Halving do Bitcoin: O que é, data e o que esperar?

Halving do Bitcoin: O que é, data e o que esperar?

Halving do Bitcoin é o mecanismo responsável por reduzir a emissão e volume em circulação da criptomoeda BTC, a partir das regras já estabelecidas em seu código original.

Com ciclo aproximado de quatro anos, o evento afeta diretamente a economia do ativo digital, principalmente a atividade dos mineradores.

Estimado para acontecer em abril de 2024, vamos mostrar neste artigo o que é, como funciona, para que serve, os impactos e o que você deve esperar do Halving do Bitcoin.

O que é halving do Bitcoin?

O Halving é o mecanismo responsável por reduzir em 50% a emissão de novos Bitcoins, mitigando os possíveis efeitos inflacionários de um grande volume em circulação da criptomoeda.

Essa geração de BTCs ocorre por meio das recompensas pagas aos mineradores, que analisam constantemente as transações realizadas na blockchain e mantém a segurança da rede.

Leia também: Como funciona a mineração de Bitcoins

Em paralelo com o mercado tradicional, os Bancos Centrais aumentam ou reduzem a emissão de suas moedas fiduciárias conforme necessidade econômica. Já a política monetária do Bitcoin é previsível e impossível de ser alterada, pois está escrita em um código de computador.

Seguindo a analogia, os Bancos Centrais podem imprimir dinheiro infinitamente e no volume que desejarem, se assim quiserem – isso, claro, sem considerar os impactos econômicos que essa atitude pode gerar. Em contrapartida, o Bitcoin tem uma emissão limitada de 21 milhões de Bitcoins. Esta taxa de geração é “fixa”. 6,25 BTCs são emitidos por bloco minerado atualmente.

Após o próximo halving do Bitcoin, esse valor será de 3,125 BTCs, conforme as diretrizes escritas no software.

Quando vai ser o próximo Halving do Bitcoin?

O Halving é um processo acionado a partir de um número exato de blocos mineradores na blockchain. No caso do Bitcoin, esse evento acontece após a inscrição de 210 mil blocos na plataforma.

Neste caso, os exploradores de blockchain podem nos dar uma boa ideia de quando será o próximo halving. O tempo médio atual para a geração de um único bloco na rede do Bitcoin é de 10 minutos, podendo variar de acordo com a dificuldade, quantidade de máquinas operando e poder computacional dos equipamentos.

De acordo com os dados e cálculos disponibilizados pelo portal BitcoinBlockHalf, o halving do Bitcoin deve acontecer em 26 de abril de 2024, às 7h, horário de Brasília – segundo visualização no momento da escrita deste artigo.

Entretanto, esta data pode ser antecipada ou postergada. Tudo isso, por conta da variabilidade presente na atividade de mineração, que pode ver o processo acelerar ou lentificar o processo.

Objetivos do halving

Muito mais do que simplesmente cortar a emissão de novos Bitcoins em 50%, o halving funciona também como controlador de inflação e modulador de recompensa, conforme o projeto avança.

Legenda: Com o aumento do número de blocos minerados e acionamento de novos halvings, a emissão de BTC se torna cada vez menor e lenta.

No início do Bitcoin, a plataforma ainda era muito desconhecida. Por isso, a rede precisava oferecer incentivos maiores aos interessados em participar da mineração e, assim, alavancar a blockchain.

Como já previsto em código, a partir da consolidação e aumento de preços da criptomoeda, o valor da recompensa foi se adequando a um cenário em que, mesmo com uma emissão menor do token, esse montante “pequeno” ainda valeria a pena.

Quantos Bitcoins existem?

Assim como tudo o que acontece na blockchain, a emissão total de Bitcoin está definida, de forma imutável, em 21 milhões de unidades. A partir deste ponto, os mineradores vão receber “apenas” as taxas pagas para a realização de cada transação entre os usuários. Não mais as recompensas por bloco verificado.

92,5% de todo o suprimento de Bitcon já foi minerado, segundo os dados on-chain. Assim, restam a emissão de 1,5 milhão de unidades da criptomoeda.

Fonte: TimeChainStats, em 10/07/2023, às 14h19

Este volume pode parecer muito pouco se comparado ao supply total do ativo. Mas as previsões indicam que o último Bitcoin será gerado entre 2138 e 2140, de acordo com o agregador blockchain TimeChainStats. O halving é o grande responsável por esta “demora”.

Histórico dos halvings do Bitcoin

O tão esperado halving do Bitcoin em 2024 não é novidade para quem acompanha esta tecnologia há algum tempo. Desde seu início, a criptomoeda já registrou outros três eventos deste tipo.

2012 -> 50 BTCs para 25 BTCs

2016 -> 25 BTCs para 12,5 BTCs

2020 -> 12,5 BTCs para 6,25 BTCs

2024 -> 6,25 BTCs para 3,125 BTCs.

Embora esses procedimentos atinjam apenas os mineradores que operam na blockchain, o histórico mostra que os investidores tendem a se beneficiar do processo de deflação da criptomoeda, como veremos a seguir.

Primeiro halving do Bitcoin

O primeiro halving do Bitcoin ocorreu em 28 de novembro de 2012. Este processo foi responsável por reduzir a recompensa inicial de 50 BTCs para 25 unidades.

Este foi, talvez, o evento que gerou maior tensão entre a comunidade, pois havia receio de que o corte pudesse retirar o interesse dos mineradores pela atividade, levando à morte da rede.

Veja também: Como comprar Bitcoin

Entretanto, não só a rede se expandiu, como – coincidentemente ou não – o preço da criptomoeda disparou, exatamente um ano depois.

Fonte: TradingView

A criptomoeda era negociada a US$ 12 no dia do acionamento do halving. Em 28 de novembro de 2013, atingiu o pico de US$ 1.163,00 – uma alta que oscila de 10.400% a 11.200%, segundo dados da plataforma TradingView.

Segundo halving do Bitcoin

Com gatilho ativado em 9 de julho de 2016, o segundo halving cortou de 25 BTCs para 12 BTCs a recompensa aos mineradores.

Mais uma vez, o valor da criptomoeda registrou um avanço considerável nos 12 meses seguintes.

Fonte: TradingView

Neste período, a moeda digital saiu de uma máxima de US$ 682 até atingir os US$ 2.528,00, 365 dias depois. O movimento equivale a uma valorização de 270%. No ciclo todo, o salto de preços chega a 3.140%.

Terceiro halving do Bitcoin

Já o terceiro e “último” halving do Bitcoin, evidentemente, reduziu a emissão da criptomoeda de 12,5 BTCs para os atuais 6,25 BTCs, em 11 de maio de 2020.

Fonte: TradingView

Desta vez, a criptomoeda de referência foi de cerca de US$ 8.000,00 para US$ 59.600,00, com valorização de quase 500%, em 12 meses. Com seu topo em US$ 69 mil, a subida chega a 750%

O que esperar do próximo halving?

Como comentado aqui, o halving é um evento que afeta diretamente os mineradores. Afinal, o corte é na emissão e, consequentemente, recompensa paga pelo trabalho de validação dos blocos na rede.

Leia mais: Guia para investir em criptomoedas

Entretanto, como você pode ver no histórico acima, o impacto deste processo parece reverberar no preço das criptomoedas, atingindo HODLErs, traders e outros investidores deste mercado.

Embora não seja possível determinar que o halving leva ao aumento de preços do Bitcoin como uma “causa e reação”, há uma lógica por trás que eleva a expectativa dos detentores do ativo para uma possível alta de preços.

Com a narrativa de ser o ouro digital, o BTC possui entre suas características uma emissão limitada. O volume do token em circulação no mercado tende a diminuir. Afinal, menos moedas são geradas, conforme os halvings acontecem. A oferta disponível é, então, reduzida, e o ativo se torna ainda mais escasso no mercado.

Desta forma, assim como o ouro tradicional, o Bitcoin se comportaria da mesma forma, como uma moeda universal, funcional, mas cada vez mais rara.

Ao juntar esta perspectiva técnica com o histórico, o momento pré-halving costuma ser um período de acumulação da criptomoeda até que os efeitos do processo de escassez e deflação sejam sentidos pelo mercado.

Mas, como apresentado acima, nenhuma decisão de compra ou venda deve ser pautada apenas por um evento. É preciso um estudo criterioso e assertivo para compreender as possibilidades de avanço ou recuo de preços.

No halving de 2020, por exemplo, o Bitcoin apresentou uma forte correlação com as ações das big techs – empresas de tecnologia. Observamos este mesmo desempenho no halving de 2016. Assim, qual desses dois ou mais eventos foram os responsáveis pela valorização da moeda digital?

Preparado para o halving?

Com menos de um ano para a ativação do próximo halving, os investidores começam a fazer seus movimentos, seja de venda – apostando na queda da criptomoeda – ou de compra – aqueles que esperam a repetição do período prolongado de alta.

Se você pretende comprar Bitcoins até lá, precisa fazer isso em uma exchange confiável, auditada e com o mais alto nível de segurança.

Na Foxbit Exchange, você tem acesso ao BTC e a mais de 80 outras criptomoedas para compra e venda.

João Canhada na CNN: “2017 foi o ano de consolidação do Ethereum”

João Canhada na CNN: “2017 foi o ano de consolidação do Ethereum”

Nosso CEO, João Canhada, deu uma entrevista para a CNN nesta quarta-feira (03/02), comentando sobre a valorização e a consolidação do Ethereum.

Canhada comentou quando o Ethereum teve uma visibilidade maior no mercado e porque isso veio acontecer de novo em 2020:

“Agora tivemos o boom da DeFi (finanças descentralizadas) e a indústria financeira está começando a replicar tudo o que existia no sistema tradicional de forma transparente, pública e digital. Nesse sentido, o ethereum tem tudo para continuar avançando.” 

Bancos Centrais espalhados pelo mundo, estudam criar criptomoedas próprias, que terão que contar com um referencial parecido, se o próprio ethereum não for o escolhido. João Canhada entende que isso pode fazer com que o ethereum e se descole do bitcoin e avance ainda mais.

Quer entender um pouco mais sobre o que o nosso CEO disse sobre a rede Ethereum e como ela pode afetar ainda mais o mercado? Confira a entrevista completa clicando aqui.

Ethereum em minutos: Uma nova geração de Blockchain

Ethereum em minutos: Uma nova geração de Blockchain

Uma nova geração de Blockchain

Ethereum é uma plataforma aberta de blockchain que permite que qualquer pessoa crie e use aplicativos descentralizados. Assim como o Bitcoin, ninguém controla ou é detentor do Ethereum. Trata-se de um projeto de código aberto construído por muitas pessoas ao redor do mundo, mas, ao contrário do protocolo Bitcoin, o Ethereum foi projetado para ser adaptável e flexível.

A tecnologia do blockchain é a base tecnológica do Ethereum. Um blockchain é uma arquitetura de computação distribuída na qual cada nó
(usuários que cooperam com a estrutura, cedendo poder computacional) da rede executa e registra as mesmas transações, que são agrupadas em blocos. Apenas um bloco pode ser adicionado ao blockchain por vez. Cada bloco contém uma prova matemática (hash) responsável por certificar que determinado bloco segue na sequência do bloco anterior.

Desta forma, o “banco de dados distribuído” do blockchain é mantido em segurança e consenso por todos os nós da rede. As interações individuais do usuário com o livro de registro, que são feitas por meio de transações, são garantidas através de uma forte barreira de criptografia. Os nós que mantêm e verificam a rede são incentivados economicamente pela estrutura: cooperar é mais lucrativo do que fraudar.

No caso do Bitcoin, o banco de dados distribuído é concebido como uma tabela de saldos relativos aos endereços existentes. Em outras palavras, trata-se de um livro de registro (débitos e créditos) no qual as transações são efetivamente transferências de bitcoin. Com isso, permite-se a troca de valores financeiros entre usuários sem a necessidade de um intermediário.

Mas como o bitcoin começou a atrair maior atenção de desenvolvedores e tecnólogos, projetos inovadores começaram a usar a rede Bitcoin para fins além da esfera financeira. Muitos destes projetos assumiram a forma de “altcoins”, ou seja, criptomoedas alternativas que possuem, às vezes, seu blockchain próprio. O objetivo de muitos deles é trazer soluções para outros mercados, da mesma forma que o bitcoin trouxe para o sistema financeiro.

No final de 2013, o inventor do Ethereum, Vitalik Buterin, propôs um novo blockchain com a capacidade de ser programado para executar qualquer computação arbitrariamente complexa.

Ethereum Virtual Machine

O Ethereum é um blockchain programável. Em vez de dar aos usuários um conjunto de operações pré-definidas, como por exemplo transações com bitcoin, o Ethereum permite aos indivíduos criarem suas próprias operações com qualquer complexidade que assim desejem. Desta forma, o Ethereum serve como uma plataforma destinada à criação de diferentes aplicações descentralizadas em seu blockchain, incluindo, mas não limitando-se, às criptomoedas.

O Ethereum, no sentido estrito, refere-se a um conjunto de protocolos que define uma plataforma para contratos inteligentes e aplicações descentralizadas. Em seu cérebro está a Máquina Virtual Ethereum (Ethereum Virtual Machine – EVM), que pode ser entendida como um “super computador” capaz de executar códigos de complexidade algorítmica arbitrária.

Em termos de ciência da computação, o Ethereum é considerado “Turing completo”. Na teoria de computadores reais e virtuais, linguagens de programação e outros sistemas lógicos, um sistema “Turing completo” é aquele que tem um poder computacional equivalente à máquina de Turing universal. Em outras palavras, o sistema e a máquina universal de Turing podem emular um ao outro. Mesmo que seja fisicamente impossível para essas máquinas existirem porque requerem armazenamento ilimitado e probabilidade de falha nula, de uma maneira coloquial, a integridade de Turing é atribuída a máquinas físicas ou linguagens de programação que poderiam ser universais se tivessem armazenamento infinito e fossem absolutamente confiáveis.

Com o Ethereum, os desenvolvedores podem criar aplicativos descentralizados, popularmente conhecidos como Dapps, que funcionam na EVM usando linguagens de programação já existentes, como JavaScript e Python. Como qualquer blockchain, o Ethereum também inclui um protocolo de rede ponto a ponto (peer-to-peer). O banco de dados do blockchain do Ethereum é mantido e atualizado por muitos nós conectados à rede. Cada nó da rede executa a EVM e processa as mesmas instruções. Por este motivo, o Ethereum às vezes é descrito como um “computador mundial”.

Esta paralelização maciça da computação em toda a rede Ethereum não é feita para tornar a computação mais eficiente. Na verdade, esse processo torna a computação do Ethereum muito mais lenta e mais cara do que em um “computador” tradicional. Isso porque cada nó Ethereum executa a EVM para manter o consenso em todo blockchain, gerando um grande gasto de energia e poder computacional para manter a estrutura funcionando. Por outro lado, o consenso descentralizado oferece ao Ethereum níveis extremos de tolerância a falhas, garante tempo de inatividade zero e torna os dados armazenados no blockchain inalteráveis e resistentes à censura.

A plataforma Ethereum em si é desprovida de qualquer propriedade nativa e é agnóstica de valores. Semelhante às linguagens de programação, cabe aos empreendedores e desenvolvedores decidirem para quê a plataforma deve ser utilizada. No entanto, é claro que certos tipos de aplicativos tiram maior proveito das capacidades do Ethereum do que outros.

Especificamente, o Ethereum é adequado para aplicações que automatizam a interação direta entre pares ou facilitam a ação coordenada de um grupo em uma rede. Por exemplo, aplicativos para coordenação de mercados ponto-a-ponto ou a automação de contratos financeiros complexos.

O Bitcoin permite que os indivíduos troquem dinheiro sem envolver intermediários como instituições financeiras, bancos ou governos. O impacto do Ethereum pode ser mais abrangente. Em teoria, as interações financeiras ou negociações de qualquer complexidade podem ser realizadas de forma automática e confiável usando o código que está sendo executado no Ethereum. Além das aplicações financeiras, todos os ambientes em que a confiança, a segurança e a imutabilidade são importantes – por exemplo, registros de ativos, votação, governança e internet das coisas (IoT) – podem ser impactados positivamente pela plataforma Ethereum.

Como o Ethereum funciona?

O Ethereum incorpora muitos recursos e tecnologias que são familiares aos usuários do Bitcoin. Além disso, ele introduz muitas modificações e inovações próprias. Enquanto o blockchain do Bitcoin é puramente uma lista de transações, a unidade básica do Ethereum é a conta. O blockchain do Ethereum rastreia o estado de cada conta e todas as transições de estado são transferências de valor e informações entre as contas.

Existem dois tipos de contas:

  1. Conta de Propriedade Externa (Externally Owned Account – EOA), que são controladas por chaves privadas;
  2. Conta de Contrato, que são controladas pelo código do contrato e só podem ser “ativadas” por um EOA.

Para a maioria dos usuários, a diferença básica entre estes é que os usuários humanos controlam as EOAs – pois, afinal, apenas eles podem controlar as chaves privadas que dão controle sobre um EOA. As contas de contratos, por outro lado, são regidas pelo seu código interno. Se eles são “controlados” por um usuário humano, é porque eles são programados para serem controlados por um EOA com um determinado endereço, que por sua vez é controlado por quem possui as chaves privadas que controlam esse EOA. O termo popular “contratos inteligentes” (smart contracts) refere-se ao código em uma Conta de Contrato e são programas que são executados quando uma transação é enviada para essa conta. Os usuários podem criar novos contratos implantando o código no blockchain.

As Contas de Contrato apenas executam uma operação quando instruído por um EOA. Portanto, não é possível que uma Conta de contrato esteja executando operações nativas, como geração de números aleatórios ou chamadas de API (Application Programming Interface, ou Interface de Aplicação de Programação). Ela poderia fazer essas coisas somente se fosse solicitado por um EOA. Isso ocorre porque o Ethereum exige que os nós (computadores) possam concordar com o resultado da computação, o que exige uma garantia de execução estritamente determinista.

Como no Bitcoin, os usuários devem pagar pequenas taxas de transação para a rede. Isso protege o blockchain do Ethereum de tarefas computacionais frívolas ou mal-intencionadas, como ataques DDoS (ataques de negação de serviço) ou loops infinitos. O remetente de uma transação deve pagar por cada etapa do “programa” que eles ativaram, incluindo computação e armazenamento de memória. Essas taxas são pagas em quantidades equivalentes do token nativo do Ethereum, denominado Ether (ETH).

Essas taxas de transação são coletadas pelos nós que validam a rede. Mineradores nada mais são do que Nós da rede Ethereum que recebem, propagam, verificam e executam transações. Eles agrupam as transações em blocos, que incluem atualizações do “estado” das contas no blockchain do Ethereum. Como prova por seu trabalho (proof of work/PoW), os mineradores são recompensados com ether por cada bloco de sucesso que eles mineram. Isso fornece o incentivo econômico para as pessoas dedicarem hardware e eletricidade à rede do Ethereum.

Assim como na rede do Bitcoin, os mineradores são encarregados de resolver um problema matemático complexo para poder minerar com sucesso um bloco. O primeiro a resolver o problema recebe a recompensa pelo novo bloco gerado, além das taxas pagas em cada transação do bloco. Para desencorajar a centralização devido ao uso de hardware especializado (por exemplo, Application Specific Integrated Circuits (ASIC), ou seja, circuitos integrados de aplicação específica), como ocorreu na rede do Bitcoin, o Ethereum escolheu um problema computacional de memória. Se o problema requer memória e CPU, o hardware ideal é de fato um computador geral (GPU). Isso torna a prova de trabalho do Ethereum resistente à ASIC, permitindo uma distribuição de segurança mais descentralizada do que em blockchains cuja mineração é dominada por hardware especializado, como o Bitcoin.

Afinal, o que é NFT?

Afinal, o que é NFT?

A sigla NFT significa “non-fungible token”, ou seja, “token não fungível”. Mas qual o impacto dos NFTs no mundo dos investimentos? Leia e entenda!

Uma alternativa às criptomoedas

O “bambambam” das criptomoedas, o Bitcoin, segue a derrocada de 2021 e vem tendo um ano difícil. Desde o início de 2022, teve queda de 6,9%, como vocês leitores já devem estar cientes.

Todavia, surge no horizonte uma alternativa de investimento no mundo cripto: os tokens não-fungíveis, ou NFTs.

Com investidores, corporações, instituições governamentais e até mesmo celebridades acumulando tokens digitais, o valor total das NFTs saltou de US$ 100 milhões em 2020 para US$ 41 bilhões em 2021, de acordo com o Business Insider.

Se você já pesquisou sobre NFTs e sua relação com as criptomoedas, provavelmente já ouviu falar sobre o Bored Ape Yacht Club (BAYC) , a coleção de NFT mais cara do mundo, com imagens únicas de um macaco com diversas personalidades e estilos. Neymar, Eminem e mais recentemente o astro pop Justin Bieber são apenas alguns dos nomes que compraram tokens do BAYC.

Mas nada disso responde a pergunta…

O que é NFT?

Na tradução literal: NFTs são tokens não fungíveis. Fungibilidade refere-se a ativos do mesmo tipo que podem ser negociados de forma intercambiável entre si. Bitcoins, por exemplo, são fungíveis. Os usuários podem trocar um Bitcoin por outro igual, de exato mesmo valor. 

Por não serem fungíveis, cada token é único e não pode ser replicado. Devido a essa característica distinta, os NFTs são representados como tokens na blockchain, representando uma propriedade digital. Este registro de propriedade não pode ser alterado, pois sua existência é marcada no blockchain, como uma impressão digital.

“NFTs são pedaços de informação na blockchain e representadas em um formato interativo com representação visual”, diz Nick Donaraski, fundador da ORE System. Para direitos de propriedade, se você comprar uma NFT antecipadamente, esse ativo será limitado e estará disponível apenas para você, como legítimo proprietário. Essa escassez, diz Donaraski, é o que permite que o valor do NFT cresça ao longo do tempo.

Gerenciar NFTs é muito semelhante a gerenciar criptomoedas: pode ser feito de qualquer lugar, através do seu smartphone. Porém, isso pode deixar seus tokens expostos a golpes ou hackers.

Dito isso, um dos aspectos mais importantes do gerenciamento de NFTs é manter seus tokens seguros. Semelhante às criptomoedas, os NFTs são mantidos em carteiras digitais. Dentro da carteira, há um link exclusivo que permite que o conteúdo seja exibido ou transacionado. Você pode levar um NFT de um mercado para outro, desde que eles estejam na mesma blockchain e suportem esse tipo de NFT.

Armazenar ou acessar NFTs pode ser feito por meio de uma carteira digital ou de hardware. Este é o local onde os usuários podem manter, receber e comprar NFTs. Carteiras digitais ou online são protegidas por uma senha longa ou frase inicial. Esta é uma chave privada que será sempre requisitada para autorizar transações. 

Ou seja, até então, nada de muito diferente do que você, investidor de criptomoedas, já está acostumado.

Ok, mas o que os tokens, ou NFTs, têm de especial em relação às criptomoedas? Além da não-fungibilidade, é claro.

Que bom que você perguntou!

NFTs & Arte

NFTs representam um ativo físico e digital. Isso pode ser qualquer coisa, desde direitos intelectuais a um título de propriedade. Os NFTs vêm se expandindo no mundo dos jogos, varejo, imóveis, esportes e diversas outras áreas – muitas das quais ainda pouco exploradas. À medida que a utilidade dos NFTs se expande, cresce o seu valor agregado.

E em qual mercado os NFTs mais têm valor agregado atualmente?

Por ora, definitivamente o mercado de arte digital. Artistas independentes já estão inseridos nesse mercado altamente lucrativo, negociando suas produções por valores milionários, como é o caso de Lana Denina, uma pintora canadense que já vendeu mais de US$ 300 mil em NFTs. Há pouco menos de um ano, ela sequer sabia o que era uma blockchain.

Os NFTs são únicos devido à sua propriedade verificada, que não pode ser replicada ou manipulada. Seguindo a lógica, quando um item é limitado, torna-se mais valioso. O mercado de NFTs, assim como o de criptomoedas, é especulativo, mas seu valor agregado já é uma realidade. 

Com a chegada do metaverso, a tendência é que os NFTs, artísticos ou não, sejam cada vez mais e mais valorizados.

Compra e venda de NFTs como investimento

O princípio tradicional de investir você já sabe: comprar na baixa e vender na alta. Isso também se aplica aos NFTs. 

No entanto, tokens não são como uma ação ou um título o qual você tem ciência do valor intrínseco desse investimento. Eles têm um valor de mercado impulsionado pelo que a comunidade de criptomoedas está disposta a pagar por eles naquele momento.

Dito isso, Daniel Strachman, investidor com experiência de mais de 20 anos em Wall Street afirma que é preciso ter cautela no investimento em tokens. Ele afirma que os NFTs são ativos de risco semelhantes a prata, ouro ou arte. 

“Quando as pessoas compram arte como investimento, é uma parte não líquida de seu portfólio”, afirmou Strachman. Isso também pode ser definido como alocação de commodities, porém, não há qualquer relação dos NFTs com qualquer outro mercado de commodities por aí. É algo absolutamente novo e inexplorado até então.

Em quais NFTs devo investir?

Suas metas individuais de investimento de longo prazo devem determinar o tipo de NFTs que você deseja analisar. Primeiramente, é necessário buscar NFTs que se alinhem com o crescimento do seu portfólio de investimentos.

Assim como no caso das criptomoedas, alguns NFTs podem oferecer aos investidores maiores oportunidades de crescimento rápido, dependendo de suas aplicações. NFTs com utilidade no “mundo real”, como contratos imobiliários, são considerados investimentos de longo-prazo. 

Para o seu investimento em NFTs ser legítimo, você precisa, primeiramente, compreender a utilidade daquele token. Portanto, de nada adianta sair comprando sem refletir a respeito da função e potencial de crescimento do seu investimento. 

Ele terá qual utilidade no futuro? Quais suas aplicações? Houve interesse prévio neste item? O artista em questão tem mais obras relevantes? Quais?

Prepare a carteira de ETH, mas antes…

Pesquise. Pesquise muito! Tente encontrar relação de seus atuais investimentos e/ou linha de trabalho e o mercado de NFTs. Ele já é imenso – mas seu potencial é infinito. 

O metaverso está cada vez mais próximo e, com ele, surge um universo de possibilidades.

Gostaria de saber mais sobre NFTs?

Acesse nossa Central de Ajuda ou fale com a gente.

Acreditamos que criptoativos são para todo mundo, e estamos aqui para simplificar.

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Ouro x Bitcoin

Ouro x Bitcoin

As pessoas estão cada vez mais comparando o ouro x bitcoin pensando muito em reserva de valor, porém, não sabem ao certo quais as diferenças entre os dois ativos. Para facilitar sua vida, fizemos uma comparação entre eles com parâmetros geralmente utilizados por investidores. Então, se você está em dúvida entre eles, leia com atenção para pensar com mais clareza e tomar uma boa decisão. 

Antes de mais nada.. 

O que é reserva de valor? 

É algo que as pessoas usam para “transferir” poder aquisitivo do presente para o futuro. É importante que esse ativo não perca seu poder de compra, tem que manter o valor ao longo do tempo. Pois em momentos de crise é para a reserva de valor que as pessoas “correm”. Geralmente são ativos com escassez que servem para esse tipo de reserva, como o ouro, por exemplo, e agora as pessoas estão considerando o bitcoin também, devido ser um criptoativo que segue essas características. 

Vamos para as diferenças e semelhanças entre os ativos: 

Liquidez

Ouro

No mercado americano, os investidores podem aplicar em ouro por meio do mercado futuro. Entretanto, no Brasil esse investimento continua atrelado à disponibilidade do ouro em seu estado físico, o que prejudica a liquidez.

Para a maioria das pessoas, continua inviável armazenar grandes quantidades de ouro em estado físico ou até mesmo fazer a troca do metal com facilidade no dia a dia.

Bitcoin

No momento, a liquidez do bitcoin em relação ao ouro ainda não é tão vantajosa, simplesmente por ainda não ser utilizado de forma tão ampla ao redor do mundo. Porém isso está mudando de forma rápida. Cada vez mais estabelecimentos aceitam pagamentos com a criptomoeda. Este site mostra os estabelecimentos ao redor do mundo que aceitam pagamento em bitcoin. 

Além disso, se pararmos para analisar, a grande maioria das transações monetárias no planeta já são feitas de maneira totalmente eletrônica, sem utilizar trocas de metais ou papel-moeda. Com isso, a tendência é que o uso de bitcoin cresça ainda mais devido à sua natureza, à sua praticidade e ao baixo custo por transação.

Estabilidade da cotação

Ouro

Ao longo da história, o ouro tem se mostrado um ativo relativamente estável, especialmente quando comparado às criptomoedas. Por esse motivo, muitos investidores recorrem ao ouro em momentos de incerteza econômica. Por exemplo, logo após a eleição de Donald Trump nos EUA, a procura por ouro subiu bastante.

Bitcoin

O preço do bitcoin ainda tem uma alta volatilidade, porém já mostramos em outros textos nossos que há uma vantagem nisso. Por exemplo, para os investidores, essa alta volatilidade pode ser muito boa para venda e compra do ativo, dependendo dos objetivos de investimento. Por exemplo, para especuladores que pretendem comprar na baixa e vender na alta, é um ponto atrativo.

Como investir em bitcoin e ouro

Ouro

É possível investir em ouro por meio de instituições financeiras credenciadas. Você pode adquirir o metal na BM&FBovespa, desde que se cadastre em uma corretora de valores que opere na Bolsa. 

Você também pode comprar ouro físico (em barra) em empresas autorizadas como a Parmetal e bancos como o Banco do Brasil. 

Bitcoin

Caso você tenha interesse em adquirir bitcoin, pode conseguir facilmente em nossa plataforma Foxbit. A Foxbit é uma das maiores corretora de bitcoins do Brasil e realiza a intermediação de compra e venda de bitcoins desde dezembro de 2014, fornecendo a segurança de que a transação seja realizada com sucesso e as duas partes recebam o acordado.

Sempre falamos da importância da diversificação de ativos em sua carteira de investimentos. Então não necessariamente você precisa escolher um ou outro, para uma maior diversificação você pode escolher os dois, como forma de um complementar o outro.

E então, já tomou sua decisão? Muita gente acredita que o ouro continuará sendo um investimento confiável durante muito tempo. Por outro lado, com a popularização do bitcoin, cada vez mais pessoas estão acreditando nesse ativo. Seja qual for sua escolha, não deixe de continuar se informando sobre o assunto.

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