A diretora jurídica da Foxbit, Natália Garcia, foi convidada para uma evento promovido pela Câmara dos Deputados. Por uma iniciativa do Deputado Vitor Lippi, foi realizada na última semana, em São Paulo, o encontro para que os parlamentares entendessem melhor o que é o Blockchain e suas aplicações nos setores público e privado.
O intuito foi de que fosse compreendida primeiramente a necessidade de uma regulação para o setor, com a discussão sobre qual a melhor regulação para a tecnologia.
Vice-presidente da ABCripto, associação fundada e constituída para defender os interesses do setor frente órgãos reguladores e legislativo, Natália foi a única representante de uma exchange. A ideia foi abrir o diálogo entre os setores público e privado.
Abaixo, o relato pessoal de Natália, em seu discurso no evento:
“Minha história com Blockchain se iniciou em 2016, quando pela primeira vez assisti ao vídeo de Don Tapscott, que dizia que o Blockchain seria a tecnologia que iria revolucionar tudo nas próximas décadas. Ele disse que não seriam redes sociais, inteligência artificial, big data ou IoT, e sim o Blockchain. A primeira pergunta que eu me fiz foi: por quê? Por que um banco de dados distribuído poderia alterar tantas coisas e trazer uma revolução?
A resposta veio rápido e de uma forma muito simples: Blockchain é uma tecnologia que permite que você ganhe eficiência em processos, eliminando intermediários. Um dado superinteressante de uma pesquisa de 2015 mostra que bancos de investimento poderiam economizar até 30% de seus custos operacionais utilizando a tecnologia do Blockchain em seus processos operacionais internos.
Hoje temos o Uber, uma empresa que alterou completamente a maneira com que nos locomovemos. Se fôssemos pensar há 5 anos, estamos atualmente fazendo tudo que a nossa mãe sempre falou para não fazermos: entrar em carro de estranhos e aceitando balinhas deles.
No entanto, existem problemas nesse modelo, pois existe uma empresa intermediária que fica com 25% do valor da corrida, por fornecer o sistema que liga as pontas, os motoristas e passageiros. Agora pensem em um sistema que ligasse diretamente as partes, o pagamento fosse realizado através de criptomoedas e não existisse nenhuma empresa intermediária, consequentemente baixando os custos para o consumidor final. Essa já é uma realidade com a aplicação do Blockchain.
A principal inovação que essa tecnologia traz é de dar novamente o poder ao indivíduo, ao consumidor.
Hoje, o modelo de negócio do Google, uma das maiores empresas do mundo, está justamente na coleta das suas informações e venda das mesmas. Vocês já se perguntaram por que todos os serviços do google são oferecidos de forma gratuita? De onde vem o faturamento do Google? Justamente da venda das informações que os mesmos coletam, por exemplo o que você mais pesquisa, para que eles possam oferecer para as empresas o público que está buscando por seus serviços.
E por que o próprio indivíduo, ou seja, por que você não pode lucrar com a venda das suas próprias informações, por que você não tem ao menos a possibilidade dessa escolha? E por que não ter a liberdade de escolher para quem você vai disponibilizar essa informação? O Blockchain te permite fazer isso, eliminando o intermediário e empoderando o indivíduo.
O conceito de Blockchain evoluiu ao longo desses últimos anos, podemos já falar em um Blockchain 4.0. Nada mais natural para uma tecnologia que já nasceu de forma exponencial. Hoje podemos falar em DLT’s (distributed ledger technology) que justamente replica a ideia de tecnologia distribuída.
A contabilidade distribuída que traz como maior inovação a eliminação de uma autoridade central e a distribuição da informação conforme seu nome já diz. Todo mundo tem acesso a todas as informações. E para garantir a veracidade delas, existe uma espécie de votação da rede participante para garantir que todos concordem com o resultado final.
O Corda do R3 (consórcio de bancos) é um exemplo de livro-razão distribuído. Mas muito importante aqui ressaltar que Blockchain é uma forma de tecnologia de contabilidade distribuída, porém nem todo livro-razão distribuído usa o conceito de blocos como arquitetura da rede. Portanto, podemos chegar à conclusão de que todo Blockchain é um DLT, mas nem todo DLT é um Blockchain.
Nessa nova fase do Blockchain, podemos falar também de Dapps, que são aplicações descentralizadas que conectam usuários diretamente com fornecedores e de DAO’s, que são uma nova forma de se organizar de forma descentralizada. Ora, se o bitcoin conseguiu eliminar a necessidade de um intermediário financeiro, talvez empresas e comunidades consigam se organizar de uma maneira sem o gerenciamento hierárquico (o famoso organograma que conhecemos com um presidente e todos abaixo dele). Por que não construir empresas que possuem liberdade para seus indivíduos, cada um deles responsável por suas metas e objetivos, onde as decisões são tomadas por votações com a participação de todos.
Essa empresa já existe, é a Consensys, consultoria em Blockchain que nasceu com esse conceito e propósito de ser uma DAO.
Aplicações de Blockchain
Temos como exemplos alguns projetos tanto no âmbito público como no privado que utilizam a tecnologia Blockchain para prosperar e se desenvolver:
1. Registro de documentos e imóveis nos cartórios: OriginalMy
2. Build Coin – em dezembro de 2017 foi anunciada uma PPP (parceria público-privada) para que se utilizasse da tecnologia distribuída para melhorar a eficácia dos processos na iluminação pública no estado de São Paulo. O projeto utiliza o conceito de smart city e a build coin para ajudar no setor de infra-estrutura, acelerar pagamentos dos membros do setor e ajudar no financiamento de empreitadas.
3. BNDES Token: esse projeto foi criado com a finalidade de aprimorar a eficiência no uso de recursos públicos que financiam o desenvolvimento.
No setor privado não é diferente, hoje já temos o uber em Blockchain – Arcade City – Netflix em Blockchain – Tatatu – Youtube em Blockchain – Paratii – Mercado livre em Blockchain – OB1 – identidade em Blockchain – Civic – armazenamento de arquivos – Storj – Redes sociais – Sapien, Indorse, Minds.
Para encerrar, uma reflexão: a internet surgiu em 1969, com a função de interligar laboratórios de pesquisa, e o Brasil regulou a internet em 2014 através do marco civil da internet.
O Uber surgiu em 2009, e apenas no ano passado (2017) começamos a discutir avidamente o assunto de regulação em função de um lobby muito forte dos taxistas. Há 15 anos não imaginávamos a maneira como iríamos nos relacionar (redes sociais, o Facebook surgiu em 2004), ou a forma com que iriamos nos locomover (uber, cabify, 99), ou ainda a forma com que iríamos nos relacionar com o dinheiro (criptomoedas).
No dia de hoje, não sabemos como será a sociedade que viveremos daqui a 10 anos, tantas tecnologias e novidades podem surgir e surgem ao tempo todo, inteligência artificial, robôs, internet das coisas, big data, Blockchain, etc. O que queremos com esses espaços é mostrar que o futuro já chegou e que já convivemos com essas tecnologias. Neste contexto, precisamos da ajuda dos representantes governamentais para criar um ambiente propício à inovação no nosso país.
Que um empreendedor não precise sair do país para fazer uma emissão de tokens, seja qual for a sua natureza, ou criar um projeto em Blockchain fora do país. Precisamos primeiro entender do que estamos falando, para depois pensar em regular algo da melhor forma possível. Vamos construir o futuro juntos e trazer o desenvolvimento e prosperidade para o nosso país?”
De cerveja a chocolate especial da marca favorita: foram as recordações entregues, como uma forma de agradecimento e homenagem, que a Foxbit deu aos seus funcionários pais em uma ação em comemoração ao Dia dos Pais, do último domingo.
Isso como bem material. No entanto, a surpresa foi outra: vídeos com depoimentos dos filhos, com uma mensagem de carinho a cada um deles.
Veja no vídeo abaixo as reações e os depoimentos emocionados:
Eles fazem parte da nossa história, a cada dia ajudando a construir um mundo e futuro melhor para a próxima geração. Para muitos, são heróis, melhores amigos, companheiros e parceiros. E a nossa preocupação é com as pessoas, trabalhando por elas e para elas.
Empreender, investir na criação de uma startup e entrar na era digital das formas mais atuais possíveis: no mundo do Bitcoin, Blockchain, e toda a disrupção que a critpoeconomia traz.
Para contar histórias que inspiram, dividir experiências e estratégias, a Foxbit reúne um seleto grupo no 14º Meetup de sua organização, em São Paulo.
O evento acontecerá no clube A Hebraica, no dia 16 de agosto, a partir das 18h30.
O CEO da Foxbit, João Canhada, participará do painel, ao lado de empreendedores de outras empresas do segmento. A mediação será da jornalista Mayra Siqueira.
Mayra Siqueira, jornalista da Foxbit, com passagens pela globo.com, Sportv e Rádios CBN e Globo. Apaixonada por comunicação, pessoas e pela proposta disruptiva das criptomoedas.
Atualmente coordena o Merkaz, centro de empreendedorismo da comunidade judaica, e comanda a startup Sano, de atividade física em grupo em espaço público. Recebeu prêmio com projeto exposto no Museu da Casa Brasileira e na Bienal Brasileira de Design com uma bicicleta inclusiva.
CEO e co-fundador da Foxbit. Aos 27 anos, comanda a empresa que é atualmente a maior bolsa de bitcoins do Brasil, com cerca de 400 mil clientes cadastrados.
Co-fundadora da Blockchain Academy, primeiro projeto educativo brasileiro focado no desenvolvimento e formação de um ecossistema inovador de empreendedores, novos modelos de negócios e iniciativas utilizando infraestruturas Blockchain e DLTs. Pioneira no estudo sobre bitcoin, blockchain e temas correlatos, promovendo desde 2014 a difusão do conhecimento e o debate sobre o assunto através da organização e curadoria de eventos, participação em dezenas de painéis, artigos, rádio e televisão, e tendo integrado painel em audiência pública para discussão legislativa.
Head de Startups & Business Development da Telefônica Open Future & Wayra Brasil. Atuou inicialmente como Head de Comunicação da empresa, antes de assumir o atual cargo. Previamente foi Coordenadora de Comunicação do Start-Up Brasil – programa de inovação do Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação, além de consultora em diversos outros projetos.
Tem mais de 19 anos de experiência em Telecom e Tecnologia dedicados à indústria de serviços financeiros e seguradoras. Responsável por transformar digitalmente os clientes estratégicos da indústria de serviços financeiros e de seguradoras. Envolvimento direto com Startups, Fintechs, incubadoras e aceleradoras, atuando com mentor de negócios. Principal responsável na Microsoft pelas iniciativas de Blockchain no Brasil e Latam.
21h30 – Encerramento com Happy Hour e networking
Venha para o meetup da Foxbit, melhore seu networking, conheça a nova economia e apreenda a empreender com os melhores no site.
Não se esqueça de nos seguir nas redes sociais, assim você fica por dentro de todos os eventos e mais novidades deste mercado. Estamos no Facebook, Twitter e LinkedIn.
Preparamos uma série de tutoriais para você aprender mais sobre essa tecnologia, o que é Litecoin, como usá-la e qual sua segurança.
1. Entenda o que é litecoin
Litecoin (LTC) é uma criptomoeda, digital, descentralizada e compartilha do mesmo código do Bitcoin, porém com algumas diferenças. Por isso ela é muitas vezes chamada de prata das criptomoedas, referindo-se ao bitcoin como ouro.
Com o Litecoin temos uma moeda mais rápida que o Bitcoin, segura e com ela o dinheiro é realmente seu.
O Litecoin já funciona há mais de 7 anos e foi uma das primeiras criptomoedas criadas, em outubro de 2011.
2. Litecoin é seguro?
Uma dúvida muito comum é sobre a segurança do Litecoin. É seguro ter litecoin? A resposta é sim, matematicamente falando é mais seguro do que sua conta bancária.
Assim como no Bitcoin, a rede da Litecoin é descentralizada e não tem um ponto único de falha. Isso significa que governos e grandes empresas não serão capazes de congelar seu saldo ou mesmo roubá-lo.
O Litecoin é uma das 4 criptomoedas mais seguras e difíceis para se atacar. Outro ponto que passa enorme segurança para seus investidores é fato dela compartilhar o mesmo código do Bitcoin, isso significa que muitas das atualizações do Bitcoin podem ser feitas também para o Litecoin.
Com um toque a Carol consegue enviar litecoins para a China
A Litecoin é uma das criptomoedas mais rápidas da atualidade, seu bloco é confirmado dentro de ~2,5 minutos, 4x mais rápido que o Bitcoin.
Criar uma carteira de litecoin é fácil e não custa nada. Assim como há diversas maneiras de interagir com seu banco, também é possível interagir de diversas formas com sua carteira ltc, via app no smartphone, programa no seu desktop/notebook e até carteiras de papel.
Centenas de lojas online e offline já aceitam Litecoin, aqui você encontra uma pena parte dessa lista. Como Litecoin tem blocos rápidos e taxas mínimas, é a moeda perfeita para o comércio.
O Litecoin permite compras rápidas, seguras e com taxas quase insignificantes. Você pode enviar valores do Brasil para a China em minutos, sem um gerente chato, sem burocracias e com um apertar de botão.
Para aceitar bitcoin no seu estabelecimento basta criar uma carteira, como explicado no passo acima.
5.Por que a Litecoin Foundation tem participação em um banco?
Charlie Lee é o fundador da Litecoin
A Litecoin Foundation, é uma entidade sem fins lucrativos, ela é decisiva para manter o desenvolvimento ativo da criptomoeda. A aquisição de 9,9% do banco alemão WEG foi parte de um acordo entre a empresa TokenPay, desenvolvedora de soluções de pagamento e a Litecoin Foundation.
A parceria visa melhorar as soluções tecnológicas da TokenPay e integrar a Litecoin ao setor bancário. A notícia mostra como a criptomoeda é um projeto sério e de longo prazo. Você pode saber mais acessando sobre o assunto acessando o nosso BLOG.
Já imaginou um mundo sem filas bancárias, hiperinflação, confisco do seu dinheiro pelo governo e baixas taxas de transferência? É por isso que algumas soluções de pagamento estão integrando criptomoedas como o Litecoin.
A Missão Tech SP é um evento voltado para pessoas de qualquer lugar do Brasil que queiram conhecer mais a fundo o ecossistema das startups da capital paulista.
Na edição de agosto, o foco maior foi no mercado financeiro, onde todos os participantes foram levados a fintechs, fundos de investimento e bolsas de criptomoedas.
Mais do que apenas entrar em contato com diretores e sócios dessas empresas, a Missão Tech proporciona oportunidade para o networking e novos negócios.
Essa é uma iniciativa da EDEVO, Escola de Negócios, Inovação e Comportamento localizada em São Paulo, que tem como propósito ajudar profissionais a serem protagonistas desta nova era da tecnologia.
A Foxbit foi selecionada para entrar no cronograma de visitas da Missão Tech SP, no dia 07 de agosto de 2018. Na visita, a Foxbit abriu as portas para receber os participantes, que tiveram a oportunidade de transitar por todas áreas, desde o atendimento ao cliente (Customer Expirence-CX), Jurídica, Compliance, Marketing, Administrativo, Financeiro. Além, claro, de bater um papo com os sócios que estavam por ali na operação do dia a dia.
Assim, eles puderam conhecer também os tomadores de decisão e tirar todas as dúvidas sobre o negócio da empresa.
Foi uma experiência incrível de troca de conhecimento e networking!