Em meio ao fechamento mensal, o Bitcoin (BTC) apresentou uma tendência de baixa predominante em agosto, apesar de um breve movimento de alta registrado ontem. O preço de abertura não se sustentou, levando à criptomoeda de referência a apontar perdas de acima de 12% no período. O movimento baixista pode se seguir, já que setembro costuma ser um mês de desempenho negativo para o BTC, segundo dados históricos. Entretanto, os dados de Oferta e Demanda apresentam uma perspectiva de possível reviravolta do mercado. Nesta disputa de compra e venda, vamos buscar indícios de quem pode levar a melhor e, assim, te ajudar a preparar suas negociações da próxima semana.
Um mês travado
No decorrer de agosto, o Bitcoin não resistiu à forte pressão de venda, e o valor da criptomoeda sofreu uma desvalorização que superou 12%, com a mínima sendo registrada em 17 de agosto. É interessante notar que este é o segundo mês consecutivo de declínio, após um breve período de otimismo gerado por um comportamento ascendente em junho. No entanto, esse movimento não conseguiu manter-se acima da máxima alcançada em abril, resultando em uma reversão significativa.
Acompanhar essa oscilação do ativo já é o ponto de partida para os nossos estudos, que ainda vão compor uma variedade de métodos, incluindo a análise de Oferta e Demanda, o uso do Trade System Ichimoku Kinko Hyo, além de dados On-Chain e outros indicadores técnicos. Combinadas, essas abordagens oferecem uma visão abrangente das forças que influenciam o mercado de criptomoedas.
Histórico fala alto
Para iniciar uma análise que auxilie na preparação das operações da próxima semana, é importante observar o que o mês de setembro costuma reservar para o mercado, considerando os dados de preços históricos disponíveis para nós.
Conforme apresentado na imagem acima, desde 2017, setembro, tradicionalmente, é um mês de queda nos preços do Bitcoin.
Em 2022, a primeira semana de setembro fez um movimento de alta e parecia que iria quebrar o padrão cíclico de anos anteriores, mas na segunda semana o preço voltou a cair e fechou novamente como um mês de queda para a criptomoeda, frustrando as expectativas e o otimismo de investidores naquele momento.
Tendo essa informação histórica da movimentação de preços, vamos aprofundar os estudos e análises para entender quais serão as probabilidades para o próximo mês.
Janela de desempenho
Ao examinarmos o gráfico mensal do Bitcoin, observamos um gap entre o preço de abertura de março, fixado em US$ 23,1 mil, e a mínima registrada em junho, que atingiu US$ 24,8 mil.
É crucial destacar que o preço de abertura de março encontra-se na mesma região de fechamento do mês de janeiro. O primeiro mês do ano marcou o início de um notável movimento de alta ao longo de 2023, impulsionado por uma entrada significativa de demanda. Apesar do preço ter ocasionalmente operado abaixo dessa região nos meses subsequentes, tanto a movimentação de preços de fevereiro quanto a de março não conseguiram manter-se abaixo desse nível.
Esse padrão nos fornece pistas sobre a relevância dessa faixa de preço e destaca a importância de monitorarmos atentamente a possibilidade de um teste nessa região, compreendida entre US$ 23,1 mil e US$ 24,8 mil.
A fim de fortalecer ainda mais a validade dessa região de suporte, traçamos a ferramenta de Fibonacci para analisar todo o movimento de alta que teve início na mínima de novembro de 2022 e atingiu o pico em agosto de 2023. Notavelmente, constatamos que o nível de 50% de retracement Fibonacci desse movimento cruza com os níveis de preço mencionados.
Com base nessas análises, é possível concluir que, caso setembro siga a tendência de baixa histórica, similar a padrões de anos anteriores, existe uma probabilidade de que os US$ 23,1 mil e US$ 24,8 mil possam funcionar como uma região sólida de suporte.
Essa informação se revela crucial para avaliar o potencial comportamento dos preços do Bitcoin no próximo mês, uma vez que a intersecção de eventos históricos e análise técnica oferece uma perspectiva valiosa para a tomada de decisões.
Oferta e Demanda
Vamos, agora, direcionar nossa atenção ao gráfico semanal do Bitcoin, a fim de explorar mais a fundo os aspectos de Oferta e Demanda que têm influenciado o comportamento da criptomoeda desde o início de 2023. Para essa análise, utilizaremos a ferramenta Volume Profile, a qual nos oferece insights sobre os níveis de preço nos quais as maiores atividades de negociação ocorreram.
O histograma gerado por este indicador, apresentado verticalmente no gráfico, revela um pico notável de negociações na região de preços em torno de 23,1 mil dólares, como ilustrado na imagem a seguir. Essa observação reforça ainda mais a importância dessa faixa de preço como um ponto de referência.
Entretanto, a análise não para por aí. A imagem apresentada destaca que o histograma do Volume Profile é dividido em duas tonalidades de azul: um azul mais intenso e outro mais suave.
A área de azul mais vibrante indica a região onde a maior atividade de negociação ocorreu, enquanto a tonalidade mais clara destaca os níveis de preço com menor interesse. Essas áreas são conhecidas como zonas de maior e menor valor de interesse. É interessante notar que o limite entre essas duas zonas está precisamente na região de gap entre US$ 23,1 mil e US$ 24,8 mil.
Essa análise oferece mais um ângulo para compreender a dinâmica da Oferta e Demanda, reforçando a relevância da faixa de preço mencionada
Confirmação de dados
Agora, aprofundaremos a observação realizada em nosso relatório anterior sobre a possibilidade de grandes investidores buscando liquidez abaixo dos níveis de preço correspondentes à mínima registrada em 12 de junho. Essa observação nos permite entender o contexto de maneira simplificada e examinar como devemos interpretá-lo.
Durante a semana do dia 12, antes de um novo impulso de alta que encerrou um movimento de retração, dois principais tipos de investidores desempenharam um papel significativo e deixaram pistas cruciais que podemos explorar neste Variação de Mercado.
O primeiro grupo consiste em compradores de longo prazo, que agora veem os preços retornando a essa região e têm a oportunidade de defender suas posições com novas compras, evitando entrar em uma posição de perda.
O segundo grupo inclui investidores que haviam ingressado no mercado vendendo contratos futuros, antecipando uma continuação da queda do Bitcoin. Agora, eles se encontram diante da possibilidade de encerrar suas posições em um ponto neutro ou mesmo com um pequeno lucro. Para desfazer suas posições vendidas, eles precisam comprar Bitcoin.
Caso esses investidores encerrem suas posições vendidas nos níveis de preço abaixo da mínima da semana de 12 de junho, existe a possibilidade de uma nova entrada de demanda e acumulação, uma vez que os compradores de longo prazo podem se mobilizar para defender suas posições.
É crucial destacar que essa análise possui uma dose de subjetividade, mas ela nos auxilia a entender um contexto possível e a interpretar o comportamento dos investidores no mercado financeiro.
Quando mencionamos a busca por liquidez abaixo da mínima de junho em nosso relatório anterior, estávamos nos referindo exatamente à possibilidade de uma reação de demanda nesses níveis de preço.
Vale ressaltar também que, ao observarmos o gráfico de contratos futuros do Bitcoin, na imagem acima, constatamos que o preço caiu US$ 200 abaixo da mínima da semana de 12 de junho. Com isso, já é possível identificar um indício de reação de demanda, visualizado pelo pavio na parte inferior da vela da semana de 14 de agosto e no movimento de alta desta semana. Essa pode ser uma pista de que, caso o preço continue a testar essa região de mínimas, uma defesa efetiva poderá ocorrer.
Deitado em nuvens
Agora, direcionaremos nossa atenção para o que o indicador Ichimoku Kinko Hyo nos revela sobre a faixa de preços em questão.
A análise do Ichimoku Kinko Hyo destaca que na região mencionada como possível suporte entre US$ 23,1 mil e US$ 24,8 mil, encontramos a linha Senkou Span A. Esta linha representa um ponto de equilíbrio que tem o potencial de sustentar o movimento de queda. Além disso, é importante notar que o preço do Bitcoin permanece dentro da região da Nuvem de Ichimoku no gráfico semanal.
Observamos também o rompimento para baixo da linha Tenkan Sen (a linha verde no gráfico), que serve como um ponto de equilíbrio para um período de 9 semanas. Nesta semana, estamos testemunhando o preço retornando para testar essa região da Tenkan Sen.
Durante esse período, o preço encontrou um suporte local na Kijun Sen (a linha vermelha no gráfico), que é um ponto de equilíbrio para um período de 26 semanas. A consideração de ciclos temporais de 26 semanas é uma parte essencial dos estudos aplicados no sistema de negociação Ichimoku Kinko Hyo.
A análise da linha Chikou Span, que atua como nossa linha de atraso, nos indica que, até esta semana, os compradores que atuaram nas últimas 26 semanas ainda estão em território de lucro, com suporte na mesma região do gap mencionado anteriormente.
A relação entre a Kijun Sen e a Chikou Span indica que, embora os compradores das últimas 26 semanas estejam em uma posição vantajosa, o fato de o preço ter se apoiado na Kijun Sen sugere que esses compradores estão em seu ponto de equilíbrio. Caso o preço comece a trabalhar na região do gap, esses compradores podem passar a operar em território negativo, o que, por sua vez, sugere a possibilidade de uma entrada de demanda. Isso pode ocorrer para que os compradores das últimas 26 semanas defendam suas posições no suporte, permitindo que o preço retorne ao equilíbrio.
Em um cenário de movimento altista antes de testar o suporte, nossa resistência estará situada na região da Tenkan Sen, que foi rompida para baixo e atualmente está sendo testada. Isso representa o ponto de equilíbrio para aqueles que venderam nas últimas 9 semanas.
Como mencionado em nosso relatório da semana anterior, essa situação aponta para uma possível construção de uma estrutura de Wyckoff. Portanto, após o teste das mínimas, é comum observarmos o preço tentando se recuperar, mesmo com a presença predominante de vendedores no contexto atual.
Lupa na rede
Para aprimorar ainda mais nossa análise, é importante explorar os dados de rede relacionados aos detentores de endereços com diferentes quantidades de Bitcoins, assim como o indicador SOPR (Spent Output Profit Ratio).
Focando nos detentores de endereços com mais de 100, 1000 e 10.000 Bitcoins, identificamos um padrão interessante em relação à movimentação de preços.
Os detentores de endereços com mais de 100 Bitcoins aproveitaram o declínio nos preços e, como resultado, observamos um aumento no número de endereços nesta categoria. O mesmo fenômeno é observado nos detentores de carteiras com mais de 1000 Bitcoins, em que o gráfico apresenta um aumento gradual deste grupo.
Da mesma forma, o número de endereços contendo mais de 10.000 Bitcoins registrou um crescimento na semana passada, embora já tenha ocorrido uma correção nesse movimento. Esses padrões nos conduzem a uma análise do SOPR.
Como mencionado em relatórios anteriores, quando o SOPR (Spent Output Profit Ratio) está abaixo da linha de 1, pode indicar que investidores varejistas estão sendo forçados a liquidar suas posições com prejuízo. Isso cria uma oportunidade para que os grandes investidores do mercado de criptomoedas absorvam essa liquidez do varejo e entrem comprando, resultando em um aumento no número de endereços de cada categoria mencionada.
Ao observar o gráfico, fica evidente que o movimento de queda na semana de 14 de agosto levou o SOPR a ficar abaixo da linha 1. Essa condição explica o aumento no número de endereços nas categorias mencionadas anteriormente.
Em resumo, enquanto o preço do Bitcoin estava em declínio, os grandes investidores parecem ter aproveitado a oportunidade para aumentar suas posições, conforme indicado pelos dados de rede e pelo padrão do SOPR.
Conclusão
O relatório de preços do Bitcoin referente a agosto de 2023 ofereceu uma análise abrangente das tendências e fatores que moldaram a movimentação dessa criptomoeda ao longo deste período.
Ao examinar os dados históricos, observamos que o mês foi marcado por uma tendência de queda nos preços do Bitcoin, sendo o segundo mês consecutivo de declínio após um breve período de otimismo em junho. Esse movimento de queda foi acompanhado por uma série de fatores técnicos e fundamentais que contribuíram para a dinâmica do mercado.
A análise técnica, incluindo o uso do Trade System Ichimoku Kinko Hyo, revelou que a faixa de preço entre US$ 23,1 mil e US$ 24,8 mil surge como uma região de possível suporte. Diversos indicadores, como a interseção de linhas do Ichimoku e o comportamento do Volume Profile, corroboram a relevância dessa faixa de preço.
Além disso, a análise do comportamento dos investidores, tanto os detentores de endereços de diferentes quantidades de Bitcoins quanto o indicador SOPR, sugeriu que grandes investidores estiveram ativos durante a queda, potencialmente acumulando em meio à volatilidade.
A observação dos dados de rede revelou que detentores de endereços com quantidades significativas de Bitcoins aproveitaram o movimento de queda para aumentar suas posições, o que se alinha com a análise técnica realizada.
No contexto dessa análise abrangente, é importante ressaltar que a movimentação do mercado de criptomoedas é complexa e sujeita a influências de diversos fatores, incluindo a volatilidade inerente a esse mercado. A conclusão deste relatório não visa prever movimentos futuros com certeza absoluta, mas sim oferecer uma análise embasada em múltiplas fontes de informação e indicadores técnicos.
Em suma, o mês de setembro se aproxima e apresenta uma oportunidade para observar se a tendência histórica de queda se mantém. Com base nas análises realizadas neste relatório, a faixa de preço entre US$ 23,1 mil e US$ 24,8 mil emerge como uma área crucial a ser monitorada. O comportamento dos investidores, a dinâmica técnica e a análise dos dados de rede fornecem pistas valiosas para compreender as possíveis tendências e cenários para o próximo mês.
Como sempre, a movimentação do mercado é influenciada por diversos fatores, e a análise contínua e cautelosa é essencial para tomar decisões e acompanhar a evolução das criptomoedas. Este relatório oferece uma perspectiva compreensiva, mas é importante manter-se atualizado e analisar múltiplas fontes de informação para tomar decisões no mercado volátil das criptomoedas.
Os clientes da Foxbit Exchange ganharam acesso às facilidades dos depósitos descentralizados em suas operações. Com a novidade, há muito mais eficiência e menos riscos nas transações de criptomoedas realizadas diretamente pela blockchain.
Já disponível na exchange, confira as vantagens do uso desse modelo de transferência em suas negociações!
O que são depósitos descentralizados?
Blockchains e outras redes descentralizadas são sistemas que permitem a transferência de ativos digitais, como criptomoedas e tokens.
Cada uma dessas plataformas possui características, velocidades de transação e custos associados distintos, fazendo com que cada rede ofereça uma metodologia diferente para cada operação.
Entretanto, essa variedade de blockchains pode apresentar a capacidade de interagir entre si, de forma simultânea e agrupando o melhor de cada rede.
Essa integração é chamada de depósitos descentralizados ou, tecnicamente, de MultiChain..
Vantagens de se fazer depósitos descentralizados
Considerando que cada rede tem seu mecanismo de funcionamento, é normal que uma apresente um desempenho melhor que a outra em diferentes aspectos.
Como a MultiChain agrega o melhor de cada rede em um único lugar, há uma série de vantagens em seu uso, como:
Escalabilidade: A capacidade de aproveitar redes mais rápidas e eficientes para realizar transações.
Diversificação: Acesso a recursos e funcionalidades exclusivas presentes em redes específicas.
Redução de custos: A liberdade de escolher redes com taxas de transação mais baixas, otimizando os custos.
Mitigação de erros: É possível escolher mais de uma rede para realizar a transação de criptomoedas, evitando, assim, erros ao selecionar de forma errada a blockchain responsável pela transferência.
Principais redes envolvidas neste modelo
Não são todas as blockchains que estão disponíveis dentro da MultiChain. Entretanto, há redes consolidadas que fazem parte deste modelo tecnológico, como:
Ethereum Virtual Machine (EVM)
Tron (TRX)
Binance Smart Chain (BEP-20).
Criptomoedas disponíveis para depósitos descentralizados
Criptomoedas da Foxbit Exchange disponíveis para transações via diversas redes:
1INCH
AAVE
AVAX
AXS
BNB
COMP
DAI
LINK
MATIC
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SHIB
SOL
SUSHI
TUSD
UNI
USDC
USDT
XTZ
O que é Ethereum Virtual Machine (EVM)?
A EVM é uma máquina virtual que permite a execução de contratos inteligentes na rede Ethereum. Ela proporciona um ambiente seguro para a execução de aplicativos descentralizados e a criação de tokens.
Além do Ethereum, outras redes, como Binance Smart Chain e Tron, são compatíveis com a EVM, permitindo uma transação fluida entre elas.
Tron: Características e vantagens
A rede Tron permite a transferência rápida e eficiente de ativos digitais, tornando-a ideal para aplicativos descentralizados e transações cotidianas. Suas vantagens são:
Velocidade: Alta capacidade de processamento e confirmação rápida.
Custo Baixo: Taxas de transação econômicas.
Diversidade de ativos: Suporta vários ativos, incluindo TRX, USDT, USDC e TrueUSD.
Binance Smart Chain: Características e vantagens
A rede BEP-20, na Binance Smart Chain, oferece uma forma rápida e econômica de transferir tokens ERC-20, modelo presente no Ethereum. Ela se destaca por:
Velocidade: Transações confirmadas rapidamente.
Custo Baixo: Taxas de transação significativamente mais baixas em comparação com outras redes.
Integração: Total compatibilidade com a Binance Exchange e tokens ERC-20.
Como funcionam essas transferências?
As taxas de transferências entre carteiras podem variar e dependem de fatores como a demanda da blockchain e a complexidade da transação.
Entretanto, com os depósitos descentralizados, você ganha um maior número de opções para buscar uma rede mais rápida e menos custosa para sua operação.
Ao escolher a melhor rede para suas transações, leve em conta fatores como velocidade, custo de transação, recursos disponíveis e a adequação às suas necessidades específicas.
Flexibilidade na sua conta Foxbit!
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A última semana foi bastante quente para o Bitcoin (BTC), que viu seu preço quase beliscar as mínimas de junho. Com 90% das carteiras de curto prazo no prejuízo atualmente, a ação para baixo pode ser mantida a partir de um pânico gerado entre os investidores diante das perdas ou pela má digestão causada pelas falas do presidente do Federal Reserve sobre a manutenção do aperto monetário nos Estados Unidos. Em contrapartida, a análise técnica pode oferecer ainda um respiro aos bulls, caso uma região específica de preços seja sustentada, enquanto o fluxo de moedas para as exchanges cai. Fato é que a economia global segue uma verdadeira incógnita, com o mercado atento para qualquer indício de aumento de volatilidade. Por isso, atenção à repercussão do que rolou e vai rolar nesta semana para você preparar suas operações com a maior assertividade possível.
Toda a atenção para ele
O tão aguardado 46º simpósio anual de Jackson Hole não trouxe muitas novidades para a política monetária norte-americana, mas serviu para manter o mercado alerta para a continuidade de ações restritivas. Em participação no evento, o presidente do Federal Reserve (FED), Jerome Powell, destacou a necessidade de mais progresso no controle da inflação, que ainda segue muito elevada, apesar do arrefecimento de seu pico.
A autoridade explicou que o aumento da taxa de juros, que começou em março de 2022, precisava – e ainda exige – uma “mãozinha” a partir da estabilização das “distorções sem precedentes” da oferta e demanda relacionadas à pandemia. Com isso, a proposta era de estreitar os pedidos para que a oferta conseguisse alcançar o atraso do período – algo que ainda segue em fluxo.
Papéis em alta
Os rendimentos dos títulos do tesouro norte-americano de 10 anos aumentaram consideravelmente na última semana, mostrando que o mercado está mais “otimista” em relação ao futuro da economia local – ou mais especulativo com a possibilidade de novos aumentos de juros à frente.
Em relação ao ambiente corporativo, a fabricante de chips Nvidia se destacou, apontando um resultado trimestral acima do esperado, enquanto Ubisoft, deve receber os direitos de vários jogos da Microsoft, como parte do acordo para aquisição da Activision. Com isso, cerca de 95% do S&P 500 já divulgaram seus dados, com 4/5 superando as expectativas dos analistas.
Prevendo retração
No lado econômico, as prévias dos Índices Gerentes de Compras (PMI) dos Estados Unidos vieram abaixo das expectativas, indicando desafios para o crescimento local, mas sendo potencialmente benéfico para o controle da inflação.
Agosto
Projeção
Julho
PMI Industrial
47,0
49,3
49,0
PMI Serviços
51,0
52,3
52,3
PMI Composto
50,4
52,0
52,0
Já os pedidos de seguro-desemprego caíram para 230 mil, mostrando uma certa melhora no mercado de trabalho, que registrou 240 mil solicitações na semana anterior, mesmo volume esperado pelo mercado.
Equilibrando as contas
A China fez um corte inesperado em sua taxa básica de empréstimo de um ano, o que não animou muito os investidores por lá. Mesmo assim, o minério de ferro experimentou um aumento, refletindo esses e outros estímulos monetários do governo, em meio a uma demanda resiliente.
Agosto
Projeção
Julho
Taxa de Empréstimo
3,45%
3,40%
3,55%
Não é hoje que vai decolar
Enquanto China e Estados Unidos tentam como podem buscar o caminho da recuperação econômica, as prévias dos Índices Gerente de Compras da Zona do Euro mostram que a pavimentação ainda está em andamento no bloco.
Agosto
Projeção
Julho
PMI Industrial
43,7
42,6
42,7
PMI Serviços
48,3
50,5
50,9
PMI Composto
47,0
48,5
48,6
A baixa confiança do consumidor (prévia) na região também afeta o desenvolvimento econômico. Entretanto, se há alguma luz no fim do túnel sobre isto tudo, é que o possível consumo reduzido pode ser um catalisador para que a inflação do bloco siga desacelerando.
Agosto
Projeção
Julho
Confiança do Consumidor
-16,0
-14,3
-15,1
Ficou mais caro
Após meses de espera, enfim, a Câmara dos Deputados aprovou o novo arcabouço fiscal, que vai substituir o antigo teto de gastos. A nova lei permite maior flexibilidade ao governo em situações específicas da economia para remanejar recursos, quando necessário.
A semana também contou com uma série de reuniões do BRICS, bloco de países em que o Brasil é membro. Autoridades pediram a expansão do grupo, sugerindo a participação de novos integrantes, como Argentina, Egito, Etiópia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Diretamente sobre a economia brasileira, o IPCA-15, que mede a inflação ao consumidor, acelerou em agosto, acima do esperado pelos analistas.
Agosto
Projeção
Julho
IPCA-15
4,24%
4,13%
3,19%
Volatilidade no radar
Esta semana trará uma série de dados econômicos importantes que podem influenciar a volatilidade do mercado em várias regiões. Nos Estados Unidos, serão divulgados a Confiança do Consumidor, Relatórios de Empregos e o núcleo de preços PCE, indicador favorito do FED para medir a inflação. Já na Zona do Euro, saem a Inflação ao Consumidor (CPI) e o sentimento dos principais setores econômicos. Na China, destaque para os PMIs Composto, Industrial e de Não-manufatura, enquanto o Brasil apresenta seus dados do mercado de trabalho.
Tensão no ar
O Bitcoin passou por uma semana ligeiramente mais volátil, após perder seu importante suporte de US$ 29 mil. A pressão de venda foi alta o suficiente para que a criptomoeda de referência atingisse os US$ 25,3 mil – nível muito próximo das mínimas de junho. Em contrapartida, houve força para um resgate aos US$ 26,8 mil, que durou pouco tempo. Assim, o mercado espera que o estreitamento de curto prazo quebra para um dos lados.
Os dados vão dizer
Com a recente queda de preços, os dados on-chain mostram que 90% das carteiras de curto prazo de Bitcoinvoltaram a apresentar prejuízo. O volume de posições abertas nas bolsas de derivativos também virou para uma intensa baixa, em um movimento visto apenas 11 vezes em toda a história da criptomoeda.
Entretanto, o número de BTCs que não se movimentaram nos últimos três a seis meses segue aumentando, apontando para uma baixa intenção de venda, pelo menos no curto prazo. Acompanha esta perspectiva a queda expressiva da oferta do ativo nas exchanges. Atualmente, apenas 5,8% do total de Bitcoin em circulação estão em corretoras. Enquanto isso, as baleias continuam agitadas, com transações superiores a US$ 100 mil.
De olho no halving?
Ainda olhando para os dados on-chain, o volume de BTCs armazenados nas carteiras dos mineradores permanece crescendo, assim como o staking de Ethereum também aponta em alta, mesmo com o mercado baixista. Apesar da recente queda de preços, este grupo segue com suas máquinas funcionando a todo vapor, reajustando a dificuldade e taxa de hash para uma nova máxima histórica.
O movimento de venda mais contido por parte dos mineradores parece acompanhar um sentimento otimista de acumulação, como uma espécie de preparação para o halving do Bitcoin, estimado para acontecer em meados do ano que vem.
Medo prevalece
A queda de preços recente colocou o índice Fear and Greed de volta ao ponto de medo, marcando os 39 pontos. O nível é o mesmo de março deste ano, quando ocorreu a quebra dos bancos norte-americanos.
Dentro do balanço fundamental
Além dos rendimentos dos títulos do tesouro norte-americano, pressionaram o mercado de risco e o Bitcoin, o aumento do índice dólar (DXY). A tendência de alta recente zerou as perdas registradas em julho pela moeda. Enquanto isso, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) continua trazendo mais incertezas ao setor de criptomoedas no país, com novas acusações contra as principais exchanges.
Vamos aos gráficos
Na análise técnica do gráfico semanal, o Bitcoin ainda mantém a possibilidade de novas correções a partir da consolidação do topo duplo – marcado pelos dois círculos brancos na imagem abaixo. Por enquanto, a linha inferior da banda de Bollinger vai se comportando como um suporte, mas indica um movimento rumo à linha azul, em US$ 24,3 mil. O nível é importante, pois marca a última resistência enfrentada pelo mercado. Caso os compradores consigam resistir, este ponto pode ser o gatilho para uma retomada da alta. Senão, a descida deve ser ainda mais agressiva, com possíveis testes dos fundos locais.
Fonte: TradingView, em 28/08/2023, às 8h56min.
Nos indicadores subjacentes, o MACD permanece com suas médias cruzadas para baixo, apontando a força dos bears neste momento de mercado. Ao mesmo tempo, o Índice de Força Relativa (RSI), mira os 45 pontos, com compradores e vendedores muito próximo de um equilíbrio.
Conclusão
Apesar da queda de preços e a quebra da lateralização, o Bitcoin segue operando em um nível bastante crucial para determinar o futuro da sua tendência de preços. O mercado parece, novamente, estar reagindo mais emocionalmente aos eventos macroeconômicos, o que antes andava mais restrito.
A aproximação do halving, entretanto, costuma ser um momento conturbado para a criptomoeda historicamente e entender esses comportamentos pode ajudar a segurar o pânico de venda ou até mesmo encontrar as melhores posições para lucrar com o ativo. De certo mesmo é que os dados on-chain apontam para uma fase de acumulação interessante, com os investidores em busca de maior domínio sobre suas moedas. Esse movimento também é típico de períodos pré-halving.
NFT é uma categoria única dentro do universo das criptomoedas, geralmente utilizada para classificar a versão digital de um item raro, exclusivo ou colecionável, em que não pode ser fracionada ou dividida em outros usuários.
Embora seja muito associado a imagens, os também conhecidos como non-fungible tokens (tokens não fungíveis) possuem características que ultrapassam “simples” figurinhas ou obras de arte, abrindo caminho para uma autenticação de posse sobre determinados itens ou criações. Com isso, o NFT é uma tecnologia bastante discutida e procurada não apenas por investidores, mas também por entusiastas da Web3. Assim, você vai ver neste artigo o que são os NFTs, como funcionam, suas principais características e outros detalhes!
O que é NFT?
NFT é a sigla para “Non-Fungible Token”, que pode ser traduzido como “Token Não Fungível”.
Em termos simples, essa classe funciona como uma representação digital de um ativo único que não pode ser substituído por algo idêntico.
Isso o diferencia de criptomoedas como Bitcoin ou Ethereum, que são fungíveis e podem ser trocadas em uma base de um por um.
Significado de não fungível
Para facilitar a compreensão da característica não fungível do NFT, vamos considerar o dinheiro que utilizamos no nosso dia a dia.
Facilmente, você pode trocar uma nota de R$ 10 por duas de R$ 5. Ou, então, uma cédula de R$ 100, por quatro de R$ 20 e duas de R$ 10. Essa versatilidade quer dizer que nossa moeda é um item “fungível”, podendo ser trocada por outras de “mesma espécie e qualidade”.
Já um item não fungível é único, o que impede de ser substituído. No portal do Ethereum, há uma frase que resume muito bem essa ideia:
“A pesquisa de uma imagem do Guernica de Picasso faz de você o novo dono orgulhoso de uma peça de arte de vários milhões de dólares?”
A resposta é não! Afinal, mesmo que você tenha essa imagem, faça sua impressão e coloque-a em um quadro, a obra original nunca poderá ser substituída pela cópia. Muito menos, isso lhe dará o direito de vender o quadro como se fosse original, pois não há um certificado auditável e rastreável que valide essa informação.
Como funcionam os NFTs?
Assim como as criptomoedas, os NFTs operam como smart contracts dentro de blockchains, garantindo não só sua transação entre usuários, mas também sua autenticidade e rastreabilidade.
Além de imagens e obras de arte, várias outras coisas podem ser tokenizadas como um item não fungível. Entre elas, artigos colecionáveis, vídeos, experiências exclusivas, músicas e até mesmo projetos de propriedade intelectual.
Com o NFT, esse tipo de “objeto” – muitas vezes abstrato – pode ganhar uma característica “física” no ambiente digital, garantindo que aquele item pertence a alguém, mesmo que possa estar acessível na internet.
A rede mais comum para a produção de NFTs ainda é a do Ethereum. Afinal, ela foi a primeira que conseguiu oferecer eficiência para geração e transação deste tipo de token. Hoje, entretanto, há outras plataformas que realizam o mesmo processo com vantagens até maiores, como a Polygon, que alcançou um nível alto de criação de tokens não fungíveis durante o SuperBowl de 2023.
Como comprar NFT?
Com a chegada do NFT ao mainstream, várias plataformas de negociação se desenvolveram de forma assertiva e acessível ao público. Embora muitas ainda utilizem apenas criptomoedas para realizar a compra e venda desses tokens, há ambientes que aceitam moedas fiduciária diretamente.
Para comprar um NFT, você deve:
Criar uma carteira digital: Antes de comprar, você precisará de uma carteira digital para armazenar seu NFT após a aquisição.
Escolher uma plataforma: Existem várias plataformas onde você pode comprar NFTs, como OpenSea, Rarible e Foundation.
Navegue e compre: Assim como em qualquer mercado online, você pode navegar, fazer ofertas ou comprar imediatamente o NFT que você quiser.
Como criar um NFT?
Para artistas e produtores de conteúdo, os NFTs se tornaram uma forma mais justa e fácil de monetizar seus trabalhos. Muitas plataformas, inclusive, oferecem automaticamente o processo de “mintagem” entre suas soluções para pessoas que não possuem este tipo de conhecimento técnico..
Este mecanismo nada mais é do que tornar a imagem ou qualquer outro item em um smart contract e adicioná-lo em uma blockchain para que exista fidelidade e autenticidade sobre aquela posse.
Assim, basta você adicionar o objeto que deseja tokenizar, identificar o preço mínimo de venda, que a própria plataforma fará a parte técnica de mintagem para você.
O que pode virar um NFT?
Praticamente qualquer coisa pode ser transformada em NFT. Isso inclui:
Arte digital
Músicas e álbuns
Videoclipes
Tweets ou postagens de mídia social
Domínios de sites
Momentos esportivos icônicos
Experiências
Patentes e projetos
Automóveis, brinquedos e outros colecionáveis
A lista é enorme para coisas que podem ser tokenizadas e dê o direito de posse para um determinado usuário.
NFTs mais valiosos do mercado
Os NFTs têm alcançado preços astronômicos em leilões. Alguns desses tokens chegaram a ser vendidos por US$ 69 milhões, mostrando como o mercado de colecionáveis é atrativo e existem grandes interessados.
Os cinco NFTs mais caros do mundo são:
Everydays: The First 5000 Days: Criado pelo artista americano Mike Winkelmann – conhecido como Beeple –, este compilado com 5 mil imagens virtuais conta com desenhos criados um a um, ao longo de mais de 13 anos. Sua produção foi vendida por US$ 69,3 milhões, em março de 2021.
CryptoPunk #7523: Uma das coleções mais famosas de pixel art e do mercado de NFTs, os CryptoPunks marcam presença nesta lista. São mais de 10 mil retratos de personagens, divididos nas categorias humanos, macacos, zumbis e aliens. A imagem de número 7523, que corresponde a um alien utilizando um brinco, boné e máscara, foi vendida por US$ 11,8 milhões em junho de 2021.
CryptoPunk #3100: Mais um alien, desta vez com uma bandana na cabeça, foi um dos NFTs mais caros já vendidos no mundo. Em março de 2021, o token foi arrematado por US$ 7,58 milhões e posto à venda por US$ 146 milhões, em seguida.
CryptoPunk #7804: Vendido pelo CEO do Figma por US$ 7,57 milhões, o alien com um cachimbo em sua boca e vestindo um boné é o quarto NFT mais valioso da lista. A curiosidade desta negociação é que o token havia sido comprado por “apenas” US$ 15 mil, em 2018.
Crossroad: Encerra a lista mais uma produção de Beeple, vendida a US$ 6,6 milhões, em fevereiro de 2021. O polêmico NFT apresenta Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, aparentemente desmaiado no chão, com uma série de palavrões escritos em seu corpo nu. Esta arte, porém, foi desenvolvida para sofrer alterações, de acordo com o resultado das eleições presidenciais na época. Assim, caso Trump tivesse vencido, o usuário veria uma imagem do candidato andando entre chamas, usando uma coroa na cabeça.
Relação do Brasil com os NFTs
Embora muitos brasileiros tenham feito piadas sobre a compra do NFT da coleção Bored Ape Yacht Club, pelo atacante da seleção brasileira Neymar, o Brasil é, sim, um grande entusiasta da tecnologia. Dados publicados em 2022 pela empresa de análise on-chain Statista, nós somos o segundo país a mais adotar e consumir a tecnologia dos NFTs, com 4,99 milhões de usuários.
Esse volume coloca o Brasil à frente de Estados Unidos, com 3,81 milhões de pessoas, e China, com 2,68 milhões. Na liderança, está a Tailândia, com 5,65 milhões de entusiastas.
Riscos e vantagens dos NFTs
Assim como qualquer produto tecnológico ou colecionável que envolva dinheiro e possíveis valorizações ao longo do tempo, os NFTs atraem muitos entusiastas e curiosos que podem se encantar ou se frustrar com essa experiência. Então, aqui vão algumas das vantagens e desvantagens dessa classe de tokens.
Entre as vantagens dos NFTs, temos:
Propriedade verificável: A blockchain confirma a autenticidade e propriedade do NFT.
Direitos de royalties: Artistas podem receber uma porcentagem das vendas futuras para sempre, sem a necessidade de intermediadores.
Interconexão com aplicativos: NFTs podem ser usados em jogos, plataformas de realidade virtual, redes sociais e outros ambientes tecnológicos, como mostram os casos de uso da Web3.
Já os riscos que envolvem os NFTs:
Volatilidade do mercado: Assim como as criptomoedas, os preços dos NFTs podem ser altamente voláteis, gerando ganhos ou perdas expressivas ao longo da história.
Problemas de direitos autorais: A propriedade de um NFT não necessariamente concede direitos autorais da obra. Assim, o smart contract precisa estar muito bem definido para que nenhuma das partes seja prejudicada.
Porta de entrada
Os NFTs estão redefinindo o que significa possuir e comercializar arte e outros ativos digitais. Eles oferecem oportunidades rentáveis para artistas, investidores e entusiastas, além de experiências únicas aos seus compradores.
Ainda pouco explorado, este território é uma das portas de entrada para a Web3, que está praticamente batendo à porta dos navegadores. Nela, os usuários terão mais poder, direitos e responsabilidade sobre suas posses. Ter isso garantido através de uma blockchain, por meio de um NFT, é o aspecto principal de segurança que o usuário precisa nesta nova era da internet.
Após semanas de muita lateralização e uma tendência de preços indefinida, a pressão exercida pelos vendedores dentro do mercado do Bitcoin (BTC), enfim, bateu seu martelo na última semana. Como resultado, o preço da criptomoeda de referência rompeu o suporte crucial de US$ 28 mil dólares e direcionou-se para testar a mínima registrada na semana de 12 de junho, que também coincide com a mínima do mesmo mês. Com a quebra deste nível, quais insights os gráficos nos apresentam, seja para uma possível continuação da proteção do portfólio ou um momento de acumulação da moeda digital?
Importância da história
Em análises prévias aqui no Variação de Mercado, enfatizamos repetidamente a relevância da região de US$ 28 mil e a possibilidade de o preço romper para baixo este nível, o que abriria espaço para a exploração de novas zonas de suporte. Isso tem um peso especialmente relevante para investidores com horizontes de tempo mais longos, que dependem dessas regiões como pontos de referência.
No relatório de 13 de junho, alertamos sobre a possibilidade de o preço atingir uma faixa situada entre US$ 23 mil e US$ 24 mil. Notavelmente, essa região ainda não foi alcançada e permanece como um ponto de interesse válido. Além disso, no “Variação de Mercado”, datado de 2 de agosto, destacamos a existência de um suporte ao preço em torno de US$ 25,8 mil.
Ao término da semana passada, o fechamento se deu na região de US$ 26,1 mil, ligeiramente acima do suporte mencionado anteriormente. Contudo, é importante apontar que a mínima observada no mercado à vista foi de IS$ 25,1 mil, enquanto em contratos futuros, o valor chegou a US$ 24,5 mil.
É crucial ressaltar que a região anteriormente identificada como suporte em US$ 28 mil agora assume um papel contrário, agora, como uma resistência significativa para a movimentação subsequente do Bitcoin.
No momento desta análise, a criptomoeda é negociada em torno de US 25,9 mil, indicando a continuidade da volatilidade e a necessidade de uma análise aprofundada para compreender melhor o cenário em evolução.
As faixas de preço discutidas até o momento desempenham um papel crucial em um contexto mais amplo. Agora, prosseguiremos detalhando a relevância estrutural dessas regiões, enquanto observamos os padrões no gráfico semanal.
É aqui que olhamos
Uma questão frequente entre meus alunos, geralmente investidores iniciantes, é sobre o melhor período de tempo gráfico para analisar um ativo. A resposta a essa pergunta tem sido consistente ao longo do tempo.
O melhor período gráfico é aquele que permite uma visão clara da estrutura e da movimentação de preços. Esta é a abordagem que eu, pessoalmente, encontro como a mais eficaz. No caso específico do Bitcoin, que estamos examinando, a temporalidade gráfica que oferece essa visão abrangente e nítida é o gráfico semanal.
Podemos analisar o gráfico semanal de duas maneiras distintas, que podem iluminar as probabilidades de movimentação e melhorar nossa compreensão tanto do Bitcoin quanto de todo o mercado de criptomoedas, dado que as oscilações no preço do BTC têm o potencial de influenciar diversas altcoins.
Vamos abordar a análise da estrutura de Wyckoff e os pontos de equilíbrio com o indicador Ichimoku Kinko Hyo no gráfico semanal.
No contexto do gráfico com Ichimoku, como pode ser observado na imagem a seguir, após um período de queda, o preço do Bitcoin encontrou suporte na Kijun Sen, que representa um ponto de equilíbrio com base em 26 semanas. Esse nível da Kijun Sen reflete o suporte mencionado anteriormente, a US$ 25,8 mil, tanto nesta análise quanto em relatórios anteriores.
Ao se ancorar nesse suporte, notamos que não apenas está dentro da Nuvem do indicador, mas também se encontra próximo à mínima registrada em 12 de junho.
Apesar da queda ocorrida na semana passada, a Chikou Span, que age como linha de atraso no sistema Ichimoku Kinko Hyo, permanece acima do preço atual, indicando que os compradores que entraram há 26 semanas ainda mantêm posições lucrativas.
Para esses investidores, o suporte inicial está estabelecido em US$ 23,5 mil. Traçando uma linha a partir da abertura da vela semanal datada de 27 de fevereiro, que é o suporte local para investidores de 26 semanas, observamos que essa linha coincide com a linha futura Senkou Span B, validando assim a importância dessa faixa de preços.
Ligeiramente abaixo, é possível considerar a região de abertura da semana de 06 de março, a US$ 22,5 mil, como um potencial suporte. No entanto, essa avaliação pode ganhar mais relevância na próxima semana, à medida que novos dados se desenrolam.
Até agora, identificamos áreas de preço críticas que podem atuar como suporte em caso de quedas contínuas. Em um cenário de alta, a mesma imagem anterior com o Ichimoku Kinko Hyo mostra a Tenkan Sen, um ponto de equilíbrio baseado em 9 semanas. Essa linha foi rompida para baixo e agora opera em torno de US$ 28 mil, estabelecendo assim uma região de resistência local.
Acumulação X Distribuição
Na nossa análise contínua, agora olharemos para a estrutura de Wyckoff, que está se desenvolvendo na movimentação de preços do Bitcoin.
No período que corresponde à semana de 10 de abril, o preço do Bitcoin alcançou uma nova máxima em US$ 31 mil, estabelecendo o que é conhecido como uma região de “Buy Climax” (BC). A partir desse ponto, os compradores não conseguiram mais sustentar o preço acima desse nível, o que marcou o início de uma estrutura particular.
Após a semana de 10 de abril, o preço passou por uma correção até a semana de 12 de junho, originando um “Automatic Rally” (AR). Posteriormente, o preço voltou a subir para realizar um teste (“Secondary Test” – ST) na máxima atingida em 10 de abril. No entanto, esse movimento foi concluído em 10 de julho, quando o preço rejeitou um rompimento acima da máxima anterior.
Atualmente, na estrutura em formação, estamos observando um movimento que visa testar a região de AR, e possivelmente uma tentativa de buscar liquidez abaixo da mínima estabelecida em 12 de junho. Essa estratégia é ilustrada na imagem a seguir.
Se o preço de fato buscar essa liquidez, poderíamos ver uma tendência em direção ao suporte mencionado anteriormente na região de abertura da semana de 27 de fevereiro.
Uma estrutura de Wyckoff é, em essência, um período de lateralização, com os movimentos sendo impulsionados pela relação entre oferta e demanda. Uma característica amplamente observada nesse tipo de movimento é a ocorrência de “testes de topo” e “testes de fundo”, muitas vezes acompanhados por falsos rompimentos da estrutura. Todos esses comportamentos vêm sendo executados em busca de liquidez.
Isso é exatamente o que parece estar ocorrendo no cenário atual do Bitcoin, à medida que observamos a intenção dos investidores de pressionar o preço para níveis mais baixos, principalmente à luz do indicador MACD que está situado abaixo da linha de zero.
Lucro ou perda
Outro fator que merece atenção é a análise do indicador de dados de rede conhecido como SOPR (Spent Output Profit Ratio).
No gráfico semanal, o SOPR se posicionou abaixo da linha 1, e historicamente, quando essa condição ocorre, os grandes investidores de longo prazo no mercado de criptomoedas tendem a aproveitar para aumentar seus investimentos.
Quando o SOPR fica abaixo da linha 1, isso indica que alguns investidores estão sendo forçados a encerrar suas posições com prejuízo. Nesse cenário, os chamados “Big Players” têm a oportunidade de absorver essa liquidez ao comprarem ativos que estão disponíveis nos “stops” daqueles que encerram com prejuízo.
Dessa forma, apesar de termos observado o indicador MACD abaixo da linha de zero, a análise do SOPR nos leva a considerar que os investidores que estão no mercado há 26 semanas e os “Big Players” podem estar preparados para defender o próximo nível de suporte conforme mencionado em nosso estudo.
O entendimento do SOPR, em conjunto com outros indicadores e análises técnicas, contribui para uma perspectiva mais completa da dinâmica atual do mercado de Bitcoin, auxiliando investidores.
Conclusão
A análise detalhada da movimentação de preços do Bitcoin ao longo das últimas semanas revela uma dinâmica complexa. A quebra do suporte chave em 28 mil dólares e a subsequente formação de estruturas de Wyckoff e oscilações nos indicadores técnicos sinalizam a intenção do movimento em buscar preços mais baratos.
A temporalidade gráfica semanal emergiu como a lente mais apropriada para observar essa evolução, permitindo-nos uma visão ampla da trajetória dos preços e das possíveis implicações para investidores de diferentes horizontes de tempo. A análise Ichimoku Kinko Hyo destacou pontos de equilíbrio, suportes e resistências cruciais, trazendo clareza sobre as faixas de preço a serem monitoradas.
A estrutura de Wyckoff em andamento aponta para a busca por liquidez e os jogos entre oferta e demanda, destacando a importância dos testes de topo e de fundo. Enquanto o indicador MACD sugere pressão de baixa, a análise do SOPR sinaliza a possibilidade de intervenção por parte de investidores de longo prazo e grandes players, em um esforço para proteger níveis de suporte críticos.
Em última análise, o cenário do Bitcoin permanece dinâmico e sujeito a mudanças rápidas. As informações e tendências exploradas neste relatório fornecem uma base para a tomada de decisões informadas, mas também ressaltam a importância da monitorização contínua do mercado e da adaptação às mudanças em tempo real.
A complexidade do mercado de criptomoedas exige uma abordagem holística, combinando análises técnicas, fundamentais e uma compreensão sólida das tendências globais. Investidores devem permanecer flexíveis e dispostos a ajustar suas estratégias conforme novas informações se desdobram, sempre lembrando que a volatilidade oferece tanto riscos quanto oportunidades.
Este relatório forneceu um panorama abrangente da movimentação recente do preço do Bitcoin, explorando estruturas, indicadores e tendências que estão moldando o mercado. No entanto, os mercados financeiros são intrinsecamente incertos, e é crucial buscar orientação adicional, se necessário, e manter-se atualizado sobre eventos que possam afetar significativamente os movimentos de preços.
Agradecimento
Por fim, gostaria de expressar meu sincero agradecimento a todos que dedicaram seu tempo para ler este relatório. O engajamento e o seu interesse em compreender as complexidades do mercado de criptomoedas são inestimáveis.
Espero que as informações compartilhadas tenham sido úteis e esclarecedoras para a sua compreensão.