O Bitcoin é um ativo com pouco mais de 13 anos de existência e completamente inovador, então como analisar o Bitcoin? Nesse post vamos te ensinar as diversas maneiras de analisar bitcoin em relação ao preço e fundamentos.
Quais as maneiras de analisar o bitcoin?
Tanto no mercado financeiro quanto no de criptomoedas os analistas observam um ativo geralmente por duas óticas: a da análise técnica e fundamentalista.
Análise técnica
A análise técnica foca em padrões de preço, dados de negociação e outros sinais mercadológicos baseado em gráficos e padrões. Geralmente, a análise técnica é utilizada em traders mais contumazes, como os day traders (que fazem negociações diariamente).
Média móveis, indicadores MACD (ìndice Convergência / Divergência das Médias Móveis), são alguns exemplos de dados usados para analisar o preço de algum ativo. Cada um deles pode indicar determinadas tendências de alta ou baixa no preço.
Para usar a análise técnica no estudo do bitcoin, é preciso entender as diferentes modalidades de gráficos, dados e sinais estatísticos.
Análise Fundamentalista
Já a análise fundamentalista utiliza de fatores como situação macroeconômica, atualizações do protocolo, notícias, pessoas envolvidas no desenvolvimento, análise de concorrência, valor atingível de mercado e outros fatores.
Comparação de menções ao Bitcoin e outras criptomoedas nas redes sociais
Para o bitcoin, a análise fundamentalista pode também envolver dados do blockchain. O blockchain transparente como o do BTC pode mostrar dados importantes como quantidade de transações, valor transacionado, moedas em corretoras, venda de stakeholders e milhares de outras métricas.
Além disso, é possível analisar o bitcoin do ponto de vista social, usando métricas como menções em redes sociais e comparação com outros ativos da mesma categoria.
Outras formas de analisar o BTC?
Ha ainda uma terceira maneira de analisar o Bitcoin, de forma acadêmica e profissional. O Bitcoin conta com diversos softwares que fazem a rede de computadores funcionar.
Como resultado, os profissionais da área de desenvolvimento podem entender o funcionamento do código e os acadêmicos analisar as funções criptográficas e outros mecanismos.
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As mobile wallets para o Bitcoin são diversas e com características diferentes, para não errar na hora de guardar seus bitcoins veja nosso resumo com as melhores carteiras de BTC para celular.
Mobile wallets para Android
O sistema operacional do Google conta com o maior número de aplicações e não é diferente no caso do Bitcoin.
Confira as melhores carteiras para Android:
Samourai Wallet: uma carteira de bitcoin para amantes da criptomoeda. Ela conta com ferramentas de privacidade, segurança e os últimos recursos do bitcoin. É ideal para entusiastas e a favorita na Foxbit.
Bitcoin Wallet: esta carteira é uma das mais antigas para Android e também uma das mais simples. Mas não se engane, em sua configuração esta carteira conta com todos os recursos de segurança que um bitcoiner gostaria de ter. A Bitcoin Wallet é uma boa carteira para iniciantes.
Electrum: é outra carteira simples mas com muitas utilidades e funcionalidades incluindo controle de taxas, criptografia e suporte aos mais novos endereços de bitcoin.
Mobile Wallets para IOS
Já para IOS, há uma quantidade menor de carteiras para celular. Entretanto, as opções também são boas e atendem a uma grande variedade de investidores.
BRD: a BRD é uma carteira tradicional com boa usabilidade e funcionalidades importantes de segurança;
Edge Mobile Wallet: conta com alto grau de segurança e privacidade, incluindo o recurso de backups criptografados automáticos.;
É seguro usar carteiras de celular para o Bitcoin?
As carteiras de bitcoin para celular tradicionais contam com um bom histórico de segurança. O maior problema é a falta de cuidado dos usuários.
Contudo, seguindo as dicas simples abaixo você escapa da maior parte dos problemas de segurança:
Sempre faça o backup criptografado da sua carteira de bitcoin, escolhendo uma senha forte.
O backup físico da sua carteira de bitcoin é essencial e mantém seus ativos seguros mesmo com a perda de contas e invasões virtuais.
Sempre guarde poucos valores na carteira para celular, dê preferência para deixar grandes valores em dispositivos offline.
Tome cuidado ao instalar novos apps, sempre confira a origem dos aplicativos e as permissões que você dá a eles.
Evite clicar em sites ou links suspeitos.
Com essas dicas você já está preparado para ter seu próprio banco de bolso. Não esqueça de baixar o aplicativo da Foxbit para Android e IOS para comprar seus bitcoins com velocidade, preço baixo e segurança.
Você sabe como funciona o Blockchain? São bases de registros distribuídos e compartilhados, utilizando redes descentralizadas (P2P) em que a segurança e a confiança são alcançadas por meio da criptografia e de um conjunto de regras que incentivam o comportamento honesto dos participantes.
Por definição, são sistemas abertos em que qualquer usuário pode acessar sem necessidade de permissão ou licença prévia.
A segurança e o Blockchain
Uma das grandes dificuldades em entender o bitcoin e criptomoedas semelhantes é a sua ausência de um ponto central. Não há uma empresa, não há um dono, simplesmente não há nenhum ator individualmente responsável pelo sistema e sua segurança. Um grande arquivo digital – uma espécie de livro contábil online – o qual é único, público e replicado por todos os usuários mantenedores do sistema.
Em um determinado período, quando um novo bloco de transações é transmitido à rede, cada usuário atualiza a sua cópia do livro contábil digital com o último conjunto de transações validadas. Esse vasto e extenso registro do histórico de transações é chamado de blockchain (corrente de bloco), pois todos os blocos de transações estão intimamente conectados e referenciados uns aos outros, validado na maioria das vezes por um método de consenso chamado Prova de Trabalho (proof-of-work).
Basta entender que a fonte da segurança do sistema reside em quatro pilares: as regras do protocolo (o conjunto de incentivos), a rede P2P (descentralizada), a criptografia e a força computacional investida na rede. Esses fatores são responsáveis por fazer do blockchain um registro de dados que funciona de forma ininterrupta, há mais de 13 anos, sem jamais ter sido violado ou corrompido de nenhuma forma.
A disrupção do Blockchain
A criação do Bitcoin e demais criptomoedas, levou à disrupção do dinheiro. Contudo, por trás das criptomoedas existe uma tecnologia que também detém enorme potencial disruptivo, o chamado Blockchain. Os especialistas no assunto devido à potencialidade que esta tecnologia tem de transformar outras indústrias, chegam até a falar na criação de uma nova internet, a Internet do Valor.
Tendo descoberto diversos usos em potencial, o bitcoin e as demais criptomoedas já são vistos como apenas um pequeno uso de toda a capacidade que o blockchain pode ter.
O primeiro uso do Blockchain
O primeiro uso de blockchain não monetário ocorreu, ironicamente, no dia do nascimento do bitcoin. Quando da mineração do primeiro bloco (bloco gênese), no dia 3 de janeiro de 2009, Satoshi Nakamoto incluiu uma mensagem que nada tinha a ver com a transação de criação de 50 bitcoins. Nela estava escrito: “The Times – Chancellor on brink of second bailout for banks”, simplesmente a manchete do jornal britânico “The Times” daquele dia.
Versão alternativa do Blockchain
Uma variante do blockchain é o chamado DLT (“distributed ledger technology”), uma espécie de “blockchain” fechado, em que o acesso é restrito a partes predeterminadas. Neste caso, os mecanismos de segurança e confiança diferem do blockchain aberto e descentralizado. Questiona-se se sequer deveriam ser enquadrados dentro do conceito macro de blockchain. Mas o fato é que são alardeados como pertencentes à mesma tecnologia.
Benefícios da tecnologia Blockchain
Um dos principais atributos do blockchain é a sua incrível imutabilidade. Uma vez registrada uma transação em um bloco, uma vez inserida alguma informação qualquer, é computacionalmente impraticável de adulterá-la ou removê-la do blockchain depois de certo período (cerca de uma hora, ou seis blocos).
Essa propriedade, a imutabilidade, pode ser aproveitada em diversas outras aplicações, como notarização digital, comprovação de existência de documentos ou contratos, prova de autenticidade, etc.
Outras aplicações da tecnologia Blockchain
O Ethereum, por exemplo, busca explorar a tecnologia de contratos inteligentes (smart contracts) e tem como atributo principal a sua grande flexibilidade enquanto blockchain. Um sistema para criação de aplicativos descentralizados.
Todo o mercado de ICOs (Initial Coin Offerings), uma espécie de valor mobiliário digital, baseia-se na tecnologia de contratos inteligentes e, a maioria, tendo o Ethereum como plataforma hospedeira.
Criptomoedas são moedas digitais criadas com protocolos que possibilitam transações seguras e resistentes à fraudes, tudo sem a necessidade de intermediários como bancos. A maior parte das criptomoedas são apoiadas pela tecnologia Blockchain, que surgiu com a primeira criptomoeda funcional do mundo, o Bitcoin. Essa tecnologia permite uma descentralização natural, que inclusive torna a criptomoeda praticamente à prova de interferência de instituições privadas ou governamentais.
A principal diferença da criptomoeda em relação a uma representação virtual da moeda fiduciária (seja no internet banking ou em um aplicativo de pagamentos) é a possibilidade de ter a própria custódia dos valores. Com carteiras de criptomoedas, protegidas por criptografia, não há como um terceiro confiscar ou impor limites no seu dinheiro.
Outra vantagem das criptomoedas é que suas transações representam registros imutáveis em um banco de dados descentralizado. Em outras palavras, as transações de criptomoedas buscam ser movimentações irreversíveis. Mas vale ressaltar que cada uma pode possuir um nível de segurança diferente, com criptomoedas como Verge (XVG) e Ethereum Classic (ETC) já tendo sofrido ataques que reverteram transações, enquanto Bitcoin (BTC), Bitcoin Cash (BCH), Monero (XMR) e Nano (XNO) se mostram mais seguras, por exemplo.
Algumas criptomoedas chegam a ter protocolos bem diferentes e inovadores, como também é o caso da Nano, mas o consenso da maioria é baseada em Prova de Trabalho (PoW) através da mineração, similar ao Bitcoin (BTC) e já testado com o tempo. Dessa forma, é preciso de mais de 50% do poder computacional da rede para alguém mal intencionado atacar a rede e reverter suas últimas transações confirmadas. O custo para obter essa parcela do poder de mineração deve ser significativamente alto para a criptomoeda ser considerada segura.
As criptomoedas também trazem avanços na questão da privacidade, já que não é preciso permissão de uma instituição financeira (que solicita e armazena seus documentos) para começar a receber e usar uma criptomoeda. Porém, cada uma tem suas peculiaridades nesse sentido também. Enquanto a maioria delas possui um livro-razão totalmente público e auditável e, portanto, transações rastreáveis, outras optaram por focar o desenvolvimento em soluções privadas como o Monero (XMR) e Zcash (ZEC).
Como surgiram as criptomoedas?
A ideia de criar uma moeda digital é antiga, e várias tentativas já ocorreram sem sucesso, como foi o B-Money de Wei Dai, HashCash de Adam Back ou Bitgold de Nick Szabo. Mas pegando um pouco da inspiração de cada uma, o Bitcoin foi inventado, dando origem a primeira criptomoeda bem sucedida do mundo e abrindo portas para a criação de novas criptomoedas alternativas.
No dia 31 de outubro de 2008, no auge da crise financeira, o bitcoin foi anunciado ao mundo por um programador desconhecido usando o pseudônimo de Satoshi Nakamoto. Em uma mensagem enviada a uma lista online de discussão de criptografia, Nakamoto lançava ao mundo a sua ideia junto com um paper – onde descreveu o funcionamento e os principais conceitos por trás da sua invenção – intitulado “Bitcoin: um sistema de dinheiro eletrônico P2P”.
Três meses após o anúncio, foi disponibilizado gratuitamente o software em código-fonte aberto para quem quisesse baixá-lo para começar a construir a rede do sistema. Iniciava-se então a Era das chamadas criptomoedas.
Como funcionam as criptomoedas?
Para entendermos um pouco melhor como funcionam as criptomoedas, é necessário recorrer ao próprio nome dado à tecnologia: “a peer-to-peer electronic cash system”, um sistema de dinheiro eletrônico P2P. A palavra essencial nesse título é o “cash”, cuja tradução literal inexiste em português, mas significa o dinheiro em espécie, nosso papel-moeda. A escolha do termo cash não foi acidental, muito pelo contrário, pois a ideia do bitcoin é precisamente a de replicar o dinheiro em espécie na forma eletrônica ou digital.
No sistema financeiro tradicional, estamos acostumados a usar dinheiro apenas para transações pequenas e em pessoa. Para qualquer pagamento mais volumoso ou distante, é imprescindível um sistema de pagamentos como os bancos ou o PayPal. O bitcoin rompe com esse paradigma por ser simultaneamente uma moeda digital e um sistema de pagamentos, algo sem precedentes na história financeira mundial.
O fato de ser um dinheiro digital, porém, têm implicações fundamentais. Em primeiro lugar, como o bitcoin pode ser considerado um ativo ao portador, você é o responsável pela própria custódia, independentemente de terceiros. Dessa forma, o sistema permite a realização de transações peer-to-peer, sem intermediários, o que, por sua vez, garante uma enorme privacidade ao usuário e às operações realizadas por este.
4 características de transações com criptomoedas.
1- Irreversíveis
As transações realizadas com criptomoedas são desenhadas para evitarem o reembolso (chargeback), dessa forma protegendo o comerciante de sofrer um golpe por compra contestada. As fraudes são teoricamente possíveis, mas possuem um custo extremamente alto em criptomoedas seguras como o Bitcoin (BTC).
Todas as transações ficam gravadas no Blockchain e podem ser consultadas sempre que necessário.
2- Seguras
Com as criptomoedas, os fundos ficam armazenados em carteiras digitais – que são administradas por um par de chaves criptográficas. Enquanto a chave pública deriva os endereços de recebimento, a chave privada permite o gasto do dinheiro digital e deve ser mantida em segredo.
Sem acesso direto à chave privada, nenhum atacante pode roubar suas moedas, já que tentar descobrir uma por tentativa e erro seria mais difícil que procurar um átomo específico no Universo observável. Ou seja, é computacionalmente inviável realizar essa operação, e portanto as carteiras de criptomoedas são perfeitamente seguras se usadas de forma correta.
3- Global e eficiente
As transações podem ser lançadas para qualquer lugar do mundo, já que as criptomoedas não possuem limitações artificiais como fronteiras. Enviar valores para outro continente torna-se tão fácil quanto realizar uma transação para um amigo próximo.
4- Pseudoanônimo
Quando se fala em transações de criptomoedas, deve-se ter em mente que endereços não carregam nomes. Apesar de estarem todos públicos na rede para qualquer pessoa verificar, muitas vezes não se conhecem os donos de cada carteira. Outras criptomoedas possuem características ainda mais privadas, ofuscando todo o blockchain com técnicas avançadas de criptografia para garantir que não haja possibilidade de rastreio de transações.
Para o sistema funcionar corretamente e com segurança na blockchain, são necessários cálculos poderosos para manter os códigos e a criptografia. E quem soluciona esses cálculos são os chamados mineradores.
Cada vez que um conjunto de transações é validado em um bloco, um novo cálculo matemático precisa ser realizado para confirmar o bloco e transmiti-lo à rede, através de uma hash. Para realizar esses cálculos, o uso de computadores especializados são essenciais. O ato de gerar novas hashs é chamado de trabalho e é por isso que o método de consenso do Bitcoin é chamado de Prova de Trabalho (ou proof of work).
Diversas pessoas participam da rede de mineração, e quem conseguir resolver o desafio matemático primeiro, recebe bitcoins como recompensa. É por esse motivo que o processo de mineração também é conhecido por ser uma das formas de obtenção e criação da moeda, colocando novas unidades em circulação e aumentando a oferta da moeda no mercado.
O número de bitcoins criados com a mineração, porém, vai diminuindo ao longo do tempo, porque o sistema tem um limite programado dentro do protocolo. Quando atingir a marca de 21 milhões de bitcoins, a produção é encerrada e nunca mais será descoberta nenhuma nova unidade de BTC.
A mineração hoje é realizada principalmente através de ASICs, que são equipamentos especializados para melhorar a eficiência da mineração e, com isso, aumentar o lucro das mineradoras.
Devido à alta dificuldade de se descobrir novos blocos, com a presença de grandes mineradores que conseguem gerar uma taxa de hash altíssima, a mineração doméstica dificilmente será lucrativa, fazendo com que muitos mineradores independentes se juntem à “pools de mineração”, que são grandes cooperativas que utilizam poder computacional conjunto para efetuar a prova de trabalho, e dividem as recompensas de forma proporcional.