João Canhada na Exame!

João Canhada na Exame!

O nosso CEO, João Canhada, deu uma entrevista exclusiva do especial “Perspectivas 2021” da EXAME. Ele analisou e opinou sobre o futuro do mercado de criptoativos no Brasil e no mundo. 

Nesses mais de seis anos atuando no mercado cripto, Canhada vivenciou os altos e baixos do bitcoin e outros projetos em blockchain e viu o mercado crescer e se desenvolver, o que o credencia como alguém com propriedade para falar sobre o assunto.

Resumo

Na opinião do Canhada, o Bitcoin chegou em um momento onde empresas e investidores profissionais vão ceder e começar a usar a criptomoeda como aconteceu com o Paypal.

Além disso, o Bitcoin pode ter um crescimento de 10 vezes e chegar aos US$200.000 até o final de 2021 dado a escassez causada pelo Halving e por conta do histórico pós eventos.

O próximo ano tem tudo para ser bom para o Bitcoin, mas o Ethereum é a altcoin mais empolgante para 2021 na opinião dele. Ela deve buscar sua alta de US$1.400 e trazer o mercado de Defis para mais holofotes.

Quer saber como foi essa entrevista? Deixamos ela na íntegra logo abaixo ou você pode conferir ela no site da Exame.

Confira o bate papo na íntegra

Future of Money: Qual é sua perspectiva para o mercado cripto em 2021? 

João Canhada: Novos gigantes, como alguns investidores bilionários e grandes empresas fizeram esse ano, devem ceder e anunciar que estão trabalhando com bitcoin, ou adquirindo bitcoin, posicionando ainda mais esse ativo como reserva de valor. Isso definitivamente vai trazer impactos no preço. Nos últimos halvings (quando a oferta é cortada pela metade), o bitcoin sempre bitcoin teve alta histórica de preços no ano seguinte, superando em até 10 vezes os topos anteriores. Se isso se repetir, veremos o bitcoin a 200 mil dólares ainda em 2021.

Future of Money: Qual será a altcoin de maior destaque em 2021? Por quê? 

João Canhada: O ether (ETH) deve ser a altcoin mais empolgante do próximo ano. O preço deve buscar seu topo de 1.400 dólares [registrado em janeiro de 2018], e ela segue sendo a altcoin mais completa. Em que pese a tecnologia, é no ETH que praticamente todos os tokens de stablecoins são movimentados e nele que temos grandes investimentos e criação de tokens atrelados a tudo. O mundo está sendo tokenizado e ETH é o principal criptoativo utilizado para infra-estrutura nesse novo mundo de tokens. Neste mês, teve início ao stake do ETH, que é quando a rede paga prêmios aos detentores da rede por estes travarem os tokens em contratos de stake. diferente do PoW (proof-of-work, ou prova de trabalho) do bitcoin, onde o poder computacional da rede recebe recompensas, esse modelo dá recompensas de acordo com a posse dos ativos. É um modelo bem interessante, pois no ETH foi implementado de forma mista com o PoW. A rede deve continuar evoluindo em 2021.

Future of Money: Qual a melhor notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021? 

João Canhada: O Governo do Irã e da Venezuela estão trabalhando ativamente com bitcoin, porém são países pequenos e irrelevantes em relação ao tamanho do seu PIB, quando comparado aos 10 maiores PIBs do mundo. Mas a melhor notícia acredito que seria bancos centrais dos maiores países do mundo anunciarem reservas em bitcoin ao lado das reservas de ouro, o que consolidaria de vez o bitcoin e o seu papel no mundo cada vez mais digital.

Future of Money: Qual a pior notícia que pode surgir para o bitcoin e para as criptos de modo geral em 2021? 

João Canhada: Um hacking em alguma grande corretora de criptoativos apenas traria pânico por curto período de tempo, mas não atrapalharia os fundamentos do bitcoin no longo prazo. Por isso, acredito que a pior notícia seria algum problema desconhecido na tecnologia, alguma maneira de quebrar a criptografia, algo que não chegou perto de acontecer nesses primeiros 10 anos do bitcoin. Ou, então, uma proibição generalizada de criptoativos dos maiores países, pois atrapalharia a liquidez global do ativo.

Future of Money: Qual aplicação em blockchain se tornará mais popular no ano que vem? 

João Canhada: Em tempos de pandemia, não ter que sair de casa para ir ao cartório é bem importante, então acredito que a certificação digital utilizando blockchain deve ganhar força nesta próxima década. É uma tecnologia já pronta, não estamos falando de futurismo. Isso pode ser feito amanhã! Depende apenas da aceitação e do conhecimento geral sobre essa qualidade do blockchain — e definitivamente vai acontecer.

Future of Money: Qual startup blockchain brasileira tem maior potencial de inovação e impacto no mercado para 2021? 

João Canhada: A OriginalMy é, para mim, o melhor caso de uso de blockchain feito por brasileiros, e com um cara brilhante à frente — o Edilson Osorio. Esse ano testaram uma tecnologia proprietária usando blockchain para eleições, que permite votar pelo celular, o que deve ser um fato notável em breve, e tem uma chance enorme deles estarem por trás. Quem sabe em 2022 a gente não precise sair de casa pra votar?

Future of Money: O que passou despercebido para a maioria no mercado cripto em 2020? 

João Canhada: A evolução das corretoras de criptoativos foi notável, não houve relatos sequer parecidos com o que aconteceu em 2017. Temos hoje uma gama absurda de instrumentos financeiros à disposição, que não tínhamos em 2017, tudo ocorre com uma fluidez enorme, tudo automatizado, quem usa bitcoin hoje em dia pela primeira vez pode achar que foi sempre assim, mas é só comparar uma corretora de bitcoin com uma corretora de ações tradicionais e vai verificar que o mercado tradicional está ficando pra trás. Ainda tem muito a ser criado em nosso ecossistema, e sem dúvidas será mais um ano de grande evolução no mercado como um todo. Mas 2020 foi o ano que bitcoin se provou como reserva de valor e que tudo funcionou em seu ecossistema, poucas notícias foram ruins ao mercado cripto ao longo do ano, e mais uma vez o bitcoin provou sua resiliência. Para quem conheceu o bitcoin agora, pode parecer normal, mas foi um feito notável e um ano incrível.

Future of Money: Qual será o preço do bitcoin em dezembro de 2021? 

João Canhada: Definitivamente maior do que esse fechamento de 2020. Estamos em um momento ímpar na história da humanidade, e 2021 pode definir, entre todos os investidores, o bitcoin como o NOVO ativo de reserva financeira global. 20 mil dólares pode ser barato perto do que acontecerá no preço se essa frase se tornar verdade entre os principais fundos de investimentos globais.

O próximo ano tem tudo para ser um ótimo ano para o Bitcoin, se você quiser ficar por dentro de tudo que acontece no mercado acompanhe as nossas redes sociais.

6 anos de Foxbit: Um agradecimento a todos que participaram dessa história

6 anos de Foxbit: Um agradecimento a todos que participaram dessa história

Já se passaram 6 anos desde que a Foxbit foi lançada, contamos essa história aqui e aqui. Foram muitas conquistas, dificuldades superadas e momentos de alegria, mas nada seria possível sem o auxílio dos nossos clientes e colaboradores apaixonados pelo Bitcoin. 

São mais de 600 mil foxbiters, ou melhor, mais de 600 mil bitcoiners e investidores de criptomoedas. Essa história foi feita por pessoas e a colaboração de cada uma delas criou uma das maiores corretoras de bitcoin do Brasil e da América Latina. Desde o nosso pequeno escritório em São Paulo, nunca perdemos a paixão por espalhar o Bitcoin.

Fizemos um resuminho de tudo o que aconteceu ao longo dessa jornada:

• 2014: Foxbit é fundada!

Criada por duas pessoas de dentro da comunidade do bitcoin, para a comunidade do bitcoin 😀

• 2013 – O começo de tudo

João Canhada, Co-fundador e CEO da Foxbit, começa a negociar P2P dentro de grupos do Facebook e conhece o Guto, também Co-Fundador que estava testando um serviço de pagamento com Bitcoin.

Primeiro escritório em SP tinha até uma goteira, Guto (fundador da Foxbit)

• 2015: Líder de Mercado

Com apenas um ano de existência, a Foxbit assume a liderança do mercado brasileiro de criptomoedas.

Logo no segundo ano de vida ajudamos a levar a brasileira Cacá Macedo ao Campeonato Mundial de Jiu Jitsu, lá em Las Vegas. Aliás, a Foxbit foi uma das primeiras empresas de bitcoin a patrocinar atletas brasileiros.

A empresa ganhou o 2º lugar como startup do ano no prêmio Spark Awards.

 Cacá Macedo lutadora de Jiu Jitsu que representou o Brasil em 2015

• 2016: Mudanças

Foxbit vem para São Paulo, recebe investimento e compra a BitInvest.

1° lugar no prêmio Microsoft BizSpark e foi finalista no prêmio Inovabra, realizado pelo Bradesco.

• 2017: Bitcoin com +2.700%

Foram negociados + R$3Bi e terminamos o ano com 65 colaboradores.

Conquistou o 1º lugar no prêmio Visa Track.

• 2018: Perdas

Com o Bitcoin em queda e a perda inesperada de um dos nossos queridos fundadores, 2018 foi um dos anos mais turbulentos e difíceis para a Foxbit.

• 2019: Reviravolta

A retomada sem o Guto foi difícil, mas conseguimos! 2019 foi o ano da virada de chave, de tirar planos do papel e trazer o crescimento exponencial da Foxbit novamente. Adiquirimos a Modiax e trouxemos um time de tech totalmente novo!

Conquistou o 1º lugar no prêmio Deloitte|Exame PMEs que mais cresceram no Brasil com crescimento de 349% de 2018 para 2019 e faturamento de 14 milhões de reais.

• 2020: Um ano incrível!

Mesmo em um ano caótico, voltamos a crescer! Com um time espetacular e o Bitcoin voando alto, esse foi um ano espetacular!

Eleita uma das empresas mais éticas do Brasil pelas Virtuous Company e conquistou o selo RA1000, um reconhecimento do atendimento no Reclame Aqui, site especializado em reclamações de clientes e reputação de empresas.

Nossa equipe cresceu, ou melhor, a nossa família de bitcoiners. Aqui o pessoal na Foxbit é uma família, tanto nossos clientes quanto todos os colaboradores. Não é à toa que ficamos em primeiro lugar como a PME com os funcionários mais felizes do Brasil, segundo o Love Mondays.

Gratidão e muito obrigada 🦊

Ethereum em minutos: A era dos contratos auto-executáveis

Ethereum em minutos: A era dos contratos auto-executáveis

A era dos contratos auto-executáveis

Em 1994, Nick Szabo, um jurista e criptógrafo, percebeu que os livros de registro descentralizados poderiam ser usados para contratos inteligentes, que também podem ser entendidos como contratos autoexecutáveis ou contratos digitais. Neste formato, os contratos podem ser convertidos em linguagem de código, armazenados e replicados no sistema, e supervisionados pela rede de computadores que mantém o blockchain.

Os contratos inteligentes ajudam a intercambiar dinheiro, propriedade, ações ou qualquer coisa de valor, tudo isso de forma transparente e livre de conflito, evitando a necessidade de um intermediário.

Vitalik Buterin explica que em um contrato inteligente, um ativo ou moeda é transferido para um programa que executa este código e fica encarregado de validar as condições e determinar, automaticamente, a qual usuário aquele ativo deve ser entregue, ou se deve ser reembolsado imediatamente à pessoa (ou combinação de pessoas) que o enviou. Enquanto isso, o livro de registro descentralizado também armazena e replica o documento, garantindo segurança e imutabilidade àquelas informações.

Suponha que você queira alugar um apartamento de alguém. Você pode fazer isto através do blockchain pagando em criptomoeda. Depois de realizar o pagamento, você recebe um recibo que é mantido em um contrato virtual. Então, você receberá a chave de entrada digital em uma data especificada. Se a chave não chegar conforme o combinado, o blockchain liberará um reembolso para você. Se a chave for enviada antes da data de locação do apartamento, a função do contrato inteligente manterá os fundos em custódia e liberará a chave de entrada para você na data acordada. O sistema funciona com base na premissa “se isso acontecer, então aquilo acontecerá”, que é testemunhada por centenas de pessoas, para que você possa esperar uma entrega sem falhas. Se receber a chave, o proprietário do apartamento terá a certeza de que receberá pelo aluguel. O documento é cancelado automaticamente após o tempo do contrato e o código não pode ser interferido por nenhum dos nós da rede sem que haja consenso, pois todos os participantes são alertados simultaneamente.

Você pode usar contratos inteligentes para todos os tipos de situações que vão desde derivativos financeiros até prêmios de seguro, rompimento de contratos, direito de propriedade, execução de crédito, serviços financeiros, processos legais e contratos de financiamento coletivo.

Contratos inteligentes podem ser usados em todas as indústrias, desde serviços financeiros até cuidados de saúde. Aqui estão alguns exemplos:


Governo


Especialistas afirmam que é extremamente difícil para nosso sistema de votação ser gerenciado. No entanto, contratos inteligentes poderiam acabar com todas as preocupações, fornecendo um sistema infinitamente mais seguro. Os votos protegidos pelo livro de registro precisariam ser decodificados e para isso acontecer, ou seja, serem acessados de forma fraudulenta seria necessário um poder de computacional maior que de todos os nós da rede. Ninguém tem tanto poder de computação. Em segundo lugar, os contratos inteligentes poderiam aumentar a baixa participação dos eleitores. Grande parte da inércia vem de um sistema que inclui filas longas, mostrar sua identidade e preencher formulários. Com contratos inteligentes, seria muito mais fácil, rápido e prático votar.

Gerenciamento

O blockchain não só fornece um único livro registro como fonte de confiança, mas também evita problemas de comunicação e fluxo de trabalho por causa de sua precisão, transparência e sistema automatizado. Normalmente, as operações de negócios envolvem idas e vindas, enquanto aguardam as aprovações e as questões internas ou externas se resolverem. O livro registro do blockchain simplifica isso. Ele também corta discrepâncias que tipicamente ocorrem com processamento independente e que podem levar a demandas onerosas e atrasos de liquidação.

Automóvel

Com os veículos autônomos, os contratos inteligentes poderiam colocar em prática uma espécie de “oráculo” que poderia detectar quem foi o culpado de um acidente: o sensor ou o motorista? Ele também poderia lidar com inúmeras outras variáveis. Usando contratos inteligentes, uma companhia de seguros de automóveis poderia cobrar taxas de forma diferente com base em onde e sob quais condições os clientes estão operando seus veículos.

Mercado imobiliário

Você pode ganhar mais dinheiro através de contratos inteligentes. Normalmente, se você quisesse alugar seu apartamento para alguém, você precisaria pagar um intermediário, como um jornal para anunciar e, novamente, você precisaria pagar alguém para confirmar que a pessoa pagou o aluguel e seguiu as regras acordados. O blockchain pode reduzir esses custos. Tudo pode ser pago com criptomoeda e gerenciado por um contrato inteligente.

Setor de saúde

Os registros de saúde pessoais poderiam ser codificados e armazenados no blockchain com uma chave privada que concederia acesso apenas a indivíduos específicos. Os recibos de cirurgias podem ser armazenados em um blockchain e enviados automaticamente aos provedores de seguros como prova de entrega. O livro de registro também pode ser usado para o gerenciamento geral de cuidados de saúde, como supervisão de drogas, conformidade com a regulamentação, resultados de testes e gerenciamento de suprimentos de saúde.

Autonomia: você é o único que faz o acordo; não há necessidade de confiar em um corretor, advogado ou outros intermediários para confirmar a transação. Aliás, isso também anula o perigo de manipulação por um terceiro, uma vez que a execução é gerenciada automaticamente pela rede.

Confiança: seus documentos estão criptografados em um livro de registro compartilhado. Não há como alguém dizer que a perdeu.

Backup: imagine se seu banco perde sua conta poupança. No blockchain, seus documentos estão duplicados muitas vezes.

Segurança: a criptografia mantém seus documentos seguros. Não há possibilidade de hackear um blockchain. Na verdade, seria preciso um hacker fora do normal em termos de inteligência para quebrar o código e se infiltrar.

Velocidade: normalmente, você precisaria gastar muito tempo e papelada para processar documentos manualmente. Os contratos inteligentes utilizam o código do software para automatizar tarefas, reduzindo muito o tempo dos processos comerciais.

Poupança: contratos inteligentes poupam o seu dinheiro, pois eliminam a presença de um intermediário. Você, por exemplo, teria que pagar um notário para testemunhar sua transação.

Precisão: os contratos automatizados não são apenas mais rápidos e mais baratos, mas também evitam erros que resultam do preenchimento manual de montes de formulários.

Problemas a serem superados: Os contratos inteligentes estão longe de ser perfeitos. E se forem encontradas falhas no código? Ou como os governos devem regular esses contratos? Ou, como os governos tributarão essas transações com contratos inteligentes? A lista de desafios continua crescendo. Os especialistas estão tentando desvendá-los, mas esses problemas críticos dificultam a adoção em massa desta tecnologia.

6 anos Foxbit: do Oscar das startups até 2020

6 anos Foxbit: do Oscar das startups até 2020

A Foxbit tem apenas 6 anos, apesar de jovem nós nunca paramos de inovar e conquistar prêmios para o nascente mercado de criptoativos. Com mais de 650 mil clientes, estamos ajudando a expandir o bitcoin e as criptomoedas.

Hoje vamos te contar um pouco da nossa história e como estamos levando o bitcoin para lugares inesperados. 

Do Oscar das startups as centenas de milhões

Em 2015, um ano depois da nossa fundação, chegamos ao 2 ° lugar no prêmio Spark Awards, conhecido como o Oscar das startups brasileiras. Em 2016 a Foxbit ganhou o primeiro lugar no prêmio Microsoft BizSpark e foi finalista pelo InovaBra, pelo Bradesco. 

Mas não paramos por aí, nesse tempo criamos uma das maiores comunidades do Brasil, e em 2017, com mais de 200 mil clientes cadastrados, chegamos ao primeiro lugar no prêmio Visa Track.  Ao mesmo tempo, lançamos o maior portal de criptomoedas do Brasil, o Cointimes. 

Um ano depois, não paramos de inovar e criamos a primeira mesa de operações em bitcoin e criptoativos do Brasil, inaugurando a venda de ativos digitais para grandes investidores e instituições. Como resultado de tanto crescimento a Delloite | Exame nos elegeu como a PME que mais cresceu em 2018.

Em 2019 adquirimos a Modiax, ganhando a expertise da equipe e crescendo ainda mais no mercado de criptoativos. 

Já em 2020, movimentamos mais de R$300 milhões no mercado balcão e também fomos eleitos como a 4° empresa mais ética do país, superando outras grandes fintechs e empresas tradicionais. 

Mas todos esses prêmios não são apenas da Foxbit, eles fazem parte do avanço do bitcoin no Brasil e indicam que as criptomoedas estão crescendo e ficando cada vez mais reconhecidas pelo mercado tradicional. 

Com a retomada da economia e chegada da vacina, esperamos que 2021 seja um ano com mais conquistas, inovações e expansão do mercado de criptomoedas. E esperamos poder contar com você nessa jornada!

Ethereum em minutos: Por dentro do blockchain do Ethereum

Ethereum em minutos: Por dentro do blockchain do Ethereum

Por dentro do blockchain do Ethereum

Fundamentalmente, um blockchain é um banco de dados compartilhado, composto por um livro de registro de transações, ou seja, a sua função é muito semelhante à de um banco. Contudo, enquanto os registros feitos pelo banco são armazenados de forma centralizada, com o blockchain cada participante da rede tem uma cópia do histórico de transações. Cada um desses participantes é chamado de “nó” da rede.

O blockchain elimina o problema da confiança que afeta os bancos de dados das seguintes maneiras:

Descentralização total: a leitura e a possibilidade de agregar informações ao banco de dados são completamente descentralizadas e segura. Nenhuma pessoa ou grupo controla um blockchain.

Tolerância à falha extrema: esta característica refere-se à capacidade de um sistema em lidar com dados corrompidos. É impossível adicionar ao livro de registro do blockchain algum dado corrompido ou errado. Todos os nós da rede precisariam aprovar tal transação e isso não ocorreria se ela não fosse legítima e válida.

Verificação independente: as transações podem ser verificadas por qualquer pessoa, sem a necessidade de um terceiro. Isso às vezes é
referido como “desintermediação”.

Como funciona o Blockchain

Agora que temos alguma ideia da razão pela qual os blockchains são úteis, vamos mergulhar mais profundamente em como eles funcionam.

As interações entre contas em um blockchain são chamadas de “transações”. Elas podem ser transações monetárias, como o envio de ether de uma pessoa para outra. Elas também podem ser transmissões de dados, como uma mensagem, um contrato etc. Um pacote de transações é chamado de “bloco”.

Cada conta no bloco tem uma assinatura exclusiva, que permite a todos saber qual conta iniciou a transação. Em um blockchain público, qualquer pessoa pode ler ou escrever dados. A leitura de dados é gratuita, mas escrever uma transação em um bloco do blockchain não é. Esse custo, conhecido como “gás”, cujo preço é derivado a partir do ether, ajuda a desencorajar o spam e é uma mecanismo de proteção da rede.

Mineração

Qualquer nó na rede pode participar da segurança da rede através de um processo chamado “mineração”. Os nós que optaram por serem mineradores competem para resolver problemas de matemática que protegem o conteúdo de um bloco.

Uma vez que a mineração requer poder de computação (além de muita energia elétrica), os mineradores podem ser compensados pelo seu serviço. O vencedor da competição recebe alguma criptomoeda como recompensa. No caso da rede do Ethereum, o minerador recebe ether. Isso incentiva os nós a trabalharem para proteger a rede, impedindo que muito poder esteja nas mãos de qualquer minerador.

Hashing

Uma vez que um novo bloco é minerado, os outros mineradores são notificados e começam a verificar e adicionar este novo bloco às suas cópias do blockchain. Isso é feito através de hashing criptográfico (ou simplesmente, “hash”). Hashing é um processo unidirecional que transforma dados em uma sequência alfanumérica de comprimento fixo que representa esses dados. Embora os dados originais não possam ser reproduzidos a partir do hash, os mesmos dados sempre produzirão o mesmo hash.

Quando mais da metade dos mineradores já validou o novo bloco, a rede alcança o consenso em relação àquela informação e o bloco passa a fazer parte do histórico permanente do blockchain. Agora, esses dados podem ser baixados por todos os nós, com a sua validade garantida.

O Blockchain do Ethereum

A estrutura do blockchain do Ethereum é muito semelhante à
estrutura do Bitcoin, pois trata-se de um registro compartilhado de
todo o histórico de transações. Cada nó na rede armazena uma
cópia desse histórico.

A grande diferença é que no Ethereum, os nós armazenam o estado mais recente de cada contrato inteligente, além de todas as transações com ether (isso é muito mais complicado do que o descrito, mas o texto abaixo deve ajudá-lo a ficar mais por dentro).

Para cada aplicação no Ethereum, a rede precisa acompanhar o “estado”, ou seja, a informação atual de todas essas aplicações, incluindo o saldo de cada usuário, todo o código do contrato inteligente e onde está armazenado.

O Bitcoin, por outro lado, utiliza algo conhecido como “saídas de transações não gastas” (UTXO, na sigla em inglês) para rastrear quem tem quanto em bitcoin.

Embora pareça mais complexo, a ideia é bastante simples. Toda vez que uma transação de bitcoin é feita, a rede “quebra” o montante total como se fosse papel-moeda, enviando bitcoins de volta como se fossem um troco que recebemos em papel-moeda.

Para fazer transações futuras, a rede do Bitcoin deve somar todas as suas “notas ou moedas” de acordo com o valor que deseja ser enviado. Estas notas são classificadas como “gasto” (spent) ou “não gasto” (unspent).

O Ethereum, por outro lado, utiliza o conceito de contas.

Como os fundos de uma conta bancária, os tokens de ether aparecem em uma carteira e podem ser portados (por assim dizer) para outra conta. Os fundos estão sempre em algum lugar, mas não têm o que você pode chamar de relacionamento contínuo.

O que é prova de trabalho?

Apesar de o blockchain ser considerado a grande inovação que permitiu o surgimento das criptomoedas, na verdade, existe algo ainda mais importante para o bom funcionamento desses ativos digitais que muitas vezes é pouco comentado. Estamos falando de mecanismo de consenso das criptomoedas.

Tanto o Bitcoin, quanto o Ethereum utilizam um mecanismo conhecido como Prova de Trabalho (PoW, na sigla em inglês, que deriva de Proof of Work).

A prova do trabalho é um protocolo que tem como principal objetivo dissuadir ataques cibernéticos, como um ataque distribuído de negação de
serviço (DdoS), que visa esgotar os recursos de um sistema ao enviar múltiplos pedidos falsos.

A ideia da PoW foi originalmente publicada por Cynthia Dwork e Moni Naor em 1993, mas o termo “prova de trabalho” foi cunhado por Markus Jakobsson e Ari Juels em um documento publicado em 1999.

Prova de trabalho e mineração

A prova de trabalho é um requisito para definir um cálculo computacional custoso, também chamado de processo de mineração, responsável por gerar novos blocos de transações e aumentar a oferta da criptomoeda no mercado de forma descentralizada, ao contrário das moedas fiat, que são emitidas através de estruturas centralizadas (Bancos Centrais).

A mineração tem dois propósitos:

1) Verificar a legitimidade de uma transação ou evitar o chamado gasto duplo;

2) Emissão de novas moedas digitais, recompensando mineradores por realizar o processo de mineração.

Quando se configura uma transação, eis o que acontece nos bastidores:

As transações são agrupadas em um conjunto chamado de bloco. Os mineradores, então, verificam que as transações dentro de cada bloco são legítimas. Para fazer isso, eles devem resolver um enigma matemático conhecido como problema de prova de trabalho. Uma recompensa é dada ao primeiro minerador que resolver o problema. As transações verificadas são armazenadas no blockchain público.

Todos os mineradores da rede competem para ser o primeiro a encontrar uma solução para o problema matemático. Este problema não pode ser resolvido por meio da força bruta ou de qualquer outra maneira, de modo que essencialmente requer uma grande quantidade de tentativas. Quando um minerador finalmente encontra a solução certa, toda a rede fica sabendo ao mesmo tempo que houve um “vencedor” daquele bloco, o qual receberá um prêmio em criptomoeda (a recompensa) fornecido pelo protocolo.

Desde que surgiu e, pelo menos, até o final do primeiro trimestre de 2018, o Ethereum funcionou com um mecanismo de consenso de prova de trabalho como este descrito acima. Contudo, os desenvolvedores da plataforma pretendem fazer a transição para um novo tipo de mecanismo conhecido como Prova de Participação (PoS, na sigla em inglês, que deriva de Proof of Stake).

O que é prova de de participação?

A prova de participação é uma maneira diferente de validar transações e de alcançar o consenso distribuído. Também trata-se de um algoritmo e o objetivo é o mesmo da prova de trabalho, mas o processo para atingir o objetivo é bastante diferente.

A primeira menção a esta ideia foi no fórum virtual bitcointalk em 2011, mas a primeira moeda digital a usar este método foi a Peercoin, em 2012.

Na Prova de Participação, o criador de um novo bloco é escolhido de forma determinista, dependendo da sua riqueza, ou seja, da quantidade de tokens que possui.

Neste modelo, todas as moedas digitais são criadas antes do início do sistema e seu número total nunca muda. Não existe emissão paulatina de tokens, como acontece no Bitcoin e também acontece com o Ethereum quando ele usa Prova de Trabalho.

Isso significa que no sistema PoS não há recompensa por bloco, então, os mineradores recebem somente as taxas de transação.

É por isso que, na verdade, neste sistema PoS, os mineradores são chamados de “ferreiros” (forgers, em inglês).

Por que o Ethereum quer usar POS?

A comunidade Ethereum e seu criador, Vitalik Buterin, estão planejando fazer uma atualização na rede da plataforma (hard fork, no termo em inglês) para fazer uma transição da prova de trabalho para prova de participação.

Num consenso distribuído baseado na prova do trabalho, os mineradores precisam de muita energia elétrica para performar os cálculos matemáticos. E esses custos de energia são pagos com moedas fiduciárias, levando a uma constante pressão descendente sobre o valor da moeda digital.

Os desenvolvedores estão muito preocupados com esse problema, e a comunidade Ethereum quer explorar o método da prova de participação para uma forma de consenso mais generalizada e mais econômica. Esta atualização do Ethereum que quer implementar a PoS é conhecida como Casper.