Após arrecadar mais de 700 mil Ethers e conseguir mais de 20 mil validadores, o projeto se tornou realidade, e a Beacon Chain (a Blockchain da Fase 0 da ETH 2.0) foi lançada, com sucesso, no dia 01 de dezembro deste ano.
Algumas mudanças importantes vão ocorrer com essa atualização. A mineração, por exemplo, será menos concentrada, descentralizando o poder de grandes mineradores.
Além disso, a Blockchain da Ethereum contará com uma base de dados única, divisível em 64 partes (conhecidas como shards).
Qual vai ser o impacto dessa atualização no mercado de cripto? Quando ele vai ocorrer? O preço da Ethereum vai se supervalorizar durante o processo?
Cuidado com a volatilidade
Estamos vivendo um momento único no mercado de criptomoedas. No último mês atingimos o maior valor da história do BTC nas maiores exchanges do mundo, chegando na All Time High desse ativo.
Podemos observar diversos impactos decorrentes desse momento, em específico, o aumento significativo do volume do mercado spot, que bateu um dos maiores volumes diários médios de sua história, e o aumento significativo na vol do Bitcoin.
Relatório mensal completo
O assunto não para por aí, quer ler tudo na íntegra? Você pode baixar o relatório completo no link abaixo e entender melhor sobre o que rolou no mês de novembro até agora!
Este foi um ano muito importante para o Ethereum, pois foi quando o conceito foi descrito em um artigo pela primeira vez por Vitalik Buterin, um jovem programador russo-canadense que anteriormente estava envolvido com o Bitcoin, inclusive tendo fundado o respeitado site de conteúdo Bitcoin Magazine. Mais tarde, ainda neste ano, Vitalik Buterin propôs o desenvolvimento da nova plataforma com uma linguagem geral de script, que possibilitaria grande flexibilidade ao sistema.
Janeiro de 2014
No início de 2014, o conceito foi então anunciado formalmente por Vitalik na North American Bitcoin Conference, realizada em Miami, nos Estados Unidos. Lá, ele anunciou que colaboraria com o Dr. Gavin Wood e Jeffrey Wilcke, duas pessoas consideradas co-fundadoras do Ethereum, e membros da equipe principal de desenvolvedores da plataforma.
Abril de 2014
Gavin publicou o Ethereum Yellow Paper que serviria de especificação técnica para a Ethereum Virtual Machine (EVM). Seguindo a especificação detalhada no Yellow Paper, o cliente Ethereum foi implementado em sete linguagens de programação (C++, Go, Python, Java, JavaScript, Haskell, Rust) e resultou em um melhor software no geral.
Julho de 2014
No início de julho, houve a realização da primeira venda de ether. O Ethereum distribuiu uma alocação inicial de 60.102.216 ethers, que foram trocados por 31.591 bitcoins.
Esta venda foi feita para arcar com as despesas relativas aos serviços legais que estavam sendo demandados para o desenvolvimento do projeto.
Agosto de 2014
A pré-venda de ether teve bastante sucesso. Mais de US$ 18 milhões foram levantados e isso ajudou o Ethereum a continuar o seu desenvolvimento.
Setembro de 2014
O valor do ether continuou a subir e os investidores da pré-venda do token receberam 60 milhões de ethers, sendo que os restantes foram enviados para a Fundação Ethereum, entidade sem fins lucrativos sediada na Suíça.
Novembro de 2014
O evento DEVCON-0 foi organizado e projetado para reunir desenvolvedores do Ethereum de todo o mundo. Eles se encontraram em Berlim, onde discutiram uma ampla gama de tópicos relacionados à tecnologia Ethereum. As apresentações que foram vistas neste evento geraram iniciativas que tornaram o Ethereum mais confiável, seguro e escalável.
Abril de 2015
Este mês viu o programa DEVgrant ser anunciado, que ofereceu financiamento tanto para a plataforma Ethereum quanto para os projetos Ethereum. O programa foi concebido como uma forma de recompensar e apoiar os desenvolvedores que contribuíram para o Ethereum.
Julho de 2015
No final de julho, a versão do software do Ethereum chamada Frontier foi lançada. Este pode ser considerado o primeiro grande marco da história da plataforma. Este contrato inteligente foi originalmente destinado a ser usado pelos desenvolvedores como uma versão beta. No entanto, ele foi muito bem-sucedido e, de fato, usado para melhorar o ecossistema Ethereum.
Novembro de 2015
A conferência DEVCON-1 ocorreu em Londres e foi um evento de cinco dias. Muito maior do que a primeira, houve mais de 100 apresentações e atraiu mais de 400 participantes. O que realmente fez este encontro ter sido excelente para o Ethereum foi o fato de que grandes empresas, como UBS, IBM e Microsoft, estarem presentes. Foi também o momento em que a tecnologia blockchain tornou-se mainstream, algo ótimo para o Ethereum, já que estava na vanguarda deste nicho.
Março de 2016
A nova versão do software do Ethereum chamada de Homestead, que era uma atualização planejada do protocolo, foi efetivamente aplicada na plataforma, o que trouxe melhorias na rede.
Maio de 2016
Neste mês, o Ethereum recebeu uma quantidade considerável de cobertura da mídia quando o The DAO arrecadou uma quantia recorde de US$ 150 milhões em uma campanha de financiamento coletivo e venda de tokens. Este foi um grande impulso para Ethereum.
Junho de 2016
A alegria observada no mês anterior, não durou no entanto. Em junho, uma falha do código do contrato inteligente do The Dao foi explorada por um hacker ou um grupo de hackers. O equivalente a cerca de US$ 50 milhões em ethers foram roubados. Este evento provocou um grande debate, resultando em uma série de disputas.
Julho de 2016
Como resultado direto das disputas que foram observadas no mês anterior, a rede foi dividida em dois grupos diferentes; Ethereum (ETH) e Ethereum Classic (ETC). O primeiro foi a favor de apagar da história da rede o roubo e recomeçar a partir dali, devolvendo os fundos roubados para quem tinha perdido. O segundo grupo, entretanto, não concordou em alterar o histórico de transações, o que afetaria a imutabilidade do blockchain. A disputa resultou em duas redes e tokens diferentes, que passaram a conviver no mercado. Alguns desenvolvedores deixaram o Ethereum e passaram a se dedicar somente ao Ethereum Classic.
Fevereiro de 2017
Em fevereiro, a Enterprise Ethereum Alliance foi anunciada, na qual a Microsoft e outras grandes tecnologias e bancos formaram uma aliança para avançar a adoção da tecnologia do Ethereum.
Maio de 2017
O preço do token ether ultrapassa pela primeira vez a marca dos US$100 por unidade.
Julho de 2017
O preço do token ultrapassa os US$ 400 por unidade.
2º semestre de 2017
Uma onda de Initial Coin Offerings (ICOs) toma conta do mercado e bilhões de dólares são levantados com o objetivo de financiar projetos e aplicações descentralizadas. A maioria delas é criada por meio da emissão de tokens específicos na plataforma do Ethereum.
1º semestre de 2018
Em janeiro, um ether chega a ser cotado a quase US$ 1400 por unidade, mas cai para menos da metade durante os meses de fevereiro e março. Os desenvolvedores da plataforma discutem as próximas atualizações no código, como a alteração do mecanismo de consenso da rede.
O ether é o nome do token utilizado no Ethereum. É usado para pagar pelo poder computacional utilizado na Ethereum Virtual Machine. Isso é feito indiretamente pela compra de “gas” a partir do próprio ether.
O Ethereum possui um sistema métrico de denominações utilizadas como unidades de ether. Cada denominação tem seu próprio nome único (alguns possuem o nome de família de figuras importantes que desempenham um papel na evolução da ciência da computação e da criptoeconomia).
A menor denominação, como a base da unidade de ether, é chamada de Wei. Abaixo está uma lista das denominações nomeadas e seu valor em Wei. Seguindo um padrão comum (embora um pouco ambíguo), o ether também designa uma unidade (de 1e18 ou um quintilhão de Wei) da moeda. Observe que a moeda não se chama Ethereum, como muitos pensam erroneamente, tampouco Ethereum é uma unidade.
O Gas
O Ethereum é um projeto bastante peculiar no universo dos criptoativos, pois o seu token nativo, além de servir como uma espécie de dinheiro eletrônico, também possui uma utilidade de valor no que se refere ao cálculo do gas, o “combustível” necessário para movimentar as transações por sua rede.
Além das taxas de transação, o gas é uma parte central em cada movimentação na rede e exige que o remetente pague pelos recursos de computação consumidos. O custo do gas é calculado dinamicamente, com base no volume e complexidade do pedido e multiplicado pelo preço atual do gas.
Supõe-se que o gas seja o custo constante dos recursos / utilização da rede. O objetivo da plataforma é que o custo real de enviar uma transação sempre seja o mesmo, por isso não existe emissão de unidades de gas, como acontece com o ether, pois isso traria muita volatilidade para o token.
Então, em vez disso, emite-se ether cujo valor deve variar, mas também implementa-se um preço do gas em termos de ether. Se o preço do ether subir, o preço do gas em termos de ether deve diminuir para manter o custo real do gas igual.
O gas tem vários termos associados com isso: preços de gas, custo de gas, limite de gas e taxas de gas.
Custo do gas: é um valor estático de quanto custa uma computação em termos de gas, e a intenção é que o valor real do gas nunca mude, então esse custo sempre deve permanecer estável ao longo do tempo.
Preço do gas: é o quanto o gas custa em termos de outra moeda ou token como ether. Para estabilizar o valor do gas, o preço do gas é um valor flutuante, de modo que, se o custo de tokens ou a moeda flutuar, o preço do gas muda para manter o valor real. O preço do gas é definido pelo preço de equilíbrio de quanto os usuários estão dispostos a gastar e quantos os nós de processamento estão dispostos a aceitar.
Limite de gas: é a quantidade máxima de gas que pode ser usada por bloco, é considerada a carga computacional máxima, volume de transação ou tamanho de um bloco e os mineradores podem mudar lentamente esse valor ao longo do tempo.
Taxa de gas: é efetivamente o montante de gas necessário a ser pago para executar uma determinada transação ou programa (chamado contrato). As taxas de gas de um bloco podem ser usadas para implantar a carga computacional, o volume de transação ou o tamanho de um bloco. As tarifas de gas são pagas aos mineradores.
Quando lançamos oficialmente a Foxbit em 2014, o Bitcoin já havia superado o patamar de incríveis mil reais, seis anos depois comemoramos que a criptomoeda chegou a 100 mil. De lá pra cá tanta coisa aconteceu, foram tantas mudanças e tão rápidas que nem parece que foram só 6 anos para isso tudo.
A combinação perfeita
Por onde começar? A Foxbit veio ao mundo em uma história cinematográfica com dois jovens do interior de São Paulo que só se conheciam pela internet. João Canhada e Guto Schiavon respectivamente com 20 e 17 anos.
Apoiados pelos pequenos investidores Felipe Trovão e Marcos Henrique, muita vontade e ao som de “What Does The Fox Say?” a Foxbit ia ao ar.
Era a combinação perfeita, o Guto era uma máquina de bom atendimento, não parava de atender os clientes nem mesmo no Natal e na madrugada. Enquanto o Canhada fechava negócios sem parar. Ah, que match perfeito!
Como mudamos o mercado brasileiro
Já nos primeiros meses mudamos completamente a lógica do mercado brasileiro. Chega de taxa de depósito! A Foxbit foi a primeira corretora brasileira a zerar as taxas de depósito, algo que virou padrão no mercado anos depois.
Era tudo mato, existia pouco material de educação, muitas pessoas tinham medo de investir e a quantidade de golpes era enorme. Não podíamos deixar como estava.
Começamos a mudar tudo isso, traduzimos livros sobre Bitcoin, fizemos promoções no Youtube, criamos um grupo para o pessoal tirar as dúvidas, fazíamos lives mensais com a galera e até mesmo distribuímos bitcoin para facilitar o primeiro contato com a cripto.
Aliás, já distribuímos o equivalente a R$50 milhões em bitcoin na nossa plataforma e por meio de cartões-presente. Ganhamos prêmios, criamos a primeira OTC do mercado de ativos digitais do Brasil, lançamos o maior portal de criptomoedas do brasileiro, transacionamos bilhões em bitcoin e ativos digitais.
Mas nada nos deixa mais gratos em todos esses anos do que ver como mudamos a vida financeira de milhares de brasileiros, desde aqueles que entraram no bitcoin aos mil reais conosco em 2014, até os que chegaram agora nos 100 mil.
Não sabemos para onde o preço do Bitcoin vai parar nos próximos 6 anos, mas temos certeza que nós vamos continuar levando liberdade e soberania financeira para todos os lados.
Imagine ter seu carro funcionando, transportando passageiros enquanto você está no trabalho. Imagine ter seu computador utilizando alguma capacidade disponível para atender empresas e pessoas em todo o mundo. Imagine ser pago por navegar na web e tomar posse das suas próprias informações. É esse tipo de inovação que as aplicações descentralizadas prometem nos oferecer no futuro próximo.
Uma mudança de paradigma na forma como vemos os modelos de software está se aproximando. Quando o Bitcoin, a primeira criptomoeda, nos fez reavaliar nossa definição de reserva de valor, ele também revelou uma visão rápida do futuro: um mundo com aplicações descentralizadas (dApps). Essas aplicações distribuídas, resilientes, transparentes e incentivadas oferecerão ao mundo um novo cenário tecnológico.
O nascimento de aplicativos descentralizados
Como o conceito ainda está em sua infância, pode não haver uma definição do que é exatamente um dApp. No entanto, existem características comuns visíveis em todas as ideias de aplicações descentralizadas:
Código aberto: idealmente, o dApp deve ser autônomo e todas as mudanças devem ser decididas pelo consenso, ou a maioria, de seus usuários. Sua base de código de programação deve estar disponível a todos para ser verificada e auditada.
Descentralização: todos os registros da operação da aplicação devem ser armazenados em um blockchain público e descentralizado para evitar armadilhas de centralização.
Incentivos econômicos: os validadores do blockchain devem ser incentivados, ou seja, recompensados com tokens criptográficos de acordo com o seu empenho para manter a rede segura e em operação.
Protocolo: a comunidade de aplicativos deve concordar com um algoritmo criptográfico para mostrar prova de valor. Por exemplo, o Bitcoin usa Prova de Trabalho (PoW) e o Ethereum está atualmente usando o PoW com planos para usar um algoritmo de consenso híbrido PoW / Prova de Participação (PoS) no futuro.
Levando em consideração todas as características descritas acima, a primeira dApp foi efetivamente o Bitcoin, pois trata-se de uma solução implementada em blockchain que surgiu a partir dos problemas que giravam em torno da centralização do sistema financeiro e da censuras aplicadas sobre ele. O Bitcoin é um livro de registro público autossustentável que permite transações entre duas partes de forma eficiente e sem intermediários.
Embora o Bitcoin e Ethereum possam ser vagamente definidos como dApps e buscam resolver problemas do mundo real, o Ethereum tem um plano muito maior em seu horizonte de desenvolvimento.
No artigo técnico que definiu as bases do Ethereum, afirmou-se que a intenção seria criar um protocolo alternativo para a construção de aplicações descentralizadas com ênfase no tempo de desenvolvimento, segurança e escala.
Armado com a sua própria linguagem de programação, chamada Solidity, o Ethereum permite que os desenvolvedores criem contatos inteligentes usando a Ethereum Virtual Machine (EVM). Com essas ferramentas disponíveis, os desenvolvedores criam dApps que possuem casos de uso na vida real, que vão desde o gerenciamento de ativos até o planejamento de recursos.
Exemplos de aplicações descentralizadas baseadas no Ethereum
Golem: o projeto visa criar o primeiro mercado global para poder computacional ocioso. A ideia é alugar para outras pessoas capacidade de processamento ocioso disponível em seu computador.
Augur: esta aplicação visa combinar o conceito de mercados de previsão com o poder da rede descentralizada para criar uma ferramenta de previsão que possa alavancar potenciais ganhos comerciais.
Melonport: este protocolo em blockchain visa atuar no mercado de gerenciamento de ativos digitais. Os participantes podem criar ou investir em estratégias de gerenciamento de ativos digitais de forma aberta e competitiva.
Brave: o navegador da web Brave torna a navegação em páginas na internet rápida e segura protegendo você de rastreamento de terceiros. Além disso, você pode optar por apoiar os criadores de conteúdo, permitindo anúncios, para assim ser monetariamente recompensado com o token BAT (Basic Attention Token). Isso dá aos usuários finais um nível de controle sobre suas próprias informações e privacidade sem precedentes.
Como visto acima, cada dApp pretende aplicar a tecnologia blockchain em seu nicho e assumir suas respectivas indústrias. Seja nas áreas de investimento, tecnologia ou governança, a tecnologia blockchain permeará os mercados.