Apesar das várias incertezas da política e economia global, o número de investidores segue crescendo rapidamente no Brasil. Segundo um relatório da B3, responsável pela administração da bolsa de valores brasileira, de novembro de 2021 para o mesmo mês do ano passado, o registro de pessoas físicas na instituição subiu de 3,3 milhões para 4,6 milhões. O mesmo é visto no desenvolvimento do mercado de criptomoedas por aqui. De acordo com a Receita Federal, o número de investidores de criptoativos aumentou em 200%, em 2022.
Mas quem chega nesses dois setores, fica a pergunta: “Será que existe algum tipo de correlação de preço entre o mercado de ações e o mercado de criptomoedas?” A resposta curta é: sim, existe. Vamos falar um pouco sobre isso.
Nem sempre foi assim
Apesar de hoje existir uma forte correlação entre o mercado de criptomoedas e o mercado de ações, isso nem sempre foi assim.
Em seus primórdios, quando o bitcoin (BTC) ainda existia apenas em um mercado de nicho, e era negociado quase exclusivamente de forma peer-to-peer em fóruns especializados e grupos fechados entre inovadores, desenvolvedores e cypherpunks, o BTC não tinha nenhuma correlação com o mercado de ações.
Com o passar do tempo, a criptomoeda de referência passou a ser adotada pelos early adopters, que em sua maioria eram usuários do Darknet Market (DNM), negociando produtos no mercado paralelo ou em pequenas comunidades libertárias ao redor do mundo. Foi, então, que algumas poucas plataformas de câmbio (exchanges) surgiram neste período para facilitar a troca de BTC para moeda fiduciária e o mercado especulativo do bitcoin começou a crescer.
Se existe câmbio facilitado, com taxas acessíveis e uma certa liquidez (volume de negociação), existe especulação financeira. Foi neste momento em que realmente começaram a surgir estudos e análises de preço, mas ainda com pouca ou nenhuma correlação com o mercado acionário.
É claro que, neste ponto, o bitcoin já sofria uma certa influência da macroeconomia, mas ainda de forma muito superficial e distante. A criptomoeda tinha seu próprio mercado, seus próprios fundamentos, seus próprios especuladores e seu próprio nicho. Esses componentes são, em sua maioria, muito diferentes do mercado de ações.
A partir do surgimento das altcoins, formou-se ainda um ecossistema econômico próprio, onde essas moedas digitais alternativas estavam correlacionadas com o bitcoin. Mesmo assim, o mercado cripto continuava andando separado dos demais mercados de risco. Novamente, fatores macro relevantes ainda conseguiam afetar um pouco a dinâmica de preço dos criptoativos, mas não existia nenhuma correlação evidente.
A diferença entre o mercado de ações (centralizado) e o mercado de criptomoedas (descentralizado) era bem clara; e o segundo se movia com vida própria.
Siga o dinheiro: institucionais em cripto
Mas com a popularidade e o crescimento dos early adopters, as criptomoedas chegaram até um público maior. A early majority (maioria inicial) começou a ser impactada pelas características do mercado e, aos poucos, o capital de grandes players passou a entrar em todas as criptomoedas, mas principalmente o bitcoin.
Muitas entidades relevantes – os clientes institucionais – passaram a migrar parte de seu capital do mercado acionário para as criptomoedas, buscando maior rentabilidade, inovação e auto-custódia.
Com a chegada desse tipo de investidor, primeiro de forma discreta, depois de maneira mais intensa, as tendências do mercado cripto começaram a ficar mais correlacionadas com as do mercado de ações; já que o maior volume financeiro movimentado em ambos, começou a ter uma origem cada vez mais semelhante: “siga o dinheiro”.
Isso se deve ao forte crescimento da demanda especulativa, principalmente motivada pela descorrelação inicial, que já não existe mais.
O “peso” da demanda apresentou a este segmento uma característica mais especulativa e de renda variável, do que realmente uma demanda ideológica e de uso, como era em seu início. O que é natural em qualquer mercado e para qualquer tecnologia.
Variedade de projetos e soluções entre os criptoativos
Ao mesmo tempo, o mercado de criptomoedas passou a ficar cada vez menos dependente apenas do bitcoin e nos últimos dois anos vimos uma enorme variedade de projetos, soluções e ofertas diferentes surgindo nessa indústria em formação. Muitos deles, inclusive, passaram a abrir mão da descentralização como ponto principal.
Com esta mudança de foco e a chegada da Web3 – carregada com um forte apelo de marketing -, projetos cripto passaram a ficar cada vez mais semelhantes com startups e scale-ups do mercado fiduciário. Isso vem aproximando cada vez mais o ato de comprar um token (criptoativo), com o ato de comprar uma ação ou a participação em uma empresa em seus estágios iniciais (ativos financeiros).
Se essa tendência se mantiver, devemos ver o mercado de criptomoedas tendo cada vez mais correlação com o mercado de ações. Mas se isso acontecer, não necessariamente é algo ruim.
A possibilidade de investir em startups centralizadas através de tokens em blockchain é uma inovação muito positiva para a indústria, pois ela democratiza cada vez mais o acesso a estes produtos financeiros por investidores menores.
Ela abre o acesso e a oportunidade da especulação de capital de risco (venture capital) para um mercado mais amplo e antes muito limitado.
Além disso, a correlação entre a maior entrada de capital e o maior volume de negociação desses ativos também equilibra mais a volatilidade, trazendo perdas menores durante os bear markets (mercados de baixa) – que é um fator ainda limitante para os investidores mais conservadores que querem começar a explorar o mercado de criptomoedas e antes se limitavam apenas ao mercado de ações.
Pode ser que, em um futuro próximo, a revolução proporcionada pelas criptomoedas seja tão grande que já não conseguiremos mais fazer distinção entre os mercados financeiros. Com as soluções cripto já totalmente inseridas na realidade dos mercados, das empresas e das pessoas.
Em um mundo com mais de 17 mil criptomoedas, o bitcoin (BTC) é, talvez, quem mais se destaca nesse universo. Sua popularidade não é à toa. Além de ser a primeira moeda digital desenvolvida, é a que possui o maior valor de mercado entre todas elas – mais de US 400 bilhões. Porém, a tecnologia que começou lá em 2008, com o BTC, deu espaço para a criação de novos projetos, com propostas diferentes e, hoje, extremamente importantes para esse ecossistema, como a Stablecoin.
Apesar da relevância desta moeda, ainda há muitas dúvidas na cabeça de muitos entusiastas que acompanham o desenvolvimento do setor, já que seu funcionamento, principalmente a emissão de novos tokens, é bastante diferente do observado no bitcoin e Ethereum (ETHER).
Mas fique tranquilo! Abaixo, vamos falar um pouco mais detalhadamente sobre as Stablecoins, suas principais características e também as diferenças entre elas e as criptos. Além disso, saiba como e onde investir nas stablecoins.
O que são stablecoins? Saiba mais sobre esta moeda digital e entenda suas principais características
Para falar sobre o que são as stablecoins, precisamos começar com o próprio nome. Proveniente do inglês, “stable” significa “estável” e “coin”, “moeda”. Dessa forma, é possível induzir que a stablecoin é uma moeda digital mais estável que outras criptomoedas, possuindo uma baixa volatilidade.
Essa baixa volatilidade é algo bem atípico quando refletimos sobre o mercado de criptomoedas, que é marcado por altas e quedas muito bruscas.
A estabilidade das stablecoins vem do fato de que seus valores são vinculados a outros ativos, como moedas fiduciárias (dólar, euro, etc), commodities (o ouro é o mais comum) e títulos públicos e privados.
Por isso, as stablecoins possuem um papel fundamental no desenvolvimento do ecossistema de criptomoedas, sendo amplamente utilizadas por corretoras e outras empresas para darem acesso a produtos específicos para seus clientes ou, então, permitir um acesso universal aos seus serviços.
Criação de stablecoins: como estas moedas digitais são produzidas?
A criação de stablecoins é um dos pontos mais similares com outras criptomoedas já que elas também estão presentes em um blockchain, uma espécie de banco de dados que se originou junto com o bitcoin no final dos anos 2000.
Porém, apesar das stablecoins e outras criptos partilharem esse processo comum, há uma diferença muito expressiva.
Para uma stablecoin ser inserida no mercado, o emissor da moeda precisa ter a mesma quantidade do ativo em seu caixa. Esse fator não existe para moedas que não possuem lastro, como os bitcoin, Ethereum, entre outras criptomoedas..
Existem diferentes tipos de stablecoin?
Assim como muitas outras moedas, as stablecoins também possuem diferentes tipos. Atualmente, é possível identificar quatro deles. Entenda mais abaixo.
Stablecoins lastreadas em moeda fiduciária
Estes tipos de stablecoins são lastreadas em “moeda fiat” na proporção 1 por 1. Mas, o que isso significa?
Significa que para cada stablecoin criada, o emissor – seja ele uma empresa ou projeto – precisa ter a mesma quantidade dessa moeda fiduciária em caixa como reserva.
Stablecoins lastreadas em criptomoedas
As stablecoins lastreadas em criptomoedas seguem o mesmo raciocínio das que são lastreadas em moeda fiat. A diferença é que o lastro acontece com ativos digitais, podendo ser bitcoin, ethereum, cardano (ADA) ou qualquer outro token..
Stablecoins lastreadas em commodities
Nesse caso, a stablecoin é lastreada em commodities, principalmente metais preciosos. O ativo mais comum utilizado é o ouro. Porém, existem projetos que estão de olho no petróleo e outros produtos de energia para isso!
Stablecoins algorítimicas
Sem dúvidas, esse tipo de stablecoin é um pouco mais diferente, pois ao invés de ser baseada em um ativo, a estabilidade é adquirida pelo uso de algoritmos e contratos inteligentes.
Neste caso, a emissão ou retirada de moedas estáveis do mercado acontece a partir da oferta e demanda, em busca de um volume circulante sempre equilibrado.
As principais stablecoins do mercado no momento: descubra os nomes de maior destaque
Existe um grande número de stablecoins no mercado, assim como criptomoedas. Atualmente, é possível identificar mais de 100 tipos dessas moedas digitais ativas no mercado. Abaixo, veja os cinco maiores projetos no momento.
Tether (USDT)
Presente no mercado desde 2014, o Tether foi a primeira stablecoin lançada no mercado. A empresa emissora afirma que uma unidade de USDT está pareada com o dólar, a partir de reservas presentes em seu caixa.
Durante sua história, essa paridade com a moeda norte-americana colocou dúvidas sobre a maneira como o USDT era lastreado. Para reduzir esses burburinhos, a empresa responsável pela emissão da stablecoin liberou um portal de transparência, apontando como seus ativos estão alocados.
Apesar destes eventuais questionamentos, o Theter é uma moeda bastante popular, sendo utilizada como base em muitas corretoras pelo mundo e com uma das maiores capitalizações de todo o mercado cripto.
USD Coin (USDC)
Está no mercado desde 2018 e assim como a USDT, essa stablecoin é uma moeda digital pareada em dólar na proporção de 1:1.
Um dos pontos fortes deste projeto é que ele é altamente transparente, participando de auditorias externas frequentes.
Binance USD (BUSD)
Também segue o padrão da USDT e USDC, com a proporção de 1:1 e lastreada em dólar.
Além das reservas para sua emissão, esta stablecoin tem por trás a Binance, uma das principais exchanges do mundo.
MakerDAO (DAI)
Lançado em 2014, esta iniciativa é uma das pioneiras quando falamos sobre projetos de finanças descentralizadas no blockchain do Ethereum.
Para criar unidades de DAI, é necessário que você deixe o ETH em um contrato inteligente para uso no protocolo Maker como forma de garantia do valor.
Riscos e vantagens de comprar stablecoins
Entre as principais vantagens de comprar stablecoins está sua praticidade. Ao contrário de comprar dólares em uma casa de câmbio ou outro ativo “estável”, o processo burocrático para aquisição de uma moeda fiat internacional ou até mesmo commodities, via criptomoedas, é muito mais simples.
O armazenamento destas finanças também é facilitado, já que guardar uma barra de ouro implica em muitas outras burocracias, assim como armazenar dólar – que necessita de uma conta internacional para ser guardado.
Entre os riscos, destaca-se a credibilidade e confiabilidade do emissor. Antes de comprar, é necessário conhecer a empresa por trás dessa moeda digital para garantir que suas stablecoins sejam confiáveis.
Como comprar stablecoins?
A negociação de stablecoins pode acontecer através das exchanges e corretoras de criptomoedas, inclusive aqui no Brasil. A FoxBit, por exemplo, oferece a seus clientes a compra e venda de Tether, USD Coin e TrueUSD
Segundo a Receita Federal, inclusive, a criptomoeda estável mais usada pelos brasileiros é a USDT. O volume negociado deste ativo é maior que o bitcoin.
Escolha a Foxbit para fazer seus investimentos em stablecoins e criptomoedas
Agora que você sabe mais sobre stablecoin e suas principais características, faça seu investimento na Foxbit. São muitas opções de stablecoins e criptomoedas para que você possa participar do mercado de ativos digitais, de maneira segura e com confiabilidade.
Você provavelmente já viu aquela música bombar nas rádios, plataformas de streaming, talvez um filme ou série da netflix e, por que não, no tiktok ou instagram, certo? Agora, sabia que você também poderia ter conseguido participar deste mercado e recebido Royalties Musicais?
Pois é… Uma modalidade que vem crescendo muito no Brasil desde 2020, mas já é bastante conhecida no mercado norte-americano, é diversificar carteiras e receber Royalties Musicais.
O que são Royalties Musicais
De acordo com a definição encontrada no site do Senado Brasileiro: “Royalty é uma palavra de origem inglesa que se refere a uma importância cobrada pelo proprietário de uma patente de produto, processo de produção, marca, entre outros, ou pelo autor de uma obra, para permitir seu uso ou comercialização.”
De forma resumida, Royalty é o pagamento sobre o uso ou comercialização de uma patente. E Royalties Musicais é quando isso ocorre sobre patentes de músicas.
Quando um artista produz uma música, ele registra a propriedade daquela música em seu nome (ou em nome de uma agência) e sempre que alguém utilizar aquela música para fins comerciais ou quando a música for ouvida em plataformas de streaming como Spotify ou Youtube, todos aqueles que têm propriedade intelectual integral ou participativa na música, recebem uma parte do valor pago pelos terceiros.
Receber Royalties Musicais
O agente fiscalizador do setor no Brasil é o ECAD e dados fornecidos pelo Escritório mostram que em 2021 foram faturados R$1,08 bilhão em royalties musicais no país. Uma cifra 20% superior ao ano anterior, em 2020.
Para o investidor, essa modalidade de investimento consegue oferecer em média de 15% a 18% de rentabilidade ao ano, sobre o patrimônio investido. Superior, por exemplo, ao rendimento de renda fixa do Tesouro Direto baseado na SELIC, com cerca de 13,75% ao ano, no momento da redação.
O investimento normalmente ocorre com o objetivo de diversificar o portfólio em uma atividade menos correlacionada com o mercado de ações e macroeconomia, o que pode ser muito interessante de um ponto de vista estratégico.
O investidor pode escolher, negociar e comprar os Royalties Musicais diretamente com artistas e agências, ou, como é mais comum, comprar carteiras de músicas montadas por especialistas do setor – investindo em uma gama variada e bem estudada de ativos, para melhorar seu resultado. As carteiras normalmente são compostas por várias músicas de diferentes artistas e gêneros musicais.
A diversificação dentro do investimento de Royalties Musicais é importante, pois existe uma tendência de que as músicas mais novas tenham um ciclo de vida muito curto. Fazendo bastante sucesso em seu lançamento ou caso viralize nas redes sociais ou seja utilizada em uma série ou filme que faça sucesso, mas correndo o risco de entrar no esquecimento em poucos meses ou semanas.
Por exemplo, a música Running Up That Hill, da britânica Kate Bush voltou a bombar recentemente com seu uso em Stranger Things, rendendo cerca de US $2,3 milhões em Royalties Musicais. Imagine ter uma carteira com a Running Up That Hill incluída?
Receba Royalties Musicais através do Foxbit Music Token
A Foxbit está pronta para embarcar nessa tendência e oferecer a mesma oportunidade para cada um de vocês, nossos clientes.
Agora é possível comprar tokens em blockchain que representam diferentes carteiras de músicas e receber os Royalties Musicais referentes a cada uma delas. Para isso é preciso manter o token na carteira da exchange e receber os pagamentos periódicos conforme cada uma das músicas rentabilize no mercado.
O mercado de criptomoedas e blockchain está cada vez olhando mais para o setor de música e de royalties sobre propriedade intelectual. Com uma crescente procura de NFTs ou tokens relacionados, que permitam maior acessibilidade aos investidores que querem diversificar e participar do mercado cultural e artístico.
A volatilidade do mercado cripto muitas vezes pode ser assustadora, principalmente se o seu perfil de investidor for um perfil menos agressivo. Aprender sobre ciclos de mercado, análise fundamentalista e análise técnica para conseguir encontrar os melhores momentos de compra e venda não é uma tarefa fácil e nem todo mundo quer viver o mercado desta maneira. E está tudo bem!
Claro que é possível aumentar os ganhos no curto e médio prazo ao aplicar bem algumas diferentes estratégias, mas também é totalmente possível participar do mercado, investir e conseguir bons resultados no longo prazo de forma mais conservadora e menos ativa.
Para isso, muitos investidores decidem investir através de pequenos aportes mensais, sem muita preocupação em compreender os ciclos e os melhores momentos de entrada e saída gráficos. Essa estratégia é muito conhecida como: fazer Preço Médio, ou fazer Preço Médio em Dólar (DCA – Dollar Cost Average) e falaremos um pouco sobre esta modalidade de investimento neste blog post.
O que é a estratégia de Preço Médio?
A estratégia de preço médio consiste em fazer aportes financeiros recorrentes, em um valor pré-definido, de forma que, caso o preço caia a partir do momento de compra, o investidor não destinou todo seu capital e ainda tem reservas para continuar comprando em preços mais baixos; ao mesmo tempo em que, caso o preço suba, o investidor já garantiu algumas frações do ativo em uma cotação mais baixa.
Assim, ao aplicar a estratégia de preço médio em dólar (ou em real, se preferir manter sua contabilidade na moeda local), o objetivo é analisar seus investimentos a partir do preço médio calculado com uma série de aportes dentro de um certo espaço de tempo.
A maioria acaba realizando o preço médio com aportes mensais, fazendo o investimento imediatamente após receber o salário, pró-labore ou a participação dos lucros de sua empresa. Normalmente com um valor fixo todos os meses, como uma conta fixa qualquer (luz, internet, plano de saúde, etc). O valor só muda caso a situação financeira do investidor mude, no caso de uma queda ou aumento salarial, por exemplo.
Para ilustrar melhor essa estratégia, vamos considerar um cenário hipotético de compras recorrentes através de aportes mensais dentro de uma estratégia de preço médio em real. Para nosso exemplo, o investidor fará aportes mensais de R$1.000 em um ativo fictício chamado XYZ.
Mês 1: XYZ = R$10
Investidor compra 100 XYZ, investindo R$1.000
Preço Médio em Real = R$10 cada XYZ
Mês 2: XYZ = R$5
Investidor compra 200 XYZ
Carteira tem 300 XYZ, com R$2.000 investidos
Preço Médio em Real = R$6,66 cada XYZ, o investidor estaria no prejuízo se decidisse vender agora, mas seu preço médio também está diminuindo e isso será vantajoso quando a situação melhorar.
Mês 3: XYZ = R$10
Investidor compra 100 XYZ
Carteira tem 400 XYZ, com R$3.000 investidos
Preço Médio em Real = R$7,50 cada XYZ
O investidor já conseguiria um lucro de R$2,50 por cada XYZ se vendesse toda sua posição agora.
Mês 4: XYZ = R$20
Investidor compra 50 XYZ
Carteira tem 450 XYZ, com R$4.000 investidos
Preço Médio em Real = R$8,88
Mês 5: XYZ = R$20
Investidor compra 50 XYZ
Carteira tem 500 XYZ, com R$5.000 investidos
Preço Médio em Real = R$10 cada XYZ e o investidor já conseguiria R$10 de lucro por cada XYZ se vendesse sua posição. Além disso, ele ainda consegue maior tolerância para futuras quedas, já que ele continuaria comprando na queda e diminuindo ainda mais seu preço médio.
Faça aportes mensais pré-definidos e consiga bons resultados de longo prazo
Conforme ilustrado no exemplo, a estratégia de construir um preço médio com aportes recorrentes pode ajudar a proteger o investidor no longo prazo. Ela diminui os riscos de investimento, mas também é preciso considerar que ela diminui os retornos esperados, se comparada com estratégias mais agressivas e com maior risco.
A estratégia por si só não é infalível e ainda é preciso que o investidor escolha corretamente um ativo com bons fundamentos de longo prazo para que ela apresente resultados positivos. De nada adianta fazer aportes mensais em uma moeda com péssimos fundamentos que o preço vai cair no longo prazo, ou que ela se tornará irrelevante em algum momento.
É parte do trabalho do investidor estudar os projetos que quer ter em carteira e entender os motivos de porque tê-los em carteira é algo bom.
Que tipo de problemas o projeto por trás do ativo pretende resolver? Qual demanda ele atende? Para que você pode utilizar a moeda que está comprando? Ela é boa para ser utilizada para esse propósito? Quais são os projetos concorrentes? Que valor o ativo traz para seus detentores, usuários e para o ecossistema em que está inserido?
Todas estas são perguntas importantes para se considerar, mas uma vez tendo encontrado algo que faça sentido para você, já é possível definir um valor fixo para os aportes mensais, que não fará falta no curto prazo para suas necessidades financeiras, e começar a construir sua carteira de investimento com preço médio em real, dólar ou outra moeda que se sinta mais confortável para a contabilidade.
Faça o controle e a gestão de todas as suas compras e calcule, como no exemplo, o preço médio de cada ativo financeiro, para saber facilmente se sua posição é lucrativa quando precisar. O preço médio se calcula dividindo o total investido (em real ou dólar) pelo total da moeda que você possui (BTC, ETH ou XYZ, da simulação).
Aqui na Foxbit, você pode encontrar muito material educativo e explicação sobre os diferentes projetos que temos em negociação. Também temos analistas em nossas comunidades e em plataformas parceiras que trabalham para trazer informações valiosas para nossos clientes.
2022 chegou ao fim e um novo ano começa, renovando também as expectativas para os entusiastas do mercado de criptomoedas. E nós separamos 5 criptomoedas promissoras para 2023.
*Esta lista não é uma recomendação de compra ou de investimento, tem apenas o objetivo de servir como um guia para alguns dos muitos projetos que têm apresentado bons fundamentos e que podem valer a pena acompanhar em 2023. É importante lembrar que estamos vivendo um período de recessão econômica global, que afeta diversos setores e moedas.
Para os investidores menos agressivos, o Bitcoin(BTC) continua sendo uma boa reserva de valor para o médio e longo prazo, se comparado com as moedas fiduciárias que sofrem com a inflação e a perda no valor de compra com o tempo.
O Bitcoin é também a rede com maior capitalização de mercado e testada por mais tempo, então deve ser considerado na construção de uma carteira cripto, mas não iremos incluí-lo na lista a seguir, que tem o objetivo de abordar outros projetos que também possuem ótimos fundamentos para os investidores de criptomoedas.
A segunda moeda em capitalização de mercado não poderia ficar de fora do top 5 para acompanhar em 2023. Negociada agora por cerca de R$ 9.528,80 cada unidade.
O Ethereum vem liderando a indústria blockchain no que diz respeito a uso, aplicações, ecossistema e infraestrutura. O que cria ótimos fundamentos relacionados à demanda por seu token nativo, oether (ETH).
Não apenas isso, mas depois da atualização do Merge (ou Fusão) – que transformou o método de consenso da rede em proof-of-stake, ao invés de proof-of-work, reduzindo drasticamente os custos de validação, portanto, reduzindo também a emissão de novas moedas e inflação do supply – o ether passou a ser também uma opção interessante de reserva de valor, com ótimos fundamentosrelacionados à oferta.
Ao considerar que a formação de preço e percepção de valor de um ativo se dá através de uma boa relação de oferta e demanda, o modelo econômico do ETH ganha força e oferece boas perspectivas para 2023.
É preciso atenção no que se refere às limitações de transações coordenadas pela OFAC e já adotadas por alguns validadores, que pode diminuir o valor percebido da rede, que deveria ser resistente à censura.
A atualização Shanghai Fork, prevista para 2023, também pode criar uma pressão de venda no curto prazo, com a possibilidade de os validadores resgatarem seus ETHs em staking.
#2 Polygon (MATIC)
Polygoné um projeto que cresceu muito em pleno bear market, mesmo com queda de preço e menor procura por parte do mercado. Não foi sem motivo que seu token nativo, MATIC, escalou posições no ranking de capitalização e hoje já ocupa a posição de número 10 entre os criptoativos mais valiosos – negociado hoje por cerca de R$4,18 cada unidade.
Polygon nasceu como uma solução de segunda camada, em uma rede totalmente compatível com o Ethereum, que foi criada para solucionar as limitações de escalabilidade da primeira camada, suportando mais transações por segundo, por menores taxas de gás.
Ao ser uma alternativa mais barata para transacionar, muitos Aplicativos Descentralizados (DApps) foram construídos sobre a blockchain da Polygon e muitas empresas voltaram sua atenção para o ecossistema em constante crescimento.
A equipe por trás do projeto também se mostrou muito eficiente e existem boas perspectivas para o MATIC em 2023.
Um ponto de atenção para o investidor é que o contrato inteligente que faz a ponte entre as camadas e possui cerca de US $2 bilhões em ativos dos usuários é controlado por uma carteira multi-assinatura, ainda centralizada na equipe. O que cria uma situação de risco ao ecossistema, caso 5 de 8 chaves privadas caiam nas mãos de uma entidade mal intencionada.
#3 Polkadot (DOT)
É difícil pensar em uma indústria, blockchain com tantas variedades de projetos, redes, camadas e infraestruturas diferentes, sem pensar em uma boa solução de interoperabilidade entre estes tantos projetos.
É desta demanda que surge Polkadot, com a proposta de conectar este ecossistema de uma forma ainda pouco explorada. Já existem bons concorrentes em potencial para a DOT, mas o projeto que hoje ocupa a posição número 12 no ranking por capitalização vem conseguindo conquistar seu espaço no mercado – negociado atualmente por cerca de R$23,54 cada unidade.
Um projeto que ainda era composto majoritariamente por promessas até o fim de 2021 começou a realizar algumas entregas relevantes em 2022 e as promessas passaram a tomar forma, com boas parcerias e novos ecossistemas construídos sobre a rede da Polkadot, considerada por alguns analistas como um projeto de camada zero.
Sua proposta de valor está na conectividade entre os demais ecossistemas de primeira camada desenvolvidos para se tornarem a infraestrutura da Web 3.0. Não apenas isso, mas já existem projetos nativos da DOT, que utilizam o token como combustível e ferramenta de segurança.
#4 Chainlink (LINK)
Ao se falar da construção de uma nova internet, com três ou mais camadas (DOT, ETH e MATIC), ainda é preciso conectar estes dados, transmitidos em blockchains, com o mundo real. E é agora onde entram os oráculos.
Um oráculo é um protocolo criado para coletar, transmitir e armazenar informações de APIs de bancos de dados centralizados, com uma bolsa de valores, um banco, a cotação de um câmbio entre moedas fiat ou até mesmo um placar de futebol. Ele faz então a ponte destes bancos de dados com blockchains descentralizadas, permitindo diversas funcionalidades e aplicações que conectam o mundo real com o mundo digital.
Chainlink foi um projeto que inovou nas soluções de oráculos e cresceu nos últimos anos. Quanto mais aplicações práticas a Web3 permitir, maior acreditamos que será a demanda pela solução oferecida pela LINK, com seu token nativo na 21ª posição por capitalização de mercado – negociado por cerca de R$31,06 cada unidade, no momento da redação.
2023 deve ser um ano chave para a construção de mais aplicativos descentralizados, o que deve criar uma boa oportunidade de crescimento também para oráculos como a Chainlink.
#5 Nano (XNO)
Nano atualmente ocupa a posição #185 no ranking por capitalização de mercado, negociada por cerca de R$3,43 a unidade e relativamente desconhecida na indústria, mas ganhou seu lugar nesta lista por oferecer uma solução simples, para um problema real: pagamentos.
Sem diversas funcionalidades mirabolantes, a proposta da XNO é apenas a de ser um dinheiro descentralizado, eficiente e fácil de usar, para que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa enviar valores financeiros para qualquer outra pessoa em qualquer outro lugar do mundo, com os menores custos e no menor espaço de tempo possível, sem abrir mão da descentralização, segurança e auto-custódia.
A rede da nano utiliza uma tecnologia inovadora, derivada da blockchain, chamada Block Lattice, onde cada conta tem sua própria blockchain e, com isso, ela elimina algumas barreiras de escalabilidade, resultando em um banco de dados descentralizado, leve e de baixa latência.
As transações são totalmente livres de taxas e confirmadas em menos de um segundo, de forma irreversível. Todas as unidades já foram totalmente distribuídas 5 anos atrás, o que também entrega um modelo econômico totalmente livre de inflação monetária e cria uma boa base fundamentalista como reserva de valor – que ainda precisa ser comprovada pelo mercado e com a valorização no decorrer do tempo, o que não foi o caso para XNO nos últimos anos.
O projeto é dirigido pela comunidade e seu ecossistema vem crescendo de forma orgânica.
Ainda está em fases iniciais de desenvolvimento e adoção, o que envolve muitas perguntas sem respostas em experimentação constante, mas acreditamos que vale a pena acompanhar a nano em 2023.
Muitos outros projetos interessantes
A indústria cripto se move em uma velocidade incrível e sempre estão surgindo novos projetos, ou novidades nos projetos antigos. Existe uma centena de outros projetos muito interessantes que solucionam diferentes problemas e com certeza também devem ganhar destaque nos próximos anos.
Concorrentes de cada criptomoeda escolhida para essa lista devem estar no radar de qualquer investidor, como, por exemplo:
Ethereum e Polygon: Cardano (ADA), BNB Chain (BNB), Avalanche (AVAX), Algorand (ALGO), etc.
Polkadot: Cosmos (ATM), Quant (QNT), etc.
Chainlink: UMA (UMA), API3 (API3), etc.
Nano: XRP Network (XRP), Litecoin (LTC), Dash (DASH), etc.
Também devemos ver uma crescente em projetos de Exchanges Descentralizadas (DEX) como Uniswap (UNI), SushiSwap (SUSHI), entre outros.
Como sempre, recomendamos que você faça suas próprias pesquisas e apenas invista naquilo que entende e que faz sentido para você. Tenha clareza nos problemas que você acha que precisam ser resolvidos e tente encontrar as melhores soluções disponíveis no mercado para cada um deles.
Aqui na Foxbit, nós oferecemos a possibilidade de compra e venda de uma grande parte destes criptoativos, para que você possa montar sua carteira com segurança e ter a liquidez necessária para administrar essa carteira.