Ethereum é uma plataforma aberta de blockchain que permite que qualquer pessoa crie e use aplicativos descentralizados. Assim como o Bitcoin, ninguém controla ou é detentor do Ethereum. Trata-se de um projeto de código aberto construído por muitas pessoas ao redor do mundo, mas, ao contrário do protocolo Bitcoin, o Ethereum foi projetado para ser adaptável e flexível.
A tecnologia do blockchain é a base tecnológica do Ethereum. Um blockchain é uma arquitetura de computação distribuída na qual cada nó (usuários que cooperam com a estrutura, cedendo poder computacional) da rede executa e registra as mesmas transações, que são agrupadas em blocos. Apenas um bloco pode ser adicionado ao blockchain por vez. Cada bloco contém uma prova matemática (hash) responsável por certificar que determinado bloco segue na sequência do bloco anterior.
Desta forma, o “banco de dados distribuído” do blockchain é mantido em segurança e consenso por todos os nós da rede. As interações individuais do usuário com o livro de registro, que são feitas por meio de transações, são garantidas através de uma forte barreira de criptografia. Os nós que mantêm e verificam a rede são incentivados economicamente pela estrutura: cooperar é mais lucrativo do que fraudar.
No caso do Bitcoin, o banco de dados distribuído é concebido como uma tabela de saldos relativos aos endereços existentes. Em outras palavras, trata-se de um livro de registro (débitos e créditos) no qual as transações são efetivamente transferências de bitcoin. Com isso, permite-se a troca de valores financeiros entre usuários sem a necessidade de um intermediário.
Mas como o bitcoin começou a atrair maior atenção de desenvolvedores e tecnólogos, projetos inovadores começaram a usar a rede Bitcoin para fins além da esfera financeira. Muitos destes projetos assumiram a forma de “altcoins”, ou seja, criptomoedas alternativas que possuem, às vezes, seu blockchain próprio. O objetivo de muitos deles é trazer soluções para outros mercados, da mesma forma que o bitcoin trouxe para o sistema financeiro.
No final de 2013, o inventor do Ethereum, Vitalik Buterin, propôs um novo blockchain com a capacidade de ser programado para executar qualquer computação arbitrariamente complexa.
Ethereum Virtual Machine
O Ethereum é um blockchain programável. Em vez de dar aos usuários um conjunto de operações pré-definidas, como por exemplo transações com bitcoin, o Ethereum permite aos indivíduos criarem suas próprias operações com qualquer complexidade que assim desejem. Desta forma, o Ethereum serve como uma plataforma destinada à criação de diferentes aplicações descentralizadas em seu blockchain, incluindo, mas não limitando-se, às criptomoedas.
O Ethereum, no sentido estrito, refere-se a um conjunto de protocolos que define uma plataforma para contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Em seu cérebro está a Máquina Virtual Ethereum (Ethereum Virtual Machine – EVM), que pode ser entendida como um “super computador” capaz de executar códigos de complexidade algorítmica arbitrária.
Em termos de ciência da computação, o Ethereum é considerado “Turing completo”. Na teoria de computadores reais e virtuais, linguagens de programação e outros sistemas lógicos, um sistema “Turing completo” é aquele que tem um poder computacional equivalente à máquina de Turing universal. Em outras palavras, o sistema e a máquina universal de Turing podem emular um ao outro. Mesmo que seja fisicamente impossível para essas máquinas existirem porque requerem armazenamento ilimitado e probabilidade de falha nula, de uma maneira coloquial, a integridade de Turing é atribuída a máquinas físicas ou linguagens de programação que poderiam ser universais se tivessem armazenamento infinito e fossem absolutamente confiáveis.
Com o Ethereum, os desenvolvedores podem criar aplicativos descentralizados, popularmente conhecidos como Dapps, que funcionam na EVM usando linguagens de programação já existentes, como JavaScript e Python. Como qualquer blockchain, o Ethereum também inclui um protocolo de rede ponto a ponto (peer-to-peer). O banco de dados do blockchain do Ethereum é mantido e atualizado por muitos nós conectados à rede. Cada nó da rede executa a EVM e processa as mesmas instruções. Por este motivo, o Ethereum às vezes é descrito como um “computador mundial”.
Esta paralelização maciça da computação em toda a rede Ethereum não é feita para tornar a computação mais eficiente. Na verdade, esse processo torna a computação do Ethereum muito mais lenta e mais cara do que em um “computador” tradicional. Isso porque cada nó Ethereum executa a EVM para manter o consenso em todo blockchain, gerando um grande gasto de energia e poder computacional para manter a estrutura funcionando. Por outro lado, o consenso descentralizado oferece ao Ethereum níveis extremos de tolerância a falhas, garante tempo de inatividade zero e torna os dados armazenados no blockchain inalteráveis e resistentes à censura.
A plataforma Ethereum em si é desprovida de qualquer propriedade nativa e é agnóstica de valores. Semelhante às linguagens de programação, cabe aos empreendedores e desenvolvedores decidirem para quê a plataforma deve ser utilizada. No entanto, é claro que certos tipos de aplicativos tiram maior proveito das capacidades do Ethereum do que outros.
Especificamente, o Ethereum é adequado para aplicações que automatizam a interação direta entre pares ou facilitam a ação coordenada de um grupo em uma rede. Por exemplo, aplicativos para coordenação de mercados ponto-a-ponto ou a automação de contratos financeiros complexos.
O Bitcoin permite que os indivíduos troquem dinheiro sem envolver intermediários como instituições financeiras, bancos ou governos. O impacto do Ethereum pode ser mais abrangente. Em teoria, as interações financeiras ou negociações de qualquer complexidade podem ser realizadas de forma automática e confiável usando o código que está sendo executado no Ethereum. Além das aplicações financeiras, todos os ambientes em que a confiança, a segurança e a imutabilidade são importantes – por exemplo, registros de ativos, votação, governança e internet das coisas (IoT) – podem ser impactados positivamente pela plataforma Ethereum.
Como o Ethereum funciona?
O Ethereum incorpora muitos recursos e tecnologias que são familiares aos usuários do Bitcoin. Além disso, ele introduz muitas modificações e inovações próprias. Enquanto o blockchain do Bitcoin é puramente uma lista de transações, a unidade básica do Ethereum é a conta. O blockchain do Ethereum rastreia o estado de cada conta e todas as transições de estado são transferências de valor e informações entre as contas.
Existem dois tipos de contas:
Conta de Propriedade Externa (Externally Owned Account – EOA), que são controladas por chaves privadas;
Conta de Contrato, que são controladas pelo código do contrato e só podem ser “ativadas” por um EOA.
Para a maioria dos usuários, a diferença básica entre estes é que os usuários humanos controlam as EOAs – pois, afinal, apenas eles podem controlar as chaves privadas que dão controle sobre um EOA. As contas de contratos, por outro lado, são regidas pelo seu código interno. Se eles são “controlados” por um usuário humano, é porque eles são programados para serem controlados por um EOA com um determinado endereço, que por sua vez é controlado por quem possui as chaves privadas que controlam esse EOA. O termo popular “contratos inteligentes” (smart contracts) refere-se ao código em uma Conta de Contrato e são programas que são executados quando uma transação é enviada para essa conta. Os usuários podem criar novos contratos implantando o código no blockchain.
As Contas de Contrato apenas executam uma operação quando instruído por um EOA. Portanto, não é possível que uma Conta de contrato esteja executando operações nativas, como geração de números aleatórios ou chamadas de API (Application Programming Interface, ou Interface de Aplicação de Programação). Ela poderia fazer essas coisas somente se fosse solicitado por um EOA. Isso ocorre porque o Ethereum exige que os nós (computadores) possam concordar com o resultado da computação, o que exige uma garantia de execução estritamente determinista.
Como no Bitcoin, os usuários devem pagar pequenas taxas de transação para a rede. Isso protege o blockchain do Ethereum de tarefas computacionais frívolas ou mal-intencionadas, como ataques DDoS (ataques de negação de serviço) ou loops infinitos. O remetente de uma transação deve pagar por cada etapa do “programa” que eles ativaram, incluindo computação e armazenamento de memória. Essas taxas são pagas em quantidades equivalentes do token nativo do Ethereum, denominado Ether (ETH).
Essas taxas de transação são coletadas pelos nós que validam a rede. Mineradores nada mais são do que Nós da rede Ethereum que recebem, propagam, verificam e executam transações. Eles agrupam as transações em blocos, que incluem atualizações do “estado” das contas no blockchain do Ethereum. Como prova por seu trabalho (proof of work/PoW), os mineradores são recompensados com ether por cada bloco de sucesso que eles mineram. Isso fornece o incentivo econômico para as pessoas dedicarem hardware e eletricidade à rede do Ethereum.
Assim como na rede do Bitcoin, os mineradores são encarregados de resolver um problema matemático complexo para poder minerar com sucesso um bloco. O primeiro a resolver o problema recebe a recompensa pelo novo bloco gerado, além das taxas pagas em cada transação do bloco. Para desencorajar a centralização devido ao uso de hardware especializado (por exemplo, Application Specific Integrated Circuits (ASIC), ou seja, circuitos integrados de aplicação específica), como ocorreu na rede do Bitcoin, o Ethereum escolheu um problema computacional de memória. Se o problema requer memória e CPU, o hardware ideal é de fato um computador geral (GPU). Isso torna a prova de trabalho do Ethereum resistente à ASIC, permitindo uma distribuição de segurança mais descentralizada do que em blockchains cuja mineração é dominada por hardware especializado, como o Bitcoin.
A EOS é uma plataforma de contratos inteligentes similar ao Ethereum, mas bem diferente quanto a capacidade de processamento e estrutura da rede. Ela foi desenhada pela empresa Block.One para escalar aplicações descentralizadas de forma eficiente e foi lançada em junho de 2018.
Neste texto você entenderá em detalhe quais são os diferenciais deste blockchain, como comprar o token subjacente e como guardar com segurança.
Como funciona a EOS?
Primeiro é importante saber que a EOS não possui uma mineração como a do bitcoin ou do ethereum, pois o seu modelo de consenso é baseado em Delegated Proof of Stake (DPoS). Isso significa que as transações na rede são validadas por meio de um sistema representativo de votação contínua, dessa forma qualquer participante da rede pode produzir blocos caso convença os detentores de tokens a votar neles.
De acordo com Vitalik Buterin, o criador do Ethereum, isso pode acabar tornando a rede mais centralizada por conta do menor número de nodes validadores. Mas por outro lado, os entusiastas da EOS rebatem esse argumento ressaltando que esse modelo evita o problema da concentração de 51% do hashrate em poucas pools de mineração.
De fato, a EOS funciona como um grande sistema operacional que possui memória RAM, processador e memória para arquivos, e para utilizá-lo você precisa “emprestar” tokens (deixando-os em stake) e comprar espaço de execução ou memória.
Para utilizar alguns destes recursos que o sistema oferece, o usuário ou desenvolvedor deve colocar uma quantia de tokens presa em estado de staking.
Crescimento e perspectivas da EOS
Com uma estrutura tão inovadora, a EOS se destacou no mercado de criptoativos e é hoje a 18° maior criptomoeda em valor de mercado segundo o Coingolive. No último ano a EOS valorizou 309,89%.
Com tantos recursos, a EOS tem expandido sua atuação e o uso do seu blockchain em um roadmap amplo e ambicioso.
Quais são as vantagens?
Segundo o whitepaper do projeto, a tecnologia da EOS é uma arquitetura de blockchain que pode, em última instância, escalar para milhões de transações por segundo, eliminar taxas e permitir a implantação e manutenção rápida e fácil de aplicativos descentralizados no contexto de um blockchain governado.
A falta das taxas para os usuários finais é de extrema importância para os desenvolvedores da EOS, que explicam que uma plataforma blockchain de uso gratuito para os usuários provavelmente terá uma adoção mais ampla.
Isso só é possível recompensando os validadores com novos tokens. Porém, a inflação de moedas é controlada em 5% para os produtores de blocos.
Quem são os desenvolvedores da EOS?
Conforme citado anteriormente, a plataforma baseada em blockchain e o token EOS foram desenvolvidos pela empresa Block.One. O CEO Brendan Blumer e o CTO Daniel Larimer foram os co-autores do documento de apresentação do projeto.
Larimer é um dos programadores responsáveis pela criação da blockchain Steem e da plataforma de trading BitShares. Ele, porém, saiu do projeto recentemente em janeiro de 2021. Mas, segundo a página do LinkedIn da Block.One, são mais 31 engenheiros de software trabalhando em conjunto para construir soluções.
Quais são as carteiras de EOS?
As principais carteiras que suportam EOS e possuem boas avaliações são as seguintes:
Atomic Wallet
Ledger
Guarda Wallet
Enquanto a Atomic e a Guarda são gratuitas e possuem as versões de celular e PC, a Ledger é uma hardware wallet que oferece uma segurança ainda maior por manter as chaves privadas sempre offline.
OMG Network é uma solução de escalabilidade para as finanças no Ethereum, permitindo transações baratas, transparentes e seguras. Mais do que uma solução, traders e investidores acreditam que a OMG pode ser uma grande oportunidade.
Te explicaremos o funcionamento da rede e tudo que você precisa saber sobre o token OMG no post de hoje.
O que é OMG Network?
A OMG é uma solução de escalabilidade para a rede Ethereum, ela permite a criação de milhares de transações por segundo de ether e tokens no padrão ERC-20.
A criação da OMG Network aconteceu devido à baixa quantidade de transações por segundo (tps) que o Ethereum consegue fazer – entre 10 e 14 tps.
A OMG consegue fazer isso utilizando diversos conceitos criptográficos avançados, eles agrupam diversas transações para, em conjunto, enviá-las à rede do Ethereum – economizando taxas no processo.
Para exemplificar, a OMG seria como um aplicativo de carona. Se você e todo mundo utilizar um carro próprio as vias podem se congestionar e todo mundo acaba pagando mais caro pela gasolina gasta e tempo no trânsito. Agora, se você e muitas pessoas pegarem carona, todos conseguem chegar mais rápido ao destino, pagando menos e compartilhando mais.
Além das vantagens relacionadas as taxas, a OMG é mais privada que outras soluções, pois ela unifica as transações em grupos.
Para os mais inclinados tecnologicamente, a OMG está baseada na solução chamada de More Viable Plasma, que foi desenvolvida pelo criador do Ethereum e outras mentes brilhantes do setor de criptomoedas. Nela, apenas um node faz a criação de blocos, mas diversos “watchers” ficam de olho se as transações estão sendo processadas corretamente.
Quais as vantagens do token OMG?
Contudo, esse sistema seguro e descentralizado não funcionaria sem o token OMG. Ele tem diversas funções na rede e nos últimos 12 meses valorizou mais de 270%.
A principal utilidade da moeda OMG é o pagamento de taxas e a função de staking, quando for lançado o protocolo de staking. Isso significa que usuários com o token poderão criar nodes de validação usando as moedas como depósito de segurança. Isso acontecerá assim que a OMG lançar o protocolo de stake e o mecanismo de governança de rede.
Os validadores ganham com as taxas transacionais na rede OMG. Portanto, podemos dizer que o valor da moeda estará ligado ao uso da rede seja ele feito por indivíduos, empresas ou aplicações descentralizadas.
Utilizando a calculadora da Omgpool é possivel ter uma expectativa dos ganhos de acordo com diversos fatores como base de taxas, volume de transações, porcentagem das fees, tamanho médio das transações e outros.
Com apenas 500 OMG e uma média de US$100 milhões negociados, com US$40 em transações médias e taxas de US$0,05 a calculadora da OMGPool tem a expectativa de ganhos mensais de US$112,50. Vale ressaltar que esta é apenas uma expectativa, os números podem mudar assim como o direcionamento da rede.
Quem desenvolve e aprova a OMG?
Mas todo esse sucesso não seria possível sem uma boa equipe construindo o projeto. O whitepaper da OMG foi escrito por Joseph Poon, um desenvolvedor envolvido nos projetos da Lightning Network do Bitcoin e Plasma.
Joseph Poon
A rede também recebeu apoio dos co-criadores do Ethereum, Vitalik Buterin e Gavin Wood (também responsável pelos projetos Polkadot e Kusama).
Além disso, o governo japonês já colocou a OMG na lista de moedas permitidas e o Banco da Tailândia e o Ministro das Finanças do país deram acenos de aprovação ao projeto.
Como armazenar OMG?
O armazenamento de OMG pode ser feito na Foxbit se você quiser fazer trades rápidos, mas você também pode guardar o token nas seguintes wallets:
Metamask
MEW
Exodus
Ledger Nano S
Trezor Model One
Onde comprar OMG?
Você pode negociar OMG e outras criptomoedas na Foxbit com reais (BRL). Isso pode ser feito pelo Livro de Ofertas ou pela aba Compra Rápida.
O nosso CEO, João Canhada, deu uma entrevista exclusiva do especial “Perspectivas 2021” da EXAME. Ele analisou e opinou sobre o futuro do mercado de criptoativos no Brasil e no mundo.
Nesses mais de seis anos atuando no mercado cripto, Canhada vivenciou os altos e baixos do bitcoin e outros projetos em blockchain e viu o mercado crescer e se desenvolver, o que o credencia como alguém com propriedade para falar sobre o assunto.
Resumo
Na opinião do Canhada, o Bitcoin chegou em um momento onde empresas e investidores profissionais vão ceder e começar a usar a criptomoeda como aconteceu com o Paypal.
Além disso, o Bitcoin pode ter um crescimento de 10 vezes e chegar aos US$200.000 até o final de 2021 dado a escassez causada pelo Halving e por conta do histórico pós eventos.
O próximo ano tem tudo para ser bom para o Bitcoin, mas o Ethereum é a altcoin mais empolgante para 2021 na opinião dele. Ela deve buscar sua alta de US$1.400 e trazer o mercado de Defis para mais holofotes.
Quer saber como foi essa entrevista? Deixamos ela na íntegra logo abaixo ou você pode conferir ela no site da Exame.
Confira o bate papo na íntegra
Future of Money: Qual é sua perspectiva para o mercado cripto em 2021?
João Canhada: Novos gigantes, como alguns investidores bilionários e grandes empresas fizeram esse ano, devem ceder e anunciar que estão trabalhando com bitcoin, ou adquirindo bitcoin, posicionando ainda mais esse ativo como reserva de valor. Isso definitivamente vai trazer impactos no preço. Nos últimos halvings (quando a oferta é cortada pela metade), o bitcoin sempre bitcoin teve alta histórica de preços no ano seguinte, superando em até 10 vezes os topos anteriores. Se isso se repetir, veremos o bitcoin a 200 mil dólares ainda em 2021.
Future of Money: Qual será a altcoin de maior destaque em 2021? Por quê?
João Canhada: O ether (ETH) deve ser a altcoin mais empolgante do próximo ano. O preço deve buscar seu topo de 1.400 dólares [registrado em janeiro de 2018], e ela segue sendo a altcoin mais completa. Em que pese a tecnologia, é no ETH que praticamente todos os tokens de stablecoins são movimentados e nele que temos grandes investimentos e criação de tokens atrelados a tudo. O mundo está sendo tokenizado e ETH é o principal criptoativo utilizado para infra-estrutura nesse novo mundo de tokens. Neste mês, teve início ao stake do ETH, que é quando a rede paga prêmios aos detentores da rede por estes travarem os tokens em contratos de stake. diferente do PoW (proof-of-work, ou prova de trabalho) do bitcoin, onde o poder computacional da rede recebe recompensas, esse modelo dá recompensas de acordo com a posse dos ativos. É um modelo bem interessante, pois no ETH foi implementado de forma mista com o PoW. A rede deve continuar evoluindo em 2021.
Future of Money: Qual a melhor notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021?
João Canhada: O Governo do Irã e da Venezuela estão trabalhando ativamente com bitcoin, porém são países pequenos e irrelevantes em relação ao tamanho do seu PIB, quando comparado aos 10 maiores PIBs do mundo. Mas a melhor notícia acredito que seria bancos centrais dos maiores países do mundo anunciarem reservas em bitcoin ao lado das reservas de ouro, o que consolidaria de vez o bitcoin e o seu papel no mundo cada vez mais digital.
Future of Money: Qual a pior notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021?
João Canhada: Um hacking em alguma grande corretora de criptoativos apenas traria pânico por curto período de tempo, mas não atrapalharia os fundamentos do bitcoin no longo prazo. Por isso, acredito que a pior notícia seria algum problema desconhecido na tecnologia, alguma maneira de quebrar a criptografia, algo que não chegou perto de acontecer nesses primeiros 10 anos do bitcoin. Ou, então, uma proibição generalizada de criptoativos dos maiores países, pois atrapalharia a liquidez global do ativo.
Future of Money: Qual aplicação em blockchain se tornará mais popular no ano que vem?
João Canhada: Em tempos de pandemia, não ter que sair de casa para ir ao cartório é bem importante, então acredito que a certificação digital utilizando blockchain deve ganhar força nesta próxima década. É uma tecnologia já pronta, não estamos falando de futurismo. Isso pode ser feito amanhã! Depende apenas da aceitação e do conhecimento geral sobre essa qualidade do blockchain — e definitivamente vai acontecer.
Future of Money: Qual startup blockchain brasileira tem maior potencial de inovação e impacto no mercado para 2021?
João Canhada: A OriginalMy é, para mim, o melhor caso de uso de blockchain feito por brasileiros, e com um cara brilhante à frente — o Edilson Osorio. Esse ano testaram uma tecnologia proprietária usando blockchain para eleições, que permite votar pelo celular, o que deve ser um fato notável em breve, e tem uma chance enorme deles estarem por trás. Quem sabe em 2022 a gente não precise sair de casa pra votar?
Future of Money: O que passou despercebido para a maioria no mercado cripto em 2020?
João Canhada: A evolução das corretoras de criptoativos foi notável, não houve relatos sequer parecidos com o que aconteceu em 2017. Temos hoje uma gama absurda de instrumentos financeiros à disposição, que não tínhamos em 2017, tudo ocorre com uma fluidez enorme, tudo automatizado, quem usa bitcoin hoje em dia pela primeira vez pode achar que foi sempre assim, mas é só comparar uma corretora de bitcoin com uma corretora de ações tradicionais e vai verificar que o mercado tradicional está ficando pra trás. Ainda tem muito a ser criado em nosso ecossistema, e sem dúvidas será mais um ano de grande evolução no mercado como um todo. Mas 2020 foi o ano que bitcoin se provou como reserva de valor e que tudo funcionou em seu ecossistema, poucas notícias foram ruins ao mercado cripto ao longo do ano, e mais uma vez o bitcoin provou sua resiliência. Para quem conheceu o bitcoin agora, pode parecer normal, mas foi um feito notável e um ano incrível.
Future of Money: Qual será o preço do bitcoin em dezembro de 2021?
João Canhada: Definitivamente maior do que esse fechamento de 2020. Estamos em um momento ímpar na história da humanidade, e 2021 pode definir, entre todos os investidores, o bitcoin como o NOVO ativo de reserva financeira global. 20 mil dólares pode ser barato perto do que acontecerá no preço se essa frase se tornar verdade entre os principais fundos de investimentos globais.
O próximo ano tem tudo para ser um ótimo ano para o Bitcoin, se você quiser ficar por dentro de tudo que acontece no mercado acompanhe as nossas redes sociais.
Já se passaram 6 anos desde que a Foxbit foi lançada, contamos essa história aqui e aqui. Foram muitas conquistas, dificuldades superadas e momentos de alegria, mas nada seria possível sem o auxílio dos nossos clientes e colaboradores apaixonados pelo Bitcoin.
São mais de 600 mil foxbiters, ou melhor, mais de 600 mil bitcoiners e investidores de criptomoedas. Essa história foi feita por pessoas e a colaboração de cada uma delas criou uma das maiores corretoras de bitcoin do Brasil e da América Latina. Desde o nosso pequeno escritório em São Paulo, nunca perdemos a paixão por espalhar o Bitcoin.
Fizemos um resuminho de tudo o que aconteceu ao longo dessa jornada:
• 2014: Foxbit é fundada! Criada por duas pessoas de dentro da comunidade do bitcoin, para a comunidade do bitcoin 😀
• 2013 – O começo de tudo João Canhada, Co-fundador e CEO da Foxbit, começa a negociar P2P dentro de grupos do Facebook e conhece o Guto, também Co-Fundador que estava testando um serviço de pagamento com Bitcoin.
Primeiro escritório em SP tinha até uma goteira, Guto (fundador da Foxbit)
• 2015: Líder de Mercado Com apenas um ano de existência, a Foxbit assume a liderança do mercado brasileiro de criptomoedas.
Logo no segundo ano de vida ajudamos a levar a brasileira Cacá Macedo ao Campeonato Mundial de Jiu Jitsu, lá em Las Vegas. Aliás, a Foxbit foi uma das primeiras empresas de bitcoin a patrocinar atletas brasileiros.
A empresa ganhou o 2º lugar como startup do ano no prêmio Spark Awards.
Cacá Macedo lutadora de Jiu Jitsu que representou o Brasil em 2015
• 2016: Mudanças Foxbit vem para São Paulo, recebe investimento e compra a BitInvest.
1° lugar no prêmio Microsoft BizSpark e foi finalista no prêmio Inovabra, realizado pelo Bradesco.
• 2017: Bitcoin com +2.700% Foram negociados + R$3Bi e terminamos o ano com 65 colaboradores.
Conquistou o 1º lugar no prêmio Visa Track.
• 2018: Perdas Com o Bitcoin em queda e a perda inesperada de um dos nossos queridos fundadores, 2018 foi um dos anos mais turbulentos e difíceis para a Foxbit.
• 2019: Reviravolta A retomada sem o Guto foi difícil, mas conseguimos! 2019 foi o ano da virada de chave, de tirar planos do papel e trazer o crescimento exponencial da Foxbit novamente. Adiquirimos a Modiax e trouxemos um time de tech totalmente novo!
Conquistou o 1º lugar no prêmio Deloitte|Exame PMEs que mais cresceram no Brasil com crescimento de 349% de 2018 para 2019 e faturamento de 14 milhões de reais.
• 2020: Um ano incrível! Mesmo em um ano caótico, voltamos a crescer! Com um time espetacular e o Bitcoin voando alto, esse foi um ano espetacular!
Eleita uma das empresas mais éticas do Brasil pelas Virtuous Company e conquistou o selo RA1000, um reconhecimento do atendimento no Reclame Aqui, site especializado em reclamações de clientes e reputação de empresas.
Nossa equipe cresceu, ou melhor, a nossa família de bitcoiners. Aqui o pessoal na Foxbit é uma família, tanto nossos clientes quanto todos os colaboradores. Não é à toa que ficamos em primeiro lugar como a PME com os funcionários mais felizes do Brasil, segundo o Love Mondays.