para realizar as duas transações.
Os mineradores, então, devem verificar o saldo de Marcos e, nesse caso, inserir só uma das transações em um bloco, validando apenas a transação para Marina ou Roger.
Proteger a rede
Ao minerar Bitcoin, os blocos ficam ligados uns aos outros pelos hashes dos blocos anteriores – o hash do bloco 2 é formado utilizando-se o hash do bloco 1. Por isso, o histórico é imutável.
Para alterar alguma informação de um bloco, é preciso mudar todos os blocos posteriores – e anteriores, se houver.
Como um novo bloco é criado em média a cada 10 minutos, seria preciso mudar os dados, minerar o bloco alterado, assim como todos os blocos já criados depois e ainda gerar um novo bloco (aquele que os mineradores já estão trabalhando para criar)…
Tudo isso dentro desse período de 10 minutos, o que é muito custoso e, com o poder de processamento atual, tecnicamente impossível.
A única maneira de reverter as transações do Bitcoin é dominar pelo menos 51% do poder computacional da rede, o chamado “ataque de 51%”.
Com isso, o grupo dominador teria como impedir a validação de determinadas transações, assim como validar outras que seriam de interesse próprio.
É por isso que a presença dos mineradores se torna fundamental para a segurança da rede.
Afinal, quanto maior o número de operadores ativos dentro da rede, mais difícil será para um agente mal intencionado fazer qualquer ação sozinho dentro da plataforma.
Vale a pena minerar Bitcoin?
Para aqueles que querem minerar Bitcoin, já perceberam que esta é uma atividade complexa, porém, executável e que pode resultar em aquisições substanciais da criptomoeda.
Afinal, basta um computador conectado à internet e com o software da blockchain instalado para conseguir algumas boas unidades do ativo.
Porém, muitos ainda se perguntam – de forma adequada – se ainda vale a pena minerar Bitcoin.
Quando olhamos para o passado, lá nos primórdios do BTC, sim, era bastante possível minerar a moeda digital e, assim, obter suas recompensas sem um esforço muito grande.
Hoje, com o avanço da tecnologia e um ambiente cada vez mais competitivo, a mineração de Bitcoin se tornou praticamente inviável para computadores individuais. A busca pela adição de blocos na rede exige, agora, computadores extremamente potentes e especializados para a atividade.
Assim, a tentativa de minerar Bitcoin isoladamente vai gerar um grande custo de hardware e energia elétrica para chances mínimas de ser recompensado pela inscrição de novos blocos.
Outras formas de se conseguir Bitcoin
Além da mineração de Bitcoin, há outras maneiras de se conseguir a criptomoeda de referência.
A mais fácil e segura é via exchanges, como a Foxbit!
Com passos simples, você cria sua conta e tem acesso a uma plataforma com Bitcoin e mais de 80 outras criptomoedas disponíveis para compra e venda.
Os tipos de ordem de mercado são as regras pré-definidas para que você possa comprar, vender, limitar uma perda ou apontar um ganho máximo ao realizar algum investimento.
Essa metodologia está presente não apenas no mercado de criptomoedas, mas também no próprio ambiente tradicional, como a bolsa de valores.
Por isso, entender quais são os tipos de ordem de mercado e o que eles significam vai facilitar as operações e manter o gerenciamento de risco ainda mais assertivo.
Tipos de ordem de mercado
A ordem de mercado – ou ordem de serviço – é o mecanismo que permite você realizar a compra ou venda de um ativo.
Porém, dentre deste grande “guarda-chuva” há modalidades específicas para cada ação de negociação, como:
Ordem a Mercado (Market)
Ordem Limite (Limit)
Ordem Stop ou Stop-loss
Ordem Stop Limit
Ordem Stop Market
Ordem Stop Móvel (Trailing Stop)
Neste caso, as características podem indicar desde uma compra direta ou adição do interesse no livro de ordens até limitar possíveis perdas.
Embora presentes no mercado tradicional, esses mecanismos também estão disponíveis nas exchanges de criptomoedas, como veremos a seguir!
Ordem a mercado
A Ordem a Mercado estabelece a compra ou a venda imediata de uma quantidade específica de criptomoedas pelo preço de mercado daquele momento, ou seja, o valor de compra não é determinado pelo investidor que abriu a ordem.
Exemplo: você abre uma ordem a mercado para comprar 1 BTC. As ordens de venda abertas serão executadas até que se complete o volume desejado (1 BTC), sem que um preço tenha sido estipulado.
Ordem limite
Ao contrário da Ordem a Mercado, a Ordem Limite leva o investidor a apresentar um preço específico para que a negociação seja executada.
Na prática, se estabelece um preço mínimo ou máximo pelo qual o investidor está disposto a vender ou comprar uma criptomoeda.
Exemplo: você abre uma ordem para comprar 1 BTC por R$ 120 mil. As ordens de venda cujo preço do BTC é igual ou menor do que R$ 120 mil serão executadas até que o volume desejado seja completado (1 BTC).
Ordem stop ou stop-loss
A ordem Stop é uma ordem de compra ou venda que só é aberta quando o preço do mercado atinge um determinado valor estipulado pelo investidor (stop price).
Caso o preço atinja esse valor, a ordem stop é convertida em uma ordem a mercado (ordem stop market) ou limite (ordem stop limit), dependendo do que o investidor especificar.
Se o preço não atingir esse valor, a ordem stop não é acionada.
Esse tipo de mecanismo é utilizado para proteger de perdas e é comumente aberto em situações nas quais os investidores não conseguirão acompanhar o mercado por longos períodos de tempo – como em feriados – ou para negociar ativos muito voláteis, como as criptomoedas.
Stop Limit
Esse mecanismo é acionado quando o investidor quer abrir uma ordem de venda. Porém, essa ação só será adicionada ao livro de ordens, quando o ativo atingir um determinado valor pré- determinado pelo trader (stop price).
Por isso, além do stop, é preciso adicionar um segundo valor, o “limit price”, que será, de fato, o preço pelo qual a criptomoeda deverá ser vendida.
Exemplo: você abre uma ordem stop limit de venda de 1 BTC e estipula R$ 120 mil como o stop price e R$ 122 mil como o limit price. Caso o preço do Bitcoin chegue a R$ 120 mil, a ordem limite de venda de 1 BTC por R$ 122 mil será ativada, mas pode não ser executada imediatamente, caso não haja nenhuma ordem de compra por esse valor naquele momento.
Stop market
Semelhante ao Stop Limit, o Stop Market adiciona a ordem de mercado quando o valor do ativo atingir um valor estipulado (stop price) pelo investidor.
Por ser um tipo de ordem a mercado, o preço de venda não é determinado pelo trader, mas, sim, pelo apresentado pelo mercado. A ação pode, inclusive, ser executada abaixo do stop price.
Exemplo: você abre uma ordem stop market de venda de 1 BTC e estipula R$ 120 mil como o stop price. Se o preço do Bitcoin chegar a esse valor, a ordem limite para vender 1 BTC ao preço do mercado será ativada e executada imediatamente pelo preço do mercado.
Stop móvel (trailing stop)
Este é um tipo de ordem de mercado stop que define um percentual de variação em relação ao preço atual do mercado e, se o valor da criptomoeda no mercado cair a um percentual maior do que o definido, a ordem stop móvel se torna uma ordem a mercado ou limite, dependendo do que o investidor especificar.
Exemplo: o preço de um BTC no mercado está em R$ 120 mil, e o investidor define um trailing stop de 10%. Se o preço da criptomoeda cair 11% ou mais no mercado, a ordem será convertida em uma ordem a mercado ou limite, dependendo do que foi especificado. Se o preço de 1 BTC cair 10% ou menos ou se valorizar, o mecanismo não é acionado.
Outros tipos de ordem
Além desses tipos de ordem de mercado mais conhecidos e comuns nas plataformas de negociação de criptomoedas, há ainda outros mecanismos que ajudam o trader a gerenciar os riscos e potencializar possíveis ganhos, como:
Fill or kill
Uma ordem que precisa ser executada completa e imediatamente ou então é cancelada. O objetivo é garantir que o investidor entre na posição desejada e no preço desejado.
OCO (One Cancels Other)
Permite abrir duas ordens e estabelece que se uma delas for executada completa ou parcialmente, a outra é automaticamente cancelada. Essa opção permite ao investidor estabelecer metas de lucro e de perda para sua posição. Porém, ela só funciona às ordens limite..
Post only
Uma ordem limite que é apenas aceita quando não é executada imediatamente. Traders a utilizam para submeter apenas ordens passivas e, assim, garantir que ganharão uma parte da taxa da ordem ativa.
Uma ordem que não fica visível no livro de ordens. Traders a utilizam quando não querem informar o mercado de suas intenções ou quando não querem influenciar os outros participantes do mercado.
De olho nas APIs
Embora o conceito seja o mesmo, os nomes das ordens de mercado podem sofrer pequenas variações em diferentes exchanges ou com o uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).
Além de serem classificadas em diferentes tipos, as ordens também são divididas de acordo com seu tempo de execução em:
Ordem Passiva/Executada/Maker
Ordens que ficam aguardando no livro de ordens da corretora até serem executadas.
Exemplo: você abre uma ordem de venda de 1 BTC por R$ 120 mil. Ela será executada somente quando toda a quantidade especificada for vendida por uma preço igual ou melhor ao determinado .
Ordem Ativa/Executora/Taker
Essas são ordens de mercado que acabam por serem executadas imediatamente.
As taxas de ordens ativas normalmente são mais altas, porque não é preciso esperar pela execução.
Exemplo: você executa a primeira ordem de venda do livro de ordens, comprando a quantidade ofertada pelo preço especificado naquela ordem
Potencialize suas operações
Com os mais variados tipos de ordens de mercado, é possível ter um controle melhor sobre suas intenções em cada uma das operações.
Não só você consegue limitar possíveis perdas, como também pode ganhar um fôlego no lucro, caso o sentimento de alta seja maior do que sua análise tenha previsto.
Na Foxbit Exchange e na Foxbit Pro, você encontra plataformas completas e com os principais tipos de ordens para você ter a melhor experiência no trading de criptomoedas!
A Polygon 2.0 foi anunciada pela Polygon Labs. A empresa é responsável pela blockchain Polygon (MATIC) em meados de abril de 2023. A novidade é um conjunto de atualizações para modificar o antigo modelo da plataforma.
Anteriormente, a rede tinha como propósito ser uma solução de layer-2 (segunda camada) à blockchain do Ethereum (ETH). No entanto, com a atualização, a Polygon agora dá mais um passo para consolidar um ambiente “unificado” de “escalabilidade ilimitada.
Por outro lado, são muitas as mudanças estruturais apontadas pela blockchain. Dessa maneira, vamos entender o que é, o que muda e quais cuidados você precisa ter com a chegada da Polygon 2.0.
O que é a Polygon 2.0?
A Polygon 2.0 é um conjunto de modificações da rede Polygon original compiladas em uma única atualização técnica. Seu objetivo é criar o que eles chamam de “Cadeia de Valor” (Value Layer). Neste caso, a ideia é permitir a qualquer usuário criar, trocar e programar valores sobre seus conteúdos dentro da rede.
“A Internet democratizou o acesso à informação; a Camada de Valor democratiza o acesso à economia global. Ela permite finanças descentralizadas, propriedade digital, novos mecanismos de coordenação e muito mais. É a peça que faltava em uma Internet que atendesse aos usuários, não aos porteiros, caçadores de renda ou intermediários”, explica o anúncio oficial da Polygon Labs.
O que muda com a Polygon 2.0
Essa reestruturação da Polygon para a Polygon 2.0 é uma das mais agressivas já feitas na plataforma, trazendo mudanças significativas, como:
Arquitetura de protocolo
Tokennomics
Aspectos de governança.
Vamos nos aprofundar nesses tópicos logo abaixo!
Arquitetura
A arquitetura da Polygon 2.0 vai servir como um conector de cadeias alimentadas por Zero Knowledge (ZK). Isso vai permitir a validação de uma informação para o usuário por meio de uma declaração. Tudo isso, sem que dados adicionais sejam necessários para garantir sua veracidade.
“A rede pode suportar um número praticamente ilimitado de cadeias. E as interações entre cadeias podem ocorrer de forma segura e instantânea, sem segurança adicional ou suposições de confiança. Escalabilidade ilimitada e liquidez unificada“, comenta o documento.
Com isso, a Polygon 2.0 vai fornecer uso contínuo da zk-Ethereum Virtual Machine, Proof of Stakes e supernets tudo junto, como se o usuário estivesse usando uma única rede.
Próximos passos
Apesar da necessidade de votação, o portal da Polygon Labs publicou um calendário com datas importantes para que a comunidade possa acompanhar o desenvolvimento da atualização.
Ainda em junho, estão previstos para os dias 19 e 26 a divulgação de informações sobre a Polygon Proof of Stakes e a arquitetura e metodologia de staking, respectivamente.
Já para o mês seguinte, o site deverá anunciar detalhes sobre seu token e modelo de governança, nos dias 10 e 17.
Tokennomics
Recentemente, uma publicação da Polygon Labs cita a parte de tokennomics da rede. Além disso, o presidente do protocolo, Ryan Wyatt, também se pronunciou a respeito em seu Twitter. Contudo, a declaração não é clara. Isso porque o documento não traz nenhuma referência mais clara sobre quais serão as mudanças na economia da rede após a implementação da Polygon 2.0.
Por outro lado, ao contrário do que se poderia esperar, o texto diz que “nas próximas semanas, detalharemos cada componente do Polygon 2.0, abordando tópicos como o futuro da cadeia Polygon PoS, a utilidade e a evolução do token Polygon e a transição para uma maior governança comunitária do protocolo e tesouraria”
Governança
Assim como os tokennomics, há poucas informações sobre as possíveis mudanças do modelo de governança atual da Polygon. Há apenas o relato de que alterações serão realizadas.
Desta forma, o que se pode observar na publicação de Wyatt, é que a Polygon 2.0 vai promover uma “governança descentralizada de longo prazo“, sugerindo que mais players terão direito a votação no futuro.
Primeiramente, é importante entender que atualizações em blockchains são processos demorados e complexos. Isso porque é preciso que toda a comunidade acompanhe as alterações para se adequar às novas normas.
Nesse contexto, caso existam discrepâncias, alguns bugs, lentidão das transações e até mesmo problemas de operação do token atual MATIC podem ocorrer nos primeiros dias após o update.
Além disso, esses entraves podem, inclusive, afetar a negociação da criptomoeda nas exchanges. Isso pode se manifestar seja pela desvalorização ou alta valorização da criptomoeda, ou, então, por problemas no saque para carteiras particulares.
Portanto, muita atenção aos desdobramentos da Polygon 2.0.
Polygon 2.0: O que fazer?
Inicialmente, para os investidores, o principal impacto está na possível mudança de tokens nativos. Dessa forma, usuários que possuem MATIC devem ficar atentos às normas e procedimentos que os próprios desenvolvedores da blockchain Polygon vão disponibilizar em breve.
Por outro lado, as informações oficiais apontam que, caso a proposta seja consolidada, serão necessárias algumas ações técnicas, como o envio dos tokens MATIC a um smart contract específico para receber o mesmo volume em POL. Simultaneamente, os responsáveis pela rede sugerem que o tempo ideal para esta troca seria, no mínimo, de quatro anos.
Adicionalmente, os canais de comunicação da Polygon e até mesmo a sessão de “perguntas frequentes” (FAQ) apontam que não há necessidade em se fazer “nada” neste momento em relação aos seus tokens MATIC.
No entanto, updates de protocolo podem levar a instabilidades e potenciais riscos aos seus tokens e operações. Pensando nisso, para a segurança dos clientes, o time da Foxbit Exchange decidiu pausar temporariamente todas as operações de saque, depósito e trading da criptomoeda MATIC neste 13/10/2023, até que a atualização seja concluída e apresente uma versão estável!
É recomenda também que você acompanhe de perto os desdobramentos do update via fontes de notícias confiáveis, canais oficiais da Polygon e, claro, as redes sociais e blog da Foxbit Exchange! E caso tenha dúvidas sobre o processo de atualização da Polygon 2.0, chame agora mesmo nosso time de suporte para te auxiliar!
Apesar dos possíveis problemas que as atualizações de uma blockchain possam apresentar, os updates mostram que a rede está viva e caminhando para buscar soluções cada vez mais eficientes e escaláveis.
Por estar vinculada à segunda maior plataforma atualmente, no caso o Ethereum, a Polygon tem grande potencial de trazer desenvolvimentos relevantes e incentivar produções e aprimoramentos em outras redes.
BRC-20 é um protocolo experimental para tokens que operam na blockchain do Bitcoin (BTC).
Esse padrão ganhou destaque recentemente por simplesmente ter congestionado as transações de BTC e elevado consideravelmente as taxas cobradas pelos mineradores.
Apesar do “transtorno” e polêmicas, os tokens BRC-20 parecem oferecer uma nova solução e ampliação à famosa blockchain do Bitcoin.
O que é BRC-20?
O BRC-20 é um padrão experimental que permite a criação de tokens fungíveis dentro da blockchain da Bitcoin, a partir do protocolo Ordinals.
Inspirada no ERC-20, da rede do Ethereum, esta metodologia apresenta uma diferença técnica bastante fundamental: a ausência de smart contracts na cunhagem do token.
Embora ainda não exista uma funcionalidade clara, o BRC-20 é capaz de receber “inscrições” que dão atributos e características para aquele token.
Como funcionam os tokens BRC-20?
Os tokens BRC-20 são formados a partir de um código JSON (Javascript Object Notation) é adicionado em um satoshi – a unidade mínima de um Bitcoin.
Dentro deste token, então, estão funções executáveis que podem tanto realizar alguma ação dentro da blockchain ou ainda descrever suas características, como fornecimento, limite de cunhagem e identidade da moeda.
Apesar de inscrever essas atribuições “extras” aos satoshis tradicionais, a rede não consegue diferenciar o que é uma criptomoeda e o que é o um token BRC-20.
Assim, é possível utilizar essas moedas para transação entre usuários e até no pagamento de taxas da plataforma.
Como surgiu o BRC-20?
Para o surgimento do BRC-20, foi preciso, antes, a existência do protocolo Ordinals, que mudou muitas das perspectivas técnicas dentro da rede do Bitcoin.
O Ordinals foi desenvolvido por Casey Rodarmor, permitindo que NFTs (tokens não fungíveis) fossem criados dentro da mais valiosa blockchain do mundo atualmente.
A metodologia aponta um número sequencial para cada satoshi gerado na rede. A partir daí, é possível “inscrever” dados, como imagens, texto ou até vídeos, por meio de uma transação na cadeia de blocos.
É a partir dessas “inscrições” que o desenvolvedor anônimo, chamado de Domo, realizou testes sobre como atribuir novas funções, além das não fungíveis, aos tokens da rede do Bitcoin.
Possíveis aplicações para o BRC-20
Embora ainda não se tenha conhecimento de um uso muito claro para os tokens BRC-20, já existem algumas possibilidades sendo estudadas para essa tecnologia, como:
Transferências P2P
Tokenização
Finanças Descentralizadas
Novas soluções
Transferências P2P
Como comentado anteriormente, a rede não consegue distinguir um BRC-20 de um Bitcoin tradicional. Assim, é possível que os tokens se apropriem de algum tipo de valor e sejam usados para envio de valores entre usuários ou até mesmo pagamento dentro das taxas cobradas pelos mineradores para validar as transações da rede.
Tokenização
Por conta do JSON, é possível atribuir propriedades específicas a um token BRC-20, como fornecimento e limite de emissão. Assim, fica mais fácil a tokenização digital de ativos físicos. A ausência de smart contracts neste modelo, inclusive, poderia tornar ainda mais acessível esse processo.
Finanças Descentralizadas
As finanças descentralizadas (DeFi) ainda são a maior dificuldade de adequação à rigidez do Bitcoin. Por isso, a flexibilidade oferecida pelo BRC-20 poderia facilitar o processo de construção de plataformas DeFi, com trocas descentralizadas, protocolos de empréstimo e até mesmo uma paridade e ponte entre o Bitcoin e outras plataformas já existentes.
Novas soluções
Os tokens BRC-20 ainda estão engatinhando. Seu próprio desenvolvedor disse, no Twitter, que a metodologia é “inútil” e as pessoas não devem gastar dinheiro com este protocolo. Entretanto, a “brincadeira” abriu espaço para uma nova discussão técnica dentro da blockchain. Com isso, pode ser que novas soluções e desenvolvimento surjam e evoluam a rede.
Diferenças entre BRC-20 e ERC-20
Embora o BRC-20 seja inspirado no ERC-20, os tokens apresentam diferenças fundamentais entre si, sendo que a primeira e mais básica entre elas: onde operam.
No caso dos tokens BRC-20, sua operação é exclusiva na blockchain do Bitcoin, enquanto os ERC-20 são usados no Ethereum e nas redes EVM (Ethereum Virtual Machine).
Os ERC-20 funcionam a partir de contratos inteligentes, desenvolvidos a partir de uma linguagem de programação conhecida pelas EVMs, como a Solidity. Enquanto isso, os BRC-20 recebem apenas a inscrição feita por código JSON.
Ao falar sobre transações na rede, há também uma grande diferença. Afinal, os BRC-20 funcionam de forma paralela ao Bitcoin em si. Neste caso, uma transação de tokens pode ser aceita pela rede principal, mas rejeitada pela rede BRC-20. Por isso, uma não afeta a outra.
Em contrapartida, as operações realizadas via ERC-20 estão em constante conexão com a blockchain do Ethereum.
Desvantagens do BRC-20
Apesar da novidade, há, sim, algumas desvantagens bastante importantes em relação aos tokens BRC-20, como:
Desenvolvimento limitado: Por ser um ecossistema ainda muito novo, há poucos desenvolvedores sérios que trabalham em soluções BRC-20. Por isso, o que tem surgido muito recentemente foram as memecoins. Desta forma, em vez de trazer novidades, o protocolo pode ser tornar um lar de projetos pouco atraentes.
Taxas altas para transações: Por ser restrita à mainnet do Bitcoin, o alto volume de transações dos tokens BRC-20 pode levar a um aumento considerável da taxa de transação, tornando o envio e recebimento bastante caro e até mesmo lento, em determinados momentos.
BRC-20 congestionam rede do Bitcoin
Os tokens BRC-20 colocaram a rede do Bitcoin em uma verdadeira prova de fogo em relação a sua escalabilidade.
Em 7 de maio de 2023, a blockchain registrou um recorde de 4.373 transações processadas dentro de um único bloco. Entretanto, a rede tem sua capacidade limitada a 7 transações por segundo, muito menor do que sistemas tradicionais, como a Visa, que processa mais de 1,7 mil pagamentos por segundo.
Por isso, o Bitcoin possui soluções de layer-2, como a Lightning Network, que escalam o volume de transações fora da rede e permitem operações mais rápidas e baratas.
Mesmo assim, o volume registrado em 7 de maio foi muito além do que a rede principal poderia suportar de forma saudável, causando um congestionamento e um aumento considerável nas taxas cobradas pelos mineradores.
Neste momento, muitos usuários passaram a ter dificuldades em enviar Bitcoins para outras carteiras e até mesmo sacá-los de corretoras.
A concentração ocorreu pelo crescente hype em torno dos tokens BRC-20 e a possibilidade de geração de memecoins, como a Pepecoin (PEPE).
O evento levantou novamente a necessidade de a rede principal desbloquear e aumentar o limite de transações por segundo.
Vale a pena observar o BRC-20?
Os tokens BRC-20 são a ramificação de uma aplicação bastante importante para o Bitcoin: os Ordinals. Porém, a tecnologia ainda é muito recente e pouco se sabe sobre possíveis usos, vantagens e riscos.
Entretanto, o desenvolvimento de uma solução até então inédita para a maior blockchain do mundo, claro, apimenta as coisas e mostram que há sim espaço para crescimento e novas aplicações.
Resta saber, entretanto, como a comunidade e os desenvolvedores vão lidar com o novo protocolo e se isso será levado a sério para novos desdobramentos.