set 29, 2017 | Bitcoin
Os bitcoins estão disponíveis em uma rede — a primeira de pagamentos, descentralizada, de ponto a ponto — em que quem usa é quem gerencia o sistema. Se não há intermediador nem uma autoridade central, quem os controla e como eles são criados?
A forma de dinheiro que controla sua criação e transações por meio de criptografia foi publicada em 2009 por um desconhecido chamado Satoshi Nakamoto. Além de seu nome, não se sabe muito sobre o inventor do bitcoin. Ele deixou o projeto no final de 2010, embora ele tenha criado um sistema sem igual para o mundo.
Mineração: como os bitcoins são criados
A BTC não é uma moeda a ser impressa como o Real ou o Dólar, ela é minerada. A mineração se define como o processo que envolve adicionar registros de transação — blocos — ao Blockchain, livro razão público de bitcoins. Essa cadeia de bloco tem (e terá) registrada cada transação realizada que utiliza a criptomoeda. Essa informação pode ser acessada por qualquer pessoa, de forma pública.
Os mineradores formam os blocos ao agruparem transações que ficam propagadas na rede e, assim que finalizam, calculam um número que representa a informação, chamado de hash. Ele é gerado a partir de uma fórmula matemática complexa preestabelecida.
Vejamos o CPF como comparativo: o sistema do governo calcula, geralmente entre 11 e 15 números, um representativo para um indivíduo. A rede Bitcoin utiliza 64 dígitos e, entre eles, existem números de 0 a 9 e letras de A a F, tornando hash uma sequência hexadecimal. Então basta calcular o hash e podemos inserir dados na Blockchain? Não!
Embora seja facilmente criado, ainda existe o protocolo BitCoin que torna a inserção na corrente bem difícil, utilizando a “prova de trabalho”. O próximo passo é encontrar o “nonce”, mais um pedacinho de código. Calculam-se repetidos hashs, dentro do bloco, alterando somente essa parte até encontrar o verdadeiro nonce. Somente agora poderíamos dizer que o bloco foi calculado e integrado à cadeia. É por meio de tudo isso que são criados os bitcoins!
O sistema provém recompensa e controle
Satoshi criou o sistema da Rede BitCoin pensando muito à frente. O código é programado para fornecer um montante aos mineradores que inserirem blocos à corrente a cada 10 minutos, fazer um “corte” no valor provido a cada 4 anos, ou quando encontrado o bloco de número múltiplo a 210 mil, e não ultrapassar o valor total circulante de 21 milhões de BTC.
Em 2009, quando lançado, aqueles que mineravam os blocos recebiam 50 bitcoins por bloco inserido. Passados alguns anos, em 2012, ocorreu o primeiro halving, passando a recompensa para 25 e, no ano de 2016, para 12,5 bitcoins.
O halving é um mecanismo desenhado para controlar a criação e a inflação da moeda, e, como o nome diz, divide na metade o montante. Em 2016, antes da data do terceiro corte, o prêmio de 25 bitcoins equivalia a algo em torno de 16 mil dólares!
E, já que não há tantos milionários assim no mundo, podemos concluir que todos os prêmios distribuídos foram compartilhados proporcionalmente à prova de trabalho. Um minerador pode ter ganhado 0,0001 bitcoin como recompensa.
A segurança das bitcoins
A rede é gigantesca e possui milhares de mineradores espalhados pelo mundo. Você viu o quanto é complicada a mineração e ainda existem alguns fatores que colaboram mais à segurança dos bitcoins, como o fato de que, para que não haja criação de blocos falsos na Blockchain, os mineradores devem mencionar o hash do bloco anterior.
Mesmo se quiserem tirar proveito e montarem um super computador — o protocolo sempre medirá 10 minutos do tempo, não importa a potência da(s) máquina(s) — para minerar mais do que o resto do mundo, seriam necessários 40 mil unidades do melhor computador do mundo de 2015, o Thiane-2, para alcançar metade da recompensa total de um bloco!
Agora que sabe como os bitcoins são criados, você aprendeu um pouco mais sobre a criptomoeda mais usada no mundo? A compra deixou de ser um sonho para se tornar uma realidade em breve? Assine nossa newsletter para manter-se com a informação em dia!
set 28, 2017 | Bitcoin
No ano de 2008, o Bitcoin surgiu para revolucionar o sistema financeiro mundial. Isso porque a criptomoeda dispensa a atuação de intermediários nas transações entre seus usuários e, assim, busca romper a dependência dos investidores do mundo com entidades governamentais e corporações financeiras.
No entanto, mesmo após nove anos de lançamento dessa nova tecnologia, ela ainda gera certo estranhamento para algumas pessoas.
Pensando nisso, preparamos o post de hoje com o objetivo de desmistificar um importante conceito relacionado ao universo dos Bitcoins: os Satoshis.
Quem os inventou e algumas curiosidades sobre o que se sabe de seu idealizador, você lê a seguir!
O QUE SÃO SATOSHIS?
Um Satoshi é a menor fração ou parte de um Bitcoin. Para entender melhor esse conceito, pode-se fazer uma analogia com o real — 100 centavos equivalem a 1 real, ou seja, 1 centavo é a menor fração da moeda brasileira.
O mesmo ocorre com os Bitcoins, a grande diferença é que a criptomoeda é fracionada em muito mais vezes do que as moedas convencionais, como o real e o dólar.
A correspondência entre Bitcoins e Satoshis funciona da seguinte forma:
1 Bitcoin = 100 milhões de Satoshis;
0,5 Bitcoin = 50 milhões de Satoshis;
0,25 Bitcoin = 25 milhões de Satoshis.
Os Satoshis permitem que os usuários e investidores de Bitcoins não precisem, de fato, possuir um Bitcoin inteiro (1.0) para fazer uso do dinheiro digital — é possível ter frações da moeda e, mesmo assim, pagar por serviços e realizar transações com outros usuários.
QUEM FOI O CRIADOR DOS SATOSHIS?
Os Satoshis foram criados em homenagem ao programador de pseudônimo Satoshi Nakamoto , idealizador do Bitcoin, pelo usuário “ribuck” do fórum Bitcointalk no ano de 2011. Há muita especulação se o idealizador dos Bitcoins é mesmo uma pessoa física ou um grupo empresarial.
Nakamoto apresentou o conceito de Bitcoin em um grupo de discussões conhecido como The Cryptography Mailing. No ano de 2009, foi criada a rede do Bitcoin.
Devido ao sucesso do Bitcoin, iniciou-se uma verdadeira caça à identidade de Satoshi Nakamoto.
Jornalistas, profissionais de Tecnologia da Informação e criptógrafos chegaram a levantar diversas hipóteses de quem seria o programador da criptomoeda. Entretanto, não houve a confirmação de nenhuma delas.
O caso de maior repercussão midiática se deu em 2014 quando a revista Newsweek publicou uma edição garantindo ter encontrado Nakamoto. O pai dos Bitcoins seria o japonês Dorian Satoshi Nakamoto, morador de um subúrbio de Los Angeles. Porém, segundo os jornalistas, o homem teria negado qualquer envolvimento com a tecnologia.
Em março de 2016, o cientista australiano Craig Steven Wright admitiu ser o verdadeiro criador dos Bitcoins. Na ocasião, o pesquisador alegou ter revelado o mistério para proteger pessoas próximas e colocar fim às especulações. Entretanto, até a presente data Wright não conseguiu provar ser Nakamoto.
PRINCIPAIS RISCOS DO INVESTIMENTO EM SATOSHIS
De forma prática, Satoshis como são partes de Bitcoin, apresentam os mesmos riscos que as unidades completas da criptomoeda.
Por isso é importante tomar alguns cuidados quando for comprar e vender Satoshis. Confira abaixo:
SITES MAL-INTENCIONADOS
Como uma fração de um Bitcoin, os Satoshi seguem as mesmas regras. Assim, não é possível reverter transações com Satoshi.
Essa é uma característica do sistema blockchain, nele todas as operações são registradas em blocos interligados de informação. Permitir estornos ou mesmo manter um registro direto dessas operações tornaria o sistema vulnerável.
Para tentar evitar essas questões, foi determinado pelos desenvolvedores do blockchain que é impossível reverter uma operação que tenha sido concluída. Pode parecer um tanto drástica, mas essa medida foi fundamental para a segurança do sistema.
Até hoje não há registro de fraudes envolvendo Satoshis (ou Bitcoins) diretamente no blockchain.
LIMITAÇÕES DOS SATOSHIS
Trabalhar com frações de Bitcoins impõe algumas restrições. A primeira é relativa ao controle que um usuário que possua grande parte da gestão da mineração da moeda pode exercer.
A segunda limitação bastante evidente está relacionada com a liberdade da moeda. Em alguns países, há tentativa de controle estatal sobre as criptomoedas.
IDEAL É DIVERSIFICAR A CARTEIRA
Assim como qualquer investimento, a dica mais valiosa é não deixar todos os seus ovos em apenas uma cesta.
Por isso, não deixe toda a sua carteira investida apenas em Satoshis. O mundo das criptomoedas oferece a oportunidade de investir em diversas frações de criptomoedas ao mesmo tempo.
Com essa flexibilidade, é possível lucrar com diferentes ativos, explorar oportunidades e se proteger de perdas extensivas caso ocorram depressões no mercado. Acredite, elas irão acontecer!
POR QUE COMEÇAR A INVESTIR EM BITCOINS PELOS SATOSHIS?
Os Satoshis são uma forma perfeita de entrar no mercado dos Bitcoins e habituar-se a esse meio sem precisar investir grandes quantidades de capital.
No caso, é possível começar a comprar as primeiras frações do Satoshi por apenas R$20,00.
3 CURIOSIDADES SOBRE SATOSHI NAKAMOTO
Confira algumas curiosidades sobre o idealizador dos Satoshis!
1. FORTUNA AVALIADA EM MAIS DE 2 BILHÕES DE DÓLARES
De acordo com Sergio Lerner, autoridade em criptografia, Satoshi Nakamoto teria acumulado uma fortuna de cerca de 1 milhão de Bitcoins nos primeiros meses da rede de dinheiro virtual. Se considerarmos o valor de U $2.223 que a unidade de Bitcoin chegou no início de 2017, Nakamoto teria uma fortuna avaliada em mais de 2 bilhões de dólares.
2. NÃO SE SABE QUEM É SATOSHI NAKAMOTO
Até o momento existem algumas teorias sobre a identidade de Nakamoto, mas nenhuma foi confirmada. Esse enigma é um dos maiores desafios da era digital e o assunto gera tanta curiosidade que alguns livros já foram escritos sobre o assunto.
The Hunt for Satoshi Nakamoto (A Caçada a Satoshi Nakamoto) de Alex Preukschat e Digital Gold, escrito pelo jornalista do New York Times Nathaniel Popper são alguns exemplos.
3. SIGNIFICADO DO NOME SATOSHI NAKAMOTO
Coincidência ou não, o nome Satoshi Nakamoto é bastante sugestivo. “Satoshi” significa “pensamento claro, inteligência rápida, sábio”. “Naka” pode significar “médio, interior ou relacionamento”. “Moto” pode significar “origem”, ou “base”.
Gostou do nosso conteúdo sobre a tecnologia revolucionária dos Satoshis? Está querendo negociar alguns? Então, abra já sua conta na Foxbit, plataforma digital que realiza a intermediação de compra e venda de Bitcoins e mais de 50 criptoativos com segurança e facilidade!
set 27, 2017 | Bitcoin
O bitcoin está revolucionando a maneira como empresas e investidores lidam com as suas aplicações. A criptomoeda mudou a forma como transações são realizadas e criou novos paradigmas de segurança digital.
Uma das bases da confiabilidade dessa moeda é o uso da função hash. Saiba mais sobre ela e a sua relação com o bitcoin no nosso post de hoje!
O que é a função hash?
A função hash é um algoritmo utilizado pelo protocolo do bitcoin para transformar um grande número de informações em uma sequência numérica hexadecimal de tamanho fixo. No caso da criptomoeda, cada hash é criado com o auxílio de um algoritmo duplo-SHA-256, que cria um número randômico de 512 bits (ou 64 bytes).
Qual é a importância da função hash para o Bitcoin?
Uma das característica que tornaram o bitcoin famoso é o fato de ser possível conseguir moedas apenas “emprestando” o processamento do computador para auxiliar o protocolo a executar as transações, uma atividade chamada de mineração. Ele é responsável por criar hashs que validam cada operação e, por isso, recebe bitcoins como recompensa.
Sempre que pessoas enviam e recebem valores em bitcoin, o registro básico da operação é adicionado a uma base pública, chamada de blockchain. Também chamado de cadeia de blocos, esse banco de dados público armazena os valores de todas as transações feitas por meio do protocolo bitcoin.
Uma vez que o valor tenha sido enviado, o computador do minerador entra em ação. Ele pega um bloco de dados e o transforma em uma sequência hexadecimal compatível com o blockchain, em um processo que pode demorar horas, dependendo do poder de processamento da máquina.
O motivo está na complexidade da operação. Para que o hash seja aceito pelo blockchain, o computador deve gerar um valor que tenha os primeiros 17 algarismos compostos pelo número zero. Isso acontece apenas em um de 1,4×1020 operações de criação de hashes.
Esse também é o ponto que torna o bitcoin tão seguro. Cada bloco recebe um hash baseado no bloco anterior. Portanto, se alguém modificar um bloco já adicionado ao blockchain para criar uma transação falsa, o hash dele será modificado.
Como cada bloco é feito a partir de informações do bloco anterior, uma modificação na blockchain afetaria toda a cadeia. Isso amplia a capacidade dos usuários de identificarem fraudes e manterem o sistema livre de falhas.
Vale a pena minerar?
Sempre que um minerador consegue encontrar um hash válido, ele recebe um prêmio de 12,5 bitcoins. Mas, para impedir que hashs compatíveis sejam feitos em larga escala (aumentando rapidamente o número de moedas em circulação e diminuindo o valor do bitcoin a longo prazo), a função hash foi programada para tornar a busca por hashs compatíveis mais difícil, por meio de um processo chamado “proof of work” (prova de trabalho, em português).
O blockchain só aceita hashs novos. E como cada hash deve ter um número certo de zeros nos primeiros algarismos, a criação demandará mais tempo: não há como programar a função hash para criar chaves de acordo com a preferência do usuário e os dados estão sempre sendo modificados.
Cada tentativa consome poder de processamento, energia e, consequentemente dinheiro. Minerar bitcoins tornou-se um processo cada vez mais complexo e demorado e que, em muitos casos, não vale a pena.
Hoje, já existem empresas responsáveis pela manutenção de grandes “fazendas” de mineração. Elas aproveitam-se de um local com energia barata e dispositivos de alta capacidade de processamento para acelerar o processo de mineração e, assim, conseguir obter bitcoins em uma velocidade muito maior do que a de um usuário comum.
Nesse sentido, uma boa alternativa é utilizar plataformas de negociação para investir no bitcoin. Elas fornecem um meio seguro para trabalhar com a moeda e atingir bons lucros a médio e longo prazo, protegendo o investidor de variações no valor do bitcoin e reduzindo o custo operacional da atividade.
E aí, gostou deste post e quer receber outras dicas de investimento em bitcoin? Então assine já a nossa newsletter!
set 27, 2017 | Investimento
Nos últimos anos, a tecnologia se tornou uma importante aliada para o setor bancário. Além do internet banking ou do menu altamente interativo e inteligente que promete resolver tudo em apenas um clique, a inovação que tem chamado a atenção é o bitcoin. Aos poucos, essa solução tem caído nas graças dos investidores e dos bancos em geral, já que além de inovador, é bastante vantajoso. Quer entender mais qual é a relação entre o bitcoin e as empresas financeiras? Continue lendo este artigo!
Como o bitcoin impacta no dia a dia das empresas?
Muito conhecido nas transações online, o bitcoin nada mais é do que dinheiro digital. Como um equivalente geral de produtos e serviços, funciona assim como o dólar americano, o yuan, o real e o peso.
O modelo começou a chamar a atenção ainda em meados de 2013 e, pouco a pouco, atraiu a atenção de grandes instituições financeiras, que passaram a investir em startups especializadas.
Sem dúvidas, sua utilização avança em todo o mundo. Exemplo disso é que sete grandes instituições anunciaram o investimento na tecnologia “blockchain”, que está por trás do bitcoin. A ideia é garantir transações cada vez menos burocráticas e, ao mesmo tempo, mais seguras e rápidas.
O mesmo grupo também realizou transações com bitcoins no lugar das moedas locais. Eles converteram os fundos e concluíram a transação automaticamente. Apesar de ainda estar em fase de testes, a ação promete mudar a realidade financeira global!
O bitcoin gera benefícios para as empresas que o utilizam?
O avanço tecnológico é importante para manter a vantagem competitiva e, claro, atender às demandas do consumidor, que está em busca de inovações e sistemas rápidos que facilitem o seu dia a dia.
Nesse contexto, tanto o sistema blockchain quanto o bitcoin desempenham um papel importante, já que além de atingir o consumidor final e reformular as operações, permite reduzir os custos.
Com isso, a tendência é que, aos poucos, os bancos passem a investir ainda mais no bitcoin para utilização em larga escala. No entanto, é preciso ressaltar que ainda existem alguns entraves em relação a essas inovações, dentre os quais destacam-se o preço instável da moeda e as suas taxas.
Quais são as principais preocupações de segurança?
O Conselho de Fiscalização da Estabilidade Financeira, alertou para a necessidade de evitar riscos e violações, por meio da adoção de medidas adequadas para a segurança das informações.
Por isso, foi ligado o alerta para que os bancos que desejam investir nessa tecnologia apostem em procedimentos que garantam a confiabilidade das transações.
Essa provável parceria entre o bitcoin e as empresas financeiras deve revolucionar o mercado como um todo, criando, até mesmo, novas áreas de negócios e possibilidades, tanto para as instituições quanto para os clientes. No entanto, ainda há muito a ser feito (e observado) para que todo esse potencial esteja disponível ao conjunto dos agentes econômicos.
O bitcoin faz parte do futuro do mercado financeiro. Que tal conferir um conteúdo exclusivo sobre a relação entre bitcoin e blockchain?
set 26, 2017 | Bitcoin
Os smart contracts são elementos fundamentais para as transações financeiras no universo dos Bitcoins. Mas para compreender melhor essa ferramenta, é preciso conhecer alguns conceitos relacionados ao Blockchain — tecnologia que sustenta todo esse sistema digital de pagamentos monetários.
Você tem dúvidas quanto à funcionalidade e à segurança das operações realizadas com Bitcoins? Quer mais informações? Então confira este artigo e entenda o que é smart contract!
Descubra o mundo Bitcoin
O Bitcoin é a primeira moeda digital — ou criptomoeda — consolidada no mercado mundial como uma unidade monetária livre e descentralizada. Seu propósito é transferir dinheiro entre indivíduos de qualquer lugar do planeta sem a intervenção de bancos ou agentes intermediários.
Imune à mediação de instituições financeiras ou governamentais, a moeda digital não pode ser tributada ou inflacionada. Portanto, as transações em Bitcoins reproduzem as operações em cédulas sem exigir o pagamento de taxas e encargos.
O sistema segue a mesma lógica de compartilhamento de arquivos do torrent, formato de transferência entre usuários via P2P (peer-to-peer ou par a par), e toda essa tecnologia sustenta-se em um banco de dados denominado Blockchain.
Conheça o sistema Blockchain
O Blockchain — ou cadeia de blocos — surgiu junto à tecnologia Bitcoin. Trata-se de uma base de dados em constante atualização que contém o registro de todas as transações realizadas com a moeda digital. Em termos contábeis, corresponde a um livro-razão.
As informações do Blockchain são públicas e compreendem registros de compra, venda, mineração, doação e quaisquer outras operações realizadas com Bitcoins. Todas essas transações, preservadas em milhões de computadores pessoais e em data warehouses (depósitos de dados), são criptografadas e podem ser checadas por seus integrantes.
Esse modelo de funcionamento baseado na transparência confere segurança aos dados, cujo registro é irreversível. Uma das tecnologias executadas no âmbito do Blockchain com o intuito de proteger as transações é o smart contract.
Entenda a tecnologia smart contract
Um smart contract — também conhecido como contrato inteligente ou contrato digital — é um código de computador autoexecutável desenvolvido para facilitar, efetivar e proteger as operações financeiras no Blockchain.
Contratos inteligentes formalizam negociações entre duas ou mais partes, sem precisar de agentes mediadores. O conceito de smart contract remete à década de 1990 e foi concebido para designar programas de computador aptos a definir normas e penalidades de uma forma tão segura quanto os contratos tradicionais.
Diferencie contratos digitais e físicos
Pode-se dizer que os contratos digitais são ainda mais seguros do que os físicos. Os documentos tradicionais contêm uma linguagem jurídica passível de múltiplas interpretações. Além disso, sua validação depende de terceiros e está sujeita a um sistema judicial público que, muitas vezes, pode ser caro, demorado e ineficiente.
Já os smart contracts são totalmente digitais e escritos em uma linguagem de programação inalterável. Além de estabelecer obrigações e consequências da mesma forma que o documento físico habitual, o código pode ser automaticamente executado. Portanto, é capaz de obter e processar informações referentes à negociação, já tomando as providências conforme as regras do contrato.
A tecnologia Bitcoin populariza-se no mundo inteiro, e saber o que é smart contract tornou-se uma atitude fundamental para compreender como é possível formalizar transações e evitar conflitos no sistema Blockchain. Você pretende investir no mundo dos Bitcoins? Então vá tranquilo!
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